What song sums up this year for you?
toca uma sofrência aí e desce o litrão que tá foda

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@duarte-se
What song sums up this year for you?
toca uma sofrência aí e desce o litrão que tá foda
E aí, lindão, agora que tu tá solteiro quer pegar quais das meninas?
lembrando que querer não é poder e se pudesse eu provavelmente perderia o pinto então vamo trabalhar com a ficção e dizer que letícia e manuella são maravilhosas né? quem concorda da um grito quem não sinto muito.
joguei e corri
Conta três músicas que tu já escreveu pra Giovanna
conto.
- A tal canção pra lua
- Solstício de verão
- Falando a verdade
(e todo o meu álbum anterior rsrs)
Logo mais, em todas as plataformas do brasil e do mundo ein, fiquem ligados
É verdade que teu namoro acabou porque tu foi corno?
CARALHO MOLEQUE, cês tão sabendo mais que eu, me conta aí parcero
@giodavilla amada vem aqui ver um negocio rapidao
boa noiteeeeeee direto do brasil
bom dia brasil, good night london
ta sabendo falar ingles direitinho?
of courssi mai darlin
Obrigada por abrir caminho pro meu ship Givi
teu cu
3 melhores noites de sua vida e 3 piores
CARALHO difícil mas vamo lá gostei
melhores:
- quando eu pedi a morena em namoro
- a inauguração do pub
- a primeira vez que eu subi no palco e toquei pra uma plateia grande, foi foda
piores:
- o término
- a briga com a Giovanna no apê dela
- o dia que eu fui preso depois de brigar com a Giovanna (NOT RELATED eu nao bati nela galera calma, só deixando claro)
eu sei eu sei, troca o disco rafael. ME DEIXEM to escrevendo o próximo albúm
pegaria homens?
sei lá, a gente só pode dizer que não gosta se já provou, né não?
Mas até agora rafaelzinho tá tranquilo, só se anima com a mulherada msm
fosse corno
não que eu saiba, mas se tu souber, me conta
já to vendo um novo cd de sofrência só pq não ta mais com a gi
Tá certíssimo. Já dizia Marília Mendonça, vai todo mundo sofrer nessa porra
solteiro que é solteiro corre atrás de quem agora
Rapaz... tanta gente. Mas galera inventou de namorar e se apaixonar logo agora que o pai ta on. Tá foda
me arranja um emprego cara
ne tu que ta indo atrás da giovanna, né? opa q pena, vai lá talarico
FMK -homens
perâe moleque, eu só fiquei solteiro, virei bi *ainda* não hahaha
F- alexandre, pq ne, puta merda
M- lorenzo meu amor volta pra mim to na sofrência
K(iss)- caduzin, geral fala né, só provando pra saber se é bom mesmo
FMK -mulheres
F - let
M - bibi
K(iss): everybody PQ O PAI TA ON
giodavilla:
duarte-se:
Haviam momentos nos quais Giovanna, não importava o quanto tentasse, não conseguia identificar completamente os sentimentos que se desenrolavam em sua cabeça. Esse era um desses momentos, onde ela se encontrava à deriva, perdida, sem ter certeza sobre no que poderia se apoiar e a localização verdadeira de para onde estava indo. De onde viera, isso via claramente, mas o que se expandia pelo futuro era um horizonte enorme que ela não conseguia alcançar por não sair do lugar – por não saber como sair do lugar. Era como estar se afogando e se sentindo vazia, rasa; essa palavra, rasa. Giovanna a temia tanto, em especial quando se tratava da pessoa no outro lado da linha. Por isso, ela não disse nada por muito tempo. Seu rosto se contorcia em dúvida, em medo, em hesitação, à medida que tentava desesperadamente encontrar uma âncora que a mantivesse certa do que estava fazendo, ou do que estava tentando fazer. Mas saber que era por causa dela que ele não estava se sentindo completo em tamanha experiência foi um alvo certeiro: de forma involuntária, sentiu culpa. E quando pensou em administrar o fato de que poderia estar equivocada, a afirmação sobre a infelicidade foi como cair de cabeça nas imensas situações em que sentia-se culpada e abraçá-las com afinco. “Ah…” ela sussurrou, quase inaudível, mais uma percepção própria do que qualquer coisa. Poderia, talvez, passar o resto da ligação em silêncio, mas foi a mesma sensação estranha de culpa que a fez prosseguir, ironicamente. “Você não tem que pensar na minha felicidade, não nessas circunstâncias. Você tem que ser… egoísta.” Irônico, também, que este era um defeito próprio que já arruinara diversas