senti o amor no seu olhar ao redor de suas pálpebras, em teu respirar. senti a paixão transbordar nos tremores de teu corpo, no teu simples ficar.
estilhacear, e o amor de efemeracapitu. (via estilhacear)

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@estilhacear
senti o amor no seu olhar ao redor de suas pálpebras, em teu respirar. senti a paixão transbordar nos tremores de teu corpo, no teu simples ficar.
estilhacear, e o amor de efemeracapitu. (via estilhacear)
filó vivia de angustia espera, tristeza e incerteza. rodeada de pessoas desconhecidas mas, sempre foi só. filó viveu na depressão nunca conheceu o amor muito menos a paixão, não teve um ombro amigo quando precisava. conversava com as paredes, chorava apertando seu travesseiro (todos os dias). filó morreu cedo virou pó.
estilhacear (via estilhacear)
Firefly Lane
eu procuro você. não nas esquinas da internet, aqui dentro. eu procuro aquela coisa que você me disse quando eu estava triste demais. procuro uma palavra específica que na sua voz fica melhor que em outras. eu procuro alguma imagem em que o sol iluminou seus braços de um jeito que eu não deveria esquecer. procuro tudo. quando encontro, não sei bem porque o fiz. bate um desespero, sabe? porque eu sou uma mulher crescida e mulheres crescidas não caem nessas enrascadas mentais mas daí chega sexta, é inverno de novo. me vejo mordendo minhas próprias ideias e então te perco. eu perco suas palavras sua pronúncia eu perco a sua foto. eu dou um salto nos dias, eu volto pra quando me senti sozinha do teu lado e aceito.
[porque quando as coisas estão certas, quando as pessoas e as trocas estão certas, a gente não tem a sensação de que está se esticando mais que o braço. eu procuro você pra me dizer que estou errada, mas eu nunca estive errada. eu procurei todas as vezes em que te quis aqui e perco propositalmente todas as vezes em que não me senti amada]
Não vale a pena ser feliz na infelicidade do outro.
Uma garrafa de Bourbon aberta. Onde está todo o seu charme, sir? Quem é você diante do seu reflexo? No chão frio do banheiro novamente você descobre o que significa o “eterno retorno”. Filosofia prática. Filosofia coloquial? Agora não há espaço para que o tempo passe devagar ou para não senti-lo. A adolescência virou a esquina tem um tempo e a fase adulta está em curso. Não, não se pode esperar. Um abrir de pernas? Uma aventura amorosa? Um novo emprego? Sucesso acadêmico? Um porre? O que te deixa com tesão? Nos descobrimos constantemente e com o ganho da idade começamos a nos perceber mais depressa. Anteontem me vi excitado e triste. Foi como misturar doce e salgado, às vezes dá certo. Bom é quando acontece sem que perceba. É muito bom quando não se tem de estar no controle. Bom quando pode apenas deitar na água e flutuar no ritmo do rio, mas esse não é o mundo real. Por isso fantasiamos, por nós e pelo bem-estar social. Um gozo pela melancolia e uma vida pela libido.
Nymphomaniac (2013) dir. Lars von Trier
body/head
Sou declínio carnal afogado em mares de poesia renascida em peito morto. Borboletas mortas voando sobre o eco vazio das paredes do meu ser, que geme seu nome em todo canto. Dias vazios, sem sentido, do sol ao céu azul pra mim ainda é dia sombrio. Exalo a solidão nos quatro cantos da cidade, me escondendo do calor do dia, no sertão do aconchego do meu travesseiro ocupante do vazio que me deixou, que cansa de morrer afogado nas minhas lágrimas agridoces todos os dias. Espero-te ainda no mesmo lugar, na mesma linha de trem com um buquê de rosas vermelhas todo fim de tarde esperando sua volta.
o taciturno (via otaciturno)
Sou declínio carnal afogado em mares de poesia renascida em peito morto. Borboletas mortas voando sobre o eco vazio das paredes do meu ser, que geme seu nome em todo canto. Dias vazios, sem sentido, do sol ao céu azul pra mim ainda é dia sombrio. Exalo a solidão nos quatro cantos da cidade, me escondendo do calor do dia, no sertão do aconchego do meu travesseiro ocupante do vazio que me deixou, que cansa de morrer afogado nas minhas lágrimas agridoces todos os dias. Espero-te ainda no mesmo lugar, na mesma linha de trem com um buquê de rosas vermelhas todo fim de tarde esperando sua volta.
o taciturno (via otaciturno)
Pra quem pensou que nunca perderia o ritmo ou as palavras… estou surpreso. De repente me vi, bem sentado, frente a minha própria vida assistindo minha própria retrospectiva desde o primeiro grande tombo. Onde eu abandonei a sala de controle? Não, eu não perdi o controle da minha vida, mas dos fatores externos que eram bolas de demolição destruindo as bases sólidas da minha vida. Não tem como controlar isso, a gente só aprende a lidar. Existe sim um certo conforto em reconstruções. Alguma sensação boa ligada ao fato de estarmos transformando algo nem que seja em nossa vida. A destruição traz a sensação de perda, mas também um breve alívio de espaços para se construir o novo. Estou aqui olhando minhas ruínas com saudade, lembranças, mas com desejo de incendiar tudo.
A queima do meu passado o tempo mesmo já cuidou de fazer. Apesar de tudo, o passado já está fora da minha jurisdição.