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@delilah-lovegood
I made yoou ;) #dreamcatcher #crafts
I met a pretty girl and I wanted to make her mine | Seth & Delilah {FLASHBACK}
Seth não esconde o sorriso quando escuta a resposta de Delilah, sobre Martin não ser um namorado. Não que ele se importe com o fato de Lovegood ter um namorado ou não. Se dependesse apenas dele, o sujeito seria corno há muito tempo. Mas talvez Delilah se importe e é por esse motivo que ele fica feliz sabendo que ela não está comprometida com alguém. Significa um obstáculo a menos, mas ao mesmo tempo pode significar que ela não quer nada com ele. Já que nenhum vínculo emocional a impede de ficar com ele ou qualquer coisa do tipo.
— A cidade dos anjos, de onde mais você acha que eu poderia ter vindo? — Seu tom mostra um quê de superioridade, mas apenas na brincadeira, até porque Seth tem se mostrado incapaz de ser arrogante com a morena. Não sabe se agradece ou se sente muito por isso, por perder uma de suas características mais marcantes quando está perto dela. Ela fazer confusão com as cidades, faz Seth pensar que ela não presta atenção na maioria das coisas que ele diz, isso não pode ser um bom sinal nem de longe.
— Sim… desorientado. — Repete sorrindo com a simples risada de menina da Delilah, está completamente encantado por ela e por tudo que diz respeito à ela. Sua mãe que vive colocando pilha para o filho sossegar com alguém, ficaria orgulhosa se visse Cullen sorrindo daquela forma. — Talvez um beijo resolvesse meu problema, você sabe… momentaneamente. — Vira o rosto para poder encará-la e morde o lábio inferior, fazendo sua melhor cara de cão sem dono.
Seth aproxima seu rosto do de Delilah. Se está se arriscando demais? Foda-se, não importa. — Nenhuma delas se compara a você. Aposto que você não ficaria triste, porque posso jurar que teria toda a minha atenção. — Diz em meio mais um sorriso.
"A cidade dos anjos, de onde mais você acha que eu poderia ter vindo?" A garota deu de ombros ao responder: -- Tem razão, anjinho, mas eu não sei, dizem por aí que o inferno é bem mais divertido. No fim abriu um sorriso, estava mesmo provocando o rapaz. Se Martin visse isso, Lilah estaria encrencada e toda a conversa de paz e amor não passaria de um discurso.
-- Um beijo? Oh, certo... Ela deu outra risada. Suas bochechas esquentaram, bem como o resto de seu corpo, mas ainda assim Delilah não recuou e não se distanciou do homem. Estava por demais atraída - o magnetismo - para se afastar. Ela imaginava como ele deve usar discursos similares com todas as garotas, mas foda-se, ele era sexy e Lilah não estava mesmo querendo se casar nem nada do tipo.
Meu Deus, eu quero mesmo beijar esse filho-da-mãe.
Foi sua vez de aproximar seu rosto de Seth, mas ao invés de ir na direção dos lábios dele, a morena foi até o ouvido, onde sussurrou: -- É uma situação complicada, sabe? Porque eu não gosto de ideia de te deixar perdido e desorientado, mas também não posso te dar mais do que isto... Neste ponto, Lovegood aproximou seus lábios da bochecha de Seth e ali deixou um delicado beijo. Por fim, completou: -- Aqui, pelo menos. Diante dos olhos de toda a comunidade.
Lilah ajeitou sua postura e procurou discretamente por Martin com os olhos. Esperava que o rapaz se mantivesse bem longe, a fim de dar a ela certo espaço para conversar com o forasteiro.
You know I'd do anything for ya | Seth e Delilah
Ao mesmo tempo que diz aquelas palavras, sobre Delilah não ter o procurado primeiro, o homem se arrepende. É como se estivesse exigindo um tipo de comportamento dela, e não é legal fazer isso na condições em que a mulher se encontra. Mas está em Seth toda essa história de ser babaca com quem ele ama, e com quem não ama também. Além do mais, tem certeza de que Delilah só queria fazer o que achava certo. A admirava por isso, eles são tão diferentes que, apesar de ser o maior clichê do mundo, se completam.
Cullen arqueia uma sobrancelha com o novo tom que assume a voz de Lovegood. Ela estava irritada? Bom, se Seth não conseguir acalmá-la em breve ficará irritado também. Na realidade, já está fulo com a injustiça que estão cometendo. Interrogar uma pessoa sem que ela tenha um advogado. Quer realmente saber como as coisas na cidade funcionam. — Delilah! — Ele chama na tentativa de captar a atenção da ex. — Eu acredito em você. Em breve todos acreditaram em você, porque é a verdade. Simples assim. — Não, não é simples e Seth sabe disso, mas não custava nada tentar acalmar a mais nova. — Quero que você se acalme, tudo bem? Isso não é você, não deixe que eles te irritem. Só eu tenho esse direito, ok? — Ele brinca, não tão descontraído como está acostumado porque se encontra igualmente tenso.
