The Beatles | Eleanor Rigby
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The Beatles | Eleanor Rigby
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James Franco on set of Rise of the Planet of the Apes
You know I'd do anything for ya | Seth e Delilah
Por que ela não procurou por ele antes? Delilah não sabia. Ela só achou que o mais correto depois de presenciar um crime seja procurar pela polícia. Não está certo? Não é isso que as pessoas das cidades fazem? Lilah não sabe se comportar em lugares urbanos, isso é uma verdade. — Eu não sei. Não sei. A morena ergueu seu rosto para ele. Não queria que Seth brigasse com ela e também não queria se sentir estúpida por sua decisão. Delilah estava cansada demais para sentir-se culpada por ter ido à polícia primeiro.
Ela soluçou duas vezes antes de prosseguir em um discurso revoltado; antes ela estava melancólica, agora está irritada também. — Eles não acreditam em mim, Seth. Os dentes da morena estão pressionados uns contra os outros e ela arregala um pouco os olhos inchados para falar. — Acham suspeito que eu esteja aqui por sua causa. Eu expliquei, contei sobre nosso amor, mas parece que não é uma boa história. Mais lágrimas descem pelas bochechas dela. — Só quero ir embora… Eu nem dormi. A morena abana a cabeça negativamente para dar ênfase, o que acaba fazendo com que ela fique com ar mais desesperado ainda.
Neste momento, a voz de seu interrogador corta o ambiente, vinda das costas de Delilah. Ele pigarreia algumas vezes e, assim que Lovegood gira o corpo sem se afastar de Seth, ele anuncia que ela poderia ir embora. Lilah ergue as sobrancelhas, achando a liberação repentina estranha. Será que estavam com medo de Seth? Provável. O sobrenome Cullen é poderoso, Lilah sabe disso, e Seth deve ter muitos advogados, dentre amigos influentes.
Ao mesmo tempo que diz aquelas palavras, sobre Delilah não ter o procurado primeiro, o homem se arrepende. É como se estivesse exigindo um tipo de comportamento dela, e não é legal fazer isso na condições em que a mulher se encontra. Mas está em Seth toda essa história de ser babaca com quem ele ama, e com quem não ama também. Além do mais, tem certeza de que Delilah só queria fazer o que achava certo. A admirava por isso, eles são tão diferentes que, apesar de ser o maior clichê do mundo, se completam.
Cullen arqueia uma sobrancelha com o novo tom que assume a voz de Lovegood. Ela estava irritada? Bom, se Seth não conseguir acalmá-la em breve ficará irritado também. Na realidade, já está fulo com a injustiça que estão cometendo. Interrogar uma pessoa sem que ela tenha um advogado. Quer realmente saber como as coisas na cidade funcionam. -- Delilah! -- Ele chama na tentativa de captar a atenção da ex. -- Eu acredito em você. Em breve todos acreditaram em você, porque é a verdade. Simples assim. -- Não, não é simples e Seth sabe disso, mas não custava nada tentar acalmar a mais nova. -- Quero que você se acalme, tudo bem? Isso não é você, não deixe que eles te irritem. Só eu tenho esse direito, ok? -- Ele brinca, não tão descontraído como está acostumado porque se encontra igualmente tenso.
Sente-se mal por não ter ido amparar Lilah antes. Talvez se ele não tivesse enchido a cara na noite anterior, pior, se não estivesse nos braços de outra. Um nó se forma em sua garganta e de repente começa a concordar com seu pai que sempre diz: "Cullen, você é um merdinha." Mas estava ali agora. Só percebeu que alguém mais falava dentro da sala quando Delilah gira o corpo. Ela está liberada. Seth não pensa duas vezes antes de segurar a mão dela. -- Vamos sair daqui... você deve estar exausta. -- Ele a puxa delicadamente até a porta da delegacia. Antes de sair, ele tira seu casaco e o coloca sobre os ombros de Lovegood. Naquele momento, só quer cuidar dela e nada mais importa. Foi sempre assim, nada nunca importou quando colocava Delilah a frente de tudo. Segurando a mão da outra, Seth caminha para seu carro, que não está muito longe dali.
