Aqui do outro lado do vidro, vejo a luz de um sol nublado, nuvens de chuva que me fazem fugir, fugir para longe, onde o sol não alcança, o céu não chove, e os dias não passam. Fujo, deles, deles que vivem com plenitude, deles que me congelam na penumbra desse eclipse, dessa tarde exaustiva que me drena as forças e me faz ninguém, o ninguém que tenho medo, o ninguém que não compreende, o ninguém que não faz e que acima de tudo, me desfaz.
