Sente-se mal por não ter ido amparar Lilah antes. Talvez se ele não tivesse enchido a cara na noite anterior, pior, se não estivesse nos braços de outra. Um nó se forma em sua garganta e de repente começa a concordar com seu pai que sempre diz: “Cullen, você é um merdinha.” Mas estava ali agora. Só percebeu que alguém mais falava dentro da sala quando Delilah gira o corpo. Ela está liberada. Seth não pensa duas vezes antes de segurar a mão dela. — Vamos sair daqui… você deve estar exausta. — Ele a puxa delicadamente até a porta da delegacia. Antes de sair, ele tira seu casaco e o coloca sobre os ombros de Lovegood. Naquele momento, só quer cuidar dela e nada mais importa. Foi sempre assim, nada nunca importou quando colocava Delilah a frente de tudo. Segurando a mão da outra, Seth caminha para seu carro, que não está muito longe dali.
Enquanto Seth falava, Delilah quase não conseguia encarar os olhos dele e seu corpo tremia num misto de frio, cólera e sabe-se lá mais o quê. A moça estava tão legitimamente nervosa que nem se deu conta da piada que o homem faz, dizendo que somente ele pode irritá-la. Sim, ela sabia que era melhor ficar calma, mas simplesmente não conseguia manter os nervos sob controle. Era verdade que não dormiu nadinha durante a noite -- e provavelmente não conseguiria dormir, seus nervos vibram energéticos demais -- e as pessoas tendem a ficar mais agressivas quando são privadas de um bom sono.
Por fim, o homem, a quem odiava sem nem ao menos conhecer direito, apareceu e anunciou que ela estava liberada. Cullen a puxou pela mão, mas isso não impediu Delilah de dirigir a ele um olhar agressivo e rancoroso por sobre o ombro. Todavia, a cantora deixou-se ser levada pelo cineasta sem protestar, entrelaçando seus dedos finos nos de Seth. Seus pés estavam descalços e a roupa suja de barro. Aliás, sobre os pés, Lilah não tinha a menor ideia de que horas tinha perdido suas sandálias no meio da confusão toda. Talvez estejam no lago ainda, quem sabe?
Lilah segurou o casaco de Seth na altura de seus seios para fechá-lo e manter seu corpo mais protegido do vento lá de fora; a morena estava grata pelo calor que vinha dele. Precisava disso. O cheiro também era familiar e somente por sentir-se mais acolhida Lovegood conseguiu relaxar um pouco seus ombros tensos. Somente agora ela percebeu o tanto que suas coxas também doíam, assim como os pés feridos.
-- Este é seu carro? Perguntou apontando para um veículo quando finalmente pararam de andar. Era estranho pensar que Seth tinha uma vida, coisas e objetos que ele chama de "seus".
Delilah Lovegood tem 23 anos, se parece muito com Vanessa Hudgens e é cantora. Known as THE GYPSY
Ghostface? Ah… Eu nunca tive medo de fantasmas. Nem de rostos.
CRIMINAL HISTORY:
A pequena Delilah nasceu dentro de uma comunidade hippie nos arredores de Los Angeles. Filha de uma artesã com um musicista, nunca conheceu a rotina da cidade grande; viveu toda a sua vida seguindo os ideais da não-violência e da cooperação, sem a agitação urbana dos grandes aglomerados. Tanto seu pai como sua mãe sempre evitaram empregos “normais” e se sustentavam por meio da natureza, além de venderem artesanato em praias do litoral.
Os Lovegood são nômades. Seu lar é a estrada, indo de comunidade a comunidade, conhecendo pessoas novas a cada dia. Delilah sempre os acompanhou em suas viagens e isso nunca foi para ela sacrifício. Junto com eles, passeia por boa parte do território americano e, por mais que não goste de se despedir das pessoas especiais que encontra pelo caminho, Delilah sabe que a vida é efêmera e que o desapego precisa ser praticado para seu próprio bem. Além do mais, não dá para amar a vida errante sem aprender a praticar o desapego. É necessário.
A outra paixão da mulher também surgiu por causa de seus pais: a música. Sua mãe é dona de uma bela voz e o pai sabe tocar toda sorte de instrumentos, dons estes que passaram à filha e que ela fez questão de desenvolver. Em uma comunidade hippie na Flórida conheceu Tim, Robbie e Crystal, e com eles montou uma banda improvisada a fim de tocar em uma festa que organizaram para comemorar um suposto alinhamento dos planetas. O que Delilah não sabia é que aquela parceria se firmaria de um jeito muito mais forte e que eles se tornariam seus novos companheiros de estrada.
Foi assim que a jovem deixou seus pais e seguiu sozinha com seus colegas de banda. Passou a tocar em shows pequenos, na sua maior parte em festivais, e foi se tornando pouco a pouco conhecida neste meio. Delilah adorava demais aquela vida. Amava cantar, se apresentar, dirigir sua Kombi pelos EUA, tendo como companhia somente os amigos e a estrada. Os festivais eram encantadores e talvez sua parte favorita dentre todas em sua nova rotina. Neles, a morena fazia amigos, aprendia a se conectar mais com a natureza, com a espiritualidade que sua música lhe traz e, especialmente, vivia romances.
