Ele estava em decomposição, e olha que ironia, o coração ainda batia.
Kelvy Rodrigues, reencarnado.
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Ele estava em decomposição, e olha que ironia, o coração ainda batia.
Kelvy Rodrigues, reencarnado.
A luz do sol invadiu aquele pequeno quarto, e ela pedindo a Deus pra que a luz invadisse também a sua alma, levando embora a escuridão que nela habitava.
Camila Amorim.
Ela tem muita experiência na arte de perder-se em pensamentos.
Divergente.
não foi raiva (nunca foi, aliás) me desgastei eu te deixei por amor à mim.
eu não mereci a sua permanência, quem dirá essa insistência para permanecer. desaprendi o que é amar, baby, e você não merece nada menos que um grande amor. por isso deixei as portas e janelas escancaradas facilitando tua ida, desejando que na mesma quinta avenida onde nos conhecemos você esbarre com o verdadeiro motivo de teus sorrisos diários, com alguém que saiba cuidar dessa alma cansada, porém, fantástica que você possui.
não vou negar que meu ser estremece só de imaginar que não te terei mais nos almoços de domingo, nas idas à praça sem nenhum motivo aparente e até mesmo naquela foda gostosa depois da sétima dose de vodka quando nem nas pernas nos aguentávamos, mas, prioridade sempre foi prioridade.
por isso priorize esse coração repleto de amor pra dar, enxergue que estar apaixonado é passageiro e procure alguém que não tenha medo de te amar, você merece.
J.
Não sei como alguém consegue fechar a janela sem observar os tons do céu. Eu adoro quando é fim de tarde e as nuvens ficam meio rosadas, acho lindo. Me dá uma paz grande, daquelas que chegam metendo o pé na porta do coração, sem bater nem nada. A paz chega e se instala como se fosse de casa há tempos. É aí que eu vejo claramente: tem gente que desaprendeu a enxergar.
Clarissa Corrêa.
Houve uma mudança de planos e eu me sinto incrivelmente leve e feliz. Descobri tantas coisas. Tantas, Tantas. Existe tanta coisa mais importante nessa vida que sofrer por amor. Que viver um amor. Tantos amigos. Tantos lugares. Tantas frases e livros e sentidos. Tantas pessoas novas. Indo. Vindo. Tenho só um mundo pela frente. E olhe pra ele. Olhe o mundo! É tão pequeno diante de tudo o que sinto. Não dá mais para ocupar o mesmo espaço. Meu tempo não se mede em relógios. E a vida lá fora, me chama.
Caio Fernando Abreu.
A gente não faz ideia de como mudou até que a mudança já tenha acontecido.
Anne Frank
Ir e depois voltar é saudade. Ter que ir querendo ficar é doloroso. Despedidas se resumem em lágrimas. Ir sem querer voltar é ter coragem. Deixar ir é um caminho sem voltas. Esperar faz partir o coração.
Thainá.
É uma longa história. Minha alma não tem a idade que aparenta.
Gabito Nunes.
Aprender a Ver Aprender a ver - habituar os olhos à calma, à paciência, ao deixar-que-as-coisas-se-aproximem-de-nós; aprender a adiar o juízo, a rodear e a abarcar o caso particular a partir de todos os lados. Este é o primeiro ensino preliminar para o espírito: não reagir imediatamente a um estímulo, mas sim controlar os instintos que põem obstáculos, que isolam. Aprender a ver, tal como eu o entendo, é já quase o que o modo afilosófico de falar denomina vontade forte: o essencial nisto é, precisamente, o poder não «querer», o poder diferir a decisão. Toda a não-espiritualidade, toda a vulgaridade descansa na incapacidade de opor resistência a um estímulo — tem que se reagir, seguem-se todos os impulsos. Em muitos casos esse ter que é já doença, decadência, sintoma de esgotamento, — quase tudo o que a rudeza afilosófica designa com o nome de «vício» é apenas essa incapacidade fisiológica de não reagir. — Uma aplicação prática do ter-aprendido-a-ver: enquanto discente em geral, chegar-se-á a ser lento, desconfiado, teimoso. Ao estranho, ao novo de qualquer espécie deixar-se-o-á aproximar-se com uma tranquilidade hostil, — afasta-se dele a mão. O ter abertas todas as portas, o servil abrir a boca perante todo o facto pequeno, o estar sempre disposto a meter-se, a lançar-se de um salto para dentro de outros homens e outras coisas, em suma, a famosa «objectividade» moderna é mau gosto, é algo não-aristocrático par excellence.
Friedrich Nietzsche, in “Crepúsculo dos Ídolos”