◜ * ˖ ◍ ˙ ˖ Se pudesse definir a palavra medo a própria maneira ele não a associa a rejeição. Talvez a possibilidade de ser rejeitado lhe é tão próxima a realidade que havia aceitado aquilo como uma CONDIÇÃO a existência. ( Jamais o teria ao seu lado porque não o merece). O amedrontamento daquele é perder um vínculo tão PRECIOSO para si por conta de uma confissão. Não tem vergonha de dizer que o ama, pois o faria inúmeras vezes se pudesse. Mas se dizer que o ama é uma forma de perdê-lo para todo o sempre, Soohyun preferia ter escolhido amá-lo em silêncio do que ser dilacerado por aquela distância. Não acha certo submetê-lo a uma confissão daquela, cujos sentimentos foram despejados ao outro sem que ele pudesse respondê-lo. Mas o que pode fazer se teve pavor de ver a decepção na fisionomia do amigo? E se ele sentisse repulsa de si por conta de seus sentimentos? E se Minki estivesse tão envergonhado de ter um amigo gay ao ponto de contar a amizade? Pode parecer demasiado contraditório dizer aquilo, mas mesmo que pudesse escolher alguém para amar, Park Minki sempre seria aquele que entregaria o seu coração. Tem plena consciência de que não merece a consideração daquele, tampouco o possível olhar de pena do outro para si. Afinal, o quão asqueroso era por amar do próprio sexo? A avó já o dissera inúmeras vezes que aquilo é um sinal de doença. Embora estivesse relutante a acreditar que todo o sentimentosublime de amor em seu âmago era uma patologia, o menino havia até mesmo pesquisado na literatura sobre aquilo. Nem mesmo a própria ciência é capaz de explicar com exatidão o amor, mas esta JAMAIS havia dito que amar era uma doença. Amor é um sentimento maravilhoso, pois se existe algo que o havia manteve vivo desde que havia descoberto a própria depressão, era aquilo. A possibilidade de se sentir salvo por alguém que o faz bem, porque não há qualquer outra pessoa capaz de acalmá-lo como Minki o faz. Jamais havia falado sobre a depressão com alguém, mas uma das razões de sempre ter levantado da cama era para poder ir vê-lo e verificar se Minki estava bem. A amizade deles sempre lhe fora um dos principaissustentáculos. Todos que o conhecem sabe o quão importante Park Minki é para si. Onde a possibilidade de perdê-lo o havia derrubado por completo.
◜ * ˖ ◍ ˙ ˖ Depressão não é apenas um caso de tristeza contínua. Existe a perda da identidade da persona ante a si mesma. O indivíduo deixa de reconhecer a si próprio ao acreditar perder o próprio valor. Muitas vezes a patologia pode ser originada pela perda de alguém, decepções ou circunstâncias. Qualquer que seja o motivo para desencadear talmácula sob a psiquê, a depressão é perigosa por muitas vezes conduzir os indivíduos ao suicídio. As vítimas acreditam que tal meio é a escapatória para a dor física e psicológica a invadirem. Muitas foram as vezes que Soohyun havia ignorado tal pensamento, mas nas duas últimas semanas, a ideia de dar um fim em sua própria vida lhe parece razoável. Doía demais a realidade onde é uma decepção para a sua família por ser diferente, a chance deles lhe olharem com asco por não poder ser como todos os outros o estava matando. E, principalmente, teme que os seus sentimentos possam ser negativos para Minki. Sequerimagina qual seria a reação de seus pais se eles soubessem quem ele é. Novamente não é o medo de ser rejeitado por aqueles que o afeta em demasia, mas é o temor de ser abandonadopor todos aqueles que ama. Como poderia encarar a Minki depois de ter confessado aquilo? Não poderia sentenciá-lo a desgraça de precisar lidar consigo. A ideia de manter a distânciaaté que pudesse resolver a situação lhe parece ser decente. Havia até mesmo questionado a avó ( indiretamente ) sobre como ela lidaria com um parente homoafetivo. A resposta dela o havia apavorado tanto que havia chorado por dias, pois ela claramente disse que não hesitaria em internar a pessoa por transtornos mentais. Até mesmo havia citado um protocolo e dito que prefere ter o parente morto a encarar aquela realidade. Pois a desonra seria estrondosa demais para todos. Sempre que ia a faculdade Soohyun lembrava daquilo. Pensava se Minki poderia estar a enxergá-lo como uma vergonha. Esta meditação apenas piorava as coisas, pois jamais gostaria de constranger ou fazer mal a alguém por seus sentimentos. Foram duas semanas onde havia meditado e procurado fingir que estava bem e estável de frente a todos. Pois a verdade é que não conseguia parar de chorar em demasiado medo, desespero e angústia.
