O título do blog deveria ser a url, fico chateada quando não dá certo. Imaginação Livre, Leve e Solta Blog para textos e referências Luiza | 19 anos | Alienígena
Sinopse: Universo Alternativo relacionado a Centauros, e na Guerra de Farrapos. Neste caso, porém, a guerra transforma-se em questão racial e escravocrata, distribuindo-se em diferentes focos para o restante do país, ainda que movimentos separados. Pedro (RS) é quem começa o movimento, e tem seu foco na Região Sul.
Ideia de UA produzido conjuntamente com asterismer e brb-being-brazilian. Eu tinha prometido escrever um pouco disso faz tempo, welp.
Crédito de Imagem: asterismer
A chuva era tão grossa que mal permitia ver o que havia na frente, as gotas caiam rápidas e pesadas parecendo um único fio grosso de água, quebrado apenas pela força intensa do vento. A tempestade era forte e obrigava Pedro a olhar sempre fixamente para baixo enquanto batia o queixo.
Lembrava-se do inicio de sua campanha. De um inicio sem esperanças, quando os humanos eram seus algozes, seus senhores e mestres de algemas. Eles, os equinos e animais. Serviam como escravos, marcados a ferro em brasa. Pedro mudara aquilo, chamara a todos a Revolução. Brandira o grito de guerra, e proclamara a vossa República dos Pampas, que fossem animais, se era assim, os homens eram os vermes, e se era assim, que cada cavalo fosse dono de seu pasto. Homens não deveriam comandar. Tinham eles apenas duas patas, lentas e fracas como duas varetas que nunca o levariam a lugar nenhum, que por isso aproveitam do lombo dos capazes, tal como fazem os parasitas. E assim como se esmaga uma sanguessuga entre os dedos, fariam os centauros aos humanos. Esmaguem! Pisoteiem! Ao centauro os céus presentearam quatro fortes bases, membros capazes de os levarem a qualquer horizonte!
Teu grito partira do Sul, tal qual o vento minuano, carregando a guerra por todo o território nacional. E a cada canto, ressoava o nome de Pedro, o revoltoso, o comandante, o libertador. A alcunha que ficara, porém, era Pedro, o Farrapo. De batalha a batalha, o uniforme cada vez mais destruído, trapos de pano costurados centenas de vezes, cada linha de costura era também uma nova cicatriz em seu torso. Dizia os humanos, era um trapo, um incômodo que logo passaria, haveria de ser uma revolta passageira, desorganizada e sem cérebro que os guiasse. Pois que fosse o Farrapo, ele os cortaria a fiapos, mastigaria teus trapos e os cuspiria no chão, respondia Pedro, carregando asco no dizer.
Aquela era a Guerra dos Farrapos, farrapos alguém haveria de ser. E a guerra já durava seus dez anos. A proclamada República dos Pampas nunca conhecera a paz.
Agora, no entanto, eles formavam a pintura incontestável da derrota. Cercados em meia lua, os dentes afiados das lanças, espadas e mosquetes eram dentes de predadores jogando-os em um matadouro. Mas ainda que sem esperanças, notava Pedro, que algo mudara para sempre nos olhos de cada centauro. O orgulho alimentava o fogo de cada olhar. Às armas! Levantem as armas, irmãos! Era o grito que ecoara por cada fila. Aqueles que carregavam bandeiras levantaram-nas. Aqueles que carregavam armas levantaram-nas. Aqueles que nada carregavam, brandiram os punhos sujos de terra e sangue a serem lavados pela chuva forte a castigá-los.
E aos gritos, a tropa avançou e se despedaçou.
O líder capturado era o recorte de farrapos em pele e carne. Não estava morto, e também não poderia estar. Puxado por braços humanos fora preso, e esperava a sentença de sua condenação. Não era caso de saber qual a pena, esta todos sabiam que era a morte. Era caso de saber de que forma lhe seria entregue o caixão, de que forma lhe seria mais humilhante e até tal momento lhe chegasse, havia tempo o suficiente para lhe contar a sua história.
Sumário: Ter uma garota por cima não era tão ruim assim. NSFW
Talvez ter uma garota por cima não fosse assim tão ruim quanto pensava. Arthur pensava, enquanto descansava a cabeça no travesseiro e observava Margaret engatinhar por cima de si, os longos cabelos levemente cacheados e loiros soltos que escorriam por seus ombros. Ela usava apenas a calcinha vermelha que contrastava com a sua pele alva.
Ela sorria de modo felino e sedutor, e Arthur engolira em seco. E pensar que aquela pequena garota, que um dia ele pegara nos braços e ninava até que pegasse no sono—
“What’s wrong, daddy?” Margaret disse com a voz provocadora, o dedo traçando uma linha fina pelo peitoral do inglês, enquanto Arthur franzia o cenho em resposta a frase da garota.
“Don’t call me daddy”, ele resmunga com a voz rouca enquanto um braço tenta alcançar a cabeça da canadense e segurá-la, puxá-la para um beijo e mostrar quem ele não era do tipo que recebia ordens, mas seus punhos foram segurados firmemente e puxados para cima de sua cabeça. Margaret ali os segurou, inclinando a cabeça e beijando-lhe, bochecha, queixo, cantos dos lábios. Negando-se a dá-lo o que queria, sua língua brincava em sua pele, provocando-o ao mesmo tempo em que rebolava em seu colo, fazendo com que sua respiração se acelerasse.
Talvez ter uma mulher por cima fosse pior do que imaginava.
Arthur grunhia impaciente, diante das provocações da canadense, a forma como ela escorregava a língua para dentro da sua, sugando a sua própria, enroscando e se afastando apenas para lhe dar o gosto e se afastar. A forma como ela rebolava sob o seu colo, mesmo com a roupa íntima ainda entre eles e arranhava o seu peitoral, deixando pequenas marcas ali.
