lay it all on me. + Matheus
O problema ali não era ele ou Jack serem dois fãs insanos de coisas aleatórios que simplesmente os divertiam, mas Matheus ainda tinha que escutar que aos vinte e cinco anos aquela fase já deveria ter passado e que muitas vezes era loucura ele continuar acompanhando uma pessoa que sequer sabia de sua existência, mas, que culpa ele tinha se a cantora em questão demonstrava apoio a qualquer tipo de causa e era talentosa demais para que ele deixasse passar a oportunidade de acompanhá-la por todos os lados? Talvez sua fase nunca passaria, assim como a fase do outro homem. Ele nunca tinha conhecido pessoalmente alguém que gostasse daquelas coisas japonesas? Ele não tinha certeza, mas deveria ser. Assim como também não tinha encontrado alguém que parecia viver aquela fase de adolescência já na casa dos vinte, quase chegando aos trinta, com a vida meio que resolvida e curtindo desenho ou uma cantora pop. Se ele quis abraçar o recém desconhecido, ninguém precisava saber. — Que diferente! — Foi seu comentário mais sutil, já que ele não fazia ideia sobre o que estava comentando. — Eu nunca assisti nada, nem as crianças que eu dou aula, então… eu não sei do que você tá falando. — Um pequeno bico se projetou nos lábios do brasileiro. — Ao menos estamos no mesmo barco.
Jack já se achava diferente, ao menos dentro de sua família, por gostar tanto de desenhos e grande parte da influência disso vinha de seu trabalho de babysitter. As vezes ele sentia vergonha de admitir o gosto, mas muitas vezes ignorava esse fato, muitas pessoas no mundo gosta de algo que seja constrangedor ou que não “combina” com a sua idade, seu trabalho ou algo parecido.
- É bom pro trabalho. - Admitiu o fato que lhe ajudava muito, sempre usou esse gosto diferente dentro do seu trabalho, era a maneira de se comunicar com as crianças e muitas vezes brincava com elas por saber do que se tratava a brincadeira. - Me envolvo melhor com as crianças, os pais parecem ter uma confiança maior em mim quando me vêem tendo essa linguagem com elas.
Sorriu, tinha muito prazer de falar do seu trabalho, não que fosse usado como um tipo de desculpa para encobrir seu lado diferente, Jack realmente amava o que fazia e usava qualquer desculpa pra tocar no assunto. - É normal encontrar algumas que nunca assistiram animação japonesa, mas elas acabam gostando.











