Trouble. Extra – My Girl. Que saudadinha do meu tumblrzinho lindo! Que saudadinha de entrar aqui, chega deu um apertinho (bom) no coração. Sei que ultimamente nada é mais igual, mas dedico esse extrinha (inha) para todas aquelas que nunca desistiram de mim, que sempre me apoiam em todas as loucuras que eu escrevo, que sempre embarcam comigo em cada nova aventura. Eu sei que essa vida de ilusão está muito assim, com tudo diferente. Mas sei que será para sempre no coração de quem viveu, ainda que nada seja mais igual e eu sei que não voltará a ser. Uma certa fotinho me inspirou a estar escrevendo isso aqui e eu espero que vocês curtam. E deixo aqui, também, o meu muito obrigada, MINHAS MENINAS . Em especial, dedico a uma pessoinha que eu sei que SEMPRE amou muito essa história tão diferente que eu escrevi, a minha Bella, obrigada, por tudo, duplinha! E eu sei que você sabe o que envolve esse tudo (coração amarelo). No mais, desculpem o textão e VAMOS LÁ!
https://youtu.be/DppBhl4_fJc
Por Rodrigo. Às vezes a felicidade bate a nossa porta e nos invade em todo o lugar, resta apenas que não ignoremos a batida e a deixemos entrar. Porque depois que ela entra... Não tem para onde correr ou o que fazer além de senti-la e vivê-la. Eu estava vivendo o momento mais pleno da minha vida, sem sombra de dúvidas. Tinha um trabalho estável, uma família linda e cheia de amor, que estava aumentando naquela manhã de sexta-feira, em pleno aniversário da minha mãe, que estava lá fora, ansiosa com toda absoluta certeza. Eu não poderia estar mais feliz. Meu coração não poderia bater mais forte. E a emoção não tinha nem tamanho, era imensurável. O aperto forte na minha mão me fez sair da Terra e voltar para Marte, para o nosso mundo. Os olhos castanhos me encararam apreensivos e a feição de dor, o rosto suado e a respiração ofegante. Mas além da apreensão, a emoção brilhava em seus lindos olhos profundos, os quais eram minha perdição. Então, com a mão livre, alisei seus cabelos molhados e lhe sorri. Ela me sorriu de volta, mas foi fugaz, logo ela apertou os dentes e soltou um grito, outra contração. — Vai lá, amor. Só mais um pouquinho e ela chega para nós. – falei, beijando sua testa. – Pode apertar minha mão, esmaga. Mas força, eu sei que você consegue. — Isso dói! – ela gritou. — Força agora, Juliana! – a médica disse. – Só mais essa e ela vem. — Vai amor, você pode, você consegue! – falei. Então, como mágica senti um aperto intenso em minha mão, que eu suspeitava que não fosse servir pra muita coisa mais tarde, mas não importava, naquele momento nada tinha importância, porque assim como ela aperou, seu grito saiu mais intenso, quase ensurdecedor e então um choro fino, mas forte tomou conta daquela sala. Minha nova menina tinha pulmões fortes e eu sorri, sentindo meu rosto banhado por lágrimas. Olhei para Juliana que dividia comigo aquele sentimento único e inexplicável. Nem parecia que segundos atrás ela estava gritando de dor, porque agora o que eu sentia era pura plenitude. Ela parecia relaxada e sorriu, fechando os olhos. — Parabéns! Vocês têm uma linda menininha! Nervosa também. – adicionou quando viu que não iria parar de chorar. — Puxa a mãe. – comentei, ainda em lágrimas, arrancando riso de nós dois. — Acho que ela está querendo colo da mamãe. – a enfermeira falou amorosamente. — Cadê? Me deixe vê-la. – Juliana pediu, erguendo a cabeça. E lá veio nossa nova menininha, enrolada em uma manta cor de rosa, chorando sem parar, mas aquilo era música para os meus ouvidos. — Nossa Valentina. – ela sussurrou e aos poucos, o choro foi cessando. – Nosso novo amor. — Ela é linda. – falei emocionado. Não havia muito o que dizer, o momento era de total emoção para nós dois, sem maneira que pudesse explicar. Logo fui mandado embora dali, pois Valentina precisava tomar banho e Juliana se preparar para ir para o quarto. Eu estava em total êxtase e saí correndo, com a roupa cirúrgica mesmo, pelo hospital. Cheguei em polvorosa na recepção, onde meus pais e meus filhos estavam. — E então? – minha mãe perguntou ansiosa. — Fala pai!! – Helena praticamente gritou. — Nasceu, pessoal. É linda! Uma princesa. – falei encantado. – Nervosa... Mas foi só ouvir a voz da mãe, que se acalmou totalmente. — Cadê ela, pai? Podemos ver? – Helena perguntou afobada. — Quero ver minha irmã, pai! – Théo se pronunciou, dando pulinbos. — Acho que podemos esperar ela chegar ao berçário, acho que depois irá para o quarto. — Vamos logo! – minha mãe agarrou a mão de Théo e os dois saíram andando apressada com ele. Ri, agarrando a mão da minha filha e meu pai vindo logo atrás. Helena me perguntou como estava Juliana e se já podia vê-la. Eu achava lindo aquele amor. Quando chegamos ao berçário, Valentina já estava pronta, usando uma roupinha cor de rosa e uma tiarinha da mesma cor.
