ㅤㅤㅤㅤㅤㅤ﹫𝐭𝐫𝐢𝐚𝐭𝐞𝐦𝐩𝐨𝐫𝐚𝐡𝐪,❦. ⸻ “ na assinatura premium do meli+, o frete é 𝐠𝐫𝐚́𝐭𝐢𝐬 (plots direto no seu chat), 𝐜𝐚𝐬𝐡𝐛𝐚𝐜𝐤 em produtos (conexões pré-estabelecidas ou produção de starters) e serviços de 𝐬𝐭𝐫𝐞𝐚𝐦𝐢𝐧𝐠 (edits especiais para nossos chars). 𝐴𝑃𝑅𝑂𝑉𝐸𝐼𝑇𝐸 𝐽𝐴́ 𝐴𝑆 𝑂𝐹𝐸𝑅𝑇𝐴𝑆 𝐴𝐵𝐴𝐼𝑋𝑂.ᐟ ”
— starter fechado com belrose ( @amcrtenntia ) durante os amistosos de quadribol ♡
❝ ⸻ E não é que esse amistoso parece que foi feito para que nós duas possamos ficar aqui só fofocando sobre os bonitinhos dos times? Quelle coincidence! ❞ Éloise sorriu animada para Belrose, após se acomodarem nas arquibancadas para assistir o amistoso entre as casas das duas. ❝ ⸻ Não conte para ninguém na Sonserina, mas em jogos como esse, eu me dou o luxo de torcer para os dois. Minhas primas jogam no time da Corvinal, não consigo torcer contra elas. La famille avant tout, você sabe como é. ❞ Por mais que sempre apoiasse sua casa quando Sonserina jogava contra qualquer outro time, Éloise era incapaz de não torcer para sua família. Ela mimava aquelas primas o máximo que podia, assim como agora também estava fazendo com Belrose. Se identificava com a bruxa, já que ela também já foi a estudante que chegou perdida em Hogwarts após ter nascido e sido criada até o primeiro ano de escola na França. Tinha ideia de como podia ser estranho se adaptar a outro país, idioma e cultura escolar. Então, Éloise queria fazer com que ela pudesse se sentir muito confortável na sua companhia e, aos poucos, se sentir familiarizada com tudo. ❝ ⸻ Agora vamos ao que interessa. ❞ Sorriu sugestivamente e virou-se para o campo, onde os jogadores começavam a fazer um rápido treino antes de iniciar a partida. ❝ ⸻ Notas para cada um! O Scorpius é facilmente um dez, fala sério. Eu acho ele gostoso! ❞
"E eu estou extrremamente apaixonada por alguns, já digo de antemão..." Ao mordiscar o lábio inferior, Belrose transpareceu sua indecência quando muito discretamente apontou - porque apontar para alguém, sem mais nem menos, por si só já era falta de educação - para o jovem que estava no ar esperando o pomo aparecer. "Eu jamais irria falarr prra ninguém! É só entrre a gente. Até porrque... fica impossível torrcerr parra um só quando se tem tantas pecinhas adorráveis na Sonserrina." E mais uma vez soltou um suspiro, cobrindo a boca enquanto ria e se jogava para cima do braço de Éloise, escondendo o rosto. Belrose nunca teve um romance digno de ser considerado sério, pois sua descendência não atrai muitos olhares. Muito pelo contrário, apenas trazia medo e terror aos demais. Era justo que suas melhores amigas fossem as únicas que a entendiam no cerne, sendo capazes de verem muito mais do que presas afiadas e gosto nunca saciado por sangue - embora ela controlasse perfeitamente bem. E falando em controle, o pirulito, sua marca registrada, jazia entre o polegar e o indicador, girando cá e lá enquanto falava. Ao que a amiga em questão lhe comentou, Belrose fez questão de entrelaçar-se no braço dela posteriormente, acompanhando os olhos da mesma para achar a figurinha que dizia. "Celui-là a un corps magnifique. Tu l'as vu? Inoubliable!" Arregalou os olhos prontamente, explicando-a com uns leves apertos nela apenas para que a própria entendesse o grau de animação que tinha. "Cerrta vez eu confesso que fui um pouco loba na questão de aparrecer sem serr convidada no vestiárrio masculino da sonserrina e ele estava lá... sem blusa... Desde então me perrgunto se o prrofessor Malfoy também é assim." Gesticulou em si na região do abdômen, dando a entender exatamente o que comentava. "Não sei porrque fico tão ansiosa de verr gente mais velha. Serrá que é aquilo de... rrelação prroibida? Eu muito jovem, ele no auge da quarentisse... Hmm, não sei explicarr. Mas esse também merrece um dez. Não, um onze! E quanto ao Vincent? Deve serr de família o dez, ao meu verr."
Andrômeda sempre tentou não ter desavenças com ninguém; afinal, ela havia sido criada sob os melhores cuidados e precisava se comportar como uma dama perante a sociedade. Entretanto, existia uma pessoa que fazia ela ir contra tudo que havia aprendido. Quando conheceu Dolores, seu nariz automaticamente torceu. Sentiu que algo ali não estava certo e por mais que tentasse se aproximar da colega, alguma coisa a afastava — fosse talvez o jeito miado e falso da garota falar ou a sensação de pertencimento que ela carregava em seu semblante. E para sua infelicidade, compartilhavam a mesma casa e consequentemente o mesmo círculo social, esse segundo Andrômeda não conseguia compreender; o nome Umbridge é raramente lembrado na sociedade, como alguém como ela conseguiu se infiltrar tão bem nas raízes da sociedade?
Até o momento, as picuinhas de Dolores voltadas para Andrômeda eram mais reservadas; alguns comentários aqui, risadas e sussurros ali. Nunca se importou realmente com tudo isso e não gastava seu tempo com ela, não valia a pena. Por isso, quando ouviu os passos de Dolores ecoando pelo Salão, fingiu que não havia a visto. Já estava com dor de cabeça por tudo que passou na organização do baile, tudo que menos queria era ouvir a voz esganiçada dela.
