evan atitarn acabou de chegar, está se mudando para o apartamento 334. ela tem vinte e cinco anos e, atualmente, é instrutora de muay thai (golpista). dizem por ai que eva, é impulsiva, mas quando conversamos, ela foi muito esperta. ah, confesso que achei parecida com davika hoorne.
bio.
(tw: violência doméstica)
os pais de evan perderam a guarda da menina no terceiro de ano de vista desta, após seu tio denunciar os abusos e a violência que reinavam no lar. fundou sob a tutela deste, que era o parente mais próximo.
cresceu nos estados unidos, mas ia viajar com o tio todos os anos para a tailândia o que lhe manteve conectava as raízes culturais do país. apesar de não terem muito dinheiro o homem sempre deu estabilidade para a garotinha e prometeu que estaria sempre ali para cuidar dela.
para o azar da atitarn -- algo ao qual ela se habituou -- o tio foi impedido de cumprir a promessa graças a um acidente de moto, deixando está sozinha aos dezoito anos. conquanto fosse maior de idade, ela nunca de fato se recuperou da perda e a falta de estrutura que a sucedeu.
com pouco dinheiro guardado ela recorreu aos pequenos golpes para auxiliar no montante que fazia com as aulas de muay thai. se algum dia teve algum remorso por cometer crimes, esse foi apagado pela simples necessidade de sobreviver.
headcanons.
é pansexual assumida.
faz pequenos golpes desde os dezessete anos, mas nunca chegou a roubar diretamente.
como deve-se imaginar é uma ótima mentirosa e acaba aproveitando-se da aparência frágil para enganar terceiros.
seu tio lhe ensinou muay thai desde criança e ela dá aulas em academias locais.
não gosta muito de animais e tem alergia ao pelo destes.
fala inglês, siamês (tailandês padrão), isan (dialeto tailandês), koreano e japonês.
nunca cogitou ir pra faculdade ou ter uma carreira “normal”.
adrenaline junkie. gosta de se arriscar e de uma boa aventura, sem pensar nas consequências desta.
tem cidadania dupla (americana e tailandesa)
o corpo e preenchido de cicatrizes e tatuagens variadas.
connections.
ex-ficantes.
melhor amigo.
colegas de trabalho.
vizinhos de porta que se odeiam.
inimizade (alguém com quem a evan já brigou).
vítima (alguém que já levou um golpe da eva)
one night stand (podem ter virado amigos ou estarem se evitando)
“grazi!” a atitarn quase que gritou do banheiro no apartamento que dividiam. “merda...” resmungou baixinho, colocando a tesoura na pia para encarar o comprimento do cabelo preto. com a falta de dinheiro e mais pura preguiça de ir à um cabelereiro, evan optou por assistir um tutorial no youtube sobre como aparar as pontas de suas madeixas. “por algum acaso você sabe como cortar cabelo?” para sorte da instrutora o estrago não era perceptível, poderia escondê-lo na pior das hipóteses, conquanto houvesse alguma esperança de que a ex-namorada pudesse lhe ajudar. “estava tentando aparar o meu, e acho que estou fazendo isso um pouco errado. antes de acabar com meu visual achei melhor te chamar.” haviam terminado há quatro meses, e ainda que fosse um pouco desconfortável dividir o apartamento com esta, evan não nutria qualquer mágoa pela italiana, muito pelo contrário.
yanara segurava o eletrônico em uma das mãos enquanto a outra tinha os dedos sendo elevados a cada nome que sibilava de forma muda. a pior parte de ter uma família grande era justamente aquela: ter que lembrar o nome e o parentesco de todo mundo mesmo não tendo lá a melhor memória pra isso. “ certo, acho que fui convidada pro aniversário de quatro anos do meu sobrinho de segundo grau. “ ia inclinando o rosto de forma sutil conforme falava, expondo sua dúvida a cada nova palavra. “ é por isso que digo que preciso fazer uma árvore genealógica e deixar pendurada no meu quarto. “ suspirou após a brincadeira, sorrindo derrotada para muse. no fim, só esperava não comprar o presente pra criança errada. “ você também tem a família grande até demais? “
“existe isso de sobrinho em segundo grau? à um certo ponto deve ser só semi-parentesco” o sorriso denotava uma a zombaria da atirarn. destituída de uma família violente, ela findou perdendo a única figura paterna que teve muito cedo, o quê findou instituído um senso de independência que beirava o isolamento. “devia criar uma lista telefônica só pra eles” evan ajustou a jaqueta, escondendo quaisquer sinais de desconforto com o assunto. “uh, não. mio tio cuidou de mim a vida toda, depois que ele morreu não sobrou mais ninguém. acho que conto mais com meus amigos hoje em dia.”
