Juro que não queria escrever hoje, pois sempre que faço isso (ou não), é porque estou bem mal, e gostaria de partilhar palavras bonitas de vez em quando aqui. Pra não deixar o meu mural tão triste e cheios de dores. Mas hoje em especial, estava pensando no último sábado. Acho importante partilhar, pois estava muito mal até mesmo pra escrever. Fui em um show maravilhoso. Com uma companhia maravilhosa, que logo esbarramos em seus amigos e me senti como a última opção. Na verdade, gostaria de ser a pessoa de alguém, aquele que sempre é o primeiro a tudo e que pode confiar, convidar pra algo, não sei. Em meio ao show, senti uma dor forte, nas costas que em seguida partiu para o meu peito, dificultando a respiração, fazendo eu apertar tão forte, como se estivesse segurando o coração. O suor ficou frio. A lágrima veio aos meus olhos mas não a deixei escorrer. Por um momento, senti que aquilo era a dor da morte. Lenta. Dolorosa. E eu não a queria. Não ali. Não naquele dia. Aquela dor era nova, e em seguida parti em caminho para casa. A cada segundo que respirava o meu peito queimava, o coração queria explodir. Quando cheguei, coloquei uma roupa confirtável e logo me deitei. Se fosse para ir de encontro com a morte, que fosse leve, pois de pesada já bastava a minha vida. Bem, não morri. Melhorei. Pesqusei sobre essas dor, e percebi que a válvula de escape dela, são as minhas crises. Que dessa vez saiu da minha mente e foi direto ao meu coraçao. Quase me levando a um infato.