Aparentemente Dolores precisava de atenção e dessa vez ela receberia; os momentos seguintes da garota se aproximando de Andrômeda e derramando a bebida nela quase a fizeram explodir. Como irmã de Bella, Andrômeda estava pronta para fazer Dolores agonizar no chão. Como um membro da família Black, onde a aparência importa mais, Andrômeda respirou fundo e se virou para a garota. “Fico aliviada que você reconheça o quão incompetente é.” permaneceu com um sorriso nos lábios enquanto suas narinas denunciavam a raiva que estava sentindo. “Não se preocupe, Dorinha, como membro da equipe organizadora eu jamais deixaria alguém desamparado.” retirou calmamente o copo vazio da mão da garota e fez menção de trocar pelo seu, que por sorte ainda estava cheio. “Imagino que você esteja com sede, visto que havia enchido seu copo. Uma pena que eu estar no seu caminho.” antes de entregar o copo, o levou até o topo da cabeça dela e derramou metade, deixando a bebida escorrer pelos cabelos enquanto entregava o copo pela metade. Era apenas um feitiço e tudo estaria como antes, mas para o azar de Dolores, Andrômeda chegou no limite com ela e não seguiria sem fazer nada dessa vez.
Que adorava confusão, isso era explícito. Agora, se sabia como lidar com as que se metia sem auxílio de terceiros para apartar... Aí já era outra história! Claro que medo não era um sentimento o qual ela alimentava por outros, caso contrário seu uso do livre arbítrio não seria tão evidente assim. E, no entanto, sentia que em certos momentos tendia a perder a cabeça totalmente. Aquele não era o momento... ainda. Primeiro que apelidos não eram bem recebidos pela Umbridge, aquilo a irritava profundamente ao ponto de precisar pressionar os lábios um contra o outro a fim de segurar sua língua dentro da boca. Segundo porque o ato de ser molhada com ponche, um reflexo do que fizera, era irônico o bastante para tirá-la do sério também. Uma coisa que ela tinha ódio verdadeiro era por não poder ser superior a alguém, nem mesmo às Black. Por isso, a antipatia de tempos sempre ficava evidente no semblante - inconformada com a atitude desta. Porém, ao abrir a boca para gritar alguma coisa, ela manteve a mesma discrição de sempre: o corpo paralisado, respiração descompassada, olhos fixos nos de outrem e um vislumbre aqui e ali de quem assistia aquilo. Também era bom lembrar que ela odiava passar vergonha em público. "Que demonstração… deselegante, Andrômeda." Passou o dedo acima dos olhos para evitar que o ponche escorresse mais por seu rosto, e o abano com a cabeça foi o suficiente para que o líquido caísse por entre seus fios, ao invés de sua pele. Contudo, ainda era possível sentir a frieza da bebida nas costas. "Eu esperava mais de uma Black. Não sabia que você era a vergonha das irmãs, mas parece que acertei em cheio." Equilibrou-se em uma perna só, mas o baque do salto no chão para anunciar sua mudança de postura foi alto o bastante para que também denunciasse o desgosto. "E não se preocupe, essa bebida está um horror mesmo. Faz bem em jogar fora." Com as pequenas gostas que deslizaram anteriormente, Dolores passou a língua no canto dos lábios para sentir o sabor, fazendo uma careta. Esperava afetá-la como organizadora. "Aposto que a escolha de roupa também foi sua, unicamente. Como pode, não é?... Fico me perguntando aqui, vez ou outra, como pode ser tão real a teoria de que os filhos do meio são os mais esquecíveis. Você é a prova viva disso!" Parecia mais animada que o normal, sorrindo tão forçadamente para que pouco a pouco a inconformidade de outrora desse lugar ao veneno que escorria da própria boca.
a careta de vergonha de katherine só piorou com as constatações óbvias, visto que, claro, para apertar o gatilho e apontar na direção de sua vítima precisava ter tido alguma intenção. ela abaixou os ombros num gesto resignado, olhando rapidamente para a câmera antes de voltar os olhos para o rapaz. "não foi sem querer. quer dizer..." franziu o nariz, procurando organizar o próprio raciocínio. "a foto foi de propósito, mas era mais pelo cenário, sabe? bem, eu não sou nenhum paparazzo ou algo do tipo," ela murmurou em meio a uma risada nervosa, sem parar para analisar se aquele termo era comum no mundo bruxo. aquela distinção parecia importante o suficiente para ser feita, de qualquer forma. "desculpa. eu realmente não queria incomodar... mas as luzes do salão estavam entrando pelo corredor, você estava sentado bem na passagem entre a claridade e a sombra... parecia uma pintura. eu gosto de flagrar momentos assim." a observação sobre a manchete, no entanto, arrancou uma risada genuína e surpresa. "não, não conte comigo para escrever essa matéria. essa foto ia, no máximo, para meu álbum pessoal, caso você não me peça para apagar," ela sussurrou o final, torcendo para ele não ouvir. "embora eu admita que 'garoto sentado em escadaria chora...' tenha um certo... dramatismo peculiar." katherine franziu o cenho. "por acaso acha de verdade que esse é o último baile da sua vida?"
Ouvia a explicação dela com uma sobrancelha erguida e uma cara de poucos amigos - que só foi suavizando conforme as palavras alheias iam fazendo sentido em sua cabeça. Ora, para quê também usá-lo de artículo para alguma matéria que iria ser a mais chata possível? Já que Joshua não era nem tão conhecido e muito menos interessante o bastante para tal. "O cenário de..." Olhou em volta devagar, um tanto quanto incrédulo com a linha de raciocínio dela. "vários nadas?" Abriu os braços para gesticular sua dúvida. Por fim, soltou um suspiro pouco derrotado. Não iria para lugar nenhum debatendo com ela o certo e errado de se tirar fotos de alguém cuja permissão não fora dada. E também, se algo acontecesse por uma mísera foto, não seria o Grimblehawk a questionar. Tanto a sanidade quanto sua paciência eram grandiosas o bastante para simplesmente deixar para lá. "Você fala como se eu fosse uma obra de arte... Cuidado, posso acabar ficando meio egocêntrico. You're the only one to blame." O que devidamente não seria o caso, se bem ponderasse. Era livre dessas amarras, embora fosse muito adepto de conhecer mais partes de si das quais ainda não tinha libertado ainda. "Será mesmo que iria querer lembrar do garoto sentado na escadaria, futuramente? Parece ser uma memória tão... besta. Todo mundo vê beleza em tudo, eu não entendo muito bem isso, mas não estou aqui pra julgar seus gostos. São que nem-" Reprimiu-se de falar um palavreado feio para acomodar uma comparação ali, e puxando o ar pela boca ele apenas meneou com a cabeça e fez um gesto com a mão para ela ignorar. Em seguida, ajeitou o corpo, inclinando-se para frente outra vez e olhando para o espaço vazio perto de si. "O garoto sentado na escadaria e a garota que senta com ele, após tirar foto." Brincou, anunciando a oferta agora com o semblante muito mais relaxado e convidativo que outrora. "Não faço ideia, e por isso mesmo que acho que é o último baile da minha vida. I mean, se não pudermos sequer sair daqui, então estou trancafiado em um lugar pra sempre, longe da minha realidade e com gente que fez parte da minha vida. Ou fará, também, se os boatos forem certos."
