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11 de Novembro de 2018
Iniciou-se como uma faísca. Aqueles pequenos encontros e desencontros de almas turvas que se entrelaçavam em um enorme e esplendoroso emaranhado de novos sentimentos jamais mapeados pelo intelecto dos homens médios e insensíveis. Ao tocar os meus pés na areia da praia, não senti calmaria das ondas que percorriam expectativas em metros de imensidão, mas um caos nobre, suficiente para afugentar as dores de qualquer medo ou fração injusta de infelicidade. Ali, por ironia do destino e da existente distância dos nossos leitos, eu encontrei o amor. Um amor imparcial, complexo, rígido em sua maneira de ser, flexível em sua maneira de pulsar em cada um dos pontos da minha existência ínfima, fulgaz. Um amor temeroso e indomável. Um felino que se espreita no telhado em plena madrugada para acompanhar a luz do luar, sem nunca poder toca-la. Nesta pequena grandiosa ilha individual de sua existência eu encontrei refúgio e tesouros, sem que minhas pequenas mãos pudessem carregá-los. Na tentava de percorrer e abraçar as ondas que batiam de forma branda, me afoguei. Na busca de aventuras em teus trajetos e trilhas, inesperadamente encontramos dor. Em nossos erros, a consolidação de duas estrelas que queimavam brasas e luz, desejos e vontades, particularidades brilhantes e ignorâncias da constância do que chamamos de criação e do que consolidamos como nossas vidas e nossos meios. Neste dilema, edificamos em nossa fundação muros que nos separaram de lados opostos de uma mesma vivência. No reflexo do tempo, nesta ilha construí o meu castelo. Em meu castelo de areia, você construiu sua morada. Da morada constituímos histórias. Dessa coexistência inflexível, construímos nosso mundo de fantasias. E o que fora prometido aos nobres aventureiros que desembarcavam ao mar? Um mistério. A tentativa da busca, do prêmio, do breve respiro de alívio. Na solidão do vácuo que abarcava ventos frios e nos distanciavam, pavimentamos caminhos que nos traziam de volta ao que chamamos de lar. Na conjunção de tudo aquilo que os seres necessitam, nos entregamos. Moldamos e fomos moldados. Brilhamos, mas também permitimos nos apagar. Da independência, dor. Da dependência, a paz. Da paz, os tenebrosos momentos de guerra. Da guerra, nossos reencontros. Das alegorias que nos permitiam o toque e o encontro dos lábios, paixão. A paixão que arde, que queima, que aquece. Da paixão, descobertas infinitas que preencheram nossas lacunas pessoais, intelectuais e sentimentais. Das descobertas, inseguranças cruéis que nos trouxeram ao recorte do fio vermelho que unia as nossas almas. Tempos e temporais. Diziam-me, em um salto de desconhecimento, deveras tu permanecer nessa pequena ilha sem olhar ou tocar ao sol? Não imaginaram ser meu maior desejo. Não imaginavam a tratativa da correção. Que a minha sorte; em outra vida, seja percorrer estes mesmos caminhos das estrelas com você outra vez. Felps
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““Eu acredito que tudo acontece por um motivo. As pessoas mudam para que você possa aprender a deixá-las, as coisas dão errado para que você possa dar valor a elas quando estiverem certas, você acredita em mentiras e eventualmente aprende a confiar em ninguém exceto você mesmo e as vezes coisas boas dão errado para que coisas melhores possam dar certo.””
— Marilyn Monroe.
“Faz uma falta, deixa um espaço não preenchível. Fica um sentimento de falta de sossego, é a saudade saindo pelos olhos, pelos poros, por todos os sentidos.”
— Darkismos.
“Nós somos apenas um pequeno ponto que foi forçado a viver neste mundo, desamparados e sozinhos. É por isso que procuramos outro ponto para nos conectar. Alguém com quem podemos formar uma linha e viver junto.”
— Love On The Line.
“Imagina só, se eu me preocupasse com o que toda essa gente pensa? Se ligasse para os olhares tortos na minha direção? Se me importasse com os sorrisos irônicos a minha volta? Imagina, só imagina mesmo. Porque não vai sair da sua imaginação. Eu não me importo com nada disso, muito menos com o que você vá imaginar.”
— Allax Garcia.
“Ainda bem que sempre existe outro dia. E outros sonhos. E outros risos. E outras pessoas. E outras coisas.”
— Clarice Lispector.