E ele queria levantar-se e controlar a situação, tocar-lhe os seios, apertá-los e sugá-los, sentir o seu gosto e se deliciar com o gosto da mulher, mas Margaret segurava os seus pulsos, soltando-os apenas para abrir o pacote de preservativo, não antes de lançar-lhe um olhar de advertência. Deixando bem claro para que Arthur não se movesse.
Arthur sorrira em retribuição, se Margaret quisesse ter o controle, ela assim o teria. Desde que ele tivesse o que desejasse. Ele observava enquanto a garota deslizava a camisinha em sua ereção e levanta o corpo para retirar a peça íntima. Agora com tudo nos conformes, ela sentou-se sobre a ereção pulsante do inglês e ambos soltaram um grunhido em satisfação. Ela sentou-se por completo, seus quadris tocando a virilha do inglês e começara a rebolar, Arthur levara as mãos até sua cintura, ajudando-se a se movimentar, levantando-a e abaixando-a e ambos gemiam.
Margaret se abaixou, tocando-lhe os lábios e pedindo por espaço para beijá-lo que Arthur prontamente permitiu, aproveitando a brecha, levantou o corpo, e agora a segurava pela cintura apenas com uma das mãos, auxiliando-a na movimentação enquanto a outra apertava-lhe um dos seios para deslizar pelo resto do corpo assim como desejava anteriormente.
E sob os movimentos frenéticos dos corpos, Arthur finalmente decidira. Não era tão ruim assim permitir que Margaret tomasse a iniciativa. Certamente eles repetiriam aquilo mais outra vez.
Sumário: Havia um problema de comunicação entre eles.
Havia muitas coisas que ele poderia ser culpado. Claro, isso não era uma surpresa e Lukas mesmo reconhecia que ninguém era perfeito. E longe dele de dizer que não cometia erros, o norueguês bem reconhecia os seus enganos.
Mas isso não significava que gostava de tê-los apontados diretamente para si.
Especialmente se fosse Mathias.
Especialmente porque Mathias não era do tipo que comumente criticava qualquer de suas atitudes. Então, certo, provavelmente Lukas estaria apenas pensando demais. Não seria a primeira vez e este poderia muito bem ser um dos seus defeitos, além da sua própria teimosia que o impediam de entender o que o dinamarquês realmente queria dizer. O que não seria um problema se Mathias dissesse as coisas direito.
Ou talvez fosse apenas Lukas que não fosse realmente bom em comunicação.
Bem, de qualquer forma, tudo havia acontecido em um sábado, tarde de neve forte e nenhum sol, era um daqueles dias escuros que mais pareciam convidar as pessoas para passar o dia em casa. Aconchegados no sofá, com uma coberta sobre o colo e uma boa xícara de café em mãos enquanto assistiam algo documentário na televisão. A lareira na sala estaria apagada, servindo agora como apenas um item de decoração enquanto o aquecedor elétrico era sabiamente ligado a uma temperatura ideal.
Sendo uma ocasião rara para descansar, Lukas teria tomado a decisão de passar à tarde exatamente daquela forma, dando a si o merecido descanso após dedicar-se ao trabalho com tanto afinco durante a semana. Era, portanto, um descanso merecido. Mais do que merecido, era uma oportunidade pela qual o norueguês esperava há semanas.
O único problema, talvez fosse que Lukas não estava exatamente livre naquele dia. O que o norueguês fora lembrar apenas quando um desesperado dinamarquês ligara preocupado com o possível paradeiro de Lukas. Porque nevava forte – o que não era assim tão incomum e, portanto, preocupação desnecessária – e porque eles haviam marcado um encontro naquele exato sábado à tarde.
- Um encontro? – O norueguês preparava uma nova xícara de café, apoiando o celular no ombro enquanto isso. Sua voz ressoava duvidosa, pensando com o que diabos Mathias estava delirando dessa vez. A lembrança viera à mente apenas quando desviara o olhar e encarara o calendário na parede. De repente, Lukas ficara mudo.
- É, isso aí. A gente tinha um encontro. Mas sério, sem problemas! – Mathias parecia tão animado quanto sempre, mas Lukas ainda podia sentir o tom de cobrança na voz do outro, ele mordeu os lábios, prestes a interrompê-lo.
Só que Mathias mudara a tonalidade de voz, uma mais séria e preocupada e Lukas calou-se antes mesmo de falar qualquer coisa.
- Eu só... Eu só queria saber, você está bem? - Mathias perguntou e um longo suspiro escapou dos lábios do norueguês.
- Eu estou ótimo, hoje é meu dia de folga e queria descansar. Ao acaso, acabei me esquecendo de vê-lo. - Tentara explicar enquanto passava a mão pelos cabelos em um gesto nervoso.
- Ah, certo. Isso acontece o tempo todo, né? Preocupa mesmo não. – Uma risada longa ecoara pela linha do telefone, e Lukas afastou o objeto do ouvido por um instante, levantando uma sobrancelha – Então a gente se fala depois? Te ligo e a gente marca, tenta marcar de novo, tchau!
Rápido assim, Mathias desligara o telefone, sem qualquer outra explicação. Lukas ficara por um tempo pensando sozinho, ainda de pé e com o telefone em mão. O que fora aquilo de que “isso acontece o tempo todo”? O Norueguês sentia sua irritação aumentar assim como sua própria culpa. Certo, ele estava errado em ter se esquecido... Mas isso não acontecia sempre. Acontecia? Mathias não precisava agir daquela maneira também. Fora apenas um acidente, Lukas não esquecera de propósito.