[HOMECOMING EDITION] closed starter pra @amcrtenntia (joshua).
Não tem como ganhar todas, Cho sabia muito bem disso, mas ultimamente sentia que tem sim como perder sempre, e sua vida vinha sendo prova disso. A parte mais racional do seu cérebro tentava lhe lembrar de que quadribol era só um jogo, para alguém ganhar alguém precisava perder e todos os times passavam por isso em algum momento. Mas a parte emocional, aquela que apertava o peito sempre que ouvia o apito inicial ou quando percebia os olhares decepcionados da torcida na arquibancada, era bem menos razoável.
Cho apertou com mais força a vassoura entre os dedos, os nós dos dedos embranquecendo com a pressão. Frustração também era parte da experiência humana, afinal de contas. "Fui horrível, eu sei," concentrou a culpa em si, porque nunca falaria uma palavra sequer contra o seu time, porque de alguma forma precisava sempre ser impecável. "Mas agora passou, né? Podemos só esquecer isso e passar pro próximo desafio?"
"Horrível?" Crispou o meio da testa ao unir as sobrancelhas por pura dúvida de com o quê ela se referia. É claro que por não concordar, não entendia bem, afinal todos deram seu melhor mesmo depois de muito tempo sem jogarem. "Se você considera que foi horrível jogando, imagine se colocassem uma vassoura nas minhas mãos e me botassem pra jogar. Isso, sim, seria horrível!" Nunca foi o melhor com palavras para acolher, mas certamente era o melhor em usar da própria desgraça para fazer os outros rirem ou se sentirem minimamente bem. O caso com a Chang ali parecia muito mais enraizado por outro motivo do que pela perda em si. "Com próximo desafio se refere ao baile?" Estreitou os olhos, curioso com o olhar da jovem sobre o evento em si. Muita gente sempre se cobrava além do necessário, aparentemente não se permitindo ter a liberdade que justamente tinham. "Chill, Chang! Não é como se fosse um mata-mata pra ver quem dança melhor no salão também. Além do mais, eu sei um feitiço especial pra encantar os pés e te fazer dançar perfeitamente bem. Tão bem que a Minerva vai te elogiar pelo resto do ano."
Como havia perdido a última festa, havia prometido para si mesma que iria tirar o atraso assim que os boatos sobre a comemoração começaram a surgir nos corredores. Era merecido, não? Principalmente depois de se esforçar tanto no jogo, algumas horas antes! Ter a Grifinória como adversária era sempre uma dor de cabeça, para dizer o mínimo, e algumas muitas gotas de álcool seriam necessárias para que relaxasse depois, independentemente do resultado para sua casa. Dentro de poucos minutos no salão principal, a lufana já tinha um copo cheio em suas mãos, vagando por entre rostos conhecidos como se fossem grandes amigos e que se tornaram, em algum momento, borrões muito similares para que pudesse discernir à quem pertenciam. Não notou de imediato com quem havia colidido enquanto pulava na batida da música que ecoava pelo cômodo, o fazendo somente quando a voz conhecida provocou um arrepio em sua coluna e atraiu seu olhar. Joshua. Dentre todas as dezenas de alunos naquele maldito salão, tinha de ser justo ele com quem se esbarrara? Piscou, ainda incrédula com a coincidência, incapaz de encontrar palavras até que sua acusação tomasse forma no espaço entre eles, lhe arrancando uma risada ácida. "Por que você não me ignora, não é?" Ironizou, cruzando os braços e arqueando as sobrancelhas com a petulância de alguém que não sairia dali até ter o que queria, mesmo que não soubesse o que era realmente. "Não consegue esquecer o que, Joshua?" Sabia que estava sendo injusta, bem lá no fundo, em desejar que o ex-namorado compartilhasse consigo informações que não deveriam ser do seu interesse mais, principalmente quando havia, sim, ignorado ele durante todo aquele tempo. O que mais poderia fazer? Dizer que havia tirado no tarot que o futuro deles era incompatível? Que não havia um, para começo de conversa, porque não haveria um para si? Para muitos, isso soaria como insanidade, o que talvez fosse verdade; porém, tirar A Torre em todas as suas leituras sobre o futuro não poderia ser um bom sinal. Além disso, quantas vezes havia dito para si mesma que não fora feita para o amor? Mais do que conseguiria contar, provavelmente. Era melhor que ele sentisse raiva de si, muito mais fácil de lidar do que tentar explicar o que se passava em sua mente, principalmente após os castelos se duplicarem. "Se você não falar logo, eu vou realmente te ignorar."
Talvez fosse o rancor guardado ou apenas a pessoa em si, mas era completamente insalubre dividir o mesmo ambiente que Azure sem ter que relembrar toda a frustração que passou pelo término. Parecia sempre ter doído mais nele no que nela, o que lhe deixava incrivelmente insatisfeito - e vez que Joshua estava insatisfeito, uma crescente negativa sempre era fomentada dentro dele. "É impossível ignorar alguém por quem nutre desprezo, e sua presença sempre me incomoda o suficiente pra causar isso." Ele replicou a mesma ação dela de cruzar os braços, demonstrando igualmente sua falta de empatia ou abertura. Era natural entre eles que braços cruzados, caras fechadas e palavras ácidas se fizessem presentes, então seu corpo reagia conforme a música tocava. "Você realmente acha que faz alguma diferença pra mim assim? Ignore se quiser!" O nariz se franziu no instante em que sua boca entreabriu, demonstrando descrença com a atitude alheia. "Só está com o ego ferido e é curiosa o bastante pra querer saber o que eu pensei em voz alta, como se não fosse muito óbvio à essa altura. Então, Azure," O nome saiu em um tom ácido, educado demais para alguém que queria cutucá-la verbalmente. "nós dois bem sabemos que só quer saber se ainda estou remoendo o fiasco que chamamos de ex-relacionamento, pra pelo menos se sentir melhor consigo mesma." Supor sobre alguém não era bem o forte de Joshua, mas podia chutar o mais próximo que fosse. Pelo menos algo que retirasse dele a ânsia que sentia toda vez que estava na presença da outra, algo que em outro momento nunca poderia ter imaginado sentir. Se ele, realmente, não se importasse tanto quanto dizia, sua indiferença para com a Barkwith seria muito maior do que seu desprezo. "Pra sentir que tem mesmo algum efeito sequer sobre alguém. Mas, se quer saber, não tem! Not on me." Claramente uma mentira já contada.