◜ * ˖ ◍ ˙ ˖ Sempre que recebia alguma ligação ou mensagem de Minki ele pensava sobre aquilo. Sobre o quão tóxico e repugnante pode ter sido para o outro, cujo medo de ler ou ouvir a voz alheia fê-lo novamente se afastar. Realmente não queria que aquela fosse a últimamemória que ele tem de si, mas a ideia de se aproximar e pedir perdão para ele e causar alguma reação negativa sobre a psiquê do outro o desgasta. Não poderia contaminá-lo com a própria “doença”. O amor realmente não é uma doença, mas cada vez que pensa no que pode ter causado no amigo, Soohyun sente-se o próprio patógeno entre todos. Era uma doença para a família, amigos e para o próprio primeiro e único amor. Normalmente o método para erradicaruma doença é através da morte ou atenuação do patógeno. Em seu caso acredita ser a primeira a única opção. Se morresse ninguém saberia que era diferente por dentro. Ninguém o veria como uma vergonha ou uma anomalia. Tudo ficaria bem. Não seria justo de sua parte condenar a terceiros a serem julgados por uma vergonha que era sua. Portanto, por mais desesperado que estivesse por dentro, ele define o medo com uma segunda palavra. SOLIDÃO. Se morresse enfrentaria a solidão sozinho, mas se confessasse ser gay para a família e novamente dissesse algo para Minki, novamente ficaria sozinho. Um dos maiores medos da humanidade é a solidão.
◜ * ˖ ◍ ˙ ˖ Aquele deveria ser um dia normal. Com exceção ao fato de que estavadecidido sobre algo. Aliviaria a própria família e a Minki do pesar de ser uma aberração. Apenas não imaginou que a faculdade o mandaria justamente para o colégio do outro. Havia pensado em deixar de ir e simplesmente fazer o que precisava. Mas quando se deu conta daquilo, ele já estava no pátio do colégio. Havia tido inúmeras crises de pânico naquele lugar, pois os olhos avermelhados e inchados denunciavam que havia chorado. A mão estava apoiada no coração ao procurar sustento sob a árvore, a cabeça baixa enquanto procura controlar a sintomática. Estava com tanto medo de encontrá-lo. Apavorado ao ponto de estar prestes a ligar para a mãe, pois ao recompor-se da própria tremedeira, ele estava com o celular na mão prestes a concluir a ligação. Não estava preparado para lidar com aquilo agora.
