Agora acontece algo totalmente ao contrário.
É hora de fazer algo.
Mas não quero isso.
Eu quero dormir.
Ir descansar.
Distrair.
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Agora acontece algo totalmente ao contrário.
É hora de fazer algo.
Mas não quero isso.
Eu quero dormir.
Ir descansar.
Distrair.
Chegou a hora de finalmente fazer outra coisa.
Estive esperando por isso sem fazer nada.
Eu tinha outro compromisso que evitei.
Enrolei até passar a hora.
E não poder mais.
Ficou para trás.
Vou embora.
Adeus.
Quero ou preciso fazer algo?
Quero evitar algo pior.
Posso aceitar isso.
Mas não...
Quero.
Ninguém vê o que eu faço.
Ninguém se lembra de mim.
Ninguém me entende.
Eu sou...
Ninguém.
Aprendi a amar a poesia, Mas fui morta pelo poeta. Não de uma vez, mas verso por verso, entre promessas rimadas e silêncios cuidadosamente colocados. Aprendi a amar a poesia quando acreditei que palavras eram abrigo. Mas descobri tarde demais que algumas palavras são casas abandonadas: belas por fora, cheias de ecos por dentro, e vazias de tudo aquilo que prometiam guardar. Aprendi a amar a poesia Mas fui morta pelo poeta. Pela mesma mão que escreveu encantos escreveu ausências. Pelos mesmos olhos que me transformaram em musa escolheram me tornar saudade. Ainda assim… não odeio os versos. Seria como culpar o mar pela tempestade. A culpa não era da poesia. Era minha ingenuidade em acreditar que quem sabe escrever sobre amor também sabe amar.
ps: de minha autoria
Me deixe sentir algo, qualquer coisa. Porque quando tento pensar em outra coisa, não consigo pensar em nada. Quando vejo casais felizes, só de me imaginar em outros braços faz meu estômago embrulhar. Então me deixe sentir algo. Eu nem consigo respirar. Arranque esse sentimento de mim. Já é doloroso o suficiente me culpar.
Tem dias que eu quero fugir.
Mas não é para sempre.
Só por um pouco.
Tempo o suficiente.
Para descansar.
Respirar.
Eu quero um amigo.
Mas amigo dá trabalho.
Eu quero um animalzinho.
Mas dá trabalho também.
Então quero uma pelúcia.