Artur Kwong (ou Sabunkuncê) é um personagem fictício criado em 2010 e que foi ativo, oficialmente, até 2016/17. Além de colecionar cadernos, um dos seus outros passatempos foi o de devorar a maior quantidade de livros que lhe era possível. Como alguém que sempre teve a leitura como parte dos dias, a ideia de fazê-lo se tornar o cabeça por trás desse tumblr pareceu algo certo, então assim foi feito.
#out of character: a ideia principal aqui é de criar o hábito de montar meus próprios resumos/resenhas e mantê-los organizados. O resgate da existência do Coelho é puramente afetiva, não havendo nenhuma intenção a mais que essa. As interações serão bem vindas, é claro, então sinta-se a vontade.
Não ache que vai me encontrar fazendo papel de bobo e narrando dias inventados, isso não vai acontecer. Até porque boa parte deles são escurecidos demais e, sendo bem honesto, prefiro que sejam assim: longe do meu domínio ('cê vai de mal a pior... Acabou melodiando na cabeça, desculpe).
O que quero mesmo é apenas escrever as resenhas (e opiniões) dos livros que, por um acaso, eu ainda tenho alguma influência sobre as escolhas. No mais, reivindicar a biblioteca que nem sabia possuir.
Espero que eu me divirta aqui e, apesar dos... (ha! Você pode terminar esse pra mim?), acabe juntando um amontoado de parágrafos que se torne útil depois. Vai que alguém queira ter a mesma experiência que eu, não é?
E por muitos anos da minha vida caminhar pelas ruas movimentadas de Tóquio e me deparar com Pachinkos não era necessariamente algo raro. Eu nunca prestei muita atenção nesses lugares, para falar a verdade, até porque meus interesses (inicialmente) podiam ser resumidos em: terminar a escola e entrar para Waseda. Também não era totalmente leigo em relação a eles, são como cassinos cheios de lâmpadas neon que, segundo a sabedoria (um bocado determinista) da minha tia, é um antro de perdição e cheio de ... Pessoas má intencionadas. Como havia dito antes: não faziam parte dos meus interesses, bom... Até este ano.
Pachinko caiu no meu colo como um desejo sem explicação e, com toda a licença, agarrá-lo foi uma das melhores coisas que podia me acontecer. Não saberia dizer de onde surgiu toda essa atração, mas felizmente existiu e eu não podia estar mais satisfeito. Mas, se eu fosse chutar um dos motivos, eu poderia facilmente culpar Herdeiras do Mar, escrito por Mary Lynn Bracht, livro que irei resenhar daqui pra mais algumas semanas (é muito mais um lembrete pessoal do que uma propaganda).
Apesar de toda a paixão avassaladora, Pachinko demorou a fazer morada em minha estante, isso porque existiam outras prioridades em minha lista de aquisição e o preço do livro estava caro demais até pros meus padrões de consumo. Isso acabou quando em uma das minha andanças pelo bairro, decidi tomar um café na livraria em frente a praça — é uma livraria bem bonita, aliás, visito com relativa frequência — e encontrei um exemplar descansando na vitrine logo atrás da mesa onde eu estava. Não sou muito de acreditar nas artimanhas do destino, mas, já que estava ali por que deixar passar? Trouxe o livro.
Devorei Pachinko em uma madrugada. E isso não foi porque tenho o péssimo hábito de só dormir depois que acabo com meus livros (o que acumula olheiras dignas de um panda), também não vou dizer que é por questões da narrativa, ou o bom arranjo de palavras que não deixa a história cansativa. É porque o livro é muito bom. Simples assim.
A história se inicia na Coreia (não tem mais acento?!) do Norte, com uma família proprietária de uma pensão muito modesta. O filho, deficiente físico, acaba se casando com uma garota muito pobre e daqui surge a protagonista: Sunja. A garota, como toda adolescente boba (não é um julgamento, eu continuo sendo um adolescente bobo), acaba se apaixonando perdidamente por um forasteiro. De encontro a encontro, promessa a promessa, o relacionamento resulta em uma gravidez inesperada. Sunja ao confrontar o homem, e revelar a grande notícia, descobre que o tal estrangeiro é casado e já possui uma família no Japão. Desiludida e se negando a ser comprada, a adolescente decide seguir com sua gravidez sem qualquer envolvimento financeiro ou afetivo de Hansu.