Send in “ ⎈ ” for a randomised letter written from my muse to yours. [james]
james fleamont potter,
não faz o mínimo sentido te escrever uma carta, levando em consideração que você está há centímetros de distância de mim agora. eu poderia simplesmente bater no seu ombro e te acordar, te falar isso pessoalmente. mas não, tento fazer pouco barulho ou movimentos porque não quero que você acorde e eu precise dizer isso sem testar como soa no papel antes... além do mais, eu sei que ultimamente nossas noites de sono são mais raras e você merece dormir mais. mas escrever sempre foi minha válvula de escape, sempre foi um jeito de entender e até organizar o que eu preciso falar.
e eu preciso dizer: estou, há dias, mentindo pra você e te escondendo algo grave.
uma semana atrás, exatamente, eu me senti estranha. você sabe que não sou de fazer drama ou aumentar situações, mas estava andando pelo vilarejo e senti algo forte. como se a realidade não fosse mais a mesma, como se nada fosse mais o mesmo.
nada é tão simples quanto como estávamos em hogwarts já faz alguns anos, não é mesmo? acho que normalizamos essa guerra muito facilmente, você não sente isso? é claro que não temos escolha. quer dizer, eu não tive escolha. você é puro-sangue, james, você não precisava estar passando por isso. às vezes me pego pensando em como isso é injusto, em como é irreal precisarmos viver dessa maneira porque um idiota um dia acordou e decidiu que não ia deixar nenhum trouxa vivo. isso me atravessa com muita frequência e eu tento não te dizer, mesmo que eu saiba que você sabe disso. mesmo que eu saiba que você também sente isso. mas pra mim é diferente, porque me sinto responsável de certa forma. sinto como se, se não fosse por mim, você poderia estar menos em perigo agora...
mas eu sei que isso é mentira. é a parte mais assustadora, mas mais bonita disso tudo. eu sou só um dos fatores. se eu nunca tivesse aceitado sair com você no último ano de hogwarts (lembre-se que eu estava bem obstinada nessa escolha), você ainda estaria em perigo agora, não estaria? você não ia se recolher lá longe, você não ia ficar neutro, você ia lutar igual.
eu ainda me lembro do exato momento em que tudo mudou. foi uma construção, verdade seja dita. virar monitora-chefe com você no décimo ano não era algo que eu teria previsto para o meu último ano, nem de longe, mas foi aí que as coisas mudaram de verdade pra mim. olhando em retrospecto posso te dizer que eu sempre admirei à distância seu jeito infrator, ainda que eu tivesse que reprimi-lo muitas vezes. então não, não foi porque você virou um monitor-chefe certinho que aceitei sair com você (eu já sabia que eles não eram o meu tipo há um tempo)... foi porque eu te vi em uma luz, em uma dimensão diferente. a humana, a real. você também lembra, não lembra? nós dois na sala dos monitores tarde da noite de uma quinta-feira aleatória, conversando e você me fazendo rir, inclusive um pouco impressionada com a frequência que isso vinha acontecendo nos meses, e eu simplesmente soltei: "james, você por acaso quer ir comigo para hogsmeade no sábado?". eu acho que nunca vou esquecer da sua cara... as pessoas não achavam possível deixar james potter sem palavras, sem reação, e realmente não é tão fácil!, mas eu guardo esse momento no meu coração.
e da mesma forma que aquele momento mudou tudo, agora vem outro. vai ser difícil pra nós, vai complicar nossa vida, vai mudar as coisas de uma forma que talvez não precisasse agora, mas... está aí e não tem mais como lutar contra.
sete dias atrás eu senti algo esquisito andando por godric's. aquela pulga atrás da orelha... eu sou racional, mas nunca se deve subestimar o sexto sentido feminino, então fiz algo meio idiota: segui um impulso. fui até a londres trouxa. eu sei que esse seria o pior lugar para ir na vida nesse momento, mas foi uma necessidade quase física.
entrei em uma farmácia.
eu sei que existem jeitos bruxos de fazer isso, mas... mas eu precisava da experiência trouxa da coisa toda. acho que é ainda mais significativo no meio dessa guerra, eu precisava manter essa parte trouxa em mim.
uma hora depois confirmei o que eu provavelmente já sabia há algumas semanas, especialmente depois de ter passado mal algumas vezes. no fim das contas, acho que não era uma infecção alimentar...
jay, eu estou grávida. você vai ser pai! ufa, é a primeira vez que eu admito isso, e mesmo não sendo em voz alta, é reconfortante. é certo. eu sei que o momento... não é perfeito. eu sei que a gente decidiu que ia esperar o fim disso tudo pra colocar uma criança no mundo, mas sinto que foi ele (é estranho que eu ache com tanta fé que é um menino?) quem escolheu o momento que viria ao mundo. sinto um alívio me preencher agora porque escrever sobre isso está me fazendo chorar nesse exato momento, mas não é de medo ou de tristeza como achei que ia me bater logo. eu vou ter um filho, um filho seu.
james, eu te amo. eu te amo tanto tanto tanto TANTO que só de pensar que eu passei nove anos lutando pra não ceder aos seus encantos, me dá vontade de pegar um vira-tempo e chutar a lily jade do passado... essa tonta me estressa. só de pensar nos anos que ela desperdiçou, nos anos a mais que ela poderia ter tido com você... mas tudo bem, vou ser leniente com ela, porque o james fleamont do passado não tornou as coisas tão fáceis na maior parte do tempo, tornou? só que, olhando para trás, eu acho que, mesmo assim, eu também amava ele. ninguém passa tanto tempo refutando, brigando e se estressando com alguém por quem não sente absolutamente nada. e eu acho que eu era a única pessoa que nunca percebeu isso.
