Amar é ser vulnerável.
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Amar é ser vulnerável.
CS Lewis
delírios de uma alma em decomposição
a escuridão não está apenas lá fora, ela reside dentro de mim e transborda por estes olhos sem vida, esse sorriso acanhado, esses dedos calejados de tanta dor. o porquê eu jamais saberei explicar, é um emaranhado de desordens incapazes de tomar lugares e proporções exatas, tão desconexas e incertas quanto o meu coração.
Não tem essa de se afogar. Meus olhos não são mar.
Deixe chover até que as inundações façam o sol respirar vida mais uma vez.
Arvoeiro.
mas ela gritava pra dentro, na esperança de que toda dor escorresse pelos ouvidos.
"Você passou tanto tempo fugindo que esqueceu para onde estava correndo. "
Como um caleidoscópio que visita a retina e furta a coerência, eu vi. Cores colando-se nas minhas olheiras, abismos profundos em que podia flutuar e imaginar a profundidade escondida no breu, ao mesmo tempo em que sentia braços e pernas erguidos, pairando na força do vento, o frio na espinha, um voo infinito, aguardando o som da queda, os membros na rocha. Acabou em escuridão, como a noite em que pula-se de um sonho para o outro sem notar, interligando partes desconexas de um só ser. Uma sala vazia, um peito doído, a respiração entrecortada. A sensação de estar correndo enquanto colado às paredes, recuperando a força das pernas que esvaiu não sabe-se como ou porquê. Ouvia sapatos ecoarem no assoalho da casa vazia. Tilintar de talheres no almoço sem refeição ou visita. O som do abstrato visitando a ausência. Um filme preto e branco às avessas, ouvido e não visto. O além se escondeu dos olhos ou colou as pálpebras enquanto repousava. As sombras do corpo sobre o colchão vazio. O som do piano sem artista. Um estar sem estar. O azulado da pele fria nas tempestades de neve. A confusão no reflexo do espelho. Estamos mortos. Estamos ausentes. Não há eu ou você ou qualquer ser vivo nessas quatro paredes. Apenas a vontade insana de estar aonde não se está, tocar o que não pode-se enxergar, ofegar o sentir que não entende-se mas estende para além dos porões trancados dentro do peito. Uma caixa de Pandora escondida nos confins da alma que tenta se desvencilhar da prisão. Um fogo que arde desde as entranhas, e ninguém nota os resquícios nos olhos. Esconde a neblina sob as lágrimas e não deixe verem tua queimada. Um pesadelo disfarçado de beleza. Monstro que tentar transformar-se em qualquer coisa que não rime com morbidez e cigarros apagados no salto no meio da calçada trincada. Fecho os olhos para ser menos aquilo que vejo e mais o que quero. Mais como um ser humano e menos como uma fera enjaulada pelos próprios temores. A leveza entre as chamas do seu peito e a marca dos dentes na carne. Veja-me como uma garrafa de vinho no final de semana chuvoso. Olhe em meus olhos e veja o florescer na primavera. As pernas pálidas cruzadas no sofá, um livro apoiado nos joelhos. Atire pela janela o fel que sai na insônia. Olvida mis alucinaciones. Compreensão não resolverá o quebra-cabeça. Somos uma possibilidade implausível diante dos dias, porém inegável sob a marca nos lábios.
Sobre o que se esconde dos olhos. - G.
“Que possam se doer em paz os que sofrem: por angústias existenciais, desamor ou qualquer coisa que pareça banal. Que possam, simplesmente, silenciar e não sorrir naquele dia. Que possam entrar em contato profundo com o trecho machucado de sua vida, com a garganta magoada pelo choro engolido, com a vontade da desistência […]. Que possam se doer em paz enquanto seres sentimentais: ao menos não fizeram uso de anestésicos emocionais.”
o copo agora vazio te rouba de mim
Abrindo um antigo caderno
foi que eu descobri:
Antigamente eu era eterno.
Paulo Leminski
Era preciso agradecer às flores Terem guardado em si, Límpida e pura, Aquela promessa antiga Duma manhã futura.
Sophia de Mello Breyner Andresen
Eu me afoguei, no oceano escuro dos teus olhos.
Apagou.
Ele, tão frágil quanto o vidro. E você, tão necessária quanto o ar.
O que eu realmente quero que você saiba é que não importa o tempo que passe, o que aconteça ou o que a vida nos ensine. Não interessa quem somos ou quem vamos nos tornar. O que vale é o que carregamos dentro de nós. E você, guarde isso na memória para todo o sempre, eu te carrego junto comigo todos os dias.
Clarissa Corrêa.
vou invadir a tua casa e beijar a tua alma.
vou gritar desesperadamente para quem quiser ouvir: é você a parte mais bonita que brilha no fim de um túnel escuro. é você que há de guiar meu amor para um caminho onde o que ei de encontrar é paz. é você, é você… escute coração: é ele.
o.h