Idade: Aparenta ter 22 anos, mas é imortal. E nunca, sob nenhuma hipótese, pergunte a verdadeira idade de Tinker. É falta de educação questionar uma dama (fada) a respeito disso.
Espécie: Fada.
Gênero: Cis fem.
Orientação sexual/romântica: Demissexual e birromântica.
Pronomes: Ela/dela.
Altura: 1,71.
Ocupação: Por conta do acordo selado entre Pan e Hook, Tinker trabalha para o pirata detestável como dançarina na Pudding N'Pie. Mas, aos fins de semana, é possível encontrá-la fazendo bico de garçonete no The Snuggle Ducking.
Traços positivos: Determinada, corajosa, criativa e independente.
Traços negativos: Ciumenta, imprudente, teimosa e impaciente.
Lealdade: Mocinha-neutra.
Habilidades: Por ser uma fada artesã, Tinkerbell tem o talento de criar e concertar coisas. Possui mais facilidade ao utilizar matérias primas que vem da natureza, mas isso não lhe impede de utilizar outros tipos de materiais. Além disso, Tinker também consegue voar.
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Desde o início do surgimento de Tinkerbell, que nasceu da primeira risada de um bebê (assim como acontece com todas as fadas), estava claro que seu destino era muito mais grandioso do que viver no Refúgio das Fadas ou ser uma simples fada artesã. Tinkerbell se lembra com clareza a forma que deixava seus amigos e outras fadas de cabelo em pé com suas ideias mirabolantes, desafiando até mesmo o sistema e as regras do Refúgio.
Assim como boa parte das ideias que tomou em sua vida, sem pensar direito e apenas se guiando pela emoção, Tinker tomou a arriscada decisão de partir do Refúgio das Fadas. O mundo fora dali podia ser extremamente perigoso e mortal para uma fada tão pequena e indefesa como ela, mas apesar de tudo o coração dela clamava por aventura. Foi desse jeito que Tinkerbell acabou indo parar na Terra do Nunca, onde criou uma enorme parceria com Peter Pan, sua sombra e os meninos perdidos.
O falho roubo do navio do Capitão Hook apresentou uma série se consequências para Pan e sua turma e, como era esperado, Tinkerbell estava inclusa no pacote. Além de precisar trabalhar para o pirata asqueroso, a fada se viu deixando a Terra do Nunca para ir para Tão Tão Distante. A vida no novo reino apresentou algumas dificuldades que a fada nunca imaginou ser possível existir. Além de lidar com o choque de ver Peter e os meninos crescendo, a própria Tinkerbell aumentou em termos de tamanho. Se durante anos e anos ela fora uma fada extremamente pequena e indefesa, do tamanho de um inseto, agora ela se assemelhava com um humano. E com isso veio a inundação de sentimentos e sensações diferentes, e tudo ao mesmo tempo.
Tinkerbell claramente não é a maior fã dos irmãos Darling, especialmente de Wendy, e já aprontou poucas e boas na tentativa de mandá-los embora para o Mundo Sem Magia, porém nunca funcionou. O máximo que lhe rendeu foram discussões com Peter Pan e com Sombra a respeito de seu comportamento bastante protetor e ciumento.
Ele logo desviou os olhos para baixo. Não costumava entrar naquele local, e até mesmo se esquecia sobre todos que são obrigados a trabalhar ali. John não havia pensado direito antes de simplesmente aparecer no local. Já havia escutado todos os rumores e o que as garotas e garotos faziam, mas ver era outra coisa. Logo foi tirando a jaqueta e cobrindo os olhos querendo prestar o respeito a todos, e principalmente a Lenore. "Eu...Peter pediu para chamá-la. Avisei que você não ia gostar, mas sabe como ele não aceita não como resposta.
