Jules of Nature

祝日 / Permanent Vacation
Show & Tell
Sweet Seals For You, Always
YOU ARE THE REASON
Lint Roller? I Barely Know Her
occasionally subtle
trying on a metaphor

Andulka

❣ Chile in a Photography ❣

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NASA
Stranger Things
Cosimo Galluzzi

if i look back, i am lost
AnasAbdin
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Keni
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@eupoet-a
Novo dia
Dia amanhece frio, pés quentes tocam o chão gelado
Lembro daquele frio, que senti no ano passado
Arrepio na espinha desperta o coração que ainda não acordou
Os olhos abrem para ver o nascimento do sol
Vem radiando e traz consigo o canto dos pássaros
Traz seu calor que abraça e te acolhe
Um novo dia vem aí
Que seja possível levantar bem e tomar um belo café
Fechar os olhos e sentir-se aquecido por dentro
Que possa agradecer sem a necessidade de ter fé
Que no reino da alegria possamos ser o centro
Que seja um dia feliz
E que se repita de novo
De dias ruins já nos habituamos
Por isso comemoro sempre um dia novo
Lembranças fantasma
A linha tênue traçada entre o passado e a memória Canaliza sentimentos e sensações eternizadas no tempo É o caminho percorrido que separa o presente da história A beleza do girar dos ponteiros e a necessidade de aproveitar o momento
O que se foi, um dia volta? E se voltar, o mesmo será? Tanta coisa é capaz de mudar em um mesmo segundo O que é bom, fica ruim e o que é ruim, fica puro
É difícil aceitar que o agora, um dia pode se tornar um passado inacessível O melhor dia da sua vida pode não passar de só mais um dia, que já passou Reviver o momento, mesmo que seja bom, ainda me dói É o encontro do meu desejo com o que já não posso tocar
Aquele dia em que tive tudo e não sabia Se soubesse, seguraria nas mãos do destino e por nada soltaria Viveria uma vida como eu sempre quis, tal qual um conto de fada Felicidade, realização, amor eterno e... um anjo com a asa cortada
Voltar e viver uma vida perfeita? Quem eu quero enganar? A vida é uma armadilha e a passagem é sempre estreita Assumir os riscos é um risco que preciso arriscar
Assumir a consequência de suas escolhas Aceitar o que você não pode controlar O vento que bate e derruba as folhas É o mesmo que carrega as flores e te desvia o olhar
Se o que eu quero é reviver memórias passadas Amanhã de novo eu me busco por aqui O que passou, um dia volta? E se voltar, me fará sorrir? Sim, não, talvez... Já que não tenho escolha, me resta descobrir.
Sanidade solene
"Sábio será se souber ser soldado solitário" Sagaz sou sorrindo sem soberba Sério, simbólico, sensível, simpático Sereno, sincero, simples, sofisticado Seja seduzente sondando sucesso Sujeito sedendo suplicando solução Sicários severos sonhoam seu sufocar Ser sagrado servindo sangue solicitando salvação Se sente sigma sendo simplório saturado Suspirar significa sorte, sobreviveu sionista safado Sinalizar supremacia só sugere segregação Sustentar sofismas sufoca siso social Semear selvageria sentencia sonhos surgentes Sadismo submeter sociedade sob sepultamento Sonda subúrbio súbito sumiço Surgem senhores suscita senzala Sinistro sentir sua sagacidade subjetiva Sentimento seboso sucumba sob sepulcro Solidários seremos sólidos sublimes Sugestão seja sempre sabido Sapiencia supera sumo superficialidade Saudoso spoiler... seguiremos soberanos
Ponto de vista
Vazio de muitas coisas e cheio de não ser nada Meu ser nada mais é do que um pobre camarada Lutando com a mão amarrada cansado de levar porrada Sangrando, nariz vermelho, só uma piada, palhaçada
Meu olho segue caído, ando olhando para o chão Rachaduras que vejo no asfalto eu vejo no meu coração Na manga meu ás faltou e eu fiquei sem solução No meio do choro soluço, raiva, surto e frustração Uma faca na mão, comportamento padrão, toda vez que digo não Para acertar é pressão, se eu erro é correção, se eu nego, intimidação Obedecer ou coerção, essa é sua explicação, seu ideal de perfeição
O corpo paralisado e a mente bagunçada, um tsunami em água calma Boca fechada mas sempre a sorrir, fecho os olhos e grito com a alma Viver extrai de mim o que antes já extingui Meus medos e inseguranças que haviam ido embora voltam a existir E persinstindo, seguindo, existindo, resistindo, continuo eu aqui Vivo
Viver é sinônimo de esperança, a maior representação de um sonhador Acordar com propósito, conquista, sem ferida e sem a dor Respirar fundo sem ser de exaustão, e enxergar o mundo cinza com cor Ver um futuro diferente, mas sequente de um passado tortuoso Saber que tudo que passou, passou, fruto de um desistente culposo Luto para curar o que foi machucado Luto por um lugar de paz aonde eu me sinta amado Luto para viver bem e dormir descansado Luto por aquele eu que se foi; e enterrei no passado.
