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@dont-be-toxic
eu não sou um bom lugar agora.
[me desculpe, Baby]
Eu não vou te culpar.
Nem fingir que entendi tudo de primeira.
Mas aos poucos, no silêncio que ficou entre a sua ausência e o que restou de mim, eu aprendi a respeitar o que não se encaixava mais. Aprendi a olhar para a sua partida não como um castigo, mas como uma consequência do que não era mais possível sustentar.
E tudo bem.
Não do tipo “tudo bem, passou”, porque ainda não passou. Mas do tipo “tudo bem, eu entendo”.
Com o tempo, a gente aprende que aceitar não é desistir, que seguir não é esquecer, e que amar também pode significar deixar ir, não por desinteresse, mas por cuidado.
Tem dias em que a sua lembrança ainda me toca de leve. Como vento. Como perfume antigo. Como música que toca no meio da rua e me pega desprevenida. Eu ouço, respiro fundo e deixo passar. Eu não luto contra a memória, mas também não me afogo nela. Eu só deixo vir e ir, como tudo o que é vivo.
A verdade é que eu aceitei a sua decisão.
Não com frieza, mas com respeito.
Eu entendi que talvez a sua estrada não passasse mais pela minha, e que o nosso tempo, por mais bonito que tenha sido, precisava acabar.
E isso não anula nada.
Eu não sou uma pessoa que sai por aí apagando histórias. Eu não esqueço fácil. Eu não reinvento o passado pra caber na minha narrativa. Eu sei exatamente o que a gente viveu, e foi lindo, foi real.
Mas eu também sei a hora de parar de insistir.
Porque amor que precisa ser forçado pra continuar já deixou de ser amor.
Talvez o mais difícil tenha sido entender que o fim não anula o valor.
Que uma história pode ter valido a pena mesmo que tenha acabado.
Que a gente pode seguir sem ódio, sem mágoa, sem “e se”.
Apenas com a saudade mansa de quem entendeu e mesmo com vontade de ficar, soube respeitar a decisão de ir.
Eu não sou a mesma desde que você foi.
Então não, eu não espero que você volte.
Mas se um dia você pensar em mim, que pense com carinho.
Porque foi de verdade.
E tudo bem.
Talvez você siga por aí, reencontrando novos começos.
E eu também.
Com essa calma que vem depois da tempestade, com esse silêncio que hoje não machuca mais.
Com a certeza de que, mesmo sem final feliz, a nossa história foi uma das mais bonitas que eu já vivi.
E isso basta.
Afinal, de quantas maneiras um coração pode ser destroçado e ainda continuar batendo? Nos últimos dias, eu tinha passado por muitas experiências que poderiam ter acabado comigo, mas isso não me deixou mais forte. Ao contrário, eu me sentia horrivelmente frágil, como se uma única palavra pudesse me despedaçar.
—Bella Swan, Lua Nova.
“Vou levar a vida sem alguém
Que eu não vivo sem”
eu queria tanto que você não fugisse de mim, mas se fosse eu, eu fugia.
ainda é você
que tem a minha vontade
de sair querendo dividir a vida
e seus detalhes
quando algo acontece.
"Se eu parar de te responder, ou te ligar, ou fizer pouca questão de sair, não significa que deixei de gostar ou me importar com você. Mas, é provável que você tenha se tornado um ciclo que eu encerrei, ou alguém que eu troquei de prateleira na minha vida. E não é nada com você, sério, as vezes eu sinto que preciso limpar algumas bagunças, enxugar uma amizade aqui outra ali, e só. Pro meu próprio bem. Em alguns momentos, a gente sente que as pessoas consomem demais da gente, demais da nossa energia, e ai a gente reduz aquilo que costuma entregar pra que não falte pra nós mesmos. Então, sinto muito se você é uma dessas pessoas, mas, no momento eu sinto que preciso focar em outras coisas, e ser a minha prioridade." Carpinejando.
dói
mas eu nunca grito.
orgulhe-se também das pequenas batalhas vencidas.
Filme: O joelho de Claire Direitor: Éric Rohmer
Espero que me machucar tenha lhe dado a paz que você tanto queria e precisava.
-BENNETT
“Me sinto perdido no mundo. Ou dentro de mim, que seja.”
— Caio Fernando Abreu.