O norueguês largara o telefone na mesa, pegando sua xícara de café e voltando para o conforto de sua sala. Mas ao levar a bebida aos lábios, sentira um gosto mais amargo que o normal.
Droga, era típico de Mathias estragar seu dia perfeito.
A segunda ligação não aconteceu. Para a própria surpresa de Mathias, que encontrara Lukas na porta de sua casa no começo da noite. A neve já havia parado, mas ainda se acumulava na frente da casa, molhando os calçados do rapaz norueguês.
- Já fez a janta? – a voz monocórdia de Lukas despertara Mathias de seus pensamentos, que ainda surpreso observava o outro rapaz com a boca entreaberta.
- Não, ainda não... – o dinamarquês respondeu ainda embasbacado e com a voz fraca, estranhamente fraca. O norueguês apenas levantou as sobrancelhas, e abrira o caminho para dentro de casa.
Mathias soltara um longo suspiro antes de trancar a porta. Se ele fosse completamente honesto, ele admitiria que nem sempre era fácil, ele diria que havia dias que também se cansava daquele relacionamento que às vezes – na maioria das vezes – parecia ir sempre em uma única direção. Era sempre ele que ia atrás, marcava encontros e dizia que o amava. Na maioria das vezes, aquilo não importava tanto assim - Mathias o amava acima de qualquer outra coisa – só que ele também era capaz de ter medo e sentir-se magoado. E pelo menos uma vez, ele gostaria de saber que Lukas também se importava com o relacionamento de ambos.
Então era uma surpresa vê-lo aparecer tão subitamente em sua casa, ainda mais depois da ligação pelo telefone. Eles não haviam nem mesmo discutido, e o dinamarquês havia tido a certeza de dizer que estava tudo bem, então não havia sentido em Lukas ter se apressado para chegar até ali, ele supostamente não devia se importar.
Mas Lukas era o tipo de pessoa que sempre fazia o que bem entendesse. Mesmo que, sinceramente, Mathias não tinha tanta certeza assim se queria vê-lo.
Ainda assim, ali estavam. Cara a cara, um observando o rosto do outro e perdidos em seus próprios pensamentos. Talvez ele o encarasse por tempo demais, sério demais. Lukas franzia o cenho e logo o dinamarquês se viu obrigado a forçar uma risada – quase natural, não havia como ele segurar qualquer mágoa contra o amado, se não era completamente verdadeira, era apenas porque não sentia vontade de realmente rir.
- Então janta, né? – Ele arregaçou as mangas, um sorriso animado iluminando o seu rosto – Certo, entendi! Só um momento e eu faço algo gostoso para comermos! Espere um pouquinho, ja?
Lukas acenara a cabeça positivamente quando Mathias aproximara, bagunçara seus cabelos. Apenas para se afastar. Deixara-o sozinho, e sabia que fugia. Mesmo assim não pode evitar esconder-se, apenas não queria que o norueguês pudesse ver aquilo que pensava.
Quanto a Lukas, ele continuara parado e em silêncio por um tempo a mais, até perceber que era inútil ficar ali. Ele pôs-se a tirar o grosso casaco e botas, deixando ambos em um canto do hall de entrada. Seus gestos eram calmos, assim como seus passos quando caminhara até a sala e sentara no sofá, abraçando os joelhos e escondendo o rosto.
Apesar da aparente calma, aquilo não era nem um pouco perto do que sentia.
Talvez este fosse o problema entre eles. Lukas não sabia como se expressar e iniciar a conversar, e Mathias não sabia como cobrar qualquer tipo de satisfação, mesmo magoado. Lukas saberia pedir desculpas se ao menos dinamarquês expressasse qual era o problema. Então era assim, faltava comunicação.
Saber qual era o problema não tornava as coisas mais fáceis, pois por mais que pensasse e tentasse achar uma solução, o outro lado estava mais do que disposto a fingir que nada aconteceu. Talvez Lukas também devesse ignorar o assunto, mas isso não era realmente uma solução e havia um limite para o que Mathias podia camuflar com um sorriso.
Lukas fechara os olhos, soltando um longo e cansado suspiro. A irritação aumentava à medida que o cheiro de peixe tornava-se mais forte e embrulhava-lhe o estômago. Novamente, ele pensava demais a ponto de fazê-lo se sentir mal, e ainda assim não sabia evitar. Era diferente de Mathias que conseguia sempre ignorar. Aquilo lhe tirava tanto a atenção que nem percebera quando o dinamarquês deixara a cozinha.
E por não percebê-lo chegar à sala, tampouco poderia dizer por quanto tempo ele o observara, e muito menos suas feições tristes e preocupadas - ou talvez irritado e magoado, Lukas não saberia, pois não vira. E no instante que virava, os sentimentos de Mathias estariam sempre escondidos por detrás de um sorriso.
Quando notara sua aproximação, Mathias já inclinava sobre sua cabeça, depositando um leve beijo em seus cabelos. Quando erguera o olhar, o dinamarquês já sorria e o chamava para jantar. Novamente ele bagunçara seus cabelos, e Lukas franzira o cenho – aquele é um hábito irritante que deveria consertar mais tarde.
E era tudo sempre tão irritante. Mathias era tão irritante que não conseguia evitar se sentir assim mesmo após se sentarem à mesa de jantar. O dinamarquês mais do que determinado a evitar o assunto, conversava sobre tudo que passava em sua mente – um novo programa de televisão, neve, algo que ele vira e queria comprar – tudo, menos o que deveriam conversar. Lukas jantara em silêncio, ouvindo-o apenas pela metade. Terminando o seu prato sem quase não sentir o gosto.