eu te escrevo essa carta com o propósito criminoso de te entregar no natal. agora que admiti pro pergaminho, vai ser impossível guardar por mais dois dias, mas eu vou me conter, porque quero que seja um presente especial. sinto muito, babe, sei que temos uma competição saudável (mas caótica) para ver quem dá o melhor presente para o outro há alguns anos... mas agora você perdeu. você perdeu demais! e isso me dá o mesmo tanto de alegria que a própria notícia! (brincadeirinha... mais ou menos).
você vai ser o melhor pai do mundo. você já é o melhor pai do mundo. eu me apaixonei pelo cara que arrisca a própria vida para tornar o mundo um lugar melhor, ainda que o mundo já fosse ótimo para ele, só porque ele não aceita que o mundo não seja bom para os outros também. eu me apaixonei pelos seus impulsos, pela sua entrega, pelo seu caos... pelas suas imperfeições que, por merlin, não consigo nem lembrar pra nenhuma, ainda que existisse uma época que eu soubesse enumerá-las facilmente. agora só consigo lembrar da sua risada, do seu abraço, do seu sorriso, das suas surpresas, do jeito que me olha, da sua feroz lealdade e de tudo, absolutamente tudo que aprendi sobre você desde aquele dezembro de 1977 (mais de dois anos atrás!).
você é o caos mais doce que eu já conheci. bendito seja o dia que eu entreguei meu coração pra você, potter, porque você nunca, nunquinha deixou de cuidar muito bem dele. e eu sei que você vai cuidar do mesmo jeitinho o nosso filho.
mal posso esperar por isso. mal posso esperar pra ver sua cara quando abrir o pacote e só ter essa carta. mal posso esperar pra ver sua cara quando descobrir que é pai.
mal posso esperar pra envelhecer ao seu lado e, finalmente, mal posso esperar pra passar o resto da vida com você.
pra sempre sua (E FELIZ NATAL),
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é meio estranho escrever uma carta pra voce quando a gente ta sempre ocupando o mesmo espaço por m² então eu poderia apenas virar e falar essas coisas, mas acho que uma carta é mais dramático e como você adora um drama acho que vai gostar também.
so, its your wedding day! e eu so posso dizer que estou mais do que lisonjeado de ser seu padrinho até porque se não fosse esse o caso nem casamento teria porque eu teria te matado!
acho que já contei isso pra você algumas vezes... mas não custa repetir, quando você me encontrou eu estava perdido. tipo literalmente assim, na minha cabeça, pra variar.era como se todo mundo tivesse recebido um manual invisível de como existir e eu tivesse sido esquecido em algum canto de hogwarts sem o meu.
e então a sonserina aconteceu. e eu lembro de olhar pra você naquele primeiro ano e pensar, pela primeira vez em muito tempo, “ah. tem alguém aqui que entende.” acho que foi isso...você entendia. porque você simplesmente ficava. você sentava do meu lado sem perguntar nada quando eu estava em silêncio demais. você me distraía quando minha cabeça começava a virar um lugar perigoso pra ficar sozinho. você fazia piadas horríveis nos momentos exatos em que eu estava prestes a afundar dentro de mim mesmo. e talvez você nem perceba quantas vezes me salvou assim. você foi a primeira amizade que me escolheu por mim, mesmo quando eu parecia tão diferente do que o mundo suspeitava que eu fosse.
e acho que isso sempre vai significar alguma coisa enorme pra mim.
porque durante muito tempo eu me senti esquisito demais. diferente demais. como se existisse alguma peça faltando em mim. e você nunca tentou me consertar. nunca tentou me transformar numa versão mais simples, mais agradável ou mais “normal” de mim mesmo. você só olhou pra toda a bagunça dentro da minha cabeça e falou "you know what, guess this mess is going to be my best friend" e honestamente? thank you for that.
e como não consigo falar com você sem falar dos seus pais, preciso te dizer que conhecer sua mãe através de você foi uma das coisas mais bonitas que já me aconteceram. porque ela não está mais aqui fisicamente, mas ela está em você de formas que acho que você não percebe... você provavelmente leria isso e falaria "as vezes gostaria de ser mais como ela" sem perceber que você já é... você é ela quando percebe quando alguém não está bem antes mesmo dela perceber. no cuidado escondido atrás do sarcasmo, como se gentileza precisasse usar disfarce pra sobreviver em um malfoy. na forma como acolhe as pessoas e como sabe exatamente o que fazer pra ajudá-las (eu sou prova viva disso), quando você escolheu continuar vivendo no mundo que tirou tanto da sua família, ela esta ai também. você dando chance ao amor e se casando hoje? também é ela. então hoje, no seu casamento, eu só queria que você lembrasse disso por um segundo: sua mãe não perdeu esse momento. ela ajudou a construir ele. em cada parte sua que sobreviveu, cresceu e aprendeu a amar desse jeito tão bonito e tão seu. and honestly, eu acho que ela olharia pra você hoje exatamente do mesmo jeito que sempre olhou. como se tivesse criado alguma coisa extraordinária.
e seu pai… acho que crescer perto do tio draco me ensinou cedo demais que as pessoas são muito maiores do que as histórias contadas sobre elas. ele tinha aquele jeito afiado de enxergar tudo, como se estivesse sempre observando meio passo além do resto do mundo, mas quando olhava pra você era diferente... eu acho que sempre percebi o quanto ele se esforçava pra ser alguém digno de você, nas noites que ele pasava acordado com a gente (fingindo que estava com dor de cabeça demais pra dormir) e quando ele fez comida sozinho porque os elfos se recusaram na época mais forte do luto, e quando ele te olhava com um orgulho quase palpável. era impossível não perceber. e talvez tenha sido ali que eu entendi que amor às vezes parece só isso: alguém escolhendo continuar ao seu lado todos os dias, mesmo depois de conhecer todas as partes difíceis.
acho que foi isso que você fez por mim também. você continuou ficando.
então obrigado. por todos os corredores. pelas noites absurdas na sala comunal.
por nunca me deixar me sentir sozinho mesmo quando eu estava convencido de que estava. e por ter sido meu lar numa época em que eu ainda estava tentando me descobrir na minha própria pele.
eu sei que hoje é sobre o amor da sua vida e honestamente? fucking finnally i told you she was the one dude!!!!!!!!
mas eu precisava te dizer isso pelo menos uma vez sem esconder atrás de alguma piada idiota: you were my first real friend.
e acho que alguma parte de mim sempre vai continuar sendo aquele garoto de onze anos entrando na sonserina, completamente apavorado da própria cabeça, encontrando você ali e pensando pela primeira vez: “ah. maybe i’ll survive this after all.”