O mais especial deles, aliás, viveu há não muito tempo. Delilah conheceu Seth Cullen quando tinha 20 anos e ele 32, no Verão mais quente de sua vida. Apaixonada, fugiu com o rapaz sem nem avisar os companheiros de banda e passou toda a estação em sua companhia. A cantora não via mais prazer em nada a não ser que Seth estivesse presente. A partir de agora, viajar só teria graça se o homem estivesse no comando do volante e ela no banco do passageiro, cantarolando junto com o rádio enquanto o vento embaraça seus cabelos.
Ah, mas o paraíso particular dos dois não sobreviveu ao Outono. Seth precisava voltar para sua vida e, por mais que tenha insistido que Delilah fosse com ele para Los Angeles, a vida da garota era a estrada. Ela jamais conseguiria viver em um só lugar; presa em uma floresta de concreto. Depois de passar toda uma noite chorando, Delilah levantou antes do sol nascer, pegou suas coisas e foi embora da vida de Seth Cullen. A moça voltou para seus companheiros de banda e retomou os planos anteriores. Hoje vive como cantora e até se arrisca como artesã também. De tempos em tempos, ela visita seus pais, mas continua na estrada, errante e guiada por nenhuma bússola.
Foi assim que a jovem foi parar em uma comunidade próxima à cidade de Ocean Ridge, FL: sem pretensão nenhuma para mais um show de sua banda. Lá, porém, ouviu dizer sobre a fama da cidade vizinha e também soube de uma informação extra que roubou seu sono e despertou sua curiosidade. Cullen estava em Ocean Ridge, filmando um documentário a respeito do tal assassino de nome Ghostface. Movida pela tal curiosidade e por uma saudade incomum de ver sua antiga paixão, Delilah entrou em sua Kombi – mais uma vez sem avisar seus companheiros – e partiu para a cidadezinha. O que fará por lá? Ela não sabe. Se é perigoso? Delilah não se importa. Tudo que a moça sabe é que precisa seguir seus instintos.
ADDITIONAL NOTES:
Delilah é dócil na maior parte do tempo, a não ser que você pise no calo dela, claro. Não se deixe enganar pelo sorriso fácil e o coração que, apesar de ser puro, desaprendeu - por causa da vida livre - a ter muitos freios. Por ser meio avoada, as coisas que saem da boca de Lilah frequentemente não costumam fazer muito sentido. A mulher tem como base de sua filosofia a liberdade, o amor pela natureza e o desapego. Sua criação foi muito liberal e seus pais nunca exigiram dela um comportamento de mocinha, por isso não é raro vê-la sentando de pernas abertas ou ouvi-la falando um palavrão, dentre outras coisas.
Esta personagem é OC, portanto está OCUPADA.
Just own the night | Delilah & Mary
Delilah estava se sentindo incrivelmente bem durante os dias festivos em Ocean Ridge. Toda a movimentação mudou o clima pesado da cidade -- e o humor escuro de Lovegood também -- especialmente porque o ambiente se assemelhava ao das comunidades nas quais a morena nasceu e cresceu. Festa, camaradagem, pessoas sorrindo e se divertindo...
Acostumada com o mar, Delilah surfou como uma verdadeira profissional -- ela é realmente habilidosa, ágil e experiente. A morena chamou a atenção de todos os que a observavam pegando as ondas e toda hora ela parava o que fazia para ensinar criancinhas e adolescentes que se aventuravam no mar de forma desajeitada. Delilah se divertia muito enquanto os ajudava e suas gargalhadas eram constantes. Estava contente.
Polidamente ela recusou o convite para participar do concurso de surf naquela terça-feira e, inclusive, na hora em que o evento começou, saiu do mar e foi para a areia. Lovegood prefere não participar de competições justamente porque sabe que é uma pessoa que leva a sério esse tipo de coisa; não é difícil que Lilah leve a competitividade até graus exagerados e acabe brigando com alguém.
Ela se recordava de um desses dias, distraída em suas memórias, quando sentou-se na areia. Lilah não percebeu que estava se sentando ao lado de uma garota, por isso nem se deu ao trabalho de cumprimentá-la.
You know I'd do anything for ya | Seth e Delilah
Seth se sente perdido e não faz ideia do que deve fazer. Só consegue pensar em como Delilah havia parado na cena do crime. Em momento algum passa por sua cabeça que ela realmente possa ser uma suspeita, quer dizer, a ex não teria coragem de matar um inseto quem dirá uma pessoa a sangue frio. É tão frustrante que os outros não entendam uma coisa tão simples como essa. Tudo bem, Seth entende que eles estão apenas seguindo procedimentos que seguiriam se fosse com qualquer outra pessoa que não ela, mas ainda assim é revoltante para o homem. Que conhece a mulher melhor que ninguém e sabe que ela nunca seria capaz de uma coisa dessa. Nem mesmo no caso de uma pessoa ter irritado a moça, como ele faz vez ou outra.