Este é meu lema quando preciso mentir para alguém ou omitir alguma coisa. A ignorância é quase sempre melhor que a ciência.
Você é famoso, charmoso e extremamente gostoso. Esta é a graça, Seth Cullen. E assunto interessante for real seria eu mais você. Uma soma de nós dois. Don’t you agree?
Wow, uma mulher direta. Oh well, não te conheço mas por esse pouco tempo posso dizer que você também é charmosa e extremamente gostosa, não consigo ver porque não seria interessante falar sobre você. Entretanto tenho que concordar contigo, seria muito mais interessante falar sobre nós dois.
James Franco as Robert Mapplethorpe
Bom menino. A ignorância é muito linda, em certos casos.
Posso saber quem é você, stranger? Seu rosto me é familiar, por um acaso é o tal de Cullen de quem as pessoas tanto falam por aqui?
Pois essa sim é a melhor amiga do homem. Permanecer na ignorância é privilégio, como você disse, em certos casos.
O próprio. Ainda não entendi qual é a graça em falar sobre mim. Você, por exemplo... aposto que seria um assunto muito mais interessante que eu.
fuck me
Só dizer quando, onde e como
por você eu fico de 4
E por que você faria isso, anon?
“Off to Europe again.”
Este sorvete é de chocolate com amendoim mesmo? Tem gosto de chulé.
Ia perguntar como é que você sabe qual é o gosto de chulé, mas tenho medo da resposta.
When the sun goes down || Seth+Amelia [Flashback]
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One Night || Georgina & Seth
Ele não levava visitas ao trailer dele? Georgina estava definitivamente surpresa. Isto é, se o moreno estivesse falando a verdade, pois ele podia muito bem estar mentindo apenas para conquistá-la. Porém, quando os dois já estavam sendo tão diretos e estavam prestes a ficarem juntos, isso parecia desnecessário. Então era sim provável que Seth Cullen não estivesse mentindo. O que faz daquela uma boa informação, já que, vaidosa como era, Georgie certamente gostava de se sentir especial e aquilo era um bom motivo para tal.
A garota pensa em dizer alguma coisa sobre o assunto, mas não o faz. Isso porque, enquanto falava, Seth havia se aproximado, desfazendo a pouca distância que havia entre eles, e agora, ainda falando, ele deixa os lábios encostarem-se levemente nos dela. Quando sente a mão dele brincando com a barra de sua blusa, Georgina perde toda a vontade de abrir a boca para qualquer outra coisa que não beijar o homem. A garota queria mesmo era para ir esse tal lugar que ele pretendia levá-la, o qual ela imaginava ser o quarto dele.
Por isso Gee não diz nada, apenas recebe o desejado beijo. Com a boca agora na de Seth, a menina não é nem um pouco tímida. Ela sobe as mãos para a nuca do homem e retribui o beijo, deixando alguns segundos mais delicados pendurar antes de aprofundar o contato. As línguas começam a se entrelaçarem no mesmo instante que o cineasta passa a mover o corpo de Georgie; devia estar levando para o lugar que ele mencionara.
De olhos fechados e deixando-se levar pelo homem, que era bem mais alto e forte do que ela, a morena sente quando o corpo dele cede para trás. Seth agora sentava e a trazia consigo, de forma que Georgina se ajeita sobre o colo dele, deixando cada perna de um lado dele. Ele interrompe o beijo por um instante e suas palavras fazem a menina repuxar os lábios em um sorriso torto.
- Adorei a resposta. – ela ri e logo os dois voltam a se beijar, com ela sentada no colo dele. Mas Georgie não deixa isso durar muito, pois recua o tronco por um momento e leva a mão até a barra da blusa que usava. Com um movimento ágil, ela tira a peça, passando-a pela cabeça, e a joga no chão do quarto de Seth. Uma vez que se encontra vestida apenas de top da cintura para cima, a expressão no rosto da jovem fica repleta de malícia. – Espero que goste do que vê. – diz, passando a mão por uma mecha do cabelo, que agora tinha a ponta jogada para frente do ombro.