Em uma bela noite, quase de madrugada, um rapaz bate a porta da pensão buscando por um quarto que pudesse dormir. Acometido pela tuberculose, o jovem — aspirante a pastor — fica hospedado na casa de Sunja por muito mais tempo que o planejado. Nesse período, vai criando amizade com a mãe da garota, as funcionárias e os outros hóspedes. Querendo retribuir o cuidado que havia recebido, Isak Baek decide se casar com Sunja após a mãe dela desabafar sobre a gravidez prematura. Inicialmente, sua ideia, era apenas de dar a criança seu sobrenome para que não sofresse — coisa que dizia também ser por um chamado de divino. E assim acontece. Isak se casa com Sunja e ambos migram para o Japão, começando uma nova vida.
Min Jin Lee desenvolve toda a trama em meio a contextos históricos que conhecemos e ainda conseguimos ver suas consequências até os dias atuais. Imperialismo Japonês, II Guerra Mundial e a Guerra da Coreia não roubam a cena, mas acabam enriquecendo (ainda mais) os dramas vividos por Sunja e as quatros gerações em que ela está inserida. Além disso, a busca sem resposta por uma pátria, identidade e pertencimento convergem diretamente com os salões de pachinkos, único meio em que os imigrantes coreanos conseguiam arranjar trabalho e o sustento familiar.
Acima de um romance pesado, Pachinko é um tributo aos sacrifícios ambiciosos feitos pelos milhares de desterrados que buscavam nada além da própria sobrevivência. Estrangeiros corajosos que, em sua maioria, são escondidos, marginalizados e apagados da história. É um livro que (com toda a certeza) irá voltar para minha mesa de cabeceira e irá tirar de mim, todas as vezes que ele próprio achar necessário, as horas de sono. Não apenas me foi um presente do destino, foi um abraço na alma.
Ps.: Agora que descobri que esse livro foi indicado por Barack Obama. Não que isso seja relevante, mas... Quis comentar.
Houve um dia que eu determinei pra mim mesmo que iria provar todos os sabores de Monster que tem no mercado. E você vai concordar comigo que não existe ideia mais estúpida.
Tudo começou quando viajamos depois de um ano inteiro de quarentena. Os ânimos estavam, digamos, um tanto quanto agitados demais e a fadiga mental atingia picos tão altos que o mínimo provocaria uma guerra. Não saímos do país, claro, mas fomos o mais longe que nos era possível — até as montanhas, pra ser mais específico. No caminho, em uma parada ao supermercado, Caleb na escolha de seus itens críticos acabou me convencendo em provar o tal energético. E assim começou a minha não saudável caça aos monstros (péssima dad joke, ignore). Você deve se perguntar: ‘tá, o que isso tem haver com a resenha de hoje? Eu respondo: nada. Mas, eu senti que era um bom começo.
Eu acabei lendo A Segunda Vida de Missy numa das noites de nosso acampamento, quando havia decidido tomar duas latas do energético e — perdoe minha redundância — acabar ficando com energia sobrando. Estava um tempo agradável, daqueles que seria como um pecado perdê-lo. A fogueira crepitava baixinho e a brisa mal agitava as folhas das árvores... Era como se tudo tivesse disposto a me dar todo o conforto que eu precisasse.
O livro me veio em uma daquelas caixas de assinatura literária que eu, particularmente, adquiri por puro consumismo e por achar a composição da coisa bonita. Havia um pouco de receio da minha parte também, preciso confessar, pois sou um leitor chato e não gosto de sair muito da minha zona de conforto (literatura “matusalém”, hm). Admito que demorou um pouco pra que a história fosse absorvida com a admiração merecida, seria culpa do meu preconceito? Talvez. Sim.