Vendo que não obteria sucesso com os guardas com quem já ia começar uma briga, o cineasta tira o celular do bolso e disca o número que o salvara várias vezes. O responsável por tirar Cullen de roubadas e evitar que as mesmas virem assuntos públicos. Um colega de faculdade que, ele sabe, não negaria ajuda se Seth estivesse soando tão angustiado quanto realmente estava.
Escuta os toques e aguarda por uma resposta, quando escuta sua voz. O homem não tem tempo de assimilar tudo o que está acontecendo quando Delilah se joga em seus braços. É um reflexo abraçá-la, tão forte como pudessem tirá-la dele a qualquer momento, como se aquele abraço fosse protegê-la de qualquer coisa. Sabe que não é verdade. Que não pode pode proteger Delilah de qualquer coisa.
— Shh, shh… eu estou aqui. Ei, não precisa chorar. Eu estou aqui. — O homem deixa um beijo no topo da cabeça de Lovegood. Seus olhos estão marejados, está prestes a começar a chorar porque não suporta Delilah chorando. Um aperto no coração atinge Seth quando Delilah pede para que ele a tire dali, basicamente implora por isso. Ele não sabia se poderia fazer aquilo tão rápido quanto deseja. O que é frustrante. — Eu sei, eu sei… eu vou tirar você daqui, meu amor. Vou dar um jeito. — Ele diz enquanto passa a mão no cabelo de Lilah. — Ah, Lovegood, por que você não me procurou antes? — Pergunta e logo em seguida deixa um suspiro pesado escapar. — Vou te tirar daqui, nem que seja a última coisa que eu faça.
Por que ela não procurou por ele antes? Delilah não sabia. Ela só achou que o mais correto depois de presenciar um crime seja procurar pela polícia. Não está certo? Não é isso que as pessoas das cidades fazem? Lilah não sabe se comportar em lugares urbanos, isso é uma verdade. -- Eu não sei. Não sei. A morena ergueu seu rosto para ele. Não queria que Seth brigasse com ela e também não queria se sentir estúpida por sua decisão. Delilah estava cansada demais para sentir-se culpada por ter ido à polícia primeiro.
Ela soluçou duas vezes antes de prosseguir em um discurso revoltado; antes ela estava melancólica, agora está irritada também. -- Eles não acreditam em mim, Seth. Os dentes da morena estão pressionados uns contra os outros e ela arregala um pouco os olhos inchados para falar. -- Acham suspeito que eu esteja aqui por sua causa. Eu expliquei, contei sobre nosso amor, mas parece que não é uma boa história. Mais lágrimas descem pelas bochechas dela. -- Só quero ir embora... Eu nem dormi. A morena abana a cabeça negativamente para dar ênfase, o que acaba fazendo com que ela fique com ar mais desesperado ainda.
Neste momento, a voz de seu interrogador corta o ambiente, vinda das costas de Delilah. Ele pigarreia algumas vezes e, assim que Lovegood gira o corpo sem se afastar de Seth, ele anuncia que ela poderia ir embora. Lilah ergue as sobrancelhas, achando a liberação repentina estranha. Será que estavam com medo de Seth? Provável. O sobrenome Cullen é poderoso, Lilah sabe disso, e Seth deve ter muitos advogados, dentre amigos influentes.
Caught in a landslide | Seth e Delilah {Flashback}
Seth não sabe se deve se iludir com as palavras de Delilah, não sabe se deve acreditar que ela ficará por ele, que não irá a lugar nenhum. Não que ele pense que ela seja uma mentirosa, mas estar ali por ele significa abrir mão daquilo que ela chama liberdade. Perder a mesma coisa que fez ela partir da última vez que estiveram juntos. Agora as circunstâncias são diferentes, ainda piores. Não prometa o que você não pode cumprir. É o que sua mãe vive dizendo, mas Seth não acha que se aplica a Lovegood.
A questão é que ele realmente precisa dela naquele momento, não sabe a quem mais recorrer. Na verdade, não tem a quem mais recorrer. Sua mãe e seu irmão, nunca se sabe o paradeiro deles. O pai é um babaca que não faria nada além de criticá-lo. Delilah é a única que o entende, e não exterioriza seus julgamentos. Ele não duvida que eles existam, mas prefere não pensar muito nisso.
— Se você for, não se esqueça de me levar. — Ele diz com um sorriso, ainda que fraco. Ele se lembra muito bem que a razão da fuga de Delilah foi por querer que ela sacrificasse sua vida por ele. O homem percebeu tarde demais que não é bem assim que as coisas funcionam. Que uma pessoa não pode largar tudo de uma hora para outra, a não ser que ela esteja disposta. E, considerando o primeiro ano que passou sem a mulher, está disposto a qualquer coisa apenas para não perdê-la de novo. Um modo de dizer é claro.