— Obrigada — agradeceu enquanto colocava o casaco de John. Porém, aquilo não diminui a irritação da fada diante da presença de um dos jovens Darling no local. Tinker já estava com um discurso na ponta da língua quando o rapaz citou o nome de Peter. — Bem, isso é a cara do Pan — respondeu mais educadamente, sentindo a raiva e a irritação se dissipando. Algumas pessoas poderiam considerar doentia a relação da fada com Peter Pan, outros até poderiam jurar que era amor, mas não passava apenas de uma profunda devoção. — Dá próxima vez já fale logo o que quer, John. Isso teria nos poupado bastante tempo. O Peter deu alguma dica a respeito do que quer?
"Tadinha da Tinkerbell, o mundo é pequeno demais para ela. Você não pensou que se você conversasse conosco, as pessoas que você deveria confiar e amar, nós te apoiariamos? Que merda, Tinker, eu mesma te colocaria na minha moto e te levaria para longe se você pedisse." E era verdade. Vidia sempre teve problema em confiar nas pessoas. Depois de tudo que havia acontecido em sua "casa" aquelas pessoas que criaram e pela forma como nunca havia sido amada, e de repente no Refugio das Fadas pessoas como Tinkerbell a fizeram acreditar novamente nas pessoas. Ela era fechada com todos, menos com aquele pequeno núcleo de pessoas, e Tinker simplesmente sumiu da noite para o dia. Deixando com que Vidia aprendesse que não deveria confiar mesmo em ninguém.
Seus olhos buscaram encontrar alguma coisa na outra como remorso ou arrependimento, mas ainda assim não via nada. Apenas desculpas. "Quando você vai entender que nós ficamos preocupadas? Você é uma filha da puta egoísta. E merece sofrer as consequências de estar sozinha, então não venha pedir por minha opinião ou conversar, pois você não fez isso antes."
A fada soltou uma risada claramente dissimulada e, ao final do discurso da antiga amiga, não pode deixar de bater palmas causando uma cena um tanto quanto dramática. — Por um momento você quase me emocionou com esse discurso de amiga que faria de tudo para ver a felicidade dos outros, seria sua cara se eu não te conhecesse tão bem — a relação entre as duas não tinha começado com o pé direito, Tinkerbell se lembrava com perfeição da época em que venerava o chão onde a fada veloz pisava numa tentativa de se aproximar dela. — Da mesma forma que apoiaram quando quis ir para o continente pela primeira vez? Ou quando estava cansada de ser uma fada artesã? Se não me falha a memória você foi uma das primeiras a me atrapalhar — acusou, mencionando um dos primeiros atritos entre as duas. Tinkerbell estava jogando baixo? Muito provavelmente. Contudo, ela não era mais a fada ingênua e inocente que um dia fora. — E isso sem falar das constantes reclamações sobre mim — algo tinha acontecido de errado? A culpa sempre recaia no colo de Tinker. Alguma coisa perturbando a ordem e a paz no Refúgio das Fadas? A responsável tinha que ser Tinkerbell. Sempre ela. Tudo de ruim era ela. — E quem disse que estou sozinha, Vidia? — Se no passado sua lealdade pertencia às fadas do Refúgio das Fadas, atualmente a fada era capaz de mover céus e terras por Peter e Sombra. — E não é como se você tivesse muitos amigos por aqui também.
Sem razão para chegar em seu estabelecimento em terra firma assim que abre, Hook delegou as ordens para os homens se espalharem. Aumentar sua rede de espionagem quando tratava de certos assuntos secretos. Sim, ele era um pirata e dos ruins, o pior de todos... Contudo, tão ruim era sua índole quanto louca era a mente. Criando um plano mirabolante para levar ao castelo a última remessa de 'itens' pedidos pelo soberano. Hook ainda tinha o calor grudado ao corpo quando Tinkerbell entrou na sala, a perna meio jogada por cima da mesa. A bota imunda de lama empurrando o gargalo da bebida rara, envelhecida por centenas de anos. "Terminou de destilar o veneno, cobrinha? Está mais calminha? Esse tipo de comportamento não é nada bom no salão. Não dá gorjeta, nem boa nem ruim." Juntou o amargor da boca, vindo do tabaco mascado, numa bola e cuspiu na peça metálica no canto. O tilintar de vitória por uma mira excelente. O gancho enganchou no pulso da fada, puxando-a para perto. "Meu tempo é mais precioso que seus trocados, Tinkerbell. E aqui, comigo, eu mais ganho do que perco. Quer compensar dançando para mim? O dinheiro vai para a porra do mesmo lugar." O sorriso doce era venenoso, cheio de dentes perfeitos, mas cobertos de uma camada amarelada e grumosa. Oh, os sacrifícios da vida em alto mar! "Por favor, cante. Acabe com sua irritante voz com a estúpida música de uma lagartixa gigante morta. Quer o microfone? Quer ser erguida no bar? Faça-me o favor e tropece. Quebre o pescoço." A soltou, preferindo se servir de mais uma dose de uísque. "Mas não a chamei aqui para isso. O que tem de novo no Puddin'? Hora do seu relatório semanal com o chefinho."
