— Não pode ser assim tão ruim… O pessoal aqui de Midgard sempre acaba exagerando, como um trenzinho de metal pode fazer as pessoas gritarem tanto? Montanha-russa que chama isso? Na Rússia eles chamam só de montanha? Fiquei curioso, mas vamos lá, você vai ver, isso aqui não deve passar de uma baboseira pra assustar criança. — comentava, sem parar, enquanto sentava em um dos assentos da montanha-russa, prendendo a trava em seu entorno, se preparando para que aquilo começasse a andar. — Acelera esse carinho! — comentou, repetindo uma frase que tinha ouvido em um vídeo na internet. Assim que a estrutura começou a se movimentar, o asgardiano começou a ficar apreensivo, até que a primeira queda brusca veio, junto com o grito alto, como um trovão, saindo de sua garganta.
Ah, os parques de diversão... nada como brinquedos de manutenção duvidosa te colocando continuamente em experiências de quase morte; a solução perfeita para clarear a mente e estreitar os laços de amizade, principalmente em momentos de crise. E Wade precisava admitir, aquele era um momento de crise. Ou ao menos todos agiam como se fosse. Na real, ele não estava reclamando: mais vilões significava mais gente pra matar; mais gente pra matar significava mais grana! Mais grana era igual a um sorriso no rosto e chimichangas no bucho, o que era uma sensação muito boa. Então... YAY! Certo?
Errado. Por quê? Duh, because heroes are boring. E por mais que não se considerasse exatamente um deles, era verdade dizer que também não era muito fã de Thanos e sua dor de cotovelo psicopata. Portanto, uma aliança favorável não faria mal a nenhuma das partes, ele imaginou. De quebra, ainda poderia adotar um asgardiano barbudo e chamá-lo de daddy -- sem o consentimento dele, mas shhh, ninguém liga -- enquanto o levava para conhecer os prazeres do mundo moderno; seja lá que mundo novo fosse esse.
“Fun fact: na Rússia eles chamam de montanhas americanas. Como eu sei disso? Você não vai querer saber. O ponto é: A gente kiba o negócio deles e ainda recebe os créditos! Ô povinho educado, viu? Eu tenho é Nojo.” Wade fez uma careta de repulsa, pondo a língua para fora -- o que apenas esticou o tecido de sua máscara. Sentado no carrinho, ele analisou a expressão cética de Thor. Por dentro, prendia uma risada. “Whoa, vai com calma, grandão.” Alertou. Segundos mais tarde, porém, foi impossível não deixar que uma gargalhada alta escapasse junto ao grito de desespero que o Vingador exprimia. Wade tateou os bolsos de maneira enérgica com a mão livre -- a outra estava bem presa à trava de proteção. “Ai caralho, cadê meu celular? Isso precisa ser registrado!”
