- Então você não se incomoda nem um pouco. – o norueguês dissera antes mesmo de perceber, os olhos gelados olhando diretamente para Mathias que o encarava com uma expressão confusa.
- O quê? Não entendi, Lukas-
- Você não se incomoda nem um pouco. – Ele repetiu, levantando-se do seu lugar e carregando o seu prato até a cozinha. – Pouco te importava se eu tivesse aparecido hoje ou não.
A face indignada de Mathias era algo digno de se ver, pena que Lukas havia deixado a mesa, indo até a cozinha e calmamente começado a lavar o prato. Não que demorasse para o dinamarquês também invadir o local, puxando-o pelo braço, tirando-lhe dos afazeres e encará-lo com firmeza.
- Lukas! – Ele começara, perdendo as palavras logo a seguir devido à forma fria que o norueguês o encarou.
- O que é?
Mathias engolira em seco, seus orbes dilatando em indignação. As palavras certas fugiam da mente, ele simplesmente não queria brigar. Mas ao mesmo tempo era cansativo e frustrante tentar manter os pedaços do relacionamento juntos. E havia ainda o impulso de gritar e exigir que Lukas também lhe desse o mesmo tanto – ao menos um pouco – da atenção que o dinamarquês dava ao outro:
- Me solta. – Lukas pedia com a voz seca, e aquele foi o estopim para que o dinamarquês o prensasse contra a pia.
- O que quer que eu faça? Eu estou tentando! Eu faço tudo o que você quer, eu faço tudo por você! Eu te chamei para sair, eu te liguei! O que mais eu tenho que fazer? – Lukas ouvia calado, e diante da falta de reação do outro, o dinamarquês respirou fundo, soltando em um suspiro pesaroso enfim. – Você mal olha pra mim...
Os dedos de Mathias continuavam apertando o pulso de Lukas firmemente. O norueguês achava quase engraçado, a forma como Mathias se irritava para então abaixar o tom, incapaz de gritar consigo. Ele sempre tinha aquela necessidade de receber toda a atenção possível do norueguês. O que ele talvez não percebesse é que Lukas não tinha atenção para mais ninguém.
E seria engraçado, se não fosse também uma sensação horrível saber que Mathias só se sentia assim porque ele não sabia como transmitir o que sentia. Porque tudo poderia se resolver se Lukas o abraçasse, pedisse desculpas e dissesse que o amava. Mas ele não conseguia, ele o magoava e era sempre Mathias quem cedia.
Aquilo era provavelmente muito errado. Era absolutamente injusto. Mas ele ainda não sabia como fazer para demonstrar o que sentia. Se ao menos pudesse abraça-lo e dizer que o amava... Lukas não conseguia.
- O que é amor para você? – A voz do norueguês ressoou tão séria como sempre, e não havia hesitação visível. Pelo menos não aparente, mesmo que sentisse um nervosismo crescente dentro de si.
Mathias o encarava com o canto dos olhos, quase arrependido, quase com medo de olhá-lo. Medo de tê-lo magoado com algo tão pequeno como aquela fala. Talvez tivesse receio de exigir um pouco a mais e Lukas o deixasse. Aquilo era tão tolo que era adorável, Lukas nunca o abandonaria. Mas aí então era quase um segredo, que ele não se atreveria pronunciar em voz alta.
- Confiança? – Mathias balançara a cabeça, concordando.
- Eu confio em você. – Lukas continuara sem qualquer hesitação, esta só veio depois. Apenas uma fração de segundos em que ele desviara o rosto e se sentira subitamente tímido. Mas logo passa ao sentir Mathias afrouxar o aperto em seu pulso – Por que eu confio em você, não preciso me preocupar sempre. Eu sei que vai estar bem, eu sei que me ama. O que mais é amor?
Mathias não respondera, mas isto apenas por que Lukas não o deixara.
- Pensar sobre você, eu também penso. Preocupar, eu também me preocupo. Querer estar com você, eu também quero. Por que acha que vim até aqui hoje à noite? – A voz saía perfeitamente estável, mesmo que os olhos brilhassem com uma energia diferente. – É também desejo? Eu também lhe desejo.
A última frase causara o dinamarquês a esbugalhar os olhos. O rosto pálido adquirira um tom rosado, mas não impedira uma leve risada escapar. Dessa vez é Lukas que corara levemente, e mordera os lábios. Mathias finalmente o soltou, nem por isso o deixara. Avançara e o abraçara, sentindo-se aliviado, Lukas o abraçara de volta.
Mathias o levantara, erguendo no ar. Lukas dobrara os joelhos, e o dinamarquês o carregava sentado em seu colo, em direção ao quarto. Mathias sorria, ria, na verdade. Todos os dentes perfeitamente alinhados em uma risada quase infantil, tão adorável que a resposta do norueguês não fora nada mais além de um sorriso, quase imperceptível. Apenas uma leve curva de seus lábios enquanto entrelaça os braços em volta do pescoço do dinamarquês e o puxava para um beijo terno.
Roçava os lábios, sentindo a respiração quente e descompassada em seu rosto, gentilmente pedindo passagem para aprofundar o carinho. Calmo e lento, assim como os passos que se seguiam até o quarto, o tempo parecia demorar uma eternidade.
E poderia passar o tempo que for e ambos se entregariam àquele relacionamento às vezes errado, às vezes incompleto. Porque não eram bem as palavras que importavam, porque Lukas também era capaz de dizê-las e Mathias capaz de esquecê-las. No fim, tudo se resumir ao ato.
Era necessário acreditar, e entregar-se a um outrem será sempre um gesto de confiança e carinho.
Sumário: Francis tinha a incômoda mania de aparecer na porta do inglês com os cabelos pingando de água de chuva, exceto que Francis não aparecia tanto assim.