If I lay a strong enough foundation I'll pass it on to you, I'll give the world to you and you'll blow me away. someday, someday
a última carta que Astoria escreveu para Scorpius antes de partir.
ps: @fogocommaresia pra sua semana começar mais feliz.
ps2: outros personagens foram citados na carta ( @muffliatc @pxttcr @albvsspotterz @etiquettebydaphne )
" Oh, my son, look how much you've grown. oh, my boy, sweetest joy I've known. used to say I'd make the storm clouds cry for you, used to say I'd capture wind and sky for you, held you in my arms, prepared to die for you. oh, how time has flown "
my dear Scorpius,
Se você está lendo isso, então significa que finalmente chegou à idade que eu sempre imaginei quando escrevia estas palavras. Talvez seus ombros já estejam largos como os do seu pai. Talvez você já tenha aprendido a esconder a tristeza do jeito que os homens da nossa família fazem, com silêncio demais e olhos cansados demais. Sinceramente, espero que não.
Espero que você ainda ria alto. Espero que ainda olhe as estrelas. Espero que ainda permita que o mundo o surpreenda.
Você nasceu numa madrugada fria. Me lembro perfeitamente quando o ouvi chorar pela primeira vez, acho que nem mesmo se quisesse eu esqueceria aquele som. Foi a primeira vez na vida que senti medo e amor na mesma intensidade. Você era tão pequeno que cabia inteiro no meu peito, e mesmo assim parecia grande o suficiente para reorganizar o universo inteiro ao meu redor.
Seu pai chorou quando segurou você pela primeira vez. Ele vai negar isso se você perguntar. Mas chorou. Draco ficou olhando para suas mãos minúsculas como se não entendesse como alguém tão pequeno pudesse ter tanta confiança nele. Você segurou o dedo dele, e naquele instante eu vi um homem que passou a vida inteira acreditando que era impossível ser amado, decidir que destruiria o mundo inteiro antes de permitir que algo ferisse você.
Você salvou nós dois, Scorpius.
Existem muitas coisas que eu queria ter tempo para te ensinar pessoalmente. O jeito certo de identificar chuva pelo cheiro do vento. O fato de que algumas músicas precisam ser ouvidas de olhos fechados. Que chá de camomila nunca resolve a dor, mas torna a tristeza mais gentil. Que sua avó Narcissa demonstrava amor ajeitando roupas tortas sem perceber. Que seu pai ama tão profundamente que às vezes isso o assusta.
E você… você sempre amou sem medo, mesmo quando criança. sempre tão gentil, tão sensível. se lembra quando encontrou aquele passarinho machucado nos jardins da mansão? Você tinha cinco anos. Chorou por horas porque achava injusto que criaturas pequenas sofressem tanto. Seu pai disse que a natureza era cruel. Você respondeu: “então alguém precisa ser gentil.” por favor meu filho, nunca deixe o mundo arrancar isso de você. Porque você ouvira algumas dizerem que bondade é fraqueza. Outras tentarão convencer você de que sentir demais é um defeito herdado de mim. Não acredite nelas. Há coragem em continuar macio num mundo que transforma todos em pedra.
Quero que saiba de outra coisa também:
Seu pai sempre te amou antes mesmo de conhecer seu rosto.
Nas noites em que eu não conseguia dormir, ele colocava a mão na minha barriga e conversava com você baixinho, como se estivesse contando segredos. Ele prometia coisas absurdas. Dizia que ensinaria você a voar cedo demais, que compraria sua primeira vassoura antes da idade permitida, que ninguém jamais pisaria no seu coração enquanto ele estivesse vivo. Mas, também haviam as noites em que ele apenas ficava quieto, em completo silêncio. E como sempre, eu sabia exatamente o que ele estava pensando.
Draco tinha medo de que você herdasse os fantasmas da nossa família. Medo de que o nome Malfoy pesasse nos seus ombros como pesou nos dele. Então, meu amor, deixe-me te contar algo importante agora que talvez você já seja velho o suficiente para entender:
Você não nasceu para carregar os erros dos seus antepassados. Você nasceu para ser o fim deles. Existe uma diferença enorme entre herança e destino. Seu sobrenome pode contar uma história, mas não decide quem você será.
Quero que dance quando tiver vontade, mesmo que pareça ridículo. Quero que se apaixone inteira e honestamente, mesmo que doa. Quero que diga “eu te amo” em voz alta enquanto ainda há tempo. Quero que tenha amigos que façam você rir até perder o ar. Quero que escolha gentileza mesmo nos dias difíceis. Principalmente nos dias difíceis.
E quando amar alguém… eu adoraria estar apresente para te assistir se apaixonar, mas quando acontecer, ah, Scorpius… ame da forma como seu pai me amou. Com devoção. Com lealdade feroz. Com aquela terrível e linda intensidade que transforma uma pessoa em lar. e o mais importante, também permita que amem você de volta. Os homens da nossa família sempre foram ensinados a morrer pelo amor, nunca a viver por ele. Faça diferente.
Viva.
Viva muito. Viva o suficiente por nós dois.
Sei que alguns dias vão ser mais difíceis do que outros, e quando esses dias chegarem, preciso que você se lembre meu amor: você nunca esteve sozinho.
Eu sei que às vezes vai parecer que sim. Nossa família tem essa tendência terrível de se isolar e sofrer sozinho. Não faça isso consigo mesmo, se lembre sempre de que há pessoas neste mundo que amam você.
Cuide dos seus amigos, especialmente do menino Potter.