ocasiões em sua vida, e era ela quem o incitava em Rafael. Não por querer que ele o fosse pelo resto da vida, mas por saber que dessa maneira ele não estaria se prendendo à felicidade dela pelo tempo que lhe sobrava naquele outro país. Ela respirou fundo, alto, forte, no momento que a impulsividade dele se fez presente. Parecia haver uma resposta tão simples, tão óbvia para aquela problemática que poderia ser solucionada com facilidade, porque aquela era uma questão profissional para ele. Giovanna jamais se deixaria dividida entre o profissional e o pessoal – ou assim ela pensava – e, portanto, queria que ele fizesse o mesmo. Era simplório. Era complexo. Era… doloroso. Ela pressionou o polegar e o indicador na testa e passou a fazer movimentos lentos, circulares conforme processava a forma clara que ele colocava o sentimental acima de qualquer outra coisa. “Isso não ‘tá certo…” murmurou, apertando os lábios para impedir a si mesma de continuar um assunto que apenas seria uma maneira mais agressiva de lidar com aquela conversa. Mais uma vez, suspirou alto, e encostou-se na cadeira como se todo o peso do mundo estivesse em seus ombros. E estava, de certa forma. Arranhando devagar as pernas cruzadas na cadeira, continuou escutando-o com os olhos baixos, a aura pesada ao seu redor. Ela podia sentir o ardor debaixo dos olhos, qual lutava para ignorar. Uma piscada, no entanto, fez uma única lágrima escorrer pela sua bochecha, e tão rápido ela caiu, Giovanna a limpou como se nunca tivesse acontecido. Respirou de novo, sentindo o peito dolorido e a realização de que não havia nada mais a acrescentar – não algo de extrema necessidade, com a exceção de um. “Eu te amo, ‘tá bom? Apesar de tudo… chame do que você quiser… mas saiba que eu te amo. E que estarei te apoiando independente de qualquer coisa ou de onde estivermos.”
Todos os dias, em todos os detalhes, Rafael conseguia ver o quanto a sua personalidade se diferenciava da de Giovanna. Fosse em coisas simples, como escolher um restaurante para jantar num sábado à noite, ou algo bem mais sério, como o peso daquela relação em suas vidas. Enquanto ele era emocional, ela pesava para o lado racional. Juntos eles eram o equilíbrio perfeito, quando assim entravam em acordo, mas quando não, sabia do desastre que poderia acontecer. Rafael sentia demais, se expressava demais, e com ela aprendeu a controlar esse seu jeito impulsivo. Ironicamente, também era por ela que cometeria as maiores loucuras de sua vida. Como pegar o primeiro avião para o outro lado do mundo. No fundo, sabia que aquele gesto em nada salvaria o seu relacionamento. Não era o momento para loucuras de amor. Era a hora de ser racional, de pensar a longo prazo, independe do quão doloroso era colocar um ponto (e vírgula) em toda aquela história, ele o faria por saber ser a coisa certa. Ao final de sua fala, Rafael sorria de leve para o horizonte a sua frente, ainda que uma lágrima teimando em escorrer pelo seu rosto. Algo em si, talvez esperança, talvez a certeza do quanto a amava, ou mesmo todas as dificuldades que passou para chegar ali, algo lhe dizia que aquela história estava longe de terminar. Não esperando pela fala dela, tudo que conseguiu fazer foi morder os lábios para impedir o palavrão que queria sair em reclamação com os deuses por aquilo estar acontecendo. Era angustiante aquela necessidade de um abraço e ser impossível o contato físico. Rafael ficou em silêncio por alguns segundos, a respiração pesada e o fungar de um choro baixo eram as únicas coisas que indicavam que a ligação não havia sido encerrada. - Desculpa morena. - O sotaque forte carioca desfez o silêncio. - Eu só quero que cê seja feliz. - Então era essa a sádica definição do verdadeiro amor? A dor que sentia agora não era nada comparado ao prazer em vê-la feliz. Não conseguia achar um jeito certo de finalizar aquela ligação. O que falaria depois? “Beijo”? “Boa noite, dorme bem”? Nada parecia certo. O final não parecia certo. Viraria realidade no minuto que apertasse aquele botão vermelho. Por isso, no seu esforço extremo para ser racional, Rafael apenas respirou fundo e finalizou. - Eu te amo pra caralho, Giovanna. Não esquece.