— Estou feliz que você tenha voltado… — Ele disse aprumando o corpo, para que pudesse encará-la. — Delilah eu —te amo, é o que ele pensa em dizer inicialmente mas logo se desfaz da ideia. — quero agradecer por tudo. — Ao dizer isso, é como se o chão que ele perdera no momento de angústia, estivesse se estabilizando novamente.
"Se você for, não se esqueça de me levar." O sorriso de Seth é fraco ao dizer essas palavras e o de Delilah também, ao correspondê-las. Não que ela não deseje o homem consigo, muito pelo contrário, mas tem medo de que um dia ele acabe convencendo-a a ir com ele, a prender-se a um só lugar. Anos atrás, se Seth tivesse aceitado permanecer na rotina em que eles viveram durante aquele verão, permanecer com aquela vida nômade, Lilah não teria feito objeções, afinal, sempre soube que sua alma só fica em paz quando está perto do homem. Teria sido seu melhor presente e nunca pensaria em escapar dele, como de fato o fez.
Seth aprumou o corpo e Lilah colocou as mãos sobre seu próprio colo. Ela o observou com seu ar distraído, o pequeno sorriso sempre presente nos cantinhos de seus lábios. Eu..? O coração da morena disparou dentro do peito com a pequena ameaça que a continuação daquelas palavras seja um "te amo", mas não foi isso que ele disse.
Delilah respirou fundo, comprimiu seus lábios e com um ar sábio, como se tivesse muitos anos de idade e não simples 23, ela acenou positivamente com a cabeça. -- Não agradeça. Só me prometa uma coisa, em retorno, e eu ficarei feliz. Sem esperar por concordância ou nenhuma outra palavra dele, prosseguiu: -- Seja forte, meu bem. Eu sei que eu serei. Deste modo, nós seremos a força um do outro. Lovegood ergueu as sobrancelhas discretamente e sorriu. Ela não esperou por uma resposta porque não precisava ouvir a resposta... Delilah sabia que Seth seria forte. Tinha convicção de que ele seria seu pilar de sustentação. E ela seria o dele.
Sim, definitivamente, os deuses enviaram Delilah até Ocean Ridge por um motivo.
I met a pretty girl and I wanted to make her mine | Seth & Delilah {FLASHBACK}
Seth Cullen sempre pensou que a história de borboletas no estômago e estar ligado a uma única pessoa fosse uma baboseira que as pessoas inventaram para se sentirem menos estúpidos por colocarem um outro alguém acima de si mesmo. No momento ele se sente o maior tolo do mundo por estar tão obcecado por Delilah Lovegood, a ponto de passar horas e horas acordado durante a noite pensando apenas nela. Sobre como a risada dela se assemelhava à risada de uma criança ou em como os dois poderiam ser felizes se ficassem juntos. Tudo premeditado demais, mas está acontecendo e ele nem ao menos sabe explicar o porquê. E então a ideia de pertencer a uma pessoa só mesmo que essa pessoa te ignore e esteja com outro, durante a semana Seth chegou a dispensar todas as mulheres que tentaram se aproximar dele. Não por descaso, mas porque não tinha interesse nelas… apenas nela. E ele acha isso uma merda. Sem contar com a raiva repentina que ele sentiu um outro dia quando a viu com um outro rapaz.
E ainda tem o seu esforço além do normal para conseguir a garota. Normalmente teria desistido e partido pra outra, mas não. Cullen está certo do que quer e está certo de que, alguma hora, irá conseguir. Persistiria com as investidas, com os flertes, tudo… até que por fim Delilah cedesse. E então ele já não sabia mais, se depois perderia o interesse como das outras vezes ou não. O cineasta acredita que não pois é a primeira vez que se sente assim em anos. Já se sentiu atraído por várias outras mulheres, não era a primeira vez, mas com Delilah é diferente e ele sabe disso. Assim como sabe que, no momento, faria qualquer coisa apenas para tê-la.
Ele sorri ao escutar a voz dela. Voz que ele não consegue gravar na memória por mais que tente, mas que ele simplesmente adora. Talvez seja mais uma das consequências por estar obcecado - ou qualquer outra palavra que defina o sentimento melhor - pela garota. Estava longe de ser um fã secreto, na verdade, deixa na cara que tem um interesse que vai muito além da banda de Lovegood. Encolhe os ombros e mantém o sorriso tímido, que é atípico do homem.
— Shh… se eu sou um fã secreto você não deveria saber disso. — Balança a cabeça, como se saísse de um transe no qual permaneceu por um bom tempo. Estar perto de Delilah fazia bem para ele, ao mesmo tempo que fazia um mal inexplicável. Porque então ele não respondia por si e agia como um idiota, exatamente como está agindo. — Mas hey, não tenho culpa se a melodia e bacana, as letras são inspiradoras e a vocalista não é só um pedaço de mal caminho… mas sim o caminho inteiro. É bom que você saiba guardar segredos, não quero aborrecer o namoradinho. — Com um sorriso torto ele a elogia e provoca ao mesmo tempo, sempre com a finalidade de conseguir alguma coisa.