Efeito domínio
Campo florido repleto de flores mortas
Sociedade falida reflete falta de cotas
Povo jogado nas ruas dessa cidade
É o libertado que clama por liberdade
Suas orações não conseguem subir o muro
"querido Deus não queria ser assim eu juro, chego cansado e preocupado com o futuro, a raiva consome minha carne e o meu sangue, não tenho pão, não tenho vinho e todo dia sinto fome"
Meus transtornos retornam em um refluxo
Cuspo depressão no meu prato vazio
Dizer que eu tenho ansiedade eu não me dou ao luxo
A falta de ar e tremedeira se igualam com o frio
A pobreza adoece e rapidamente mata
Se nasceu pobre reza, não há muito o que se faça
Não é falta de esforço, preguiça ou pessimismo
Não chame de falta de mérito os frutos do capitalismo
Comida é jogada fora e pagamos para beber água
Cortam as árvores e dependemos do ar das algas
Correndo rápido, preocupado e sempre em busca de algo
Se pagamos um preço por viver, ei de dizer que estou sem saldo.
Teu destino é aqui
Desde que te conheci o tempo foi apenas um detalhe Uma marca profunda, impregnada na minha história Nesse mundo tão doido e tão grande o qual já rodamos por todas as partes Conhecemos lugares, pessoas; vivemos a vida sem um ao outro Poderíamos morrer e não saber, o gosto, o calor e o conforto Seria estranho e doloroso não sentir teu carinho Nunca tocar sua pele e gargalhar com você em um domingo Mas meu bem, você sabe, não é mistério Nossos olhares se cruzam mesmo a quilômetros de distância Desde o primeiro dia em que te vi, o vento direciona o seu perfume ao meu nariz E entrega a você todos os meus sussurros de amor Nós dois somos fogo em meio ao mato seco Que se espalha e não da para controlar Somos a melodia de uma música, página e marca texto Uma infinidade de possibilidades de ser Então chega pra cá e vê se entende bem para que eu não tenha que repetir Desde que te conheci, o tempo foi apenas um detalhe Te esperaria uma vida inteira... O teu destino é aqui
Já é tarde
Os grãos de areia trazidos pela maresia Repousam no solo do meu jardim A chuva de ontem convoca a ventania Que logo se repousara em cima de mim
Sempre fui forte, durão e resistente; inquebrável Nem mesmo a maior das convicções é inabalável Fogo, pedras, águas ardentes, nada foi capaz de me machucar mais Do que o sopro letal de suas mentiras cabais
Como uma viga de aço que é enferrujada Me sinto envenenado O pilar que sustenta toda a estrutura da sacada Desmorona em uma fraca tentativa de suportar
Carrego comigo alguns pecados; não vou mentir Talvez eu mereça apodrecer e me esparramar pelo chão A ideia de te ter era presunçosa; mas fácil de sentir Um plebeu que busca o amor de uma rainha, você coroou meu coração
Dói saber que aquilo que você alimentava em mim durou tão pouco Foi pra mim a estrela cadente que concede desejos Mas em um piscar de olhos você foi embora E meu desejo, pedindo para você voltar, não se realizou
Já não tenho mais notícias suas, já me é amargo esperar Mesmo que eu ainda tenha forças, me falta esperança Ainda que tenha toda uma guerra, eu me recuso a lutar A luz que um dia tivera, logo logo se apagará.