Tinker nunca fora o tipo de fada que levava desaforo para casa, e isso tinha se intensificado de uma forma impressionante desde que havia colocado seus pés em Tão Tão Distante. Ela suspeitava que aquilo tinha alguma relação com suas emoções que andavam exaltadas, um verdadeiro caos. — Se tratando de você, sempre vai existir veneno para destilar — Tinkerbell não conseguia parar de pensar no quanto o pirata era desprezível, de como odiava ele e como odiava cada segundo perto dele. Se tinha alguém que a fada odiava mais que Wendy Darling, essa pessoa era Hook. Na verdade, a menina até não parecia tão ruim ou chata se comparada com o atum podre que era obrigada a chamar de Capitão. A fada tentou se afastar do velho pirata, mas com o gancho engachado não lhe permitia ir embora; o máximo que Tinker foi capaz de fazer foi virar o rosto na direção oposta para não ser obrigada a encarar Hook ou sentir o bafo horrível dele. — Tropeçar, quebrar o pescoço e morrer é uma alternativa bem melhor do que dançar para você. Aliás, por que não acaba com isso agora mesmo? — Tinkerbell sabia que estava pisando num terreno perigoso, mas não iria se amedrontar diante das ameaças e duras palavras dele. — Talvez tenha reparado a presença de um desses lordes importantes, o tipo de peixe grande para você extorquir o dinheiro. Satisfeito, chefinho?
━━━━━━━━━━━━ José escutava com a atenção de um conselheiro escolar, assentindo e negando com a cabeça, algumas vezes coçando a barba em sinal de interesse. Então era assim que meninas adolescentes se sentiam quando se reuniam para conversar? “Não sei bem se é só um caso de não saber lidar”, tagarelou, sem rumo concreto em sua linha de pensamentos. “Mas você falando assim, é algo a considerar… Imagine você! Tinker! Ciente de que é um nojo, uma pessoa ruim… Aí chega alguém da metade do seu tamanho e com pózinho de pirililinpimpim e diz que você é tudo isso e mais um pouco… Eu me sentiria insultado! Forçado a encarar uma realidade que, embora conheça, me machuca. Sabe o que poderia funcionar? Dar um presente para ele e chamar ele de criança”, jamais funcionaria. Mas a ideia o divertia. Nicolás enfiou a mão no bolso da calça jeans que carregava e puxou de lá um navio de brinquedo, muito parecido com o do próprio capitão e estendeu a Tinker. Uma de suas habilidades.
Se tinha algo que tirava a fada do sério, além de perguntar a respeito de sua idade, era quando mencionavam seu tamanho. — Vamos deixar uma coisa clara, Old Man. Num passado longínquo, eu era bem pequena — as lembranças de Tinkerbell já não eram tão perfeitas, assim como a noção de tempo dela não era uma das melhores, mas algo que não tinha esquecido era de seu antigo tamanho. Essa tinha sido a principal mudança que percebeu ao chegar em Tão Tão Distante. — Mas diria que meu tamanho é aceitável — pontuou, sentindo seu orgulho levemente ferido. — Por acaso você tá caducando, Old Man? — Questionou José ao pegar o navio de brinquedo em mãos, sem entender muito bem o que ele queria dizer com aquilo. Longe de Tinkerbell defender a sardinha velha, também conhecido como Capitão Hook, mas não tinha uma masculinidade tão frágil ao ponto de ficar ofendido ao ser chamado de criança. — Definitivamente a idade já está manifestando os sinais, ou você que é muito burro. Até parece que o Hook ficaria ofendido com isso. Eu iria virar motivo de piada para ele e toda tripulação, isso sim.