◜ * ˖ ◍ ˙ ˖ Os dígitos estão prestes a clicar no botão de discagem ao ouvir aquela voz. O corpo estremece de uma forma tão surreal que ele arfa de forma aflita, os olhos arregalados vislumbram o rosto do outro ao dar alguns passos para trás. O quão covarde seria por sentir vontade de correr? Mas o quão mais debilitado seria admitir que sequer tem forças para correr? O coração penaliza o peito com uma dor pungente, pois ao ver como ele está, Soohyun sente vontade de chorar. Sequer é prepotência chegar aquela conclusão, pois a consciência lhe diz que é causador do nuance fadigado do outro. Desespera-se tanto ao ponto de sentir o queixo trêmulo, as lágrimas se acumulam em seus olhos e a garganta fica seca. Gostaria de gritar para que ele lhe perdoasse por aquilo, dizer que não quer machucá-lo com seus sentimentos. Mas por que não consegue dizer absolutamente nada? Jazia tão à mercê dotorpor oriundo da aflição que desperta apenas ao sentir o braço alheio em seu peito, as costas contra a árvore atrás de si e os olhos focados no rosto dele. Céus. Como doía ver o amigo derrabar aquelas lágrimas na sua frente. A força daquele pressionar fê-lo sentir medo. Será que apanharia? Jamais imaginou algo do tipo acontecer consigo, mas havia pesquisado que inúmeros gays que haviam se assumido costumam apanhar até a morte. O mero pensamento fê-lo sentir a respiração ficar descompassada, a mão trêmula toca no braço alheio para tentar afastá-lo. Minki não o mataria, tampouco bateria nele. Soohyun sabe disso ou ao menos acredita naquilo. Quem acabaria por afetar a própria integridade era ele mesmo. ❝ — Por favor, não toque em mim.❞ As íris sequer tem coragem de olhá-lo por mais algum instante, pois fecha os olhos ao soltar o braço do outro e abaixar a cabeça. ❝ — E-eu não posso ficar aqui. Por favor, me deixe ir embora Minki-ssi. ❞ Gaguejou ao ponto de não conseguir mais controlar as lágrimas, o soluço ressoando de seus lábios ao virar o rosto. ❝ — Eu só preciso ir embora. Por favor. ❞ Sussurrou ao que sente o próprio corpo estar trêmulo pelo pânico, a respiração em descompasso ao abrir os olhos. ❝ — E-eu sei que não mereço o seu perdão, mas me desculpe por isso. E-eu não queria deixar você assim. Só me deixe ir embora. Por favor. E-eu sei que sou um idiota. Eu não quero ficar aqui. Yah. Me deixe ir embora.Por favor. Não faz isso comigo. Eu imploro para você.❞
Fora em um dia de agosto que o avô paterno - e avô favorito de Minki - havia falecido. O garoto se lembrava exatamente de cada minuto do velório, de como chorara incansavelmente e como fora difícil para a sua versão de 8 anos entender que nunca mais seria capaz de estar com o idoso novamente. Sempre imaginou que jamais seria capaz de sentir uma dor parecida novamente, mas naquele instante, quase 10 anos depois do que fora a maior perda de sua vida, Park Minki estava de cara com o que era o momento mais desesperador e triste o qual já havia lidado. Que o avô lhe perdoasse, mas a dor de perder Soohyun lhe pesava muito mais no peito naquele momento, pois não era somente um familiar, era sua paixão, a pessoa que amava com cada pedaço de seu ser. Ninguém seria capaz de repor o pedaço de coração que o mais velho estava levando embora consigo quando dizia que não queria seu toque, que não queria ficar perto de si. Se sentia... Tóxico. Era fácil ver no olhar daquele que ambos haviam sofrido com a distância e não somente ele próprio, mas se questionava o quanto o Gang se imaginou rejeitado durante aquele tempo. Imaginou se estava fazendo o certo ali, se deveria realmente tentar conversar. Ele entendia. Doía, mas entendia. Fora difícil para si mesmo se assumir gay, confessar para os pais que na verdade ele não gostava de meninas, gostava de meninos e não de todos, apenas de um que lhe era especial. Como deveria ser para ele lidar com aquele fato? O mais novo sabia que suas famílias eram diferentes, sabia que a sua era compreensiva mas a dele não. Estaria o mais velho se sentindo culpado? Se sentindo errado? Se sentindo... Pecando? Não sabia dizer. Mas além da dor da saudade, seu coração agora estava gritando pela dor da culpa, de saber que se se insistisse em te-lo consigo poderia machucá-lo muito mais do que fazer bem a ele. Como poderia ajudá-lo sabendo que estava fazendo ele se sentir mal consigo mesmo? Como podia amá-lo se seu amor era veneno e estava envenenando Soohyun aos poucos? Ele não era vida, ele era morte, e seu amor não era início, era fim.