A Segunda Vida de Missy é o romance de estreia de Beth Morrey e conta a história de uma velha senhora (79 anos) que após perder seu esposo, brigar com a filha e ter seu filho indo morar na Austrália, se isola do mundo acreditando que não resta muito o que fazer a não ser beber xerez e manter uma rotina um bocado sem graça. Tudo muda quando decide visitar o parque, no inverno, pra assistir junto de uma plateia um tanto quanto sádica, a captura de peixes eletrocutados do pequeno lago. Nesse momento inofensivo, Millicent desmaia e é socorrida por uma vizinha complicada, mãe de um pequeno projeto de gente. Essa mesma vizinha, que não lembro o nome, apresenta Bobby e encarrega Missy (sim, sem qualquer poder de escolha) de se tornar a guardiã da cadelinha. Outras coisas vão acontecendo, pessoas vão sendo introduzidas cada qual com seu peso e importância, um conjunto que vai mudando a protagonista, fazendo-a perceber que ainda tem muito amor guardado em si pra compartilhar com todos que cruzam seu caminho.
Se formos pegar o todo podemos concluir que é uma história simples e não tão surpreendente como qualquer outra que tenha, não sei, a jornada do herói explícita e cheia de firulas, certo? Sim, certo, mas tenho que dizer que a beleza da obra está na escrita brilhante de Beth. Sua narração é absurdamente gostosa (e acho que esse é o maior elogio que posso dar), você vai saboreando os capítulos e criando intimidade com suas personagens, tornando-as quase que parte de sua família. Quer protegê-las, principalmente depois de algo bem... Enfim. Arrancou algumas boas lágrimas esse “depois”.
Além de ser capturado pela escrita (insira aqui todos os bons adjetivos que encontrar), acabei pensando em quantas vezes fui a Missy. Quantas foram as vezes que sacrifiquei meus sonhos, meus projetos pra me dedicar exclusivamente para a felicidade de... Hm. Acho que todos nós fomos um pouco Millicent na vida, seja nas dúvidas, no comodismo ou na crença de que não devíamos mudar nosso curso quando ele simplesmente não funciona mais.
(...) Agora pensando e sendo transportado pr’aquela noite estrelada, com cheiro de lenha queimada, as veias destilando cafeína e taurina, percebo ... Bom, vou deixar minhas percepções em mim mesmo hoje.
E, antes que eu me esqueça, meu sabor favorito (até o momento) do energético é o Juice Monster Mango Loco, caso alguém se interesse em provar.
Partindo da premissa que sou imortal, alguns anos passam rápido, outros eu posso sentir cada hora de cada dia lentamente. Também acontece de minhas lembranças algumas serem vivas ainda em seus detalhes, e outras eu duvidaria até que um dia já pude fazer ou viver tal coisa. Uma mesma pessoa vivendo tantas estações... como não me perder entre um ciclo e outro? ou me perder é a solução para suportar uma vida longa?
Hm... Antes de mais nada, gostaria de saber o que anda tomando no café da manhã (ou no meio/fim do dia)? Porque eu quero provar da mesma coisa.
Eu acabei pensando muito mais no corpo da mensagem (?) do que nas perguntas em si, desculpe... São tantos pontos que mudam sua relevância que foi como tomar um gole de café inapropriadamente gelado e sem aviso.
Imortalidade. Tempo. Lembranças. Viver. Ciclo. (...) Eu perderia um dia ou dois só tentando fomentar respostas pra isso.
E, sendo bem sincero, a ideia de me perder traz tantos significados que eu não saberia exatamente como responder de forma lógica e, caso conseguisse, seria uma resposta tão vazia que não valeria o tempo perdido. Porque a cada significado, as perguntas mudam de sentido e me deixam frustrado pois não vou encontrar nenhum resultado satisfatório. No fim, ficaria remoendo a pergunta: "o que seria se perder afinal?", entende? Complicado.