Em dias chuvosos e cinzentos, Francis tinha a incômoda mania de aparecer na porta do inglês, os cabelos pingando de água da chuva, pedindo abrigo. Exceto que sempre chovia em Londres e Francis não aparecia tanto assim.
E esse era o problema, Francis não vinha sempre, mas Arthur não conseguia evitar. Arthur não conseguia deixar de pensar que a chuva anunciava uma visita do francês, ele não conseguia evitar olhar as gotas de chuva bater na janela da sala e imaginar o rosto de Francis. A água escorrendo pelos seus cabelos e bochechas e os lábios bem vermelhos e tremendo de frio.
Só imaginação.
Mas havia dias em que ele estava lá quando Arthur abria a porta e Francis sempre sorria. Aquele sorriso que era tão irritante, tão belo e elegante. Francis sussurrava algo como uma desculpa, que não era bem uma. Francis nunca dava um motivo para estar ali:
- Mon amour – ele levava os dedos finos e gelados até o rosto do inglês, fazendo com que este tremesse levemente com o frio – Quando vai parar de chover em Londres? Eu estou cansado de pegar chuva.
E Arthur brigaria, gritaria. Porque Francis era tão estúpido. Tão estúpido em nunca carregar um guarda-chuva. Sim, sempre chovia em Londres e o mínimo de bom-senso era carregar um maldito guarda-chuva para não ficar nesse estado.
Francis ria, ria alto e entrava na casa sem pedir licença. Encharcando o chão. E Arthur brigava mais, porque molhado daquele jeito ele ia estragar o maldito piso e Francis era tão estúpido, porque, claro, eles não adoecem facilmente, mas isso não significa que eles não possam ficar doentes e era melhor o francês ir tomar um banho quente naquele instante ou o inglês teria certeza de afogá-lo na banheira.
Arthur então saia e ia preparar um chá e Francis tomava um banho.
Na primeira visita, Arthur teve que emprestar uma de suas próprias roupas. O número não era bem o certo porque apesar da altura parecida, o porte físico dos dois é diferente e então a roupa ficara um pouco apertada demais em Francis.
Arthur havia rido do esforço do francês em caber nas calças, deitando-se no chão e as puxando-as para cima, até quase rasgá-las. Francis, frustrado e irritado com o riso do inglês, jogara o objeto mais próximo que encontrara. Uma simples e inofensiva almofada, que atingira o rosto do inglês em cheio.
O sorriso do francês era vitorioso enquanto Arthur, bem, nem tão contente. Mas toda afronta tem um preço e Arthur não se deixa abalar. Ambos estavam acostumados com punhos e ele não hesitou nem por um instante antes de avançar sobre o francês.
Mas os puxões, logo se tornaram afagos e as mordidas, beijos.
No fim, Francis não precisou colocar as malditas calças, afinal.
As visitas eram sempre mais ou menos assim. Pequenas discussões e brigas, seguidas de afetos e Arthur começava a se questionar quando fora que começaram a levar uma vida assim, tão doméstica. Isso porque o inglês não se lembra de quando foi que Francis apareceu na sua casa molhado daquele jeito.
A memória era opaca. Ele apenas se lembrava de ter emprestado suas roupas para Francis, que ainda a usava no dia seguinte quando foi embora. E ele também se lembrava de ter lavado e passado a roupa do francês para lhe devolver mais tarde.
A roupa demorou três dias para secar, de forma que, quando secou, Arthur guardou-a em seu armário. Isso voltou a se repetir, Francis ir até a sua casa com as roupas encharcadas, deixá-las na casa de Arthur enquanto carregava as roupas do inglês no próprio corpo.
Francis não devolvia as roupas, e tampouco pegava as suas de volta.
Foi um dia que Arthur reparou, ao abrir o armário, que Francis tinha a sua própria parte do guarda-roupa para si. (E imaginou que o mesmo devia acontecer no guarda-roupa do francês). E fora nesse dia em diante que Arthur parou de emprestar suas roupas, apesar de nunca ter devolvido as roupas do francês.
Essas pequenas coisas acumuladas pelo tempo, coisas insignificantes e que nem eram assim tão importantes fazia até parece que eles moravam juntos.
Só que Francis não estava sempre ali.
Arthur nunca sabia quando o francês apareceria e então quando a chuva começava a cair, ele tinha o costume de se levantar e abrir a porta, para alguém que nem estava lá.
Era algo tão estúpido, tão idiota. Ir e abrir a porta para alguém que ele sabia que não estava. Arthur tentava esquecer, ele se sentava debaixo da janela, ouvindo a chuva e evitava escutar passos. Ele tentava ler um livro mesmo que com os cantos dos olhos ele encarasse a porta fixamente.
Arthur repetia, incansavelmente, que não havia ninguém lá.
Mas ele não resistia, ele não resistia à imagem – cabelos pingando que grudavam no pescoço, dedos gelados em sua pele e lábios molhados que selavam os seus – e então ele abria a porta. Para encontrar nada além da rua deserta e a chuva forte.
Arthur refletia. Refletia no porque ele vivia pensando isso, sentindo isso. Porque Francis não deixava os seus pensamentos, mas sempre o abandonava em casa, o francês poderia muito bem ficar lá pelo tempo que quisesse. Arthur não se importaria. Ele não admitiria e isso era óbvio, mas não era um problema, de verdade. Francis era sempre bem-vindo, desde que trouxesse o guarda chuva e não estragasse o piso.
Mas havia algo em esperar. Algo em deixá-lo ansioso e irritado, sentimentos que o inglês não tolerava, mas Francis sempre gostou de provocar mesmo assim. Porque Arthur é impaciente, e Francis lhe causa certa inquietação. Ele abraçou os joelhos e suspirou nervoso, sabendo que não dormiria enquanto a chuva não passasse.
