Release the panic. (#alexander and evangeline)
Para que Alexander se irritasse, só se algo bastante sério acontecesse à sua pessoa. Naquele momento, não só bocejava como também sentia-se furioso por fazê-lo. Tinha sido requisitado no instante em que ia tirar um cochilo pela noite mal dormida, e como se não bastasse, ainda fora ameaçado por um fanboy qualquer de Octavius. Imaginou que era o ápice, mas que tipo de atitude seria essa, tão afetada à ponto de mudar traços de um rapaz antes pacífico e que agora era tão empenhado em usar armas e socar rostos de quem lhe apresentasse um perigo? Sua mente estava à mil; pensava em ir para longe, mas a razão lhe dizia o contrário. Percorria em seus pensamentos maneiras de se manter focado e de proteger sua amiga mesmo que longe desta. Talvez fosse um colapso mental que o domo tinha sobre as cabeças dos que se mostrassem mais fracos; perecer para a insanidade; mas isso seria algo que Alex iria evitar a todo custo.
Feito isso, ajeitou seus pertences, o necessário para levar para o vasculhamento, e seguiu junto do grupo. Estava com a arma empunha, enquanto outros não se faziam necessários de tê-la. Esse era um dos pontos que deixava Alex frustrado. De quê adiantava ter poder se nem ao menos conseguia fazer algo de útil com ele? Talvez flashes do que poderia acontecer com aquela saída de agora, ou algo que realmente fosse ajudar os outros, porém não vinha nada. A primeira vez que isso aconteceu foi um pouco antes de Callisto ser sequestrada pela Humans Crew. Depois, apenas lembranças vagas do que já tinha acontecido. Tinha receio de que o líder dos Freaks tomasse a frente sobre aqueles que não fossem de muita utilidade. Até se imaginou, uma vez, sendo morto, jogado em uma vala por não ter a necessidade que requeriam. Contudo, após essa imagem, Alex temeu que não fosse apenas mais um pesadelo, e sim que fosse uma realidade próxima. Fosse o que fosse, ele tinha de ser precavido. Por essas e outras sempre treinava; todos os dias, sempre que estava disposto.
Os olhos brilharam pelo raio de sol que tomava conta de sua face pálida naturalmente, até que o próprio grupo chegou ao destino: um supermercado que, aparentemente, tinha sido queimado há algumas semanas. Se por razões naturais ou pelos outros humanos normais. Esperou que alguns de seus colegas adentrasse o estabelecimento e, com um rápido aceno de cabeça, Alex lhes deixou confiantes para seguir. Não havia restado muita coisa de lá, por isso quando saíram frustrados, tomaram um susto com a bala que atravessou a vidraça da enorme janela frágil. Todos abaixaram no mesmo instante. O jovem Kavanaugh estava escondido em uma parede, próximo às janelas, e quando deslizou lentamente para o lado, a fim de ver quantos eram, surpreendeu-se com o afinco em se aproximarem. Rapidamente se permitiu deslizar pelo concreto há muito desgastado, de forma que ficasse agachado. “Não são tantos. Como temos poderes, podemos lidar facilmente. Só atentem às armas.” Ele alertava, em um tom pacífico, sem querer parecer superior nem nada. Não fazia seu tipo, afinal de contas. “Vou tentar dar a volta. Parece ser mais útil no meu caso.” Fez menção de brincadeira para si mesmo, e por mais que a tensão estivesse presente, alguns entenderam e seguiram com o combinado.
Alexander esperou que um colega criasse seu campo de força, mesmo que forçasse seu físico para tal. Sabia que ele não tinha total controle sobre a habilidade, na verdade nenhum deles tinha, por enquanto; então, quando pulou pela janela da parte de trás do estabelecimento, tomando seu rumo para o outro lado, pretensioso para pegá-los por trás, correu rápido e sem receio. Alguém poderia morrer até lá, e Alex rezava para que nenhum, nem mesmo seus inimigos, se machucasse fatalmente. Ao notar quantos becos havia passado, resolveu arrombar a porta de um prédio, este o qual entrou com cuidado, a arma erguida em forma de ataque, pronto para o que quer que fosse. Chegando mais próximo da porta da frente, ele notou a presença de mais alguém e virou-se subitamente na direção desta. A voz se fez presente rapidamente, saindo um tanto rouca, porém precisa para que o escutasse sem que antes pudesse fazer alarde aos seus semelhantes. “Se me atacar, eu vou atacar.” Os pés cravados na madeira com afinco efetivavam a postura imóvel da figura esguia que Alexander era, sem contar nos traços sérios que o jovem carregava em suas feições.