Pra terminar, acho que vou deixá-le (ou seria lu? Qual seria o pronome neutro cabível aqui?) com o seguinte: para suportar uma vida longa, entre um ciclo e outro, a solução é não me perder. ( 😉 )
ps.: o rearranjo da pergunta pra transformá-la em resposta foi, e continua sendo, completamente proposital.
Uma coisa minha: eu gosto de chorar, diferente do Eragon (filho de um amigo meu) que odeia.
Eragon justifica seu ódio pelo choro por conta do ardor causado nos olhos, antes e depois do ato em si. Já eu, com quase o dobro da idade, gosto porque é um lembrete pessoal (e bizarro) de que tenho um coração. É preciso dizer que existem os motivos pelos quais eu “gosto” de chorar, não sinto prazer de fazê-lo levianamente até porque acho que aí já pode ser considerado sadismo. Bom e é com isso que começamos a resenha de hoje (hm, muito blogueirinho).
MAUS foi apresentado pra mim em um jantar do fim de 2019. Meu primo, que apresentava naquele momento o recém namorado, quis puxar algum assunto que o outro pudesse participar. Não sei o que passou pela cabeça do Matthew pra achar que eu — é EU — seria uma escolha lá muito inteligente pra socializar, mas assim foi e a ideia de ler o livro ficou bem vívida na minha cabeça, já a tentativa de enturmar o namorado dele comigo não funcionou muito bem (essa parte aqui é coisa pra destrinchar em outro momento, quem sabe).
Eu não sou muito de apreciar livros ou filmes que possuem a II Guerra Mundial como foco principal, prefiro consumir o assunto da forma mais acadêmica possível porque é um conteúdo que me assombra por dias. É um tipo de autoproteção, entende? Isso deve explicar a carranca que sustentei por toda a indicação e a tentativa de desviar do assunto o máximo que podia, mas no final, ficou combinado de que ele me emprestaria o livro e eu, enfim, leria.
Meses e mais meses foram se passando e, pra minha alegria, MAUS se tornou um assunto obsoleto nos almoços na casa da titia Naoko. Só que aí é que está, abençoado com a memória que tenho e as epifanias que meia-volta tomam minha consciência, o maldito livro nunca realmente desapareceu e, poderia dizer num exagero sem contenção, que me perseguiu até novamente ser indicado num vídeo que assisti. Foi aí que não tive mais como fugir, ou seria intimidado (por mim mesmo) até sabe-se quando.
A obra de Art Spiegelman é densa. Densa e dolorida. Porque não é só apenas um relato pessoal, é também um trabalho em memória de seus pais que viveram com intensidade os horrores da guerra sendo eles judeus (você já deve imaginar onde exatamente quero chegar). Art tentou, e conseguiu, por meio de seus quadrinhos (graphic novel, como me corrigiu meu filho) de riscos grossos mostrar as sequelas e as feridas que nunca irão cicatrizar, por mais que o mundo queira fechar os olhos pro assunto (como eu).
A história em MAUS vaga entre as lembranças do seu pai, o sr. Vladek, e como se deu a coleta delas fazendo um panorama auto explicativo do porquê as atitudes do Spiegelman mais velho serem tão... Complicadas de se conviver. Não posso falar por todas as pessoas que leram a graphic novel, mas acredito que boa parte delas (me coloque na conta) devem ter ficado um tanto desgostosas com a forma que Art conduz suas opiniões e seus achismos ao comportamento do pai, sendo até insensível. E aqui que está o ponto que me pegou de jeito. Nós, como seres humanos que nunca passamos pela desumanidade do holocausto, temos a tendência de ter piedade por seus sobreviventes e pensar que entendemos seus hábitos. Só que NÃO. Nossas suposições não conseguem raspar nem sequer a superfície.
MAUS ainda vai mais além e nos escancara os pensamentos, os traumas vividos por quem descende dos que foram tratados como ratos, tratados como uma raça qualquer que não seja essa que a gente se orgulha tanto de berrar por aí. É um livro que nos desenha, literalmente, pra que paremos de evitar conversar sobre e continuemos a repudiar cada ou qualquer ato que corteje algo pior ou semelhante.