A chuva não passaria naquela noite. E olhando para o relógio ele toma uma decisão. Ele se levanta, e veste o seu casaco. Talvez pudesse pegar um avião, não era uma chuva tão forte afinal. Ele coloca a chave no bolso, duas. E o rosto cora levemente quando pensa na atitude que estava prestes a tomar. Arthur não gosta de esperar a noite inteira para abrir a porta, então talvez fosse melhor entregar as chaves de sua casa de uma vez por todas.
Mas novamente, era de noite e chovia. E por que ele estava fazendo aquilo, afinal?
No fim, aquilo ficou para outro dia. Ainda uma semana depois, durante uma reunião Europeia. Francis chegara um pouco antes do horário, Arthur já estava na sala fazia tempo e observou em silêncio quando Francis dera a volta na sala e sentara ao seu lado, nenhuma palavra sendo trocada ainda.
Arthur apenas o observou por um instante, Observou como os cabelos lisos e longos foram jogados para trás com auxílio de gel. Observava como seus olhos azuis estreitavam e seus lábios finos curvavam-se, em uma feição aborrecida. Provavelmente ele tivera problemas para acordar naquela manhã. Ele ainda observara a fina barba e imaginara passar a mão naquele rosto, sentir os finos pelos pinicarem contra sua palma e então sua bochecha, a respiração quente se aproximando e-
E Arthur balançou a cabeça negativamente, antes que se distraísse mais e perdesse qualquer coragem, ele deslizou as chaves de sua casa no bolso do casaco do francês. Francis o encarou com uma expressão confusa, o que fez o inglês quase se arrepender do que fizera. Mas Arthur mantém a compostura e simplesmente explicou que era a chuva. Ele não queria que Francis se encharcasse sempre que o visitasse. Francis sorrira, e sem qualquer discrição o entregara também um par de chaves, com o endereço de Paris.
Arthur também deveria visitá-lo, é o que ele dissera. E aquela noite ele passaria em Londres, ele também prometera.
Depois da reunião, eles voltariam juntos para casa, Francis era quem abriria a porta e Arthur não teria que esperar a chuva.
Summary: UA. Every night the ghost sings a lullaby.
Mathew was scared of ghosts. At night, hugging his teddy bear he asks to his papa to not go away, but Francis, his papa, just kisses his forehead wishing him a good night and leaves Mathew alone on his bedroom.
At least Francis remembered to turn on the lights on the hall. It should send any monster that lives on the little’s kid imagination away. People fear what they cannot see; the shadows are where the fears live, but with a clear light near, Mathew should be able to see there’s nothing to be scared of. There’s only him and his teddy bear on that room.
But Mathew wasn’t afraid of the darkness; he was still a naïve kid and still too young to fear what he still doesn’t know. His world is still very small. He knew his papa but not his mama. Mathew’s mama died two years ago on a car accident. He was only three back then, his papa was very sad and he still is, they even move to another house this year. Francis said that they’re moving because mama wasn’t going to come back.
To Mathew, who’s still very young, the meaning of death is still unknown. To Mathew, his mama went out once and never came back again and so now, when he sees his papa grabbing his car keys and leaving the house just like his mama did once, Mathew fears that his papa won’t come home again.
But Mathew doesn’t fear not finding a job or the global economic situation; he doesn’t understand those things yet. He doesn’t fear a gun because he never saw one and he doesn’t know how much damage it can do. He doesn’t fear monsters because he never met one either.
But he’s scared of ghosts – Mathew can, in fact, see spirits.
It doesn’t take long to happen. A slim, pale figure crosses his room and sits on the edge of his bed. The figure has golden blond hair and deep green eyes; he also has thick and dark eyebrows contrasting against his fair skin. The light from the hall makes him glow on an unnatural way, it’s a pale light, almost unnoticeable as the moon’s on a cloudy night.
The air is also thicker and cold, Mathew can see smokes come from his breathing even though he can’t see one coming from his company. The child is trebling, waiting. The young faces the supernatural with widen open eyes, gazing the unknown. But the spirits doesn’t move, he observes and opens his lips. But he doesn’t touch Matthew. It’s only his voice, deep and cold that echoes on the room.
“Good evening, Alfred. Can’t you sleep tonight, my boy?” Mathew gasps, a soft cry almost coming out his lips. “Don’t cry, my boy. Don’t cry.” the ghost whisper and starts to sing an old lullaby. His voice is beautiful, deep and hurtful. The melancholy and sadness that comes from the spirit’s song brings tears to the child eyes.
The tears don’t take long to fall. Mathew cries. It’s desperate, and it soon brings his father back to his room. The ghost looks at him hurtful before disappearing while Mathew curled himself into his papa’s arms and begs to sleep with him.
The ghost never shows up on his papa’s presence even though Mathew can still listen to his sad lullaby.
Emil adorava dragões. Não, era algo muito maior e complicado do que simples adoração, Emil, de fato, amava dragões. E isso era algo fácil de notar em alguém que normalmente parecia tão estoico e indiferente. Era fácil notar como os olhos do islandês brilhavam toda vez que narrava uma dos épicos contos mitológicos nórdicos ou quando Hong Kong contava algum conto chinês envolvendo dragões – afinal, todas aquelas histórias que Yao contava deviam servir pelo menos para fazer Emil feliz.
E Li estava feliz assim, feliz em ver Emil feliz. Vê-lo sorrindo, pensava o honconguês, devia ser um daqueles momentos preciosos que se devia por guardar por toda eternidade, porque se existia algo tão bonito quanto o sorriso do islandês, Li ainda desconhecia.
