Ouça mais. Ria mais. Abrace mais, demonstre mais. Seja mais, na vida e em tudo o que fizer. O mundo já está cheio de pessoas de menos. Amor é soma, viver ainda que não pareça, também é.
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Ciceero M.
Me livrou do perigo e me salvou porque me ama.
2 Samuel 22:20
Algumas pessoas fazem com que sua risada fique um pouco mais alta, o seu sorriso um pouco mais brilhante e sua vida um pouco melhor.
Friends
Você é o meu lado positivo, o meu melhor pedaço, o meu clichê mais sincero, meu cruzar de dedos, meu pedido pra estrela cadente, a resposta das minhas orações. É o motivo dos meu sorrisos, das minhas lagrimas mais verdadeiras, é a minha escolha mais difícil e a mais recompensadora. Eu nunca tive muita certeza da vida que eu queria até o momento que te beijei, é impossível viver sem aquele beijo, sem aquela risada, sem ouvir a tua respiração. Eu viro noites pensando na gente, no que a gente tem pra viver, rindo do que já vivemos. Eu amo absolutamente tudo em você, seu jeito de falar, o modo de andar, o jeito que você me olha quando sou irônica, o modo que mexe as mãos quando fala sério, gosto até daquela sua mania insuportável de balançar a perna direita. Você é minha ‘plena certeza’, assim sem duvidar, sem gaguejar, eu te escolheria mesmo tendo todas as opções do mundo, com cada defeito, cada fraqueza, te quero assim do jeito que te conheci, do jeito que me apaixonei, é fácil perceber que encontrei minha felicidade em você .
Sua e sempre sua, pequena.
Você não pode encontrar a paz evitando a vida.
Florejus.
Acredito nas voltas do mundo, nas surpresas que nos aguardam, na velocidade das mudanças.
Martha Medeiros.
“Ele ficou me olhando, e eu o olhava. Minha mão procurou a sua, e a encontrou. Senti que agora era o seu coração que batia mais rápido - eu quase podia escutá-lo, porque estávamos de novo em silêncio. Minha alma, porém, estava tranquila, e meu coração em paz.”
Paulo Coelho.
Quando você sorri, eu perco a noção de tudo e qualquer coisa. Fico naquela de não saber se junto meu sorriso ao teu ou se repouso meus olhos nos teus e fico, por segundos, te contemplando. Quando você sorri, o mundo inteiro deixa de existir e, a minha vida, ganha mais vida. Se torna tua, como eu sou.
Plenitude.
Eu queria que existisse um canto do mundo que apenas me deixasse ficar quietinho e quente quando o resto do mundo resolvesse me magoar.
Tati Bernardi.
Ela deixou que a mão dele descesse até abaixo da cintura dela. E numa batida mais forte da percussão, num rodopio, girando juntos, ela pediu: “Deixa eu cuidar de você”. Ele disse: “Deixo”.
Caio Fernando Abreu.
Um dia você volta atrás. Ele te convence. Chora. Te pega de jeito. E você lembra que ninguém beija como ele, ninguém abraça como ele, ninguém olha como ele, ninguém ri como ele, ninguém te enlouquece como ele. E você decide que ele é o homem da sua vida, afinal, se já sofreu tanto, se envolveu tanto, se ferrou tanto, meu Deus do céu, tem uma coisa muito boa guardada pra mim. Ninguém sofre tanto assim sem recompensa. Se vocês já passaram por tanta coisa juntos é porque o final vai ser feliz.
Clarissa Corrêa.
Fechei os olhos e pedi um favor ao vento: Leve tudo que for desnecessário. Ando cansado de bagagens pesadas. Daqui para frente apenas o que couber no bolso e no coração.
