— Mas seria muito estranho só conversar, eu tinha que manipular as circunstâncias, e ainda convencê-lo a me dar as informações, informações relevantes, e fala sério, eu sou uma ótima assistente. O que você acha de eu continuar te fazendo favores às vezes? “Namorado”. — ela pôs as mãos nos ombros dele e o olhou nos olhos de forma dramática — Eu preciso muito de dinheiro. Eu preciso de pagar uma universidade. Me. Ajuda. — ela pensava em realizar favores simples como aqueles com uma recompensa razoável. Estava convencida de que seria uma ajudante excelente. — Eu não quero mais saber dele. Águas passadas. Quero saber de você — disse com alguma ironia, procurando pelo número nos bolsos e jogando o papel para longe.
Eric arqueou as sobrancelhas, surpreso. -- Eu costumo trabalhar sozinho, sinto muito. -- Os métodos de Aaren não eram os mesmos do Beckert, e isso o preocuparia se ela lhe fizesse favores sempre. Ele tirou suas mãos dos ombros da forma mais calma que conseguiu, ainda não sentia-se confortável com muito contato físico. -- Não se preocupe, você vai fazer a faculdade sem problemas com mensalidade. -- Ele saberia se ela precisasse de dinheiro para pagar, e ajudaria. Tinha em mente que ela fazia parte do grupo de pessoas que tinha que proteger, já que agora tinha consciência que eram primos. O sandman não conseguiu segurar a expressão confusa com suas últimas palavras, franzindo a testa e encarando-a tentando recordar-se de alguma brincadeira do tipo. -- Você... É confusa.