Eu vejo muito de você em Albus, as pessoas verão o sobrenome dele antes de enxergarem quem ele realmente é. Vão esperar grandeza o tempo inteiro, mesmo nos dias em que ele mal conseguir respirar sob o peso disso. Então, quando puder, seja para ele aquilo que alguém deveria ter sido para o seu pai anos atrás: um lugar seguro.
Não tenha medo de segurar a mão dele nos dias ruins. Meninos passam tempo demais aprendendo a transformar amor em vergonha. Passe menos tempo tentando parecer forte e mais tempo sendo gentil. Protejam um ao outro.
Seu pai talvez revire os olhos dramaticamente quando vocês aparecerem cobertos de lama depois de alguma ideia idiota. Harry provavelmente fingirá indignação antes de rir cinco minutos depois. Porque existe outra coisa que você talvez ainda não saiba:
Harry Potter foi um dos meus amigos mais queridos. Estranho, não é?
Depois de tudo o que aconteceu antes de você nascer, acho que muita gente esperava que continuássemos presos às guerras antigas para sempre. Mas a verdade é que Harry carregava a mesma exaustão que todos nós carregávamos. Ele entendia o que era sobreviver quando tantas pessoas não tiveram a mesma chance. Ele era teimoso. Excessivamente teimoso, mas também tinha um coração absurdamente humano. Então confie nele também, Harry sabe reconhecer escuridão quando a vê, mas, mais importante do que isso, ele sabe sobreviver a ela.
E sua tia Daphne... Se algum dia você sentir saudade de mim num nível insuportável, vá até ela.
Daphne conhece pedaços meus que ninguém mais no mundo conheceu. Ela sabe como eu tomava meu chá, quais músicas eu ouvia quando não conseguia dormir, quais flores eu preferia nos jardins, quais mentiras eu contava quando dizia que estava “bem”. Ela amou você antes mesmo do seu nascimento. Houve noites em que ela ficou acordada comigo escolhendo nomes, imaginando seus olhos, discutindo se você herdaria a dramaticidade dos Greengrass ou a teimosia dos Malfoy. Acabou herdando os dois, receio. Ela vai cuidar de você. Mesmo quando fingir estar irritada. Principalmente nesses momentos, na verdade.
E haverá outros também. Pessoas que permanecerão. Pessoas que escolherão amar você não pelo peso do seu sobrenome, mas pela gentileza que existe no seu coração. Deixe que elas fiquem. Não transforme a solidão em herança. A vida fica mais suportável quando dividida.
Prometa isso para mim, Scorpius: quando tudo parecer pesado demais, não desapareça. Bata na porta de alguém, mesmo que seja tarde, mesmo que você ache que está atrapalhando, esmo que chore no meio da frase.
E quando a saudade se tornar grande demais, nunca se esqueça que eu sempre vou estar com você, só precisa me procurar nas pequenas coisas. Eu vou estar no perfume das flores brancas depois da chuva. No som das páginas de um livro sendo viradas à noite. Na lua refletida nas janelas de Hogwarts. Na música suave tocando em outro cômodo. E vou estar, principalmente, em cada parte gentil de você. Porque foi ali que deixei o melhor de mim.
Um Sirius Black que havia recém feito aniversário e sua primeira briga com Walburga Black. Ele queria chamar seus amigos. Seus verdadeiros amigos para a festaa. Havia recém feito amizade em Hogwarts e queria eles ali em seu aniversário. Sua mãe havia se recusado e havia tido uma grande confusão. Em seu quarto chorando em seus presentes, Sirius começou a comer e algo nele se sentiu um pouco melhor.
DÉCADA DE 70.
Era uma péssima noite. Remus havia acabado de voltar de uma Lua Cheia e isso sempre arrancava sentimentos horríveis nele. Um mais jovem Sirius lembrou-se de sua primeira pior noite, e em meio a suas coisas achou um pouco de chocolate. Não conseguiu evitar de repartir com o seu melhor amigo e confirmar que chocolate pode sim fazer as coisas melhores.
DÉCADA DE 90.
Remus Lupin, sem seus melhores amigos, mas cuidando do filho deles em um momento ruim acaba também tirando um chocolate de seu bolso. Um gesto que estava passando de geração em geração e criando uma corrente entre todos eles que não se quebraria tão cedo.
DÉCADA DE 2010.
Harry Potter, um tio em que todos seus sobrinhos e filhos sempre procuram para saber histórias, para pedir ajuda ou um ombro amigo, e sempre que vê algum filho ou sobrinho chateado acaba tirando um chocolate do bolso que guarda especialmente para essas situações.
DÉCADA DE 2020.
Todos os Potter-Weasley quando estão tristes ou veem seus amigos tristes acabam compartilhando um pouco de chocolate. É uma tradição, algo que se tornou uma marca de toda aquela família.
"Só uma palavra nos liberta de todo o peso e da dor da vida: essa palavra é o amor."
BONUS PLOT: Após Astoria falecer, Albus o confortava em Hogwarts com chocolates. Sempre que estavam no trem na ida de começo de ano letivo, ele dava para Scorpius um sapo de chocolate. Não somente virou uma tradição compartilharem as cartinhas, como também perpetuou adiante. Ao se sentir triste, recorre a um chocolate - de forma saudável, claro - e assim consegue pensar melhor.
I'll be a good mum, I swear, you′ll see how much I care when you meet me
mais do que alguns headcannons da Astoria enquanto mãe, é um pedido para alguém, por favorzinho, trazer o Scorpius!!