“Quero me casar com você porque é a primeira pessoa que quero ver ao acordar pela manhã e a única que quero dar um beijo de boa noite. Porque a primeira vez que vi essas mãos, não pude imaginar não poder segurá-las. Mas principalmente, porque quando se ama alguém como eu te amo casar é a única coisa a fazer.”
— Três Vezes Amor.
“Ninguém é tão sensível. Ninguém é bruto o tempo todo. Todas as vezes que tentam me colocar num desses estereótipos eu fico angustiado, sabe? Porque não é verdade. A vida é plural e a gente é feito de vários momentos. A construção da personalidade é feita de vários momentos, dentro de impressões sobre o mundo que você tem a cada momento e antes de qualquer coisa eu tenho muito mais conflito do que certeza. Então, eu não posso me afirmar porra nenhuma.”
— Marcelo Camelo.
E quando teus olhos careciam de conforto em tua alma, me despi de minhas amarras e inseguranças para lhe acalentar. Quando teu corpo necessitava de calor e segurança, eu tirei a minha paz pessoal para lhe entregar em completa proporção. Quando a atenção não lhe cabia, me competia a exerce-la em seu todo. Ainda que me faltasse a razão, abandonei medos e enfrentei dilemas em busca do seu bem estar. Necessário seria apontar a inconsistência da própria existência e da justa retribuição. Falho engano que me despiu a felicidade. E falhei em tal existência na qual jurava ter encontrado a paz, a reciprocidade e o prêmio do mérito de ter sido o dobro, de ter sido seu. Ao tempo, carecerá o conserto de minha idealização e o reforço de expectativas, estas as quais servirão como o limiar da luz que adentra as cortinas dessa janela de pesares e amarguras. A você, o perdão e a despedida. A mim, o afeto, a procura, o recomeço. Que nada conduza contra vontade de ser, proteger, e ainda que impossível aos sonhos, a vontade de amar. Felps
“Às vezes, quando estamos sentados sozinhos, nossos pensamentos vagam para lugares que não deveriam ir. Às vezes, somos os nossos piores inimigos. Temos que aprender a discernir nossos pensamentos. Temos que ser capazes de distinguir a verdade e a mentira na nossa mente. Caso contrário, viramos escravos das correntes que nós mesmos colocamos em nossos tornozelos.”
— O silêncio das águas.
E ainda longe lhe sinto, e ainda ausente oriento em teus passos; sinto o progresso da ocupação de novas formas no espaço escuro das nossas memórias. E o que lhe entrego são efeitos da construção do nosso desejo presente e o pesar de seus erros. Que não seja esse o caráter e conceito flutuante de nosso viver; ocupando-se em mim, apenas o bem por completo. Felps
“Eu jamais iria mapear o caminho de um rio, ou escalar um pico para medi-lo ou fincar uma bandeira nele, não há motivos pra isso. É solipsismo, auto-engrandecimento. Assim como aqueles cientistas que estudam os planetas em busca de uma iluminação astronômica para si próprios; os botânicos estudando variações de uma samambaia da Amazônia; os Zoólogos apanhados no fascínio interminável com o veneno de uma víbora; para que? Conhecimento por si só? A euforia da descoberta? Fincar sua bandeira na verdade? Há apenas um objetivo digno da ciência: entender a questão que separa a vida da morte. Todo mais, desde o mais fundo ponto do oceano até o mais alto pico de uma montanha no planeta mais distante é insignificante. Vida e Morte, Sir Malcolm, o estalo que separa um do outro, tão rápido quanto o bater de asas de um morcego, mais bonito do que qualquer soneto… esse é meu rio, essa é minha montanha. É aí onde eu vou fincar minha bandeira.”
— Penny Dreadful
“Faltou você em todos os momentos. Aquele seu bom dia, o horário sagrado do almoço e o jantar. Faltou o seu café pela manhã, espalhando o cheiro pelo corredor. Faltou as histórias da infância e de como a vida era diferente nos anos 70 e 80. Faltou você contando como conheceu seu grande amor, como foi encontrá-lo com seus vinte e tantos anos, como é mantê-lo depois de 30 e poucos anos e de como ele ainda é forte depois de tanto tempo. Faltou você pela casa, no caminho ao trabalho, na listinha do mercado e na reclamação de como tudo fica fora do lugar. Falta você em todas as horas e a saudade aperta no peito pra me lembrar que ainda têm você em tudo. Porque sempre terá você aqui.”
— A falta que você me faz. - Controlaria.