Mas apesar disso, e apesar de todo o amor que nutria e do quão bonito era o sorriso de Emil, e do quanto aquele filme fazia o islandês alegre, não, Hong Kong não estava disposto a enfrentar uma décima sexta sessão de cinema no mesmo mês daquele filme novamente.
Sério, eles já viram aquele filme tantas e tantas vezes que Li já sabia todas as falas de cor.
Foi por isso que Li jurou quando saiu da sala do cinema pela sétima vez naquela semana que, se tivesse que colocar os pés ali novamente, ele explodiria o cinema.
Seria no meio do filme, na cena em que Soluço (E aquilo nem mesmo era nome de gente, quem diabos chama o filho de Soluço afinal? ), se separava de Fúria da Noite ( que seria um nome muito mais agradável se Li não estivesse cansado de ouvi-lo), Hong Kong ativaria os fogos de artifício transformando o cinema todo em uma grande flor de lótus.
E aí, Ice que, estaria tão triste com a cena da separação, olharia para a flor rósea no céu, ele acharia tão linda que ele o agarraria e o daria um beijo.
Okay, não era aquilo que aconteceu, mas ainda assim a expressão de pânico no rosto de Emil e os gritos apavorados de todo o cinema quando o prédio se transformou em um lindo lótus rósea, espalhando poeira e pedaços de concreto para tudo quanto é lado valeu a tentativa.
Well, more precisely, Arthur didn’t like to lose. Because the true is Arthur didn’t just like to bet. He liked it a lot. He like how to take chances and to go against the probabilities but still proves he’s correct and that he can actually win everything he wants. Arthur always would choose the best horses, he knows which is the fastest and which has the better records and also he always had the sensation that tells him which was in the best condition to the day. Arthur knew all that, thing that Carmen couldn’t even know. She wasn’t used to bet as him.
Was she?
Arthur lift his eyebrows and curved his lips in an unsatisfactory way was he keep looking to the results of the race. He had chosen the wrong horse and Carmen the right, what means that know he has to-
“It seems that I won, right?” Arthur could feel the amused smile on the girl’s face even if he wasn’t looking at her.
“Oh, shut up!” he exclaimed and turns his face. He was right, the grip on her lips was there, and for once, being right didn’t make him any happier.
“I thought you’re a gentleman, Arthur. You can’t say to a lady to shut up”, Carmen said in a soft voice, as she was explain this to a little child.
“I don’t consider you a lady but a gentleman does maintain his accords. Let’s get it done for once, alright?”
The next thing Arthur remembers was to take full booze before entering his foot into the damn high hells, yes, that make him dizzy enough to almost fell of them but at least he wouldn’t think about how ridiculous he was into that dress.
“See, I told you! Brightly colors are way better than yours plain and no-funny shirts you have on your closet”, he heard Carmen teasing and the click of the camera as he made his best to stay still on the same position.
And for now on he’d remember to never criticize Carmen’s brightly choose of clothes. Doesn’t matter how drunk he was, he’d never again say that it’s too vibrate and with too many colors because she would certainly seek vengeance one day. Women could hold grudges for a long time, until that one day, in a horse race they’d take the chances and make the bet. Arthur will for now on hold this lesson deeply in his heart.
He’d also make a remark to not bet over dresses and clothes on a horse race ever again. At least he was damn sure he’ll win because Carmen certainly looks way better than him on a tango dress.
But those are thoughts for later, for now, he just holds his murder intentions biting his lips and closing his fits, dangerous wanting to push anything that comes near. Specially a certain Spanish girls smirks.
O cheiro do café o desagradava levemente. Era um aroma forte, que desprendia dos lábios de Lukas quando este respirava e da caneca, agora já vazia, ao seu lado. Era o tipo de aroma que preenchia todo o aposento, forte e inebriante, e que impedia o inglês de se concentrar em sua leitura.
Era por esses e vários outros motivos, que Arthur sempre preferiria o chá.
Seu chá, por outro lado, possuía um aroma fraco e sutil, sua beleza não era tão perceptível assim para alguém que estava acostumado com o gosto forte do café, (Café estraga o paladar, é o que Arthur diria), mas nem por isso perdia o seu charme. Arthur descansava a sua xícara na mesa na sua frente, uma fumaça ainda se desprendia do líquido e preenchia o ambiente com um leve aroma de hortelã.
Arthur fechou seu livro, passando a encarar o norueguês a sua frente. Este também o observava. Observava como seus lábios carnudos e rosados, com gosto de hortelã, se movimentavam quando o inglês perguntou o que houve.
Arthur, por outro lado, também observava os mesmos movimentos dos lábios finos, com gosto de grãos de café, enquanto Lukas respondia que não era nada e perguntava por que o inglês parara sua leitura.
Um pequeno sorriso se formou nos lábios do inglês, enquanto este casualmente se aproximava. “O cheiro de café é muito forte”, disse, aproximando os rostos até juntar os lábios e sussurras agora contra os lábios com aquele gosto tão inebriante, “Me dá dor de cabeça”.
Resumo: Primeira pessoa. Gilbert pede Arthur em namoro durante o jantar.
Existe aquela frase cafona de que o amor causa um friozinho na barriga. Na verdade, é só apenas uma forma tola de dizer que estar apaixonado é um sentimento patético, te faz embaralhar suas próprias palavras, o rosto esquentar e as mãos suarem.
Simplificando, é tudo uma questão de nervosismo.
O que é estranho de se pensar, contraditório. Amar é quando se sente bem perto de uma pessoa, confortável. É aquela pessoa que te faz sorrir e te faz desejar congelar o tempo por uma eternidade. Mas amar é também se sentir nervoso e ansioso. É gritar e se irritar, é querer fazer o certo e fazer o errado.
