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Às vezes, a sorte parece caminhar ao nosso lado. Outras vezes, desaparece sem aviso. Já a esperança, que é equilibrista e silenciosa, segue
solitude
quase sempre me sinto sozinha, solitária, meio que sem nenhuma companhia, quero viver altas aventuras e longas noite de carinho, felicidade, e não é que eu não tenha tudo isso, é que eu quero mais, desejo mais, não desejo mais do mesmo, quero coisas novas, aventuras novas, quero sentir de novo o desejo pela vida, mesmo sabendo que todos o sentimentos possíveis eu já vivi, mas quero passar por cada um de novo, reviver as dores, as alegrias, os medos, os erros e as dúvidas que a muito tempo estão guardadas.
Passei um momento da vida tendo muita certeza do que queria, e em outros muita dúvida, nunca era equilibrado sempre tumultuado, e eu odeio tumultos, fujo sempre que posso, sou apaixonada pela calmaria pelo tédio e pelas pausas de enlouquecimento que as vezes me senti obrigada a ter.
Eu não sou solitária, não sou sozinha mas sou um pouco apaixonada pelo caos, e na maioria das vezes desejo mais ele do que minha solitude.
uma vez na semana te convido a ler sobre assuntos que ecoam a minha mente. 🌟
Hoje meu olho tremeu.
Se tem uma coisa que está grudada em mim são meus medos.
Falta ânimo para continuar e falta ânimo para desistir. Sinto essa falta de ânimo sempre que me lembro da profissão e da empresa onde trabalho. Falta ânimo para mudar, mas isso não pode faltar. Continuar e perdoar exige ânimo, mas cair no fundo do poço traz sofrimentos que vão além dos emocionais.
Hoje meu olho tremeu!
Eu não aceitei isso. Hoje, meu olho tremeu e eu fui atrás de parar essa tremedeira. O medo me paralisa quase sempre. Sou ansiosa, tremo inteira, às vezes perco até as palavras, algo muito difícil para mim, pois sempre tenho algo a dizer. Há momentos em que escolho não falar. Há momentos em que escolho não agir. Há momentos em que fujo, fujo bastante das minhas verdades.
Hoje meu olho tremeu por medo de continuar em um lugar que não faz bem ao meu coração.
Hoje meu olho tremeu e eu não quero que isso aconteça de novo.
Domingo é dia de sair do piloto automático
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Chegou aí? Não!
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A cena começa com uma mulher loira, Ângela, saindo de uma festa e olhando o celular, procurando pelo app para levá-la embora. Ângela olhou para o início da rua e logo me avistou ao volante de um Uber. Com um aceno, ela se aproximou e adentrou o carro.
"Tá voltando embora cedo, desistiu da balada por hoje?", questionou Francisco, com uma mistura de curiosidade em sua voz.
Angela suspirou, olhando para fora da janela antes de responder. "Já aproveitei o quanto podia. Sofri por uma pessoa que nem me olhou. Estou acostumada", confessou, sua voz carregada de indignação. "Acho que nunca vou encontrar o amor. Toda vez volto sem a pessoa que eu desejo pra casa. Criei uma ilusão de que preciso de um amor romântico."
Eu ouvindo tudo enquanto o Uber deslizava pelas ruas silenciosas da cidade, enquanto as palavras carregadas de melancolia seguiam sendo declamadas por Ângela. No final da viagem, ela agradeceu o Uber por ouvir toda a melancolia que ela me contou e bateu a porta como uma forma de deixar ali dentro do meu carro a dor que passou naquela noite, e simplesmente me esqueceu lá! Bateu a porta na minha cara. O Uber falou "É complicado, pelo jeito não era com você que ela queria voltar embora", e riu.
Eu estava no meu direito de não falar nada. No caminho, já a bloqueei de tudo. Ela me magoou.