O orfanato da Sra. Peregrine para crianças peculiares - Ransom Riggs.
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O orfanato da Sra. Peregrine para crianças peculiares - Ransom Riggs.
O orfanato da Sra. Peregrine para crianças peculiares - Ransom Riggs <3
Um texto para um hoje de luto e busca por paz.
O primeiro ponto levantado pela Sera Khandro como fundação é: a maneira correta do escutar o darma, que em suma é a motivação. E ela precisa estar baseada na bodicita e na renúncia ao samsara. Essa renúncia ao samsara não é no sentido de aversão, de simplesmente não querer algo. Isso a gente já faz o tempo todo. É no sentido de abandonar algo pra ir numa direção ampla. O termo em tibetano pode ser traduzido como confiança na liberação. Ou seja, existe uma direção pra ser tomada, e ela tem a energia da confiança que vai nos impulsionar. Aí vem uma questão delicada as vezes de tocar: será que a gente acredita mesmo no caminho, na possibilidade de liberação? Ou a gente tá apenas usando o caminho como alguma distração, um entretenimento? É uma questão que só nós podemos responder.
O segundo ponto diz respeito a conexão com o mestre. Ele sendo o médico e a gente o paciente. Mais uma vez é preciso confiança no tratamento e na relação que se estabelece com o mestre. É preciso ter muito cuidado aqui para não fantasiar, idealizar, romantizar. Transformar o mestre em mais uma relação a gente tenta manipular ou transformar o mestre em pai, mãe, amigo, etc. A gente lembra que o nosso professor não tá ali pra ficar nos agradando e também não precisamos cegamente seguir ele. Em última instância, para não pessoalizar, sempre nos lembramos que o nosso professor de fato é o buda primordial, a gente entendendo isso ou não entendendo. Essa compreensão é bem protetora. Aqui o AW deu uma instrução muito poderosa. Quando estamos em dificuldades, com grandes obstáculos, sentamos em silêncio, e pedimos que o nosso professor nos guie. Isso é uma linguagem de comunicação com a natureza búdica, porque o buda primordial não está fora da gente. A gente pede que ele traga luz a nossa dificuldade.
O terceiro ponto é o cultivo do cuidado e afeto com os irmãos vajra, que são os companheiros de sanga. Aqui a gente vai trabalhar a habilidade de relacionamento com as pessoas ao nosso redor. Sempre tentando manter a visão mais pura possível. No texto, a instrução é ver nossos companheiros como dakas ou dakinis, ou seja, não como pessoas comuns, mas como pessoas que tem a natureza búdica e estão indo na mesma direção. Assim, é importante evitar a competição, a crítica, o diz que me diz, e simplesmente entender que a gente gostando ou não das pessoas, são elas que vão nos apoiando de uma forma ou de outra no caminho. Seja apontando nossas dificuldades, ou mesmo seguindo mais próximo, lado a lado.
O quarto ponto é a compaixão pelos seres sencientes. Pra resumir aqui, dentro da linguagem do cebb, é entender que o samsara não tem solução, que o bloco 0 não vai a lugar nenhum, e nos motiva a acordar as pessoas pra isso, nos dá força pra tentar ajudar elas a não serem atropeladas vez após vez pela roda do samsara. Todos seres buscam a felicidade e se livrar do sofrimento, isso é o eixo central da vida de todos os seres, mas a felicidade nunca é alcançada e então é motivo de compaixão no sentido ativo de se colocar em marcha pra se ajudar e ajudar as pessoas a começar a sondar realidades mais amplas e não se embriagarem no autocentramento sufocante.
O quinto ponto é a contemplação da impermanencia. É pra ter o poder de a gente não ficar inebriado com os efeitos especiais do samsara. Com as felicidades completamente condicionadas a tempo, espaço, pessoas, situações, coisas e assim por diante. Que as coisas não tenham mais tanto poder de atração porque a nossa mente se volta agora pra tentar encontrar algo duradouro e passível de ser um refúgio verdadeiro. Porque o barco sempre afunda e não atravessa o oceano de insatisfação.
Essencialmente seriam essas as contemplações. É basicamente o que fazemos aqui no cebb como práticas de fundação, ou preliminares. Dudjom Lingpa e Sera Khandro em nenhum momento em todos os tesouros terma dos ensinamentos, citam a necessidade de fazer formalmente as acumulações do nongdro. Mas dizem que, essas contemplações são totalmente indispensáveis para estabelecer o caminho de prática.
Fonte: desconhecida.
O Hobbit, J. R. R. Tolkien
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