Eu quero escrever sobre meus choros, meus gritos, meus silêncios, minhas noites em claro, meus dias inteiros de puro cansaço, dor e sofrimento. Sobre o quão fudida eu fiquei, o quão deprimente era me olhar no espelho e só enchergar derrota. Eu quero escrever e escrever, espalhar por todos os cantos o quanto meu peito pesava e meus olhos viviam vermelhos. Na tentativa de expulsar todo esse passado que me atormenta e toda essa expectativa de dias melhores. Por que, veja só, sou uma cicatriz de um corte quase perfeito que tu dedilha e lembra de como a dor pode nos fazer querer morrer e as palavras podem ser a única salvação.
Bia Ribeiro.












