Autorretrato Aquarela, 2017
we're not kids anymore.
"I'm Dorothy Gale from Kansas"
cherry valley forever
dirt enthusiast
AnasAbdin

Origami Around

#extradirty
🪼
noise dept.
KIROKAZE
tumblr dot com
Cosmic Funnies

oozey mess
DEAR READER

if i look back, i am lost
Keni

祝日 / Permanent Vacation
trying on a metaphor
No title available
PUT YOUR BEARD IN MY MOUTH
seen from Brazil
seen from United States

seen from United Kingdom
seen from United States
seen from Singapore
seen from Türkiye
seen from United States
seen from United States

seen from Singapore

seen from Malaysia
seen from Australia
seen from United States
seen from United States
seen from Argentina

seen from Italy

seen from Serbia

seen from United Kingdom

seen from Malaysia

seen from Iraq

seen from Malaysia
@eveartes
Autorretrato Aquarela, 2017
Pete Doherty. Aquarela, 2017
Magali. óleo sobre tela.
presente pro Vince. Aquarela, 2017
Gus, 2017 giz pastel sobre tela
Roy Batty. Aquarela, 2017.
Filhos da Tati: Maria Helena e Benjamin. “mis Maria Maria e Benzito <3″ grafite sobre papel, 2016
Breakfast on pluto, 2016. grafite e aquarela.
Colagem Digital: Menina do Rio Amazon, 2016. Eve Almeida
COLAGEM DIGITAL, 2016. Eve Almeida
Colagem Digital, 2016. Eve Almeida
DESENHOS, 2016
Foi feito com carinho, amor e dedicação. Tudo isso se tornou conversa entre tintas. O que veio depois não importa. óleo sobre tela, 2016 #oleosobretela #arte
ESTRELAS DE NÊUTRONS
Distorções visuais marcam as observações dos estágios finais da existência.
Não há solidez que resista ao fenecimento.
Valores, quilates e cifras para fins comerciais
Os corpos ostentam o brilho ingênuo das preciosidades naturais
Enquanto o metal fere a carne gananciosa
E suja de vermelho a pureza da terra.
Os espelhos deixaram de falhar e
Apresentam a realidade das façanhas destrutivas.
Os corpos líquidos profanam a própria constituição existencial.
A cobiça pelo sólido, o rígido e o amarelo metálico
Descarta o frescor cristalino das ondulações suaves, as sensações renovadas,
Os mistérios das profundezas sobre as vidas harmoniosas e as pérolas em formação.
O desejo de ser estrela anseia unicamente a captura do brilho intransferível.
Mero acessório profanado sem luz.
O brilho está dentro. Circula...
E fora, nos banha.
“ Que as estampas oníricas habitem os sulcos vibratórios de nossa mente e nos alimentem.” Como se inicia o sonho? Um leve desmaio, desconexão provisória com a realidade até encontrar o outro lado do eu? A imaterialidade ganha forma, o tato abraça as texturas, o cheiro marca rastro visíveis, a certeza é infalível. Se posso sentir, atesto a presença? O fluir do átomos em Epicuro ou o mundo das aparências em Platão? Tantas incertezas, suposições e desastre nas definições geram fascínio e encantamento pelo incognoscível. É necessário fazer das sensações material de arte. Disso tenho certeza.
Um sopro o chamava. Seu corpo foi acometido pelo incomodo, obrigando-o a voltar ao cerco, de onde jamais se desvencilhou por costume sinistro. Redimido e um tanto constrangido, retornou a prisão suntuosa pronta a abrigar sua insatisfação companheira. Percebeu que as folhas secavam na varanda abandonada e, a sua volta, os escombros sentimentais tomavam espaços grandiosos. A ausência da vontade prevalecia. Aquela ilha inteira fora demarcada para esvaziar as sombras do passado. Comprou pincel e tinta e não delimitou zonas de caça ou cercas. Tingiu todo o espaço com as cores do dissabor. Um azul anil encorpado com sonhos apodrecidos, substituiu o azul celeste que um dia tonalizou aquela área. Preteriu a esperança por mentiras implantadas no oco do peito. Deixou para outro dia a limpeza da própria alma.
Foi chegando sorrateiro. Os olhos atentos procuravam garantir segurança para avançar os passos em direção as águas esverdeadas. Olhou os dois desconhecidos a volta, subiu no banco e não hesitou em pular de uma vez só. Voltou com as mãos cheias de recompensas, dessas que caem das árvores e repousam no fundo das águas. Várias saídas para resgatar e colecionar. Sobre o banco, seus prêmios enfileiravam-se. Eu propunha iniciar um diálogo. Suas respostas se concretizavam em sorrisos. Conforme os pulos se multiplicavam, passou a confiar em mim para organizar seus achados. Tentei manter a dinâmica aplicada por ele. O fim da tarde se estendeu e as recompensas naturais adormeceram na escuridão da noite. Ele e eu, seguimos adormecendo diariamente, sem deixar de procurar nossos presentes mágicos na realidade cotidiana. Oficina “De olhos vendados” em Benevides, 2015.