Nunca poderia se esquecer do dia que finalmente havia assumido para seus pais que era homossexual. Sua vida inteira ele soube que era diferente das outras pessoas, era fácil ver a discrepância entre si e o próprio irmão mais velho, enquanto Minhyuk a cada ano mostrava mais e mais interesse em garotas, tinha várias paixonites novas e podia dizer certamente o que o atraia em alguém, Minki nunca antes se interessara por nenhuma pessoa. Nem menina, nem menino. A verdade é que sempre soubera que não gostaria de meninas, não via problemas com elas mas também não tinha interesse naquele sexo que todos lhe diziam que um dia ia desenvolver. Mas, quando conheceu Soohyun as coisas mudaram para si, o menino era diferente ele era mais do que somente um rosto bonito, um sexo, uma nomenclatura, ele era uma pessoa que o interessava em um nível acima do que era capaz de explicar. Talvez fossem suas diversas provocações que faziam com que o Park se estressasse, junto ao fato de que ele estava sempre cuidando de si e o fazendo rir com suas piadas sem graça. Não poderia citar apenas um motivo para gostar do Gang, mas tinha certeza que fora no momento que conhecera ele, no dia em que quase morrera com uma forte crise de asma e fora salvo por aquele garoto, naquele momento ele entendeu o que era sentir atração pela primeira vez. Atração, que se transformou em paixão, que se transformou em amor. Mas o mais novo também teve suas dificuldades em assumir quem era, se odiava a cada vez que o irmão brincava que ele seria uma decepção para os pais, a cada piadinha dos amigos sobre sua sexualidade duvidosa pelo fato de não gostar de nenhuma garota ele tinha vontade de se esconder e nunca mais voltar. A gota d’água fora o dia que encontrara um post aleatório na internet enquanto pesquisava sobre homossexualidade, o qual dizia que isso nada era além de uma fase e uma forma de chamar a atenção, que com ajuda da família e tratamento com um bom psiquiatra isso passaria rapidamente e a pessoa voltaria a ser normal. Normal. Aquele fora o dia em que os pais o encontraram em lágrimas, fraco pois não aguentava mais chorar e não tinha forças para fazer outras coisas. “Por que eu não posso ser normal?” Perguntou ao pai naquela noite, enquanto este o embalava em seus braços mesmo que já fosse grande o suficiente para estar sendo confortado no colo do homem. “Como assim? Não há nada de errado com você.” Fora a resposta dele, mas isso só acarretara em uma nova crise de lágrimas do menino. “Eu sou diferente de vocês. Eu sou errado. Eu... Eu gosto de meninos pai, eu sou errado, eu não sirvo para nada além de decepcionar vocês!”. O jovem contudo nunca imaginaria que, na verdade, o pai ao invés de lhe dar uma bronca apenas daria risada e o abraçaria. “Se você é errado em se apaixonar por uma pessoa que faz bem para seu coração, então não estaríamos eu e sua mãe errando por estarmos juntos e apaixonados por tantos anos? Meu filho, homem, mulher, alienígena, o que for, não me importa o sexo da pessoa que irá ficar com você, a única coisa que me importa é que você seja feliz”. Esse fora o momento em que Minki soube que teria uma vida feliz. Pois independente dos problemas que viriam para si, ele tinha sua família apoiando suas decisões.