É pensar em frases feitas e em todos os tipos de besteiras simplesmente porque assustado de uma simples declaração der completamente errado.
Em resumo, eu estou nervoso.
Em resumo, eu estou apaixonado.
Certo, isso é um pouco ridículo. Pensar que eu, logo eu, poderia me apaixonar por ele. Logo ele, mas o fato é que, bem. O fato é que eu posso passar quase uma eternidade admirando o seu rosto e mais outra apenas ouvindo o timbre da sua voz e ainda não me cansaria de tudo aquilo.
Tão tolo e patético.
Mas Gilbert me faz feliz e irritado como nenhum outro seria capaz.
E era enquanto eu pensava nisso, pensava o quanto era patético eu não conseguir olhar para o rosto do prussiano enquanto sentávamos naquela mesa de um restaurante de classe, pois ele parecia tão bem naquele terno negro que contratava tanto com a sua pele alva, que Gilbert sorriu, brincando com a ervilha que restava em seu prato enquanto eu fazia questão de olhar fixamente para o meu copo de vinho.
Bebida que nunca foi minha favorita.
- Hey, Artie. Já não está na hora de me contar o que estamos fazendo aqui? Por acaso é um novo tipo de fetiche seu? Levar para jantar e depois para o motel? – senti o meu rosto queimar, aquela havia mesmo sido uma ideia ridícula. Mesmo sem olhar, eu podia sentir que o sorriso dele se alargava a medida que meu rosto corava mais – Não que me importe, a comida está ótima!
- Que bom que está do seu agrado... – sussurrei em quase um grunhido. Não era minha intenção parecer tão irritado. Era apenas que estava nervoso. As mãos suavam e o rosto esquentava. O silêncio se prolongou por alguns instantes, consciente de que ele me fitava eu apenas segurei meu copo com mais força, levando até a boca e tomando um grande gole de uma vez só.
Realmente detesto vinho.
O gosto é doce demais, deixa-o mole e as palavras embaralham.
- Arthur? – Gilbert me chamou novamente, o tom de voz parecia preocupado o que me obrigou a encará-lo. No mesmo instante que levantei o rosto senti uma pequena, minúscula e irritante ervilha atingir a minha testa – Oh, em cheio.
A gargalhada veio logo depois, alta, cheia de alegre. Um som que enchia o aposento e fazia todas as pessoas pararem o que faziam para nos observar. O riso de Gilbert sempre chama muita atenção, é uma daquelas coisas que te distraem completamente do mundo a sua volta, porque no fim, tudo parecia girar em torno daquele som tão límpido, tão inconveniente e irritante e belo.
Soquei a mesa, irritado. Meu rosto com certeza estava completamente vermelho, eu podia sentir o sangue bombear em minhas orelhas, um misto de raiva e vergonha, assim como frustração. Porque eu não conseguia dizer o que queria? Eram três palavras simples, seguidas de mais três. O convite fora fácil. Convencê-lo a jantar ali? Não tão difícil.
O impossível mesmo eram aquelas três palavras. Três palavras tão simples e difíceis que escorregaram da língua com uma facilidade impressionante, não da minha, eu não seria capaz de dizer tais coisas. Mas Gilbert sim, Gilbert disse e eu senti meus olhos esbugalharem, quando devagar eu levantei o rosto e fitei o prussiano na minha frente.
Eu provavelmente tinha a aparência mais patética e embasbacada do mundo, pois Gilbert franziu o cenho em frustração e se levantou do seu lugar. Ajoelhou-se diante de mim, segurou minha mão, seu rosto corado era tão belo quanto sincero, quando ele sussurrou as palavras que custavam a minha alma para fazer:
- Quer namorar comigo, Arthur?
Minha resposta tola foi apenas um balançar da cabeça. Gilbert apertava a minha mão (ou era eu que apertava a dele) e meus olhos pareciam molhados, logo percebi que estava quase chorando.
Mas o riso, o riso de Gilbert, tão alegre algo e belo, parecia um alívio ao meu peito. Logo, meu rosto fora levantado, enquanto as mãos de Gilbert tocavam e apertavam meu rosto, pude confirmar o fato de que chorava sem antes ter notado.
Os lábios que se juntaram aos meus eram carinhosos e definitivamente todos no restaurante tinham os olhos sobre nós naquele momento.
Não consegui me importar, não quando Gilbert sussurrava sob os meus lábios, no mesmo tom convencido de sempre:
- Você não precisava de tanto só para fazer um pedido besta deste.
Calei o riso dele aprofundando mais o beijo, agora ele estava marcado como sendo meu.
Personagens: Prussia, England e, de certa forma, Francis.
Resumo: NSFW. Baseado em RP plot line. Masturbação.
Ele estava sozinho no quarto, ou pelo menos devia estar. Se havia alguém lá, ao menos Arthur não sabia de sua existência. Para todos os efeitos então, ele estava sozinho. Ele e sua imaginação.
Ele acariciava o vibrador rosa em suas mãos, o mesmo brinquedo daquela noite. O objeto cilíndrico pesava em sua mão e consciência a medida que ele se lembrava do que havia acontecido aquele dia.
E ele se lembrava tão bem.
Como o brinquedo vibrava dentro de si e como a mão forte puxava-o e penetrava novamente com o objeto, fazendo-o tremer e suspirar, gemer e gritar em puro êxtase.
Ele se lembrava da mão forte em torno do seu membro, e então a língua, e de todo o calor e droga, ele estava excitado.
Arthur lançou um olhar de culpa para o objeto, e então fechou os olhos, desabotoando a calça.
Dessa vez ele estava sozinho, ele tinha certeza disso. A porta do quarto estava