— Que princesa. Ela é linda, filho. Parabéns! – meu pai falou emocionado, me abraçando. — Meu melhor presente. – minha mãe falou encantada.
Todos estávamos bastante emocionados com aquela nova chegada. Théo e Helena com os rostos praticamente grudados no vidro, como se quisessem observar a irmã mais de perto. E é... Realmente... Tudo estava completo.
Alguns minutos mais tarde, depois que eu troquei de roupa, pudemos subir para o quarto onde Juliana estava e esperamos ansiosos a vinda de Valentina, que não tardou a ficar ali conosco.
— Mamãe, eu já sou maior, será que posso te ajudar com ela em casa? – Helena perguntou, grudada na avó, que estava com Valentina nos braços. — Claro que sim, meu amor. – Juliana sorriu. – Vou precisar muito da sua ajuda. — Yes! – ela comemorou e eu sorri. — E você, campeão? Vai ajudar também? – perguntei para Théo, que observava. – Agora chegou mais uma, temos três meninas para tomar conta agora! — Sou forte! – ele mostrou seu braço magrelo com seus recém completados quatro anos. – Vou ajudar sim! — Muita responsabilidade hein Théo? – meu pai falou. – Tem que ser forte mesmo. — Só papai ganha de mim! – ele retrucou, fazendo-nos rir.
Fiquei a observar, minha mãe e Helena com Valentina, disputando quem a mimava mais, tudo sob os olhos atentos de Juliana, meu pai e Théo brincando de quem era mais forte. Minha família, que não era imensa, mas era tudo o que eu tinha e mais amava nessa vida. De repente olhei para a minha mulher e ela pareceu sentir o olhar, pois me encarou de volta. Sorri, encantado, me perguntando como poderia caber tanto amor dentro de mim e esse só crescer mais e mais. Sorri, porque ela era a minha felicidade, e o motivo de tudo. Dos meus problemas e soluções. Dos meus presentes mais preciosos dessa vida. Começando com nossa doce Heleninha, indo para o nosso traquina Théo e agora nossa nervosinha Valentina.
Obrigada. Disse sem emitir som algum, só movendo os lábios.
E era um tudo que envolvia esse obrigada.
Eu te amo. Ela disse da mesma forma, ainda em encarando. Se eu podia ser mais feliz? Não sabia. Aquele parecia ser o ápice, o topo.
— Gente! – Théo de repente chamou nossa atenção. – A Valentina não é tão linda assim não. — Como assim, filho, do que você está falando? — Ela é estranha, tão pequeninha. Parece uma ratinha!
E todos nós explodimos em uma gargalhada diante daquele momento sincero do meu filho. Claro que bebês tinham cara de joelho, mas a minha Valentina não, claro que eu nunca iria achar isso. — Ah, eu lembro que você parecia um ratinho também quando nasceu! – Helena implicou. — Não! Eu sempre fui um gato. — Era ratinho quando era do tamanho da Valentina, Thetheo! – Helena disse sorrindo, chamando-o pelo apelido que só ela chamava. — É verdade, mãe? – ele parecia preocupado. — Tem fotos. Em casa eu te mostro! Sabe né? Irmão de ratinha, ratinho é! — CHEGA vocês! – Juliana falou, olhando-os. – Todos eram ratinhos lindos. Agora me dê minha ratinha mais nova, parece que ela quer mamar!
E quase que instantaneamente, Valentina começou a chorar nos braços da minha mãe. Ela levantou-se e foi entregar minha nova menininha para a mãe.
— Sentimento de mãe é único! E não erra. — Não mesmo, Ana! – sorriu, recebendo nossa filha e lhe dando o peito para mamar.
Helena e Théo ainda falavam sobre ratinhos, minha mãe e Juliana falavam algo sobre uma nova mamadeira e meu pai chegou perto de mim, batendo em minhas costas.
— Você tem uma família e tanto, obrigado por isso filho! É lindo! Sorri, sem saber o que falar ao meu pai, mas emocionado por suas palavras. Eu quem era grato por tudo aquilo. — Oh amor, vem segurar sua filha um pouco! – Juliana chamou, quando parou de dar o mamar. — Só se for agora.
Segurei Valentina nos braços, esperando que ela arrotasse e quando isso acontece, a aconcheguei. Ela então, não tardou a adormecer. Sentei ao lado de Juliana e ela alisou a testinha dela, encantada também.
— Já sabe que você vai colocar pra dormir né? Olha a facilidade! — Eu te amo! – disse encarando-a. — Eu sei. Eu também amo você!
Lhe beijei a testa e sorrimos, voltando a olhar para nosso novo tesouro. — Théo. Helena, para perto dos seus pais e digam x.
Então, minha mãe registrou aquele momento. O momento em que tudo estava pleno. E perfeito.
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OH GENTE NÃO SEI SE VOCÊS VÃO CURTIR, MAS ESPERO QUE SIM!!!!! OBRIGADA POR TUDO E ATÉ A PRÓXIMA. BEIJOS BEIJOS PEGANDO MEU BANQUINHO E SAINDO DE MANSINHO.