Não podia se incomodar então com o fato de Soohyun estar o mandando embora, podia? Considerando que tinha total noção de que para ele o processo de auto conhecimento não estava sendo tão fácil quanto havia para si, ele tinha direito em ficar chateado com a forma como estava sendo tratado? Não, claro que não tinha. O que não significava que seu coração não doía todas as vezes que as palavras “não toque em mim” eram repetidas freneticamente em sua cabeça. Todas as experiências de primeiro amor eram assim dolorosas? Era incapaz de responder a própria pergunta, mas sabia que mesmo que fosse egoísta em querer continuar lutando pelo outro ele não conseguiria simplesmente aceitar suas palavras e desistir dele. Não, não desistiria porque ele não fazia mal para si. Muito pelo contrário, não havia pessoa no mundo que trazia mais paz e mas conforto para ele do que o Gang. Como poderia simplesmente fingir que não o conhecera e que ele não tomara uma parte de seu coração para si e o deixar ir embora? Impossível. As lágrimas dele faziam seu próprio coração pesar, se sentia horrível por ser motivo de tamanha dor para aquele que tanto amava, era egoísta e mesquinho demais em querer que ele ficasse ali consigo. Quanta dor não estava causando para ele? Os pensamentos que rondavam sua mente faziam a crise de choro se intensificar, e finalmente Minki soltou o rapaz, cambaleando para traz e por fim se agachando e escondendo o rosto nas mãos. Todos que passassem ali poderiam ver aquela cena, mas ele pouco se importava. Talvez estivesse tendo uma reação exagerada, mas ele simplesmente era incapaz de aceitar que, depois de tantos anos lutando contra o medo da rejeição por parte do outro, ele fosse ser rejeitado mesmo que Soo gostasse dele. Parecia uma tragédia, uma obra de Shakspeare, e ele tinha dificuldades em ver o final feliz em meio aquela dor.
— Eu não posso te deixar ir embora. — Falou quando conseguiu controlar o choro. Até se esforçava para que a voz saísse alta, mas a rouquidão a deixava semelhante a um mero sussurro. — E-Eu... Soohyun, por favor, não me mande embora sem deixar eu falar o que eu sinto, não me peça para te deixar ou te desculpar quando você não fez nada de errado. — Engoliu em seco. Estava sem reação, a cabeça pesava e o corpo tremia, o que iria fazer? Pensou por breves segundos em desistir e deixá-lo viver sua vida longe, quem sabe se ficasse afastado o rapaz não conseguisse se controlar e aprender a lidar com tudo com calma? Mas a ideia logo fugiu de sua cabeça pois não poderia ser cruel consigo mesmo e com sua família, de que adiantava dar a ele a distância que pedia se sabia que os pais entrariam em pânico quando Minki se afundasse de saudades daquele? Não podia pensar só em si mesmo, não podia pensar só no outro, precisava pensar em todo o contexto. Ainda assim, não podia ficar ali quando ele estava visivelmente desconfortável com sua presença, mas não podia ir embora sabendo que ele estava mal. — Soohyun... — Levantou-se, parando em frente a ele mas em uma distância segunda. Limpou as lágrimas e fungou, respirando fundo. — Eu vou embora. Eu não posso ficar bem sabendo que você não está bem, mas também é errado ficar aqui se você não me quer por perto. Mas eu só... — Mordeu o lábio inferior, pensando em como poderia confessar seus sentimentos sem ser destrutivo para ele. — Eu...Eu só quero que você saiba que eu me importo com você, e que eu quero sua felicidade acima de tudo, e eu não me importo se você está achando que tem algo de errado em você por gostar de mim porque não tem nada de errado, não tem nada mesmo, por que eu... Eu... — Era agora. Agora ou nunca. Em um surto de coragem o mais novo se aproximou novamente do menor, segurando o rosto dele com ambas as mãos e juntou os próprios lábios nos dele. Estava fazendo algo de certo? Estava fazendo uma idiotice? Era incapaz de responder, mas não podia ir embora sem beijá-lo. Pois não poderia dar seu primeiro beijo a qualquer pessoa que não ele. Se afastou, o coração palpitando e as bochechas coradas. Deu alguns passos para trás. Mais alguns. — Me desculpe. Por não conseguir te deixar. Por não saber ficar mais sem você. E-Eu vou embora, se você quiser, eu vou, mas Soohyun... Eu preciso ser mesquinho e mimado, eu preciso ao menos tentar não te perder, pelo menos uma última tentativa.