em new york, é difícil saber quem são os seus verdadeiros aliados. se resolver depositar a sua confiança em DAHLIA SINGH, talvez vá lhe encontrar FAZENDO CROCHÊ ou passando pela entrada da GALERIA ENTROPY. pode notar pelo sotaque que nasceu em NOVA DELHI, precisa de um descanso por ser MADRE SUPREMA DOS NEFANDI e venceria um concurso de sósia de SIMONE ASHLEY. ainda não temos muitas opiniões ao seu respeito, mas DAHLIA passou os últimos QUATROCENTOS E VINTE ANOS (TRINTA) anos sendo chamada de IMPIEDOSA e CARISMÁTICA, o que não mudou depois que começou a atuar como DONA DA GALERIA DE ARTE.
WHEN WE FIRST CAME HERE WE WERE COLD AND WE WERE CLEAR
Há quinze anos atrás, a filha mais nova dos Singh abria as portas da sua primeira galeria de arte, tão avant-garde que virou um novo point na cidade em um piscar de olhos. Dahlia era vista como uma jovem audaciosa e com uma personalidade magnética, sendo quase impossível desviar o olhar quando ela estava contando uma de suas histórias. Tinha um olho afiado para as novidades, escolhendo sempre o melhor para ser exposto na Entropy. A riqueza dos Singh cresce a cada dia mais, tudo graças à garota de ouro da família. Ou pelo menos era isso que os humanos normais acreditavam.
Os Singh tem uma dívida secular com Dahlia, já que um de seus antepassados vendeu a própria alma (e a de toda a linhagem também) para tirá-los da pobreza. Quando se acomodam demais, a bruxa os lembra de como é viver com o desespero de não ter o que comer através de um pequeno terror psicológico. Esse é um sentimento que ela nunca esqueceu, então refrescar a memória alheia não é lá um grande problema e, honestamente, atormentá-los é até um pouco divertido. Os usa como disfarce de família humana, aparecendo de geração em geração com a identidade de uma nova garota Singh.
As únicas pessoas que verdadeiramente se importa são àquelas que juraram lealdade ao coven Nefandi. Cuida até mesmo dos mais rebeldes, já que é melhor tê-los onde consegue observar cada movimento ao invés de simplesmente deixá-los livres. Os mais de quatro séculos de idade foram feitos para mostrar que não há poder no mundo capaz de reverter os danos de uma guerra, por isso, ou evita conflitos mais sérios. Dahlia pode até ser desonesta, cruel e insensível, mas o pouco de lealdade que nutre é genuína.
O sorriso acolhedor é a sua maior arma, não há nada mais aterrorizante do que uma facada de onde menos se espera. A bruxa é solícita e sempre foi muito diplomática com os outros participantes da Dante, tanto que nunca levantou um dedo contra uma criatura de Nova York. Se alguém sofre um infortúnio em um timing estranho, a culpa nunca é traçada de volta para a Madre Suprema — a Mãe Natureza só tem um senso de humor bem particular. É melhor não provocá-la, afinal, o seu bom humor não costuma durar por muito tempo, e misericórdia é uma palavra que deixou de existir em seu vocabulário muitas décadas atrás.
AND WHEN WE COME FOR YOU WE'LL BE DRESSED UP ALL IN BLUE
NEFANDI. Dahlia vê o potencial nas veias de MUSE, logo, passou a treiná-lx pessoalmente no tempo livre. Ainda há um grande caminho a percorrer, mas a Magia das Trevas se manifesta com uma beleza característica ao seu redor.
NEFANDI. Anos atrás, a Madre estendeu sua mão para MUSE, acolhendo-x no coven e lhe apresentando uma nova família. Nutrem uma relação complexa, afinal, a salvação veio através de uma magia traiçoeira e dolorosa. Dahlia espera que o coração de MUSE endureça, enquanto x outrx deseja que ela crie um pouco mais de humanidade.
CIVIL. A vaga de trabalho na Entropy faz MUSE estar por dentro dos eventos de arte mais badalados da cidade. Sabe que a família Singh é bem influente pelo jeito que Dahlia está sempre no centro das atenções, mas todos os direitos trabalhistas que ganha o faz fechar os olhos pras atividades mais esquisitas da galeria.
CIVIL. Sua família fez um pacto com Dahlia no passado, e a bruxa volta para cobrar o preço. Apesar de MUSE não ter nada a ver com isso, ainda precisa pagar o combinado. A bruxa ofereceu duas alternativas: ou se paga, ou se faz outro pacto por cima. O que MUSE vai escolher?
FENRIS. O descontrole na lua cheia de MUSE não é normal. Com um pouco mais de investigação, descobriu-se tratar de uma maldição que Dahlia colocou em sua linhagem um século antes. Como demonstração de boa fé, a bruxa está disposta a ajudá-lx a quebrar a maldição, mas não lembra o motivo ou as palavras exatas que usou no feitiço.
FENRIS. Procurando a Madre Suprema em segredo, MUSE está dispostx a trazer a bruxa para o seu lado. Apesar da desconfiança natural de Dahlia, ela está disposta a ouvir o seu lado por pura curiosidade.
LASOMBRA. Conhecidos de séculos passados, MUSE e Dahlia são... amigxs? Ou pelo menos o mais próximo disso. É sempre bom ter uma bruxa como contato de emergência para pedir favores, mesmo que o preço do serviço de Singh seja alto: aguentar Dahlia dizer "eu te avisei".
LASOMBRA. MUSE é frequentadorx da galeria Entropy por amar arte, quanto estão juntos se comportam como civis e conversam por horas das novidades de Nova York, as festas que comparecem e as belezas da vida mundana. Por alguns momentos, é como se a humanidade voltasse à essas duas criaturas.