Orientação sexual/romântica: Heterossexual e heterorromântico.
Pronomes: Ele/dele.
Altura: 1,78.
Ocupação: Apesar de seu título de rei não servir de nada da cidade, sendo algo apenas figurativo, Fergus possui uma boa quantidade de dinheiro para viver como um herdeiro. Porém, fez questão de arrumar um emprego de professor na Monster's University. Ensinar jovens mentes brilhantes é algo que o motiva.
Traços positivos: Resiliente, caridoso, carismático e empático.
Traços negativos: Protetor, controlador, exagerado e rancoroso.
Lealdade: Mocinho.
Habilidades: Apesar dos anos de guerreiro de Fergus terem ficado no passado, ele é excelente em luta corporal, luta com espadas e também é um exímio arqueiro.
Curiosidade: Durante a batalha com Mor'du, Fergus perdeu sua perna direita. O rei poderia muito bem usar o glamour para fingir que nada aconteceu com sua perna, mas prefere usar uma prótese de madeira no lugar; é um lembrete do que seu inimigo pode fazer.
𝙃𝙀𝘼𝘿𝘾𝘼𝙉𝙉𝙊𝙉𝙎
Quem enxerga o sorriso amigável do Rei Fergus, ou observa o jeito adorável que o monarca trata sua adorável esposa e seus filhos mal pode imaginar o passado trágico e sombrio que o persegue. Afinal, antes de ser rei, Fergus sempre se considerou um guerreiro e batalhou em diversas rixas travadas entre os clãs nas Terras Altas.
Uma das batalhas mais notáveis que já enfrentou foi com o urso demônio, Mor’du. Embora se orgulhe ao contar essa história para quem o pergunte, narre os fatos com um ótimo bom humor, a verdade é que esse foi o momento em que Fergus mais temeu por sua vida. Subestimou um ser que não deveria ser subestimado e como consequência perdeu sua perna direita.
O casamento com Elinor ocorreu pouco tempo após a batalha entre Fergus e Mor’du, por serem de famílias nobres a união deles era algo previsto e esperado. Porém, Fergus tentou argumentar contra o casamento. A batalha com o urso demônio tinha deixado não só consequências físicas em sua vida, mas também psicológicas. Como se manter forte para cuidar de um reino e de uma esposa? Fergus não se sentia digno de uma mulher como Elinor. A bela mulher merecia um guerreiro de verdade, alguém que fosse completo diferente dele.
Contudo, na nobreza, desfazer contratos assim não são tão simples e mesmo contrariado se casou com Elinor. Fergus fez de tudo para não se apaixonar pela mulher e na tentativa dela não se apaixonar por ele, mas foi um completo fracasso. Quando percebeu já estava completamente louco por ela. E a chegada dos filho foi a expansão natural e completa do relacionamento.
"Olá senhor." Falou o mais novo ao ver o rei Fergus. "Me contaram que andava á minha procura. Precisa de ajuda com algo? Uma arma que precisa de ser arranjada?" Soluço questionava-se sempre o que alguém poderia querer dele. Talvez por ter crescido que quando era chamado, era porque fez algo de errado e tinha que procurar as desculpas todas para não ficar de castigo.
— Boa tarde, Soluço — cumprimentou o jovem que era conhecido por confeccionar algumas das melhores armas do reino. — As notícias correm com uma rapidez por aqui, não é mesmo? — falou se referindo aos boatos que tinham chegado até o inventor. — Estou procurando por uma espada nova para presentear a Merida, quero a melhor opção que você tem a oferecer — era um fato que todos os seus filhos lhe preocupavam igualmente, todos eram os responsáveis pelos fios brancos em seus cabelos e todos eram os bens mais preciosos da vida de Fergus, mas o rei estaria mentindo se falasse que não se preocupava mais com sua primogênita. De todos os quatro filhos, Merida era a que mais se assemelhava com o jovem que Fergus fora no passado.