“Nossa mas é cada uma que eu sou obrigada a aturar, entrou uma menina, parecia que nem era daqui, super bem vestida, queria um milkshake, avisei que tinha que pagar no caixa primeiro, ela gritou, esperneou falou que a mãe dela ia pagar, 5 minutos depois entrou a mãe dela gritando pra ela não fugir de casa com a roupa de ir pra igreja e me agradeceu por não ter vendido nada pra diabinha dela, sério…” Linn suspirou apoiando o queixo no mão enquanto aproveitava seu intervalo tomando um milk-shake com Muse. Já estava habituada a presença do cliente pontual que parecia usar a sorveteria como safe place para dias horríveis. E o melhor que a loira poderia fazer era ser amigável, sorrir ouvir e reclamar também porque afinal ninguém é de ferro, enquanto tomava um gole no milk-shake sussurrava: “Lá vem de novo, olha a cara de santa dessa criança, dessa vez eu vou só assistir porque eu tô de folga.”
“que merda, hein? ninguém merece lidar com esse tipo de gente mal educada” a morena puxou um fio para detrás da orelha, atinando a garota à qual Linn referia-se. nunca gostou de crianças, e não fazia muita questão de disfarçar, por sorte trabalhava na academia e não precisava lidar com isso lá. “está passando seu dia de folga no lugar que trabalha?”
“ eu acabei de voltar da biblioteca municipal e a menina mandou um ‘e aí, dia de lavanderia?’ e eu disse: sim, claro. mas… ” olhou para a camiseta tie dye que havia ganhado do seu primo mais novo e a velha bermuda jeans surrada, dando de ombros.. “ meu dia de lavanderia foi ontem. essa é uma das minhas camisetas mais legais, sabe? ”
“caramba o pessoal daqui não tem noção mesmo...” um suspiro escapou os lábios quase que num assovio. impaciente e um pouco direta, evan não aturava pessoas como a que sabrina descrevera. “a camiseta é linda, se serve de algo. e você fica muito bem nela, pena que a garota não soube apreciar.”
quando não estava vidrado na tela do notebook, atlas se permitia aproveitar da quadra de esportes localizada dentro do condomínio. o dia quente pedia por algumas partidas de basquete e já devia ser sua terceira, mas quem estava contando realmente? estava disposto a sair da quadra apenas quando estivesse cansado demais para correr, mas acabou tendo que fazê-lo antes do planejado uma vez que a bola fugia das mãos de um dos companheiros de time. “ para a bola com o pé! “ pediu à muse com um tom mais alto na intenção de ser ouvido, aproveitando que este passava por perto. “ quer jogar com a gente? “ questionou, levemente ofegante ao que se aproximava para pegar a bola de volta.
evan ajustou as alças da blusa para aproveitar o sol no parque. com um bone na cabeça e a roupas confortáveis ela planejava dar uma corrida e depois ir para a piscina do prédio, o dia perfeito para relaxar do trabalho. a voz alto lhe pegou de sobressalto, e sem titubear a instrutora fez como lhe fora solicitada e parou a bola. não jogava há um bom tempo e quem sabe fosse servir como aquecimento para a corrida que planejava. “pode ser! só estou um pouco enferrujada, então pode ser um desastre” pegou a bola e caminhou na direção do rapaz, um sorriso divertido nos lábios. “algum dos times está precisando de um jogador?”