"Falar o que? O como eu estava errada em ter confiado em você? Que só me mostrou que eu deveria continuar me afastando das pessoas? Sabe, eu realmente te odiava no começo, mas não tinha razão para isso. Agora eu realmente não te surporto." Falou enquanto se virava. Vidia havia sofrido muito por não confiar nas pessoas. Por ter sofrido muito quando ainda era mais nova, e agora havia colocado toda essa armadura para se proteger. Ter deixado Tinker entrar foi um erro. Um erro que não iria cometer duas vezes. Ela havia escolhido o lado dela. Abandonou o recanto das fadas e cada dia estava mais próxima daqueles que muitas vezes caçavam fadas. Não, ela não ia deixar Tinkerbell mexer com ela novamente. "Apenas vá embora, Tink."
As palavras de Vida atingiram Tinkerbell como pequenas facas afiadas. Ela imaginava que a velha amiga poderia mostrar alguma resistência para conversar, mas a resposta da fada veloz tinha sido mil vezes pior do que seria capaz de imaginar ou sonhar. — Meus parabéns, Vidia. Conseguiu fazer com que eu me sinta uma merda. Satisfeita? — a voz de Tinker estava levemente tremula, indicando que poderia chorar a qualquer momento. — O que você queria que eu tivesse escolhido? Continuasse no Refúgio das Fadas infeliz e levando uma vida sem graça? Sabia que no momento que contasse o que pretendia fazer você e o restante iriam me impedir — a fada sabia que tinha sido um tanto quanto cruel ao fugir do Refúgio das Fadas sem se despedir de seus amigos uma última vez, sem informar a respeito de seus planos. Mas Tinkerbell conhecia a si mesma para saber que iria desistir no plano no momento que alguém falasse algo com ela. — Pode me chamar de filha da puta, egoísta sem alma e coração, mas pelo menos eu não deixei de viver o que eu tinha vontade. O Refúgio das Fadas se tornou pequeno demais para mim, e não é porque você e os outros estavam satisfeitos lá que eu deveria me contentar com aquilo. E eu faria tudo novamente se fosse preciso.
Um sorriso divertido apareceu no rosto do viking, gostando de saber que suas invenções eram interessantes para alguém. Quando estava em Berk o achavam doido e não eram muito fãs das suas ideias "E á quanto tempo surgiu?" Agora tinha ficado curioso. Seria que ela apareceu já adulta e já começava a trabalhar "Somos diferentes disso. Gosto primeiro estudar bem tudo e depois vem a tentativa e erro." Quando era mais novo fazia como Tinkerbell, mas depois de tantas explusões e fogos, Bocão o obrigou a usar mais a cabeça. O que era estranho, já que vikings não usavam muito. "Não prefere vir comigo e tentar descobrir que estou a fazer?"
Uma súbita irritação tomou conta do corpo da fada — Nunca te contaram que é rude perguntar a idade de uma fada? Não é porque você é um Viking que deve agir sem modos — respondeu sem muita paciência, levemente grosseira. E a súbita irritação deu lugar para um sentimento nostálgico, carregado de saudade, de sua antiga vida. — E-e-eu não me lembro — admitiu, demonstrando uma pitada de sua vulnerabilidade. As memórias da época do Refúgio das Fadas invadiam sua memória em flashs incompletos, como se Tinkerbell não fosse capaz de recordar de tudo. A sensação era de ter algo bloqueando sua memória. Antigamente as lembranças eram tão vívidas que a fada parecia estar vivendo tais momentos repetidamente, mas, agora, ela se questionava se as lembranças eram reais ou algo que sua mente tinha criado. — Isso me parece chato, onde está a emoção? Só vou te acompanhar porque um artesão sempre ajuda outro artesão, além disso estou morrendo de curiosidade.