giodavilla:
duarte-se:
Muito tempo atrás, Giovanna tinha um bloqueio contra demonstrar o que sentia, ou de dizer o que achava sobre determinada situação sem medo de ser mal interpretada. Agora, como sua psicóloga bem tinha lhe ensinado, ela evitava guardar angústia dentro de si e muito dificilmente deixava de transparecer os verdadeiros sentimentos perante algo, ou alguém. Suas expressões faciais ficaram mais proeminentes, e por mais que ele não pudesse vê-la agora, Giovanna mantinha o cenho franzido, evidenciando os seus pensamentos desordenados e a dúvida que favorecia seu silêncio momentâneo. Suspirando, ela respondeu, “Sim. Não.” Pausa. “Não sei. Talvez eu tenha que pensar um pouco mais,” emendou. E estava sendo sincera. Ela poderia muito bem resumir tudo àquelas palavras, mas havia um pequeno fator que a incomodava ainda desconhecido perambulando pelo seu cérebro. Sem desfazer de seu semblante, Giovanna concordou que ele continuasse, e apertou o telefone contra o ouvido para escutá-lo melhor. Seus olhos passeavam por entre suas pernas, dedos, unhas que traçavam um caminho abstrato enquanto se mantinha em silêncio. E continuou assim quando falou também. “É isso que ‘tá te deixando maluco? Não poder me tocar? Porque o que ‘tá me deixando maluca é ter que lidar com a ausência da tua essência, e falta da confiança de ambos nesse relacionamento.” Não houve uma única vez que sua voz vacilou, e ela ainda estava séria, calma. “Não porque você fez por onde, mas porque você simplesmente não fez nada a respeito pra se colocar na minha situação,” continuou, respirando alto em uma tentativa de controlar os nervos, que se agitaram ao se lembrar de uma das primeiras discussões. “Ninguém é de ferro,” completou, jogando a cabeça para trás e encarando o teto. Ela inspirou, expirou, e voltou a brincar com os dedos apenas para ter algo para fazer conforme ele continuava. Os lábios estavam pressionados em uma linha, com força, e logo percebeu que tremia levemente. “Mas você poderia, sabe? Não é difícil,” murmurou, inquieta. “Em relação a você, digo. Não é difícil você me fazer feliz. Mas ‘tá ficando impossível.” Suspirou de novo, assentindo audivelmente para ele ouvir. “E você acha que esse tempo daria certo? Porque, para mim, na minha cabeça,” ela frisou, “só vai me distanciar ainda mais, e um tempo é um nome bonitinho pra pré-término. Por isso, quero que você seja extremamente sincero comigo, e que seja racional. Você acha que um tempo vai fazer nosso relacionamento voltar para o que era antes? Comigo aqui e você aí?”