Quando era criança, Fergus adorava quando seu pai se sentava no pé de sua cama para contar histórias envolvendo as lendas dos guerreiros, lendas e clãs das Terras Altas. Mesmo sendo tão novo, ele já conseguia se imaginar como um lutador, erguendo suas armas e defendendo as terras e o nome do clã DunBroch. E, na medida em que foi crescendo e envelhecendo, Fergus voltou toda sua criação para se tornar um guerreiro como os que ouvia falar nas histórias de seu pai. A possibilidade de entrar em batalhas, de guerrear contra seus inimigos lhe deixava animado. Fergus gostava da adrenalina que percorria por todo seu corpo quando segurava uma espada, se preparava para atirar seu arco e flecha ou quando ficava cara a cara com seu inimigo. Sua alma era de um guerreiro preso no corpo de um futuro rei. Toda vez que saía para batalha ou para caçar na floresta, Fergus sempre precisava lidar com a preocupação de sua mãe e os sermões sobre ele ser a única opção para assumir o trono e a liderança do clã DunBroch, de como ele era importante. Porém, Fergus não se preocupava. Não até aquele momento. — Quem está aí? — falou em tom alto, ao escutar um barulho de passos pisando nas folhas secas da floresta. Automaticamente, o jovem rei deixou seu arco e flecha a postos, se preparando para matar qualquer ameaça que aparecesse em seu caminho.
Observou a reação do homem com um misto de fascínio e compreensão. A vulnerabilidade momentânea do rei a intrigava, mas ela permaneceu imóvel, sem oferecer ajuda imediata. Ao ouvir suas desculpas, ela soltou uma risada suave e graciosa, como se estivesse se divertindo com a situação. " Desprevenido ou não, Fergus, você continua sendo o mesmo homem que conheci há tanto tempo. E eu, por acaso, gosto de pegar as pessoas desprevenidas. " ela traçou um caminho com um dedo ao longo do braço dele, deixando um rastro de arrepios em sua pele. Seus olhos verdes brilhavam com uma intensidade sedutora, desafiando-o a se entregar ao jogo que ela propunha. " O tempo é relativo. E a eternidade é uma amante paciente. Por que nós deveríamos lutar contra o inevitável quando podemos encontrar prazer nas sombras que criamos? " Grimhilde inclinou a cabeça, seus lábios roçando o lóbulo da orelha do guerreiro.
— Sassenach — chamou a rainha por um antigo apelido, utilizado pra designar aqueles que não eram das Terras Altas, como era o caso de Grimhilde. — Quando eu te conheci eu era um rapaz um tanto imprudente, que não pensava direito nas consequências e que não tinha medo de morrer em batalha. A vida me tirou muito dessas coisas — a prótese de madeira era uma constante lembrança daquilo e de como tinha perdido sua vida. — Meus filhos são minha prioridade — Merida, Harris, Hubert e Hamish. Na maioria das vezes Fergus tinha a impressão de que os filhos iriam o levar a loucura, afinal de contas sempre tinha alguém aprontando alguma coisa, sempre surgindo com uma nova aventura ou problema, mas isso não mudava o amor incondicional que sentia por cada um quatro. — E-e-e… — o rei foi incapaz de pronunciar a palavra corretamente, pois o simples toque da mulher em sua pele foi capaz de desencadear uma descarga elétrica por todo seu corpo. Era impossível não se pegar imaginando nas lembranças do passado e durante o breve e intenso período que compartilharam juntos. Com uma tremenda força de vontade, Fergus conseguiu se afastar alguns passos. Estava perto o suficiente para encará-la diretamente, apenas com alguns passos de distância entre eles. — Você sabe que eu não posso.
— Mo bheatha — minha vida.Aquele tinha se tornado uma forma carinhosa de Fergus se referir à Elinor ao longo dos anos. Chegava a ser engraçado pensar que no passado tinha feito de tudo para que o casamento não ocorresse por não se considerar digno de Elinor, capaz de proporcionar uma boa vida para ela; agora, já não conseguia imaginar sua vida sem a presença da esposa e dos filhos. Fergus depositou um beijo carinhoso nos lábios dela e por mais que tivesse algumas ideia de como encerar a noite, era impossível ignorar o semblante preocupado da espoa. — O que aconteceu? — Perguntou, e em seguida se deitou no seu lado da cama. Já passava de meia noite e mesmo tendo que acordar cedo pela manhã, Fergus não pensava em dormir tão cedo. Pelo menos não até resolver o problema da esposa, ou pensar em uma solução para ajudá-la. — Te conheço bem o suficiente para saber que alguma coisa está te incomodando, e sei muito bem que pode lidar com os problemas sozinha. Mas me sinto mais aliviado quando compartilha as coisas comigo, El.