Tinker remexeu novamente na poltrona marrom tentando encontrar uma posição confortável. A fada mal tinha chegado ao consultório de James e já estava odiando cada segundo daquilo. Como tinha permitido que a convencessem que aquela baboseira iria ajudar em algo? Malditos. O mais provável de acontecer seria ganhar uma hérnia de disco naquela poltrona desconfortável. — Vamos deixar uma coisa clara, Sr.Sabe-Tudo: eu não preciso de ajuda, ok? Estou perfeitamente bem — disse após alguns segundos do silencio infernal. Se o outro não iria tomar a iniciativa, a fada não via problema em fazer aquilo. Na verdade, era perfeito para deixar algumas questões tão claras e reluzentes quanto a água do mar que banhava a praia. — Acabei cedendo porque meus amigos não paravam de encher meu saco com toda essa baboseira, entende? A gota d’água foi o Peter ameaçar falar as palavras que nunca, sob nenhuma hipótese, por nada nesse mundo, nem pela vida da sua mãe, devem ser ditas.
Quando ela mencionou que ele parecia ter lido seus pensamentos, a Sombra inclinou a cabeça levemente em um gesto de reconhecimento. " É um talento que tenho, Tink. Às vezes, é bom antecipar as necessidades. " respondeu ele, sua voz suave ecoando no ambiente. Ao ver a fada beber a bebida com uma careta, Sombra levantou uma sobrancelha, indicando que talvez ela não estivesse totalmente preparada para o que ele havia preparado. Quando ela se dirigiu ao outro lado do balcão para pegar uma garrafa, ele a seguiu com um olhar curioso. Ele a observou com interesse, compreendendo as palavras sobre lidar com emoções e sentir tudo ao mesmo tempo. Sombra permaneceu silencioso por um momento antes de responder: " As emoções aqui são tão selvagens quanto as sombras que dançam sob a lua. Às vezes, é preciso um refúgio para encontrar algum equilíbrio. Estou aqui, se quiser compartilhar mais, ou simplesmente saborear a bebida. " deu um leve sorriso, indicando que estava ali para ouvir, se assim ela desejasse. Na Terra do Nunca, onde as emoções podiam ser tão intensas quanto mágicas, cada um buscava seu próprio caminho para enfrentar o caos que se desenrolava.
A fada assentiu com a cabeça. Não podia afirmar pelas outras pessoas, mas depois de tantos anos convivendo juntos Sombra a conhecia bem o suficiente para prever e antecipar algumas necessidades dela. — É impressão minha ou você está se tornando mais filósofo e sábio a cada dia que passa? Que bela escolhas de palavras para descrever uma crise existencial— por muitos anos Tinker tinha se acostumado com Sombra sendo apenas a sombra zombeteira de Pan, uma extensão do garoto que não envelhecia, mas a ida para Tão Tão Distante tinha transformado todos. Apesar de ser a Sombra de Peter, ele vinha se mostrando ser uma pessoa diferente e ao mesmo tempo tinham traços tão semelhantes. Ao mesmo tempo que era fascinante observar a relação, as diferenças e as semelhanças entre os dois, também podia ser bastante confuso. — Antes eu sentia uma coisa de cada vez. Fadas são criaturas tão pequenas que não tem espaço para mais de uma emoção. Antigamente, eu tinha raiva e só. Agora eu tenho raiva, irritação, estresse, alegria, amor… É tudo junto e misturado, é simplesmente impossível lidar com isso ao mesmo tempo — desabafou, tentando colocar em palavras como se sentia. — Como as pessoas conseguem viver desse jeito? É horrível!
