ANTONINA MARTÍN DE LEÓN, lufa-lufa. nascida-trouxa, 8º ano em 2026.
* clube de correspondência mágica, clube de inovação mágica, sociedade de exploração noturna.
* BIO.
apesar da maioria dos orfanatos trouxas possuírem, hoje em dia, um ou outro bruxo infiltrado para identificação de nascidos-trouxas, antonina foi adotada rápido demais para que alguém notasse alguma coisa, poucos meses após a sua chegada ao orfanato, quando ainda era um bebê de colo. sua primeira família adotiva, um casal de trouxas que acreditavam ser incapazes de conceber filhos, só a adotaram por pressão dos pais da noiva. sua “mãe” chegou até a fingir uma gravidez para convencer os parentes de que nina era sua filha biológica.
a mentira não foi mantida por muito tempo, no entanto. nos primeiros desentendimentos que tiveram com ela ainda criança, os dois já revelaram a verdade por trás de sua maternidade, e a partir daí começaram a tratar a garota com muito desdém – o que piorou quando finalmente conseguiram conceber um garoto. nina já tinha dez anos nessa época, e os pais não tiveram uma reação nada boa quando descobriram que ela era bruxa quase ao mesmo tempo do nascimento do irmão.
para a garota, porém, descobrir que estaria longe deles a maior parte do ano já era uma notícia fantástica. quando de fato entrou em hogwarts, não precisou nem de uma semana para saber que não queria voltar para casa nunca mais. ali era divertido! realmente conseguia ter contato com outras crianças de sua idade que não eram tão idiotas como as de sua antiga escola, e não precisava ouvir reclamações de seus pais sobre absolutamente tudo que fazia.
o grande problema era que ainda tinha, de fato, que voltar para casa nas férias, apesar de ter tentado muito argumentar com a diretora sobre outra possibilidade. contrariada, nina começou a se tornar um problema ainda maior quando estava em casa, fugindo de casa para encontrar com outros colegas bruxos que moravam na mesma cidade e fazendo tudo que bem entendia fora de casa. lá dentro, ainda era muito maltratada, mas ao menos não se importavam o suficiente para mantê-la ali o tempo todo.
ao longo dos anos escolares, ia pensando como poderia se divertir nas férias, além de colocar em prática algum plano para deixá-los de uma vez. aos treze, começou a vender artefatos “mágicos” para pessoas não-bruxas nas férias, itens que encontrava perambulando por aí em hogwarts que tecnicamente já não possuíam nada mágico, só pareciam muito com cacarecos estranhos. foi acumulando uns trocados ao longo dos anos, mas de uma forma ou outra, sua família sempre encontrava sua reserva durante as férias, fazendo com que tivesse que começar do zero, para sua grande frustração.
só conseguiu se livrar deles aos 17 anos, nas férias de seu sexto ano em hogwarts. uma discussão dramática aconteceu quando eles descobriram que agora que antonina havia atingido a maioridade bruxa, estava livre para praticar magia fora da escola. amedrontados, os pais plantaram evidências de que ela vinha comercializando drogas ilegais, e foi enviada para um centro de reeducação de alta segurança, dessa vez sob tutela do ministério britânico.
não chegou a passar nem as férias inteiras no local, no entanto. o ministério da magia tomou conhecimento do ocorrido e lhe realocou logo numa família bruxa, manipulando o ministério trouxa para inocentá-la. ali, antonina teria tido a oportunidade de uma convivência familiar feliz, de fato, mas ela já considerava estar velha demais para aquilo a esse ponto. não estava interessada numa família, não estava interessada em regras. só queria tirar deles o que precisava para se virar sozinha.
* personalidade:
antonina foi uma criança muito cheia de frustrações. era raro vê-la de bom humor, sorrindo de forma genuína, mas isso foi devido ao fato de que qualquer assunto que lhe animava era logo cortado por seus pais. quando ingressou em hogwarts, porém, bastaram algumas horas para que se tornasse irreconhecível. nina era tagarela, simpática com todos e muito curiosa, sempre procurando coisas novas para explorar pelo castelo. conseguiu fazer amigos e conhecer pessoas verdadeiramente legais ali.
no fundo, porém, ela mantém a crença de que ninguém quer o seu bem acima de tudo, e que por mais que as pessoas possam agir como suas amigas, o interesse próprio sempre viria em primeiro lugar. foi isso que aprendeu com sua primeira família adotiva, ao menos. mesmo de forma discreta, portanto, nina sempre dá o seu jeitinho de “passar por cima”, não confiando plenamente em praticamente ninguém. ela reconhece que não é uma atitude muito correta, mas o senso de autopreservação é muito difícil de superar.


















