E se realmente existir uma linha tênue entre o amor e o ódio? E se realmente algumas coisas para deixarem de serem sentidas, devessem ser tratadas de forma literal, pulando do bom para o ruim em apenas segundos? E se todos os conceitos premeditados e clichés sobre o amor fossem apenas uma forma de conceituar que o amor é único e que ele nunca vai embora, mas e se vai? E se as passagens bíblicas sobre o amor só forem mais e mais palavras escritas por um ser humano que, momentaneamente estava feliz? Suponhamos que, Paulo, que escreveu a primeira epístola de Coríntios, estivesse derrotado, decepcionado com os amigos, mulher e até com Deus. Haveria possibilidade d'ele escrever que o amor é paciente, não invejoso, não arde de ciúmes e essas coisas? Eu me questiono de forma bem argumentativa. Com todos os meus achismos, eu preciso dizer que, não acredito que o amor seja tudo isso que dizem. O amor é bom sim, mas é ruim. As vezes nada paciente, o amor é estupido e muitas vezes, nos cega. O amor é incompreensível, mas bem previsível. O amor ele não está em tudo o que você vê na pessoa amada, nem em aceitar os seus defeitos e conviver com eles. O amor ele deveria ser algo restaurador, que preenche, mas que se esculpe, que melhora todos os dias, que não suma do dia pra noite, que não se substitua pela atenção de outros, ou que se transforme em apenas sexo. O amor deveria ser algo incrível de ser sentido e deveria ser sentido todos os dias. É companheirismo, é compreensão, é força de vontade e, o amor deveria ser duradouro. Eu estou em um dilema, confesso. Se era amor, porque hoje eu só sinto ódio? Se esta linha existe, com certeza eu pulei tão rápido que eu não percebi.
Eliel Junior