Sempre que era convocada para ter uma reunião com o pirata a fada ficava mais estressada e irritada do que o normal, afinal de contas a simples presença de Hook era capaz de estragar seu dia. O que aquele velho cachorro queria daquela vez? Tinker estava andando de um lado pelo outro em círculos, no escritório do pirata que ficava no andar de cima da boate, quando o pirata abriu a porta. — Perdeu as horas, Hook? O que foi dessa vez, um crocodilo comeu seu relógio novamente? — falou justamente para provocar o pirata. — Me admira muito você ter demorado tanto, afinal de contas você é quem vive dizendo que tempo é dinheiro. E se eu estou aqui conversando com você, seu bacalhau imundo, e não dançando lá em baixo, é você está perdendo dinheiro — Tinkerbell sabia que ofender e xingar Hook não ajudava em nada sua situação, mas ela simplesmente não conseguia conter e aceitar as ordens de bom grado, fingir que estava tudo bem e colocar um sorriso no rosto. Ela odiava tanto Hook que não fazia questão de esconder a repulsa e o desgosto que sentia pelo homem. — E se quer saber, Crocodile Rock seria uma música muito apropriada com você — comentou e, novamente, tocou no tópico que era um tanto quanto sensível para o pirata.
— VIDIA! — Tinkerbell gritou em um ato de desespero, torcendo que aquilo chamasse atenção da outra fada. A loira estava arfando depois de tanto correr atrás da velha amiga, simplesmente era impossível competir com a fada veloz. — Será que dá pra parar por apenas um segundo? Só me dá uma chance de eu me explicar, por favor — suplicou para a velha amiga. — Depois disso você pode ir embora e nunca mais olhar na minha cara, ok? Só to te pedindo uma única chance.
Assim que a fada avistou John Darling entrando pelas portas do Pudding N’Pie ela o fuzilou com o olhar. Tinkerbell odiava trabalhar para Hook, odiava cada segundo que era obrigada a passar naquele estabelecimento e odiava ainda mais que John a visse naquela situação. — É melhor você ter uma boa justificativa pra isso — disse se referindo ao fato dele estar na boate. O mundo poderia estar acabando naquele exato momento e, ainda assim, não seria uma justificativa boa o suficiente na visão da fada. — O que está esperando? Me passe seu casaco e me conte tudo nos mínimos detalhes, ok?
A fada revirou os olhos ao escutar a fala do homem. Será que ela era tão previsível assim? — E quem disse que eu insultei alguém, Old Man? — questionou José. — Chamo isso apenas de sinceridade, mas se o Hook não sabe lidar com a podridão humana que ele é eu não posso fazer nada — Tinkerbell conhecia muito bem as consequências de desafiar o velho capitão, mas era algo que simplesmente não conseguia evitar. A fada tinha noção de que sua vida seria muito mais simples e fácil se simplesmente aceitasse a cooperar com Hook, deixar de ser tão difícil e tempestuosa, mas aquilo estava longe de acontecer.
"Obrigada aos deuses." Brincou, dando uma risada nervosa. Soluço começou a pegar nos livros que cairam e coloca-los em cima de uma mesa para depois poder pegar neles "Não necessáriamente..." Começou "É mistura para a invenção e livros sobre dragões." Existia alguns dragões que não estavam no livro dos dragões e Soluço precisa de atualizar o livro para futuras gerações "Você me escutou? Ah! Mas as maiores invenções não precisam de ser grandiosas, esperava que entendia isso fadinha."
— Talvez tenha escutado — comentou de forma casual, sem querer admitir que de fato tinha prestado atenção na conversa de Soluço. Não era segredo para ninguém que Tinkerbell tinha uma natureza curiosa e intrometida, mas ainda assim a fada gostava de manter uma pose elegante e educada. Na verdade, ela tentava manter a postura. Se os outros acreditavam naquilo ou não, aí era outra questão. — Sério mesmo que quer ensinar a fada artesã como construir algo? Faço isso desde o dia em que surgi — ela não tinha noção de tempo e a contabilidade dos anos no Refúgio das Fadas funcionava de forma diferente, só sabia afirmar que era uma fada artesã há muito tempo. — Digamos que prefiro seguir o método de improvisação, tentativa e erro. É muito mais emocionante — claro que ao longo do processo muitas de suas invenções tinham falhado, mas aquele era um detalhe que Tinker preferia deixar de lado. — Então, me conte logo o que está planejando.