" Astoria always knew that she was not destined for old age. She wanted me to have somebody when she left, because… it is exceptionally lonely, being Draco Malfoy. "
nos primeiros meses de gravidez, ela passava mais tempo em silêncio do que o normal, não por tristeza, mas porque estava constantemente pensando. sobre o mundo em que seu filho cresceria, sobre que tipo de pessoa ele poderia ser, e se ela conseguiria estar lá tempo suficiente para ver isso.
por conta dos constantes enjoos, havia noites em que ela não conseguia dormir. nessas horas, sentava-se próxima à janela, falando baixinho com o bebê, não sobre expectativas ou sonhos grandiosos, mas sobre coisas simples: o céu, a mansão, o mundo lá fora, sobre Draco ( @muffliatc ) como se quisesse que ele conhecesse tudo aquilo através dela, antes mesmo de nascer.
durante toda a gravidez, Astoria começou a colecionar pequenas coisas: livros, objetos simples, até histórias que anotava em um caderno, construindo pouco a pouco algo que pudesse permanecer mesmo na sua ausência.
foi um parto de emergência, vozes baixas demais, olhares que não se encontravam por tempo suficiente, e ela quase não resistiu, mas Astoria mal se lembrava disso com clareza, porque quando finalmente colocaram Scorpius em seus braços, tudo pareceu se aquietar.
nos dias seguintes, ainda fraca, Astoria não conseguia se afastar dele por muito tempo. havia algo quase silencioso, mas profundo, na forma como o segurava, parecia que ela estava ancorando a si mesma através dele. ás vezes, apenas o observava dormir, com um leve sorriso cansado nos lábios, como quem finalmente encontrou algo que fazia tudo valer a pena.
quando Draco e Astoria estavam educando o pequeno Scorpius em casa, em seus primeiros anos de vida, Astoria costumava levá-lo a museus infantis trouxas. os dois se encantavam com as atividades interativas de ciência e adoravam visitar as áreas com animais resgatados.
se Scorpius tinha um dia ruim, Astoria o confortava com palavras gentis e pequenos doces, sempre dizendo que um dia difícil não definia quem ele era.
Astoria fazia questão de ensinar Scorpius a ver o mundo além das tradições da família. com pequenos comentários durante o dia, histórias diferentes, perguntas suaves. e quando Scorpius fazia perguntas difíceis, ela nunca mentia, mas também nunca respondia tudo de uma vez, preferia dizer: "o que você acha?" como se quisesse que ele aprendesse a confiar no próprio coração.
Astoria nunca foi uma mãe barulhenta ou expansiva, mas estava sempre presente. Scorpius cresceu associando conforto não a grandes gestos, mas à forma como ela segurava sua mão com cuidado ou alisava seu cabelo em silêncio.
nunca levantava a voz. mesmo quando estava cansada ou não se sentia bem, sua forma de educar sempre vinha em tom baixo, gentil, não porque não havia firmeza, mas porque ela acreditava que ele aprenderia melhor através do cuidado.
ela lia para ele todas as noites, mesmo nos dias em que estava cansada demais. ás vezes sua voz falhava no meio da história, mas ela sempre terminava, nem que fosse sussurrando. até o dia que ele simplesmente pegou o livro de suas mãos e começou a ler a história para ele, e assim se seguiu por todas as noites.
ela gostava de observá-lo dormir mais do que gostaria de admitir. ás vezes se sentava ao lado da cama ou deitava ao seu lado, só olhando, memorizando cada detalhe.
Astoria adorava levá-lo para caminhar perto da água, lugares onde o mundo parecia mais calmo. Scorpius ainda pequeno segurava sua mão com força, enquanto ela diminuía o passo só para acompanhar o ritmo dele, como se nunca tivesse pressa de chegar a lugar algum.
nos dias em que sua saúde não estava boa, Astoria ainda tentava manter pequenas rotinas com ele: sentar ao seu lado, ouvir suas histórias, perguntar sobre o dia. e assim, Scorpius aprendeu muito cedo a perceber quando ela não estava bem.
em dias bons, Astoria levava Scorpius para pequenos cafés ou lugares abertos, onde ele pudesse explorar com curiosidade. ela raramente interferia, apenas observava com um sorriso suave, deixando que ele descobrisse o mundo no próprio tempo.
O vestido escolhido por sua mãe vinha lhe trazendo muitos problemas, porque de repente, era quase como se ela tivesse sofrido uma daquelas transformações de filmes de romance adolescente dos anos 2000, onde a protagonista tira os óculos e solta o cabelo, assim se tornado uma pessoa totalmente diferente, e todos descobrem o quanto ela sempre foi bonita. ou qualquer coisa assim, porque a quantidade de pessoas que tinham parado para falar com ela, fosse para elogia-la ou até dar em cima dela era impressionante, e a maioria era sincera, mesmo que tivesse recebido um comentário passivo-agressivo aqui e ali, nada com o que ela não conseguisse lidar. procurando um lugar para fugir dos olhares e só descansar um pouco a mente, Lyra seguiu para um dos cantos mais distantes do salão, torcendo para que não topasse com os pais pelo caminho, não queria ter que se explicar ou justificar sua falta de interações sociais. foi quando percebeu que tinha mais alguém ali, sorrindo ao ver se tratar de Scorpius. " também fugindo da multidão? " perguntou parando ao lado dele.
"Só quando vejo você pra fugir junto." Replicou com um sorriso nos olhos, franzindo o nariz quando chegou perto dela o suficiente para tentar fazer cosquinhas. Brevemente parou e analisou o conteúdo todo: ela dos pés à cabeça, e o meio de sua testa se crispou quase que instantaneamente. "Isso aqui" Apontou para ela de cima a baixo algumas vezes. "não foi coisa sua. Eu simplesmente sei, porque..." E então apontou para os próprios pés, com o all star adornando a aparência. Eles dois tinham gostos parecidos. Enquanto Scorpius não se permitia abrir muito a cabeça, Lyra sim, às vezes. E era por isso que comparava a escolha dos dois. "Mas ficou linda, como sempre." Por fim o elogio, seguido de um esbarrão proposital no ombro dela, antes de se colocar contra a parede também. Passou a olhar o recinto com atenção. "Estou fugindo mais de uma dor de cabeça que tive. Sabe a Irene Macmillan? Ela..." Precisou respirar fundo para achar as palavras corretas. "meio que usou amortentia em uns doces, eu comi, fiquei maluco por ela, aparentemente, e nós chegamos a beijar muito." Nesse momento Scorpius viajou com o olhar para a prima, apenas para ver se denotava alguma diferença na expressão dela, fazendo ele mesmo uma careta quando precisou focar em terminar a conversa. "E agora a Grace viu, e foi uma dor de cabeça, fora que eu fiquei preso com a Roxanne em uma sala aleatória qualquer antes do baile começar. Então, é... eu quero fugir de algo ou alguém, mas também quero só um pouco de paz pra minha cabeça. Longe de conflitos, longe dos problemas mundanos." Riu mais para ela do que para si mesmo, já que a situação no todo o deixava um tanto quanto irritadiço. Odiava conflitos, sempre odiou. "E você, por que veio se isolar sem mim?"