Grimhilde encarou Fergus com um misto de nostalgia e determinação, enquanto as sombras dançavam em seus olhos verdes. A presença do rei evocou memórias de um passado compartilhado, de escolhas feitas e destinos entrelaçados. Seu semblante permanecia inalterado, mantendo a altivez que a caracterizava. " Fergus, meu antigo amor, as teias do destino nos envolvem mesmo quando tentamos escapar delas. Não estou aqui para causar sofrimento, mas para confrontar a realidade que se desenrola diante de nós. Nossos caminhos podem ser paralelos, mas, de tempos em tempos, eles se entrelaçam mais uma vez. " ela se aproximou, um vestígio de tristeza atravessando seu olhar, ainda que sua postura permanecesse firme. A proximidade entre eles reacendeu lembranças de um tempo perdido. " Em outros universos, talvez tenhamos encontrado um final diferente, mas aqui, neste momento, somos prisioneiros de nosso próprio destino. Não posso mudar o passado, Fergus... Eu sinto sua falta. Você não sente a minha? "
Era patético como Fergus gabava de seu passado como guerreiro, dos monstros que tinha lutado e das batalhas que já tinha vencido, mas bastava a presença de Grimhilde para que ele voltasse agir como um jovem inseguro e sem experiência. A mera da presença da mulher o deixou tão nervoso que acabou derrubando alguns livros que estavam em sua mesa, de forma que logo se abaixou para arrumar a bagunça. — Me desculpe por isso. Digamos que você me pegou desprevenido — até então o rei acreditava que aquele seria mais um dia comum: daria aula até tarde e depois iria voltar para casa onde ficaria junto de sua família, um dia como qualquer outro. Contudo, a presença de Grimhilde mudava tudo e se ele falasse que não estaria mentindo. — O que mais pode resultar disso tudo senão sofrimento? — caminhos paralelos e que se entrelaçavam de vez enquanto, mas nunca de forma definitiva. Os dois eram a combinação perfeita para causar dor e destruição pelo caminho. — Grimhilde… — a verdade era que o rei preferia que a mulher estivesse o xingando de mil nomes diferentes pelo passado, era mais fácil lidar com o ódio e o rancor do que com a saudade. — Não se trata sobre como eu me sinto, e sim de honrar uma escolha que precisei tomar há muitos anos.
Inicialmente era para ser apenas um jantar rápido no Granny’s Red antes de voltar para casa, mas antes de perceber tinha iniciado um debate com uma das garçonetes do local, Anna. — Posso não te conhecer tão bem, então peço desculpas se acabar sendo ousado e ultrapassar meus limites, mas tudo isso é uma enorme baboseira — falou. — Voce está falando isso da boca pra fora, no calor da emoção — pontuou para a jovem. Até mesmo ele já tinha agido de forma precipitada e exagerada.— Pelo menos posso saber o que aconteceu pra você tomar uma decisão tão extrema como essa?
Sem sombra de dúvidas, além de passar um tempo na floresta caçando com seus filhos e os ensinando como lutar ou a manusear as armas de forma correta, Fergus amava contar histórias de seu passado como guerreiro. Claro que na maioria das vezes dava uma exagerada, fazia o cenário parecer mais glorioso do que de fato era, mas valia a pena quando via um sorriso no rosto dos filhos. — Precisava de um repertório novo de histórias, pois suspeito que você e seus irmãos não aguentam mais escutar a respeito da minha batalha com o Mor’du — comentou com um dos trigêmeos, após finalizar um novo caso de sua juventude como guerreiro. — Pode não parecer, mas no passado seu pai já foi um guerreiro — havia uma certa nostalgia ao falar a respeito de seu passado, de seu tempo como lutador. — Mas deixe a ladainha de lado. Que tal me mostrar o que andou aprendendo com o arco?