"Dois dias, provavelmente." Seth não consegue imaginar o quão pouco tempo ele tem para conquistá-la, não estava sendo uma tarefa tão fácil como ele pensou que seria, estava mais para impossível. Sua mãe sempre disse para ele transformar o impossível em possível quando quisesse, e aquele era um momento oportuno para tentar fazê-lo.
— Las Vegas? Pensei ter dito Los Angeles… — Responde pensativo, como se aquilo tivesse alguma importância, não tinha. Para onde ele ia não importava, mas para onde Delilah iria era sim de seu interesse. — Enfim, todos os meus compromissos foram adiados ou não são mais importantes que isso aqui - você, ele acrescenta mentalmente -… mas, pensando bem, adoraria passar por Las Vegas, a cidade do pecado, você não? — Nesse momento ele se aproxima e afasta uma mecha do cabelo de Lilah do rosto dela. — O que mais eu preciso fazer, Lovegood? Você me deixa completamente perdido, isso é uma grande merda.
Lilah notou o sorriso tímido no rosto de Seth e sentiu suas bochechas esquentarem quase instantaneamente em reação. Ela nem sabia explicar o porquê, mas vez ou outra as atitudes do homem causam nela uns efeitos estranhos, sem muito nexo ou normalidade. Quando falou com ele pela primeira vez, por exemplo, Delilah sentiu seu estômago revirar como se tivesse bebido muito e uma ressaca terrível veio como consequência. Na segunda vez em que se falaram, outro exemplo, as mãos da morena começaram a suar, coisa completamente estranha para ela. Tim é quem costuma suar quando fica nervoso ou encabulado, não Delilah.
-- Oh, o namoradinho... O Martin...? Um sorriso se congelou nos lábios da morena; era um sorriso sem graça, meio sem jeito. Delilah não gosta de coisas que delimitam e definem. Ela prefere a indefinição, a incerteza, o sopro, o efêmero. Por isso a palavra incomodou... Bem, na verdade, não foi só por isso. Não sejamos mentirosos. Delilah Lovegood não gostou é de ouvir a palavra na boca de Seth Cullen, porque pensar que ela namora Martin significa pensar que ela está indisponível. Indisponível para ele. -- Namorado. Essa não é uma boa definição, sr. Cullen, mas vou deixar passar sem te dar uma bronca. Disse a cantora por fim, semicerrando os olhos em uma falsa expressão de quem está zangada.
-- Sim, sim. Los Angeles. Eu não tenho uma boa memória, desculpe. Disse levando uma mão até a testa. Lilah a área em cima da sobracelha... Estava tentado agir como uma atriz, fingindo que realmente não se lembrava do que ele havia dito quando, na verdade, se lembrava de cada palavra, cada sílaba que saía da boca do homem. Mais outro fato estranho, uma vez que a memória real de Delilah é de fato uma merda.
-- Eu te deixo perdido? Lovegood deu uma risada alta, sua típica risada despreocupada, de menina. -- Eu que preciso perguntar o que devo fazer, você sabe... para te ajudar a se encontrar de novo. A cantora encolheu os ombros; fez charme propositalmente... Não conseguia se controlar, especialmente tendo Seth tão perto de si assim, agindo como um namorado faria ao afastar uma mecha de seu cabelo e coisa e tal. -- E não sei se você está certo por Las Vegas... Gosto dessa coisa de "cidade do pecado", mas acho que eu me sentiria perdida lá. Se eu fosse contigo, por exemplo, como sua companhia, provavelmente não receberia tanta atenção, afinal, você é um homem rodeado de mulheres... Daí eu ficaria triste. Ela piscou seus olhos castanhos e fez um biquinho.
Caught in a landslide | Seth e Delilah {Flashback}
Não, Delilah não pode imaginar o quanto ele está perdido e arrependido. Não pode imaginar que todos esses sentimentos estão ligados diretamente a ela, porque Cullen sabe que se ela não estivesse ali, seu sentimento de culpa seria menor e ele nem mesmo se importaria com alguém além dele. E naquele momento ele prefere colocar os sentimentos dela acima dos seus, como sempre. Quer saber como ela se sente em relação a tudo aquilo. Não que ela pense que ela ainda é apaixonada por ele, porque bem… não é isso que ela tem demonstrado. Mas ainda assim quer saber se ela se importa, não que ele possa fazer muita coisa em relação a isso também. Já fez até demais. Um filho, francamente… é o que ele pensa desde que recebeu a notícia de Amelia.