Seth também adora a resposta, porém a de Georgina. Mas nada comenta sobre isso, apenas a beija. Beijo este que não demora a ser interrompido, a ação da companheira faz com que Cullen resmungue em protesto. Geralmente prefere que tudo aconteça com calma e ao seu tempo. Mas seu humor, no momento, intragável não permite que ele aja com toda essa calma. Au contraire, o deixa tanto afobado. Se controla, para que Georgina não pense que ele está apenas a usando para extravasar a raiva que sentia de outra mulher, embora fosse a mais pura verdade. Talvez usar não seja a palavra certa, porque deixou claro que era caso de uma noite, como todos os outros que tem. Sem culpas, porque ele também seria o brinquedinho sexual da garota naquela noite.
A observa atentamente e vê que ela está se desfazendo da blusa, revelando então um top. Seu abdomên está exposto e Seth aprova a expressão maliciosa da garota. Ela parece ser o tipo de pessoa que é santa perto dos pais, mas quando eles dão as costas, só quem está com ela sabe o que pode acontecer. É de se admirar que Seth não tenha medo de apanhar de algum familiar dela ou coisa do tipo. Afinal, é só uma criança. Com atitudes e corpo de mulher, mas ainda assim uma criança.
-- Não vejo como não gostar do que estou vendo. -- Sua expressão também é maliciosa, definitivamente o corpo dela se destacava, fazia parte de sua beleza. O homem pensa o quão sortudo é por ter flertado com uma adolescente, inicialmente, sem nenhuma pretensão. Seth percebe que ela passa a mão em uma mecha do cabelo e ousa a soltá-lo, bagunçando-o com as próprias mãos. Em um movimento rápido, Cullen inverte as posições de forma a deitar Georgie no colchão e então é ele quem está sobre ela. E não hesita em passar suas mãos pelo corpo da garota, que está a sua mercê.
You know I'd do anything for ya | Seth e Delilah
Algumas situações são tão inesperadas, mas tão inesperadas, que chegam como verdadeiras bombas na vida da gente. Delilah não esperava testemunhar a cena de um crime tão horrível quando acordou naquele dia, muito menos quando resolveu voltar ao lago para nadar de noite… Oh, se soubesse não o teria feito; ela se arrependia amargamente. E cada vez mais o arrependimento crescia dentro de si. E isso foi acontecer logo com Delilah, que está tão pouco acostumada a se arrepender e a voltar atrás! Sentimento incomum e estranho este de arrepender-se amargamente.
Sua maior dificuldade, depois que correu até a polícia, foi explicar para os policiais o que estava fazendo no lago bem naquele horário estranho… Aliás, eles pareceram intrigados em saber o que é que Delilah estava fazendo em Ocean Ridge, para começar. Ela precisou explicar seu relacionamento com Seth Cullen mais de uma vez para eles. As lágrimas praticamente não deixavam de cair de seus olhos castanhos, descendo pelas bochechas. Não demoraria e logo deixariam marcas permanentes ali, marcando o rastro.
Em determinado momento, vendo que a moça estava cansada, a policial que a interrogava sugeriu que ela fosse ao banheiro lavar o rosto e beber uma água no bebedouro, o que foi ótimo, já que Delilah realmente estava se sentindo esgotada, física e psicologicamente. Seu corpo todo doía, especialmente os pés, que estavam machucados; a morena correu descalça do lago até a praça de Ocean Ridge, onde encontrou um segurança que a direcionou para a delegacia de polícia… A cidade estava deserta e escura no momento, tudo quietinho, como se nada tivesse acontecido; como se uma pessoa não tivesse acabado de ser assassinada a sangue frio.
Agora ali no banheiro, Lilah suspirou encarando sua imagem no espelho. Os cabelos negros muito embolados e os olhos inchados davam a moça o aspecto de alguém triste e desconsolado. Nada mais justo. Ela estava mesmo desconsolada; não aguentava mais ser interrogada. Estava ali há horas. O sol já brilhava no céu e Delilah não tinha sequer cochilado desde que chegou. Ninguém dava trégua a ela. As perguntas e os olhares das pessoas eram como facas: afiados e incisivos. Por quê? Por que essas pessoas estavam perturbando-a tanto? Será que estavam duvidando de sua história?
