ÁLACRE CORRIA A BESTA FERA, qual um velho prisioneiro ao experimentar por primeira vez em anos a liberdade. Em torno à boca não exibia o característico espumar da furiosa insânia, tampouco os eriçados pelos por sobre a espalda. Em vez, enérgica e com a enorme língua para fora, a mui filha da puta cortava o saguão qual um raio, sendo o mais feliz espírito do caos em desgraciosa deserção, deixando a seu passo um destrutivo rastro resultado de movimentos brutos e pesados saltos, impulsionados pela musculosa anatomia de uma caçadora. Vaemera, afinal, era incapaz de mover-se na surdina, orgulhando-se de fazer especial alarde ao lograr livrar-se de quaisquer amarras em si colocadas por sua contraparte humana. Naquela noite, as restrições escolhidas por Volker consistiam no parear de uma focinheira e um enforcador, cuja tenção era precisamente evitar a catástrofe que se desenrolava. ‘VAI TOMAR NO CU E BOA NOITE!’ Bradara, jocosa em uma de suas raríssimas manifestações verbais, certificando-se de que seria ouvida por quaisquer daemones nas imediações e, especialmente, por Volker.
Volker, que não partilhava de toda a euforia da rottweiler. Pois também em corrida, trás a anárquica alma, havia seu dono, que grunhia devido ao esforço de um perseguição iníqua. Ou quase corria. Em desvantagem devido à extremidade lesionada e ao raramente dispensável respaldo por mor de lograr mover-se, acossava a cadela tão velozmente quanto lhe era possível, amaldiçoando mentalmente todo parvo indivíduo que estorvasse seu laborioso caminho. “ ——— Scheiße!” Exclamara, progressivamente encolerizado ante a distância considerável que ainda o apartava de Vaemera. Desistir não era uma alternativa, dado o doloroso elo partilhado com a criatura que, por sua vez, não pararia, por maior a agonia física resultante da separação. Não era a primeira vez que a daemon fazia aquilo, colocando o príncipe alemão em uma situação deveras enervante. Normalmente, não restavam mais opções que marchar trás a cadela, esperando que a mesma não tardasse em se cansar. Não obstante, naquela noite, a salvação aparecera em uma forma familiar. Ao avistar @tcnebrum, Volker não tardara em chamar. “ ——— Krahë! Me ajude, caramba!”