— É claro… é claro que importa, Delilah. — Ele diz. Sua voz está muito baixa e falha, como se a qualquer momento ele pudesse começar a chorar. Mas não o faria, pelo menos ele pensa que não. — É uma das únicas coisas que importam pra mim, você sabe disso. — Mesmo com a voz cansada, o homem esboça um sorriso. — Não importa o quanto a gente brigue e mande o outro se foder… sempre importará pra mim. — O que ele fala não é mais uma mentira que conta apenas para conquistar uma mulher por uma noite, longe disso. Além de estar sendo sincero com Delilah, está sendo sincero consigo mesmo. Talvez haja um exagero na parte do sempre, porque acredita que tudo tem um fim, mas ainda assim não deixa de ser a mais pura verdade.
Em um gesto quase que inconsciente, Seth coloca sua outra a mão sobre a mão de Lovegood que tocava seu braço. Seu coração acelera com as palavras dela. Estou aqui por você. Aquilo certamente o deixa um pouco mais aliviado, apesar do peso que ainda sente. — Delilah, — Faz uma pausa, pensando se deve prosseguir ou não. — me julgue o quanto quiser mas… por favor, não me deixe. — Ele abaixa sua cabeça até que ela esteja encostada no ombro da morena. — Por favor. — Pede mais uma vez antes de fechar os olhos e suspirar. Nunca esteve tão perdido como estava agora.
-- Oh, babe... Ela virou o rosto e olhou para Seth como se ele fosse a mais bela obra de arte do mundo. No meio de tanta merda, ele queria mesmo saber como ela se sentia? A opinião de Lilah realmente importava tanto assim?
Bem, Lovegood sabia que concordava muito com ele. Em gênero e grau. Por mais que tenha gritado ofensas ou que tenha dito para si mesma inúmeras que não vivia mais pautada pelas lembranças do relacionamento com Seth, uma coisa só era verdade: Delilah Lovegood se importava com ele mais do que com qualquer outra pessoa e mesmo depois de três anos separados ela ainda pensava da mesma forma. Os melhores sonhos que tem são os que Seth está do seu lado... Os momentos em que mais se sente quente e viva é quando fecha os olhos e se recorda do cineasta. As melhores músicas são as que costumava ouvir junto com ele... Lilah nunca se cansava dele. Nunca se cansava do romance que viveu.
E foi por ter certeza deste sentimento que a cantora tocou o rosto de Seth quando ele deitou a cabeça em seu ombro. Ela acariciou a bochecha dele com o polegar. -- Querido, meu bem... Ei... Eu não vou a lugar nenhum. Delilah não sabia se futuramente viria a se arrepender desta afirmação tão veemente - uma promessa, sem dúvidas -, nem se viria a se questionar por causa da tão idolatrada liberdade da qual está abrindo mão ao se comprometer assim, mas nada mais importava no momento. Só seus sentimentos importavam... E os de Seth, acima dos seus. Consolá-lo era prioridade.
-- Estou aqui para você. Ela tornou a dizer as palavras que já tinha dito, enquanto passava os dedos pelos cabelos castanhos de Seth. Era um alívio poder colocar para fora seus sentimentos assim, sem se resguardar... Ela ergueu seus olhos para o lago e suspirou antes de dizer o que quis dizer desde que chegou: -- Voltei para você, meu bem.
You know I'd do anything for ya | Seth e Delilah
Seth faz anotações irrelevantes em seu bloco de notas, palavras soltas que saem da boca da clientela do Duncan, enquanto espera seu café e suas panquecas. É um hábito que o rapaz tem para se inteirar das coisas que acontecem na cidade, é na parte da manhã que as notícias interessantes vêm. Ali ele escuta de tudo, desde pessoas reclamando do cachorro do vizinho ao nome que tanto marcou a vida dele: Delilah Lovegood. Ao escutar aquelas duas palavrinhas mágicas, Cullen apura os ouvidos e tenta captar toda palavra dita a partir de então.
Lago. Ted. Assassinato. Ghostface. Suspeita. Delegacia. Ainda são palavras soltas mas que fazem sentido para o homem, ou melhor, não fazem o menor sentido. Em um gesto impulsivo, ele deixa duas notas sobre a mesa e apanha seu caderno de notas. Tem um destino fixo em sua mente, a delegacia. Se Delilah está lá, ele quer saber o motivo e se ela realmente for uma suspeita, ele precisa fazer algo o mais rápido possível. A ex é inocente demais para colocar maldade em coisas como essa, com certeza ela falaria pelos cotovelos e juraria de pés juntos que não era capaz de matar uma mosca. Realmente não é, mas até que consiga provar isso para os policiais talvez fosse tarde demais.
Cullen não pode suportar a ideia de ver sua querida Delilah presa por algo que, certamente não fez. Está irado quando entra na delegacia, empurrando para o lado a primeira pessoa que cruza seu caminho sem ao menos querer saber de quem se trata. No fim, é provável que ele acabe sendo preso por desacato a autoridade. O homem se dirige ao primeiro homem que ele pensa ser funcionário do local em um raio de cinco metros.
