highprincetom:
◜⚜◞ ater-se ao cronograma da rainha tornava-se cada vez mais difícil a medida que indícios de ansiedade enraizavam em seu âmago. se fosse apenas mais uma festa, thomas provavelmente já estaria no salão, ao lado de sua mãe, para receber seus convidados, tirar fotos e ser um verdadeiro anfitrião. porém, aquela não era qualquer festa. era o início de algo que ele jamais quisera para si e isso, mesmo que não quisesse admitir, o aterrorizava. os ponteiros do relógio soavam mais alto que o normal, um lembrete que não havia como fugir da realidade. nos cinco minutos seguintes, o príncipe encarou seu reflexo no espelho, meditou e disse em alto e bom tom todas as afirmações positivas que sabia de cor e salteado. suspirou, verificou se seu traje estava impecável e ofereceu um pequeno sorriso à imagem. era sua hora, ele conseguiria. simpático, cumprimentou todos os convidados e funcionários que encontrou no caminho para o salão. thomas sempre tinha um elogio ou comentário otimista, um sorriso e um tapinha suave no ombro de cada uma daquelas pessoas como seu pai. havia, contudo, doze pessoas com as quais ele deveria dispor a maior parte de sua atenção. assim, quando terminou suas obrigações como anfitrião, esquadrinhou a festa buscando por eles. não demorou para que avistasse umx selecionadx e se aproximasse. ❛ posso oferecer-lhe nosso melhor vinho, senhor/senhorita? ❜ gesticulou para o garçom se aproximasse e pegou apenas uma das taças disponíveis para x selecionadx, dispensando o funcionário com um sorriso.
Apesar de não lembrar-se da última vez que vira o príncipe pessoalmente, Elleonora prontamente reconheceu a figura aproximando-se dela, ao que aguardou com um leve sorriso. Não era como se a face do príncipe inglês, diante do anúncio da Seleção, não tivesse passado a ser ainda mais estampado pelo mundo. “Claro, Alteza. Muito obrigada.” afirmou, e mesmo não sendo a maior conhecedora de vinhos ― o que, contrariamente, deveria ser esperado da italiana, vinda da terra do vinho ―, aceitou a taça que lhe foi entregue. “Não irá me acompanhar nessa?” ergueu uma sobrancelha para o fato do príncipe não ter servido-se, de forma instintiva, porém logo a voz da dama de companhia fazendo-a decorar as regras da Seleção ecoou em sua mente, repreendendo o ato “Perdão, não quis dizer que seja sua obrigação ou...” Boa, Elleonora. Sentiu que quando mais tentava consertar, pior ficava, e acabou desistindo e deixando o final da frase sem ser dito. Tentando achar um outro assunto para compensar, de preferência um em que não corresse o risco de passar vergonha, comentou sobre a festa, algo que estava em sua mente desde a chegada “Confesso que não esperava uma festa temática como recepção. Excedeu minhas expectativas.” o tema dos anos vinte era adorado pela jovem, que além da história geral, gostava de dar atenção às divergências de cada época. “Great Gatsby é realmente um clássico sem erro.” assentiu ao que tirava por alguns segundos o foco do olhar do príncipe para admirar a decoração e o quanto as pessoas haviam entrado no clima, à caráter. Ao provar um gole do tão elogiado vinho, saboreou-o, por fim comentando “De fato, eu ousaria dizer que está a par dos produzidos por meus amigos de Portugal. E dos próprios de minha Itália.” e não era mentira. Gostava daqueles mais adocicados, secos, já que o sabor do álcool desagradava seu paladar. “Porém, se me permite a sugestão, eu teria brincado com a proibição do álcool na América do Norte durante os anos vinte.” comentou de maneira divertida, encolhendo levemente os ombros antes de tomar mais um pequeno gole.












