7 minutes in heaven 🌚
Sentia que os integrantes de seu cluster já haviam passado um pouco da idade para jogos estúpidos como aquele mas, como era de se esperar, a soma de álcool com a insistência de oito pequenos meliantes com os quais vinham sendo obrigados a conviver convenceria qualquer um. Quando a pequena e empolgada multidão que compunham indicou que havia chegado sua vez de se confinar em um espaço apertado em companhia feminina por sete minutos, o problema não estava na perspectiva de beijar qualquer uma das mulheres ali presentes — eram todas atraentes afinal. O problema estava no fato de que, mesmo com todas as possíveis combinações que poderiam ter sido feitas para aquela decisão em particular, por ironia do destino ou castigo do karma, lhe haviam empurrado para Cypris e estragado o que vinha sendo, até então, um divertido jogo de implicância e sedução entre amigos porque, se concretizassem o que suas atitudes e flertes ocasionais pareciam indicar, seria impossível para Erik esconder o efeito que a loira tinha sobre si — feito a que vinha se dedicando desde que a havia visto pela primeira vez, usando um longo e elegante vestido e um par de saltos em meio a areia da praia.
O problema estava em admitir que era exatamente aquilo que ele queria desde que o jogo começara, coisa que não faria nem em um milhão de anos.
O que fez foi revirar os olhos, colocar-se de pé e indicar para que a mulher fosse na frente, abrindo-lhe a porta para o closet em que era suposto se trancarem antes de a fechar atrás dos dois. Não acendeu a luz. Seus olhos levaram um par de segundos para se acostumar à escuridão, que os pareceu engolir no primeiro momento. Era um homem adulto, e não estava nem um pouco disposto a se dedicar aos rodeios que jovens e adolescentes costumavam empregar em situações como aquela. ❛ —— You’ll remember this when you’re sober. ❜ Foi a promessa que fez em forma de piada, um sorriso vitorioso erguendo-lhe os cantos dos lábios. Quando deu um passo na direção de Cyp, o fez com postura predatória, como quem avançava na jugular: suas mãos pousaram na cintura delicada com firmeza e obstinação, a empurrando contra a parede enquanto seu corpo se chocava ao dela, pressionando-se contra suas curvas até que não restasse um centímetro sequer os separando. Os dedos encontraram o caminho até o pescoço feminino, ali se afundando sem muita delicadeza antes de fazer residência em seus cabelos, que segurou com firmeza conforme a trazia para si no exato momento em que levava seus lábios de encontro aos dela. Quando a beijou, aquilo deixou de ser um jogo.
Ao saírem do pequeno cômodo, suspeitava que mais do que sete minutos se haviam passado.













