Talvez eu seja apenas um pré adolescente mas eu não vejo minha família como algo que me pertence, muito menos sinto que pertenço a eles, não sei se essa afirmação é certa, mas há um tempo tudo me entala, fica preso na garganta e não consigo gritar, nem no que escrevo a ser cantado. Tudo vem e vai e eu pareço ficar no mesmo lugar, como um espectador, e, por incrível que pareça isso me incomoda, mas não consigo me mexer, eu não sinto meus braços, é como se eu tivesse NADA, entorpecido pela realidade que tanto me amedronta. Algo parecido com o que sinto quando estou perto do ‘meu ponto fraco’, e é realmente como me sinto, FRACO. Por mais que eu não goste de admitir que sou fraco, eu sou, O MAIS FRACO ENTRE TODOS. Tento esconder mas perto dela é tudo tão colorido que desperta a criança que ainda habita em mim. Boquiaberto. Pasmo. Como uma criança pobre diante de um brinquedo caro que acabou de ganhar. E entra em contraste com as duas pessoas que deveriam ser meu apoio, mas simplesmente me repreendem como se eu fosse um objeto deles, como se eu não sentisse, como se eu fosse abrir mão de tudo e de todos pelos ‘simples’ fato de eles terem me criado. Aí que está o X de toda essa questão. Eu sinto, MUITO. Não gosto de admitir mas TUDO (e imaginem esse tudo como um TUUUUUUUUUUUUUUUDO), e eu não quero que saibam que sou “fraco”, que eu me deixo despertar por uma “simples” (não, não é simples, é bem mais complexa) cor. Eu amo todos, e fico no meu canto vendo o que acontece, por achar que não mereço interferir em alguma coisa. Por achar que não devo, Eu simplesmente não sei o que quero, mas de uma coisa eu tenho total certeza, nada desvia minha atenção, porque ninguém conseguiu fazer isso comigo, e eu admiro isso nela, assim como admiro o céu e sua complexidade. Desculpem-me!