O rei conhecia muito bem aquela voz, de forma que não foi preciso nenhum tipo de apresentação. — Grimhilde — disse baixinho ao ver a rainha, sem conseguir esconder a surpresa de vê-lá ali. Grimhilde continuava tão bela como da última vez que a vira, e a impressão que tinha era que não tinha envelhecido um dia sequer. Enquanto a Fergus… Bem, a vida não tinha sido tão misericordiosa com ele; a prótese de madeira era um lembrete do que tinha perdido e do que poderia perder, de sua frágil humanidade. — Por que você está fazendo isso? Sabe que isso só causa sofrimento para nós dois — o destino dos dois era paralelo, mas nunca tinha se interligado por completo. Desde o primeiro momento em que se envolveram, ambos sabiam como aquela história iria acabar. E não tinha nenhum final feliz reservado para os dois. — Talvez, em outro universo, nossa história tenha tido um final diferente. Mas nesse… Não tem nada que podemos fazer para mudar, Grimhilde.
𝖑𝖔𝖓𝖌 𝖘𝖙𝖔𝖗𝖞 𝖘𝖍𝖔𝖗𝖙 "...long story short, it was a bad time pushed from the precipice climbed right back up the cliff long story short, I survived...": MUSE foi a pessoa que mais ajudou Fergus a lidar com as consequências, mentais e físicas, de sua batalha com Mor'du.
𝕿𝖍𝖊 𝕬𝖗𝖈𝖍𝖊𝖗 "...combat, I'm ready for combat...": Apesar dos seus anos de guerreiro terem ficado no passado, Fergus continua lutando e praticando diariamente. E MUSE se tornou um parceiro nessa atividade.
𝕾𝖆𝖋𝖊 & 𝕾𝖔𝖚𝖓𝖉 "...just close your eyes the sun is going down you'll be alright no one can hurt you now...": Por conta de seu passado, Fergus se tornou extremamente protetor com as pessoas ao seu redor e isso é valido para MUSE. Até mesmo quando pega no pé de MUSE, faz as cobranças, é pensando no bem de MUSE.
𝙄𝙉𝙄𝙈𝙄𝙕𝘼𝘿𝙀𝙎
𝕭𝖆𝖇𝖊 "...big mistake, broke the sweetest promise that you never should have made...": Toda ação tem uma reação, e o fato de Fergus ter quebrado a confiança de MUSE foi motivo da amizade entre ambos acabar.
𝖒𝖞 𝖙𝖊𝖆𝖗𝖘 𝖗𝖎𝖈𝖔𝖈𝖍𝖊𝖙 "...even on my worst day, did I deserve, babe all the hell you gave me?...": Antes mesmo de Fergus nascer, o clã DunBroch sempre teve uma rixa com a família de MUSE. Mesmo não sabendo direito da origem dessa briga existente entre as famílias, Fergus se mantem leal ao clã DunBroch e por isso tem uma inimizade com MUSE.
𝕸𝖎𝖉𝖓𝖎𝖌𝖍𝖙 𝕽𝖆𝖎𝖓: "...chasing that fame, he stayed the same all of me changed like midnight...": Algumas amizades não mudam com o passar dos anos, com as mudanças que ocorrem ao longo da vida. Contudo, isso não foi o caso entre MUSE e Fergus. Após o casamento e o nascimento dos filhos, a amizade entre Fergus e MUSE foi se enfraquecendo e atualmente ambos não tem mais contato.
𝙍𝙊𝙈𝘼𝙉𝘾𝙀
𝕬𝖑𝖑 𝕺𝖋 𝕿𝖍𝖊 𝕲𝖎𝖗𝖑𝖘 𝖄𝖔𝖚 𝕷𝖔𝖛𝖊𝖉 𝕭𝖊𝖋𝖔𝖗𝖊 "..your past and mine are parallel lines...": No passado, antes de se casar com Elinor, Fergus e @ttdrainhagrimhilde tiveram um breve relacionamento. Foi algo intenso e rápido, ambos sabiam que não havia futuro entre eles.
𝕴 𝕭𝖊𝖙 𝖄𝖔𝖚 𝕿𝖍𝖎𝖓𝖐 𝕬𝖇𝖔𝖚𝖙 𝕸𝖊 "...when you realized I'm harder to forget than I was to leave and I bet you think about me...": MUSE é outra pessoa que faz parte do passado de Fergus. Nunca chegou a acontecer algo entre os dois, mas sempre permaneceu um "e se?"