Naquele dia me vesti de maneira matadora, um decote sedutor, um batom vermelho piranha nos lábios, scarpin e a calça mais apertada para marcar minhas nádegas.
Eu a desejava, isso não tinha dúvidas, quem olhasse de fora perceberia a tensão sexual que havia entre nós.
Ela sabia fazer muito bem o jogo da sedução, o jogo de me fazer arder de tesão e agora, simplesmente estava na fase de me esnobar. Maldita seja essa miniatura de Shane. Bom, ela só esqueceu quem eu sou... prazer Rafaella, eu sou sua perdição.
Fui para o escritório disposta a molhar a calcinha daquela maldita e mostrar que quem tem o poder aqui, sou eu. Peguei o elevador e desci no décimo primeiro andar, adentrei a sala e peguei em minha mesa uns papéis que ela precisava assinar. Sabia que hoje ela chegaria mais cedo, afinal, o projeto precisava de atenção.
Bati em sua porta e disse:
- Com licença Rafa, trouxe uns papéis para você assinar.
Ela me comeu com os olhos de cima abaixo mas era dona de uma segurança única.
- Deixa na mesa por favor. - Disse apontando em direção a ponta da mesma.
Jamais deixaria barato, ela gostava de jogar e eu amava prever suas jogadas. Caminhei em direção a mesa, abaixei bem o tronco a ponto do meu decote ficar muito evidente, meus seios quase pularam pra fora do sutiã. Olhei para a Rafaella e pude ver ela engolindo seco.
- Precisa de mim pra mais algo? - perguntei
- Pode ir Carmem. - Sai rebolando sensualmente, sabia como isso a afetava e como ela com certeza estava agora apertando as pernas para aliviar o tesão que bateu momentaneamente.
Na cama éramos uma dupla incrível, mas eu estava cansada de ser apenas sexo (e isso sabia fazer muito bem, obrigada). Não que não sentisse falta de ser fudida loucamente por ela, de ficar de quatro enquanto seus dedos me penetravam, dos gemidos e marcas pelo corpo. Mas depois que a vi aberta (e não digo das pernas abertas pronta para ser chupada e gozar na minha boca), emocionalmente aberta, percebi que não poderia viver sem isso mais.
Vem comigo nessas rimas curtas.