Pra terminar vou retomar ao parágrafo inicial: o choro. Se eu chorei ao ler esse livro? Sim. Chorei por alívio pela sobrevivência do sr. Spiegelman, pelo seu encontro com sua amada esposa, por eles terem sentido esperança, pela morte prematura de seu primeiro filho, pelo seu descanso eterno e merecido. Um choro que me fez enxergar que além de um coração, eu ...
Foi Cururu, foi Caruara, Foi Caruru, hoje é CARUARU.
Essa é, provavelmente, a melhor maneira de começarmos uma conversa hoje. Claro, depois de tomar uma dose de café merecida (que no meu caso foi um generoso copo de suco de laranja, sem gominho pra minha tristeza) e se sentar confortável no sofá.
Terra de Caruaru é um livro que está enraizado nas profundezas das memórias de infância, deve ter sido o mais indicado pra mim quando as minhas preocupações eram se meu colchão serviria perfeitamente pra fazer uma espaçonave ou não. A falação sobre a obra era tanta que eu meio que fiquei sem muita simpatia e deixei quase padecer pro esquecimento.
O tempo foi passando (uma crueldade sem tamanho, se me permite desabafar aqui) e meu repertório literário foi se expandindo além dos livros de fantasia. Não sei dizer se foi por conta dos mergulhos nas aulas de literatura, ou se foi porque dragões e elfos não eram mais uma novidade, que eu me peguei lembrando de Terra de Caruaru. Mas, mesmo lembrando e até parecendo interessado, não busquei. O asco era maior e se permaneceu até ano passado.
2020 foi um ano esquisito e não falo apenas em termos de pandemia e ter que ficar em casa, mas pela minha necessidade nostálgica (quer dizer, eu só estou digitando esse monte por ser fruto dessa carência). E embebecido nesse estalo involuntário que Terra de Caruaru ressurgiu. Não ignorei desta vez, como podem ver pela foto acima. Acabei lendo depois de uma busca digna de enredo heroico e me pergunto o porquê de ter demorado tanto.
Em termos técnicos a narração é bem simples e pretende contar a história com elementos muito próprios do ambiente. José Condé não se preocupa em descrever a estrutura da cidade com muitos detalhes, o que deve dificultar um pouco pra alguém fora das redondezas visualizar o cenário. Diferente, por exemplo, das paisagens naturais que se tornam vivas no decorrer da leitura e estas já são mais conhecidas em qualquer lugar do país (conhecidas e estereotipadas, vale dizer). Os diálogos são também muito simples, repleto de regionalismos da época (que não posso contar com exatidão quando, talvez 1960? Não sei.) e muito diretos.
Os personagens de Terra de Caruaru são um caso a parte. Aqui você encontra de coronel a filho mimado, de prostituta a beata, de pessoas miseráveis e infelizes a pessoas pobres e festeiras, ricos poderosos, juízes corruptos, policiais abusadores, jornalistas censurados, bares animados, homens fofoqueiros, mocinhas e mulheres velhas apaixonadas, rapazes contadores de histórias... Enfim, um rebuliço incapaz de ser condensado em palavras de Tumblr.
Visitar Caruaru pelos olhares de um autor tão bem quisto pela cidade foi uma experiência muito íntima. Pois cada rua, casa e praça fizeram (e fazem) parte de quem eu sou. Os causos contados e as manias me tocaram como se eu próprio fosse um personagem (hm.) e estivesse junto em todos os sofrimentos e sorrisos. Foi uma grata surpresa (e estranha ao mesmo tempo) ler, por exemplo, sobre a apresentação de pastoril coisa que na minha infância já era muito mais escassa, mas que por ouvir minhas tias falarem sobre, me criou um sentimento ainda maior de pertencimento.
Terra de Caruaru foi uma das gratas surpresas de um ano que se arrasta até hoje e posso dizer que está na lista dos meus livros favoritos.