Cora Coralina
Quando perguntam qual foi o melhor e o pior momento de nossas vidas, todos enchem o peito para falar, mesmo que todos já saibam que ainda virá muitas coisas pela frente. Foi melhor e pior momento da vida deles até agora. Eu não posso dizer o mesmo de mim, porque vivi ambas situações ao fim dos meus dezesseis, ao inicio dos meus dezessete. Quando minha mãe descobriu a traição de meu pai, houve a separação. Cada um seguiu para um lado diferente. Não era uma simples traição, ele havia outra família há anos. Quando meu pai se mudou para morar com a outra família, minha mãe também achou que seria melhor que nos mudássemos também — as pessoas possuem um péssimo hábito de fugir das coisas como se elas ficassem em um local só. Mal sabem que o pior fantasma é o da nossa própria memória — Todo aquele amor parecia ter se transformado num completo e intenso ódio. Aos meus dezesseis anos, fui transferida para uma escola de nome estranho. Passei uma noite inteira numa festa organizada por meus amigos como uma despedida. Odiava aquela ideia de dizer ”adeus”, era como se nunca mais fosse ver. Qualquer coisa era melhor que adeus, até um simples tchau. De manhã, meus amigos fizeram questão de me trazer; quando cheguei o caminhão já tinha carregado todas nossas mudanças. Senti uma vontade enorme de correr, de não ir, de fazer como aos meus cinco anos e grudar nos pés de minha mãe e fazer birra até que ela me deixasse ficar ou desistir dessa bobagem. Imaginei tudo isto em questão de segundos, mas a única coisa que fiz foi entrar naquele carro e sentar na janela para ficar dando tchau enquanto meus amigos sumiam conforme o carro se distanciava do bairro. Confesso que fiquei ouvindo música para não precisar iniciar um dialogo, mas meu celular desligou e bem, eu tive de enfrenta-la. Aquilo não era uma cidade, se duvidasse nem aparecia no mapa. Chegamos logo pela manhã e via pessoas saindo para fazerem sei lá o quê e imaginava o que tinham na cabeça para estarem aqui. Garanto que seus pais não tinham todos se separado e tido a maravilhosa ideia de se esconderem neste fim de mundo. Minha mãe saiu do carro e olhou tudo em volta. ”O que acha daqui?” ”Estou me sentindo a própria Dorothy Gale, só que sem o meu cachorro Totó e o Leão Covarde, Homem de Lata e o Espantalho.” ”Você se acostuma.” Demoramos uma semana e meia para arrumarmos e colocarmos tudo em seu devido lugar, ainda com uma equipe de pintura e de montadores. Já estava trancada em meu quarto uma semana, e a internet por lá mais falhava do que conectava. O que me fazia colocar em primeiro lugar de minha lista onde nunca pisar os pés, esse nome engraçado dessa cidade. — cômico seria se realmente tivesse uma lista assim — No primeiro dia que resolvi sair para conhecer o local, uma bola voadora saiu dos céus e me atingiu bem na cara e me fez cair de bunda numa poça que havia ao lado. Enquanto surtava e me preparava para assassinar quem tinha feito isto, uma voz rouca pediu para que devolvesse a bendita bola para que o jogo pudesse continuar. Foi então que tive a impressão de sentir meu coração sair pela boca. O garoto de olhos negros e cabelos castanhos cacheados ao invés de estender a mão para me ajudar, agarrou a bola e se virou para ir embora. No momento da raiva me levantei e comecei a discutir, o que me deixava mais brava era o fato dele rir enquanto eu me desenrolava para pronunciar um discurso de bons modos. De manhã, no dia seguinte, fui com minha bicicleta rosa — mesmo odiando rosa — para a padaria. — única que possuía, por sinal — Assim que entrei na fila, ouvi a mesma voz rouca pedindo para que eu deixasse passar na frente porque estrava atrasado para algo. — o que não consegui entender, porque não me interessava nada em procurar saber — Olhei para trás e ele abriu o maior sorriso cara de pau do mundo. Mesmo que eu tivesse ainda com uma vontade absurda de quebra-lo, deixei passar na frente para que fosse embora logo. Quando chegou minha vez, paguei e me retirei do local. Para minha surpresa, ele estava lá sentado em minha bicicleta. ”O que está querendo aqui? Agora quer tacar minha bicicleta em cima de mim também?” Ele só gargalhava. O que se faz quando o garoto mais lindo que já viu te solta um sorriso? Isto mesmo, eu fiquei nervosa. Finalmente parecia que ele tinha recobrado os modos e havia se desculpado por tudo. Quando nos apresentamos, ele disse que nos