Só de lembrar disso as lágrimas voltaram aos olhos da cantora… Ela queria ir embora dali. Queria ir para sua casa, deitar no colo da sua mãe, chorar no ombro de seu pai. Queria ir embora de Ocean Ridge… Queria algo familiar e aconchegante para se consolar. Se ao menos pudesse fazer uma ligação, mas Lilah não sabia o telefone de ninguém, nem mesmo de Seth… Oh, Seth. Lovegood trocaria mil sorrisos pela companhia do homem. Ela até pediu para um policial ir atrás dele, mas nada aconteceu…
Até então. A morena ainda estava no banheiro olhando para sua imagem no espelho quando repentinamente escutou uma voz masculina - um tanto quanto alterada - chamando por seu sobrenome. É ele. Era seu Seth. Sem nem pensar duas vezes, Delilah abriu violentamente a porta do cômodo, quase arrebentando o maldito trinco que estava enferrujado, e saiu correndo pelos corredores na direção do som. E lá estava ele…
— Seth! Lovegood desviou-se de um homem fardado e jogou-se nos braços do cineasta. As lágrimas já banhavam seu rosto novamente, que estava pressionado contra o peito do cineasta, e agora encharcariam a blusa dele. Lilah começou a chorar compulsivamente, abraçada com ele. — Graças a Deus você está aqui… Era difícil falar tendo aquele nó na garganta. — Seth, me tira… daqui. Eu quero ir embora, Seth, por favor. Me tira daqui.
Seth se sente perdido e não faz ideia do que deve fazer. Só consegue pensar em como Delilah havia parado na cena do crime. Em momento algum passa por sua cabeça que ela realmente possa ser uma suspeita, quer dizer, a ex não teria coragem de matar um inseto quem dirá uma pessoa a sangue frio. É tão frustrante que os outros não entendam uma coisa tão simples como essa. Tudo bem, Seth entende que eles estão apenas seguindo procedimentos que seguiriam se fosse com qualquer outra pessoa que não ela, mas ainda assim é revoltante para o homem. Que conhece a mulher melhor que ninguém e sabe que ela nunca seria capaz de uma coisa dessa. Nem mesmo no caso de uma pessoa ter irritado a moça, como ele faz vez ou outra.
Vendo que não obteria sucesso com os guardas com quem já ia começar uma briga, o cineasta tira o celular do bolso e disca o número que o salvara várias vezes. O responsável por tirar Cullen de roubadas e evitar que as mesmas virem assuntos públicos. Um colega de faculdade que, ele sabe, não negaria ajuda se Seth estivesse soando tão angustiado quanto realmente estava.
Escuta os toques e aguarda por uma resposta, quando escuta sua voz. O homem não tem tempo de assimilar tudo o que está acontecendo quando Delilah se joga em seus braços. É um reflexo abraçá-la, tão forte como pudessem tirá-la dele a qualquer momento, como se aquele abraço fosse protegê-la de qualquer coisa. Sabe que não é verdade. Que não pode pode proteger Delilah de qualquer coisa.
-- Shh, shh... eu estou aqui. Ei, não precisa chorar. Eu estou aqui. -- O homem deixa um beijo no topo da cabeça de Lovegood. Seus olhos estão marejados, está prestes a começar a chorar porque não suporta Delilah chorando. Um aperto no coração atinge Seth quando Delilah pede para que ele a tire dali, basicamente implora por isso. Ele não sabia se poderia fazer aquilo tão rápido quanto deseja. O que é frustrante. -- Eu sei, eu sei... eu vou tirar você daqui, meu amor. Vou dar um jeito. -- Ele diz enquanto passa a mão no cabelo de Lilah. -- Ah, Lovegood, por que você não me procurou antes? -- Pergunta e logo em seguida deixa um suspiro pesado escapar. -- Vou te tirar daqui, nem que seja a última coisa que eu faça.
pirigueto
Calúnia! A propósito... o que vai fazer mais tarde, anon?
fmk
f: whatever.
m: acho que nem preciso citar nomes.
k: qualquer um que me encher a paciência.