Imaginário cruel
A beleza da paisagem vista da janela de um carro
Me faz lembrar de um tempo em que tudo era mais vívido
Gosto de imaginar que tudo ainda está aqui, mesmo que de passagem
A felicidade de sair com os amigos, de sorrir até doer o rosto
Não que hoje eu esteja triste, nem que eu sorrio pouco
Acontece é que eu mudei, de cidade, de pensamento e de corpo
O mal de experimentar o paraíso é que qualquer limbo é inferno
Queria ser criança e criar um mundo perfeito que exista de verdade
Hoje olhar o passado virou fantasia que para além de mentira se torna saudade
Poderia percorrer toda essa rodovia, ver o concreto do chão se fragilizar
Não existe equilíbrio em um mundo incapaz de se sustentar
Crescer significa doer um pouco. Quem nasceu para sofrer, nunca morrerá
Por isso me falta algo, a companhia de quem já longe está
Viver sozinho é caminhar na prancha dos piratas para abraçar os tubarões
Confiar segredos a quem faz de sussurros munição é o mesmo que pedir licença a um leão
Estou perdido em meio aos selvagens e só um louva-a-deus para me salvar
Deitado no chão com os olhos fechados, se o que é me dado é sofrer, buscarei o sonhar
Dores para esquecer
Ah, pobre coração. Por onde andas? Te vejo ir tão longe atrás do que nunca foi seu Você e essa mania de querer o impossível e de tentar reviver o que aí dentro já morreu
Sua inocência é digna de dó Seu medo é bem maior Sua coragem é ainda pior Sua pureza, é do tapete só o pó
Volta e meia pelo mundo, explorando tudo Chorando pelos becos, alagando um mundo Volta, e meia esse sentimento, corra para bem longe do escuro Cuida de si e te conserva, absorva para ti o que for puro
Não se apegue ao que nunca te pertenceu Nem se dê o direito de sofrer a perda Você nunca esteve naquele lugar Nem sequer tentou chegar até lá
Seu problema é viver de fantasia Imaginar uma vida perfeita Todos os cenários dando certo E o penhasco cada vez mais perto
Não se firme em corda sem nó Não existe escalada, somente a queda Acreditou que já estava no topo E apostando na sorte, caiu de cara; como a moeda
não é tudo que me enche os olhos, mas existem vários motivos para eles arderem.
— deixaram
O sono e as lágrimas
A voz da ansiedade
Eu já tentei de todas as formas não pensar Já calei minha própria voz mais de uma vez Mas não consigo... Não paro de ir atrás dos meus erros
Mais uma vez o medo toma conta E eu conto quantas vezes essa conta já não se multiplicou Vejo todos os dias meu perfil se distanciar E olho para trás, vendo o que um dia me tocou
Não sou o melhor psicólogo Nem mesmo o melhor estudante Me esforço para ser um bom filho Como pessoa sou só um errante
Minha cabeça me prega peças o tempo todo Não sei mais o que é verdade sobre mim mesmo Sobrevivo pela esperança de um dia não me sentir assim Vagarosamente, mato as incertezas dentro de mim
Escrevo em meio crises de ansiedade Desabafo minhas inseguranças Paralisado e com medo de tudo, vivo como um manequim Para tomar decisões corretas, externalizo tudo de ruim
Estou sempre de olho no futuro O tempo todo pensando no que pode ser As incertezas corroem meu sistema nervoso Me sinto tremer dos pés ao pescoço
Pensar no passado as vezes me acalma Vejo tudo pelo que já passei Enfrentei desafios e fui consagrado De bobo da corte em um corte, me tornei o rei
Para dar um passo pra frente preciso dar dois para trás Para enfrentar o futuro vou ter que encarar o passado De passos em passos, trilho esse caminho de espinhos A mais bela vista, rodeado de rosas, porém, todo espetado.
Café coado na hora, doce na medida errada. A vida é isso: um pouco de amargura, um tanto de espera, e a esperança servida em goles pequenos.
Caio Araújo
Era uma vez - Parte 1
No fundo do caldeirão de uma bruxa Após misturar todos os ingredientes Uma flor que era viva lá dentro se murcha Sobram as pétalas e suas sementes
A poção proibida me fora dada por acaso Tem o poder de conceder visões De início, já me mostrara você E logo, te vi me observando
Um cavalheiro de armadura quase impenetrável Blindada com o mais puro metal Sentiu algo perfurar seu coração Sem nenhuma arma letal
Mesmo sabendo o que viria a acontecer Escolhi estar onde o destino haver-me-ia colocado Dei-me o luxo de ser atingido por você E surpreendido, logo me vi capturado
As minhas visões nada eram turvas Via um futuro claro e repleto de felicidade Uma linha tênue do tempo, reta e sem curvas Estava pronto para viver nossa verdade
Mas logo eu, um cavalheiro da nobreza Renomado e aclamado por todo o povo Viria a fugir e viver uma vida simples? Quebraria o juramento ao rei em nome do amor?
Sou eu quem impede o reino de desmoronar Quem protege, que luta e não deixa ninguém morrer Sou o pilar mais resistente do castelo Não posso! Não devo.
Minhas visões se borram aos poucos Meu futuro já não é tão certo Cumpro meu papel com lágrimas nos olhos A água que escorre me deixa cego
Se a poção eu não houvesse bebido Talvez eu não estivesse tão triste Ver o futuro me revelou o quanto posso ser feliz Mas viver o presente reforça a impossibilidade
As vezes te vejo vagando por aí As vezes te procuro pelo reino Uma pobre camponesa vaidosa E um nobre cavalheiro gracioso
Dói saber o que você sabe pouco A cada dia que passa Um pouco de mim morre em você Vida de salva-vidas que se mata para salvar o outro.