veríamos muito por aí ainda. É claro que nos veríamos, aquilo era um circulo. Dorothy Gale não mencionou em Mágico de Oz o quanto aquilo era um cubículo. Era só virar a esquina e já estávamos frente a frente novamente. A partir daí, começamos a nos ver todos os dias, mesmo sem querer. Quando vi, já tínhamos trocado o número de celular, estávamos de mãos dadas, andando juntos, fazendo praticamente tudo juntos. Jhonny — como se chamava — sumia as vezes. Sumia todos fins de semana, as vezes passava um dia sem vê-lo. Sua mãe havia falecido e ele morava com uma tia, porque nunca havia tido a chance de conhecer seu pai. Ele dizia que ia visitar parentes e eu acreditava. Ele era perfeito, não tinha motivos para mentir. Enquanto discutíamos sobre gostos musicais em uma noite qualquer, ele pegou seu violão e cantou algo que não soube reconhecer. Meu Santo Deus, ele era tão bonitinho, mas cantando me dava vontade de correr e não voltar mais. Foi então que vi que estava apaixonada. Amor deve ser isto, ouvir a pessoa cantar e mesmo que for a pior coisa do mundo, ainda sim querer ficar ao lado para ouvir até o fim. Inesperadamente, enquanto ouvia ele cantar sei lá o que queria, me beijou. Foi um beijo daqueles de cinema, um beijo com direito de pedir bis e ainda querer mais. Logo que me beijou pela primeira vez, minhas pernas tremeram tanto que se estivesse em pé, iria cair de cara no chão. Nunca pensei que iria me apaixonar, mas então quando me pediu em namoro não vi mais nada em minha frente. Eu aceitei. Eu aceitei porque queria passar o resto da minha vida ao lado dele. Queria acordar ocupando quase metade da cama e ele quase caindo do outro lado. Queria deitar em seu peitoral e ouvir seu coração batendo bem devagar enquanto dormia. Eu o amava, o que era isto? Eu nem o conhecia em alguns meses, e de repente era como se eu o conhecesse já tinha anos. Depois de dois meses, as aulas teriam que começar. Teriam. As férias haviam acabado e a escola entrou em greve porque os professores estavam reclamando de seus salários. Faltava uma semana para o aniversário dele de dezoito, e eu tinha comprado uma bola nova já que ele jogava com um time várias vezes por mês. E sem falar que a primeira vez que nos vimos foi por causa daquela maravilhosa bola que marcou até hoje meu rosto. Tudo estava indo bem, até que ele chegou com um enorme buquê de flores que retirou do jardim de alguém. Ainda tinha terra em algumas partes. Quando o peguei, pude ver que seu cabelo havia sido raspado. Eu perguntei o que tinha acontecido, ele disse que aquele cabelo estava incomodando. Tudo bem, Jhonny continuaria lindo de qualquer forma. Quando fez dezoito anos, entreguei a bola para ele e fomos até o campo para estreia-la. O time dele jogaria contra um outro time da cidade, ele falava que seria o grande jogo do ano. As arquibancadas estavam lotadas quando aconteceu. Jhonny parou de correr e começou a olhar para tudo em sua volta, depois voltou seu olhar em mim e fechou seus olhos ao mesmo ritmo que despencava no chão como um saco. Todos na mesma hora correram para socorre-lo. O que podia fazer? Corri junto. Gritava, gritava tanto que pensei que estouraria minhas cordas vocais naquela hora. ”Por favor, chamem um médico. Ele está morrendo, alguém ajuda. Façam alguma coisa, ele é meu namorado. Não o deixem morrer.” Uma noite no hospital acordada ao lado dele. Jhonny teve várias hemorragias durante a madrugada. Parecia que todo seu sangue tinha saído de seu corpo pelo nariz. A tia de Jhonny não parecia surpresa, ela só chorava. Minha mãe tinha sido avisada e pediu um tempo em seu emprego novo para ficar ao meu lado me dando forças. Comecei a imaginar centenas de coisas em minha cabeça. E se ele não acordasse? E se não pudéssemos ter os nossos filhos? E se a gente não comprasse um cachorro que fosse destruir a nossa futura casa? O que seria de mim sem ele? Chorava. Chorava tanto que só então descobri o motivo para termos tanta água dentro de nós. Deus já sabia que se não fossemos uma grande parte feitos de água, secaríamos e morreríamos de tanto chorarmos. Já estava de tarde e ele acordou. O médico chamou a tia Sarah em um canto e disse que sentia muito. Não sabia o que estava acontecendo, mas eles sabiam e iriam me falar. Iriam me falar porque eu pularia em cima de cada um e estrangularia se preciso. Acontece que Jhonny não ia visitar nenhum parente, nunca