Desde pequeno aprendera a canalizar a ansiedade em um gesto, algo que o distraísse do problema de fato, e era exatamente o que fazia agora. Rafael levantou e passou a andar de um lado para o outro. Hora devagar, hora rápido. Em círculos, uma linha reta de um canto a outro. Não importava, contanto que conseguisse raciocinar direito tudo que ela despejava em si agora. Escutava uma Giovanna completamente diferente da que conhecera anos atrás, e isso era bom. Tão bom esse evidente crescimento, não só dela, mas deles como pessoas individuais e como um casal, que o breve pensamento o fez sorrir, mesmo com as coisas que ouvia. Saber o que ela realmente pensava era gratificante, um prazer imenso visto que sempre implorou por essa evolução. E a simples percepção disso fez seu peito apertar de uma forma que se sentiu tonto. Talvez fosse o frio ignorado, ou o fato de que não parava quieto, mas se tocar que estaria desistindo de algo construído com tanta dedicação e amor, fez seu coração quebrar ainda mais. - Na tua situação? - Ele se exaltou, sentindo-se um tanto injustiçado e relembrando de toda a discussão passada. Mas sabendo que aquilo não levaria a lugar nenhum além do que eles já estavam, Rafael respirou, desistindo de comprar mais uma briga. - Eu confio em você, é só que… - Suspirou, passando uma mão pelo cabelo num gesto tão familiar que podia jurar que ela sabia exatamente o que fazia agora. - Você me conhece, Giovanna. Eu preciso de mais. Eu preciso de gestos, preciso do físico. Eu não sei lidar com limitações e ser incapaz de tá perto de ti… - O sopro que saiu de seus pulmões pôde ser ouvido do outro lado da linha, mas agradeceu por sua expressão de dor estar escondida pela tela do celular. - É surreal! Eu queria você aqui, mas ao mesmo tempo queria tá aí contigo, e eu sinto que acabo não ficando em lugar nenhum por causa de tudo isso que tá acontecendo. - Ele se apoiou no pequeno muro do terraço, de onde conseguia enxergar toda a proximidade dos dormitórios, as ruas iluminadas, os prédios já apagados. Rafael sempre entrava de cabeça em tudo que fazia, mas naquela situação em particular, sentia estar completamente dividido, incapaz de se fazer inteiro naquela cidade quando lhe faltava uma metade. - Mas eu não tô feliz, Giovanna! - Ele se apressou ao exclamar assim que ela terminou a frase, como um confessar preso que precisava urgentemente sair. - Eu não tô feliz em ver a gente se desgastando cada dia que passa. Eu não tô feliz que a gente mal se fala porque os horários não batem. E eu sei que você não tá feliz em viver uma situação dessas e isso é o que mais fode com a minha cabeça. - Seu peito ardia agora e precisou respirar por alguns segundos antes de ser capaz de responder. A mão desocupa tapou os lábios, prendendo o grito quando escutou Giovanna falar. Uma agonia dolorosa estampava sua face com a forma explícita que a mulher escolhia para usar as palavras. A facilidade com que ela mostrava conduzir aquela resolução, doía mais em Rafael do que o assunto em si. - Eu não quero ser racional - foi tudo que respondeu nos primeiros segundos. Até que se permitiu continuar depois de algum tempo. - Eu quero pegar o primeiro avião e bater na tua porta. - Ficou em silêncio, querendo escutar qualquer que fosse a reação dela. - Eu quero poder te teletransportar, quero abrir os olhos e ter você aqui do meu lado. Mas principalmente, eu quero que você pare de falar como se eu nunca mais fosse voltar. Porque eu ‘tô sendo sincero quando digo que, apesar de tudo, ou talvez até por causa de tudo que aconteceu, a única certeza que eu tenho na vida... É você, Giovanna. - De um lado do telefone, Rafael sorria, ainda que fraco e com os olhos ardendo, admirava a beleza em poder afirmar tudo aquilo. - Por isso, eu não vou concordar contigo que é um nome bonitinho pra um pré-término... Porque isso significaria que é o fim. E eu sei... Você sabe, não é o fim. Depois de tudo que aconteceu... - Uma risada cômica e dolorosa escapou de si ao relembrar das ironias do universo que os levara até ali. - Não é assim que a gente vai acabar. - Sabia que do outro lado ela era capaz de imaginar o sorriso tímido que estampava seu rosto ao pronunciar aquelas palavras. - A gente vai acabar porque daqui trinta, quarenta anos você vai se tocar que eu sou um velho maluco que canta as mesmas músicas todos os dias pra te acordar. Eu vou tá careca, com mó barrigão de cerveja e vou ser uma péssima influência pros nossos... Cinco? É! Cinco filhos - ele riu. - Que só vão querer saber de surfar e tocar viola. E você ainda vai tá linda... Gostosa pá porra e vai perceber que consegue alguém muito melhor que um velho chato. - Seus lábios alargaram ao finalizar, sentindo a tristeza de não ser visto e principalmente de não poder vê-la abrir o sorriso que julgava o mais lindo do mundo. Depois de alguns segundos apenas imaginando a face que ela poderia estar estampando, Rafael decidiu continuar. - A gente vai acabar quando tiver vivido tudo que a gente tem pra viver juntos... - Ele respirou fundo, sabendo que a seguinte fala não envolveria sorrisos. - Mas agora - destacou bem a última palavra. - Agora eu acho que é hora da gente viver as coisas separados.