— Onde ela está? — Pergunta exaltado agarrando o jovem pelo colarinho. Seth não costuma comprar briga com autoridade, a não ser que Delilah esteja envolvida, então ele compraria briga com qualquer pessoa, independente da posição que ela ocupa na sociedade. — Onde está a Lovegood? — Ele larga o homem quando percebe seu comportamento equivocado. — Vocês não podem… ela não… eu preciso. — Mal conseguia organizar suas palavras, de tão irritado e desesperado que estava.
Então um homem fardado entra em cena, querendo saber o que está acontecendo e pedindo para que Cullen se acalmasse, o que o deixou mais fulo ainda. Como poderia se acalmar em uma situação daquelas? --- Eu preciso falar com ela, vocês não podem interrogá-la… ela não tem um advogado! — Ainda com o tom alterado, ele tenta argumentar. Vendo que não teria sucesso se mantivesse o comportamento explosivo, o cineasta resolve abaixar a aguarda.
— Eu, por favor, preciso… preciso falar com ela. Só preciso saber se ela está bem. — A raiva na voz de Seth é rapidamente substituída pela angústia. Não podia sequer imaginar Delilah em uma daquelas celas frias, em condições precárias. O único lugar em que Seth deseja que ela estivesse é em seus braços, mas parece que aquilo ficaria em uma situação utópica por tempo indeterminado.
Algumas situações são tão inesperadas, mas tão inesperadas, que chegam como verdadeiras bombas na vida da gente. Delilah não esperava testemunhar a cena de um crime tão horrível quando acordou naquele dia, muito menos quando resolveu voltar ao lago para nadar de noite... Oh, se soubesse não o teria feito; ela se arrependia amargamente. E cada vez mais o arrependimento crescia dentro de si. E isso foi acontecer logo com Delilah, que está tão pouco acostumada a se arrepender e a voltar atrás! Sentimento incomum e estranho este de arrepender-se amargamente.
Sua maior dificuldade, depois que correu até a polícia, foi explicar para os policiais o que estava fazendo no lago bem naquele horário estranho... Aliás, eles pareceram intrigados em saber o que é que Delilah estava fazendo em Ocean Ridge, para começar. Ela precisou explicar seu relacionamento com Seth Cullen mais de uma vez para eles. As lágrimas praticamente não deixavam de cair de seus olhos castanhos, descendo pelas bochechas. Não demoraria e logo deixariam marcas permanentes ali, marcando o rastro.
Em determinado momento, vendo que a moça estava cansada, a policial que a interrogava sugeriu que ela fosse ao banheiro lavar o rosto e beber uma água no bebedouro, o que foi ótimo, já que Delilah realmente estava se sentindo esgotada, física e psicologicamente. Seu corpo todo doía, especialmente os pés, que estavam machucados; a morena correu descalça do lago até a praça de Ocean Ridge, onde encontrou um segurança que a direcionou para a delegacia de polícia... A cidade estava deserta e escura no momento, tudo quietinho, como se nada tivesse acontecido; como se uma pessoa não tivesse acabado de ser assassinada a sangue frio.
Agora ali no banheiro, Lilah suspirou encarando sua imagem no espelho. Os cabelos negros muito embolados e os olhos inchados davam a moça o aspecto de alguém triste e desconsolado. Nada mais justo. Ela estava mesmo desconsolada; não aguentava mais ser interrogada. Estava ali há horas. O sol já brilhava no céu e Delilah não tinha sequer cochilado desde que chegou. Ninguém dava trégua a ela. As perguntas e os olhares das pessoas eram como facas: afiados e incisivos. Por quê? Por que essas pessoas estavam perturbando-a tanto? Será que estavam duvidando de sua história?
Só de lembrar disso as lágrimas voltaram aos olhos da cantora... Ela queria ir embora dali. Queria ir para sua casa, deitar no colo da sua mãe, chorar no ombro de seu pai. Queria ir embora de Ocean Ridge... Queria algo familiar e aconchegante para se consolar. Se ao menos pudesse fazer uma ligação, mas Lilah não sabia o telefone de ninguém, nem mesmo de Seth... Oh, Seth. Lovegood trocaria mil sorrisos pela companhia do homem. Ela até pediu para um policial ir atrás dele, mas nada aconteceu...
Até então. A morena ainda estava no banheiro olhando para sua imagem no espelho quando repentinamente escutou uma voz masculina - um tanto quanto alterada - chamando por seu sobrenome. É ele. Era seu Seth. Sem nem pensar duas vezes, Delilah abriu violentamente a porta do cômodo, quase arrebentando o maldito trinco que estava enferrujado, e saiu correndo pelos corredores na direção do som. E lá estava ele...
-- Seth! Lovegood desviou-se de um homem fardado e jogou-se nos braços do cineasta. As lágrimas já banhavam seu rosto novamente, que estava pressionado contra o peito do cineasta, e agora encharcariam a blusa dele. Lilah começou a chorar compulsivamente, abraçada com ele. -- Graças a Deus você está aqui... Era difícil falar tendo aquele nó na garganta. -- Seth, me tira... daqui. Eu quero ir embora, Seth, por favor. Me tira daqui.