foi. Jhonny era sozinho no mundo. Jhonny era só sua tia enrugada. Ele não tinha raspado a cabeça porque quis, ele foi obrigado. Jhonny estava com uma leucemia em seu estado mais grave. Sumia em fins de semana porque ia atrás de alguém que conseguisse o curar. Infelizmente, ele já tinha desistido. Todos já sabiam que Jhonny morreria, só não sabiam quando. Quando saiu do hospital, ele pegou um anel que vinha em um doce e me pediu em casamento em frente a minha mãe, enfermeiras e quem tivesse passando lá na rua. Ele já tinha planejado tudo isto. Um médico foi o nosso padre. ”Na saúde e na doença, até que a morte os separe”. Agora éramos casados. Mas aquilo sobre a morte eu não queria aceitar. Como assim até que a morte os separe? Eu o queria até depois que morrêssemos. Por ele enfrentaria até o inferno. Minha mãe achou que estava ficando louca quando peguei minhas roupas e me mudei para casa de Jhonny. Acontece que eu queria ficar com ele, cuidar dele. Passamos a dormir juntos, mesmo que não acontecesse nada. O simples fato dele estar lá já me deixava contente. Agora que a sua saúde estava frágil, devíamos fazer as coisas com mais cuidado. Por exemplo, ao invés de roubar as flores do jardim daquela senhora, ele foi lá e pediu. Não tomávamos banho de chuva, não corríamos. Lia para Jhonny dormir, ele cantava para que eu não pegasse no sono. Eu ajudava sua tia a fazer tudo na casa, desde cuidar dele até limpar e cozinhar. Não podíamos ter um cachorro, porque não teria tempo para cuidar dele. Podia ser uma ameaça para a saúde também. Depois de muitas idas ao hospital, Jhonny faleceu enquanto dormia. Eu ouvi exatamente o momento em que seu coração parou de bater. Ele só fechou seus olhos e sonhou que estava voando, e realmente ele estava. Jhonny agora era um anjo, o meu anjo. Fizemos um funeral onde a cidade toda apareceu para prestar uma palavra amiga. O tempo havia se fechado, mas era porque até os céus estavam chorando. Depois de alguns meses, minha mãe e eu nos mudamos para outra cidade. Convivi com Jhonny por um ano e foi a melhor época de minha vida. Descobri uma semana depois que era alérgica e não poderia ter cachorros. Mesmo assim eu esperei fazer dezessete e adotei o mais travesso, o mais bagunceiro cachorro que tinha. Toda vez que eu espirrasse, eu o abraçaria muito forte. Não, eu não fiquei triste. Quer dizer, o grande amor da minha vida havia morrido, mas e daí? A vida continuava, e ele iria querer que eu continuasse com ela também. Mas entre nós, todas as vezes que ouvia o seu nome eu sorria procurando quem era. Nunca transamos, mas ele foi o cara que mudou toda forma de ver o mundo. As vezes tinha minhas recaídas sim. As vezes quando eu não conseguia mais forças para continuar, eu olhava para cima e pedia para que Deus me desse forças. Deus sempre soube o que estava fazendo, e ele sabia desde o inicio que Jhonny era o anjo que eles precisavam lá no céu. Jhonny havia partido, mas quem havia ficado partida era eu.
Animicida. Jhonny ficou doente e quem chora é você.
Você tem duas opções: Ou vive por si mesmo, ou muda pelos outros; felicidade é questão de escolher caminhos, e não multidões. Viver pelo que você faz é a essência do que você escolhe, caminhar pela opinião dos outros é a mesma coisa de gostar de pássaros mas preferir o som da flauta. Seja o que você quer, escolha o que permita ser. A escolha é sua.
Gabriel Malaquia.
Não se iluda com as quantidades, você pode demorar dois dias pra ler um livro que se esquecerá duas semanas depois, assim como pode demorar dois minutos pra ler uma frase que te fará refletir pelas próximas duas décadas. Linhas não definem sentimentos, e a palavra certa é aquela que toca uma parte sua que você nem sabia que tinha.
Sean Wilhelm.
Às vezes, não há nenhum aviso. As coisas acontecem em segundos. Tudo muda. Você está vivo. Você está morto. E as coisas continuam. Somos finos como papel. Existimos por acaso entre as percentagens, temporariamente. E esta é a melhor e a pior parte, o fator temporal. E não há nada que se possa fazer sobre isso. Você pode sentar no topo de uma montanha e meditar por décadas e nada vai mudar. Você pode mudar a si mesmo para ser aceitável mas talvez isso também esteja errado. Talvez pensemos demais. Sinta mais, pense menos.
Charles Bukowski.
Que chova felicidade, e que eu me afogue em cada gota. Que haja tempestade, somente de coisas boas.
Tati Bernardi.