[Escrever é a língua de quem tem esperança]
É madrugada, mas o sono ainda não apareceu Só o brilho do computador ilumina o meu quarto E nesse um quarto de noite silenciosa Eu escrevo palavras para me acompanhar na solidão
É como curar uma ferida que está aberta É como ter alguém em memória Mesmo que um pouco se perdesse Não apaga o que virou história
Escrever é alívio instantâneo, é criar para sí A maior relação de afeto de você consigo mesmo Por mais triste ou sincero que possa ser Ainda é a melhor forma de demonstrar o viver
Não importa quantos versos Pouco me interessa se rima ou não O importante é só o que eu quero E escrevendo, eu esvazio o coração
Não posso negar as coisas que eu sempre soube Não dá para mentir para quem melhor se conhece Você sabe de tudo o que sempre quis Sabe que pode ter um final feliz
O sentimeto de incapacidade De nunca se achar o bastante A sensação de inferioridade É como um demônio falante
Mas só você sabe o tamanho do seu sonho É só com você mesmo que terá que competir Então cuidado com o que você chama de instinto Se um dia ele te falou para desistir
E já com o sono beirando os olhos Dois quartos de noite já se passaram Que minha motivação permaneça no futuro Porque amanhã eu já acordo cançado
Bomba/boom-pá (limpeza étnica)
A miséria é um prato cheio para os cachorros do governo
Enquanto existir miséria, sempre vão ter o que comer
Viver às margens da sociedade só mantém os afluentes das cidades
Vida de engrenagem que vive rodando sem óleo
Crescer triste, cansado e com fome
Viver triste, revoltado e com sede
Se sentir como um lixo que fede
Tipo que, se o crime chama, é claro que cede
O sangue que corre grosso pelas veias
O ódio que possui a mente do indivíduo
A humilhação de calçar o sapato sem as meias
E andar por aí completamente perdido
É muito fácil matar com uma bomba
Deve ser bom ver a vida esvair os olhos
Então por que não interrompe meu samba?
Sobe a favela e tira minha vida no tiro
As balas caindo no chão e o sangue descendo as viélas
Eu que escolhi esse caminho, eles dizem
Só sobem a favela para matar, o resto eles vêem em novelas
A educação do morro é pisar antes que eles pisem
Nunca viram sua mãe chorar de dor após o dia de trabalho
As marcas mais profundas estão atoladas na alma
É saber que fazer de tudo não te faz pisar num assoalho
É com o joelho ralado em piso batido que escuto o disparar da arma
Me bate, me chuta, me mata
Sempre me joga de volta no mesmo buraco
Me ajuda, me salva, me mata!
Não aguento mais essa forma de ser tratado
Me desculpa se eu chorar
Dói demais não ter comida em casa
Não me desculpe se eu me revoltar
Dói demais ver as mortes em Gaza
É muito fácil matar com uma bomba
Vamos dar só o suficiente para eles trabalharem
Dar o trabalho mais desagradável possível
Vamos sucatear a saúde e a educação
Vamos jogá-los em lugares isolados
Vamos isolá-los, soltá-los como animais em uma selva de pedra
Não vamos tratar o esgoto, deixe a céu aberto e os trate como merda
Quero ver como vão sair dali, daqui pra frente é só pro caixão
Lutando entre si mesmos e criando guerras de facção
Matando os seus e esquecendo quem é o verdadeiro alemão
Nessa guerra de interesses políticos
Onde o clarão das bombas ofusca o sol
Onde a justificativa é a segurança
Onde o barco sempre afunda pela falta do farol
Onde se esvazia o olhar cheio de esperança
Num piscar de olhos vai-se uma vida inteira
Num piscar de olhos, vai-se uma vila inteira
Em um segundo já não está mais inteira
Em um segundo já não tem outra maneira
Em um segundo é o fogo que apaga a mangueira
Em um segundo o governo passou sua peneira...
A caminho da esperança
A vida é cheia de curvas e ladeiras Um caminho que não se vê o final Um novo rumo a cada esquina E o destino, na rua lateral
Ruas escuras me assustam Não enxergar me causa angústia Fiquei anos esperando um sinal Para descobrir que preciso de luz
Um feixe de luz que me dera Já é o necessário Me guio apenas pela ideia de prosseguir No caminho, vejo uma possibilidade de ser feliz
Faço a manutenção necessária Mudo as coisas de lugar Não me importa o tempo Uma hora eu vou chegar
[Porque não saber onde ir é se sentir perdido aonde está]