Caught in a landslide | Seth e Delilah {Flashback}
— Oh, babe… Ela virou o rosto e olhou para Seth como se ele fosse a mais bela obra de arte do mundo. No meio de tanta merda, ele queria mesmo saber como ela se sentia? A opinião de Lilah realmente importava tanto assim?
Bem, Lovegood sabia que concordava muito com ele. Em gênero e grau. Por mais que tenha gritado ofensas ou que tenha dito para si mesma inúmeras que não vivia mais pautada pelas lembranças do relacionamento com Seth, uma coisa só era verdade: Delilah Lovegood se importava com ele mais do que com qualquer outra pessoa e mesmo depois de três anos separados ela ainda pensava da mesma forma. Os melhores sonhos que tem são os que Seth está do seu lado… Os momentos em que mais se sente quente e viva é quando fecha os olhos e se recorda do cineasta. As melhores músicas são as que costumava ouvir junto com ele… Lilah nunca se cansava dele. Nunca se cansava do romance que viveu.
E foi por ter certeza deste sentimento que a cantora tocou o rosto de Seth quando ele deitou a cabeça em seu ombro. Ela acariciou a bochecha dele com o polegar. — Querido, meu bem… Ei… Eu não vou a lugar nenhum. Delilah não sabia se futuramente viria a se arrepender desta afirmação tão veemente - uma promessa, sem dúvidas -, nem se viria a se questionar por causa da tão idolatrada liberdade da qual está abrindo mão ao se comprometer assim, mas nada mais importava no momento. Só seus sentimentos importavam… E os de Seth, acima dos seus. Consolá-lo era prioridade.
— Estou aqui para você. Ela tornou a dizer as palavras que já tinha dito, enquanto passava os dedos pelos cabelos castanhos de Seth. Era um alívio poder colocar para fora seus sentimentos assim, sem se resguardar… Ela ergueu seus olhos para o lago e suspirou antes de dizer o que quis dizer desde que chegou: — Voltei para você, meu bem.
Seth não sabe se deve se iludir com as palavras de Delilah, não sabe se deve acreditar que ela ficará por ele, que não irá a lugar nenhum. Não que ele pense que ela seja uma mentirosa, mas estar ali por ele significa abrir mão daquilo que ela chama liberdade. Perder a mesma coisa que fez ela partir da última vez que estiveram juntos. Agora as circunstâncias são diferentes, ainda piores. Não prometa o que você não pode cumprir. É o que sua mãe vive dizendo, mas Seth não acha que se aplica a Lovegood.
A questão é que ele realmente precisa dela naquele momento, não sabe a quem mais recorrer. Na verdade, não tem a quem mais recorrer. Sua mãe e seu irmão, nunca se sabe o paradeiro deles. O pai é um babaca que não faria nada além de criticá-lo. Delilah é a única que o entende, e não exterioriza seus julgamentos. Ele não duvida que eles existam, mas prefere não pensar muito nisso.
-- Se você for, não se esqueça de me levar. -- Ele diz com um sorriso, ainda que fraco. Ele se lembra muito bem que a razão da fuga de Delilah foi por querer que ela sacrificasse sua vida por ele. O homem percebeu tarde demais que não é bem assim que as coisas funcionam. Que uma pessoa não pode largar tudo de uma hora para outra, a não ser que ela esteja disposta. E, considerando o primeiro ano que passou sem a mulher, está disposto a qualquer coisa apenas para não perdê-la de novo. Um modo de dizer é claro.
-- Estou feliz que você tenha voltado... -- Ele disse aprumando o corpo, para que pudesse encará-la. -- Delilah eu -- te amo, é o que ele pensa em dizer inicialmente mas logo se desfaz da ideia. -- quero agradecer por tudo. -- Ao dizer isso, é como se o chão que ele perdera no momento de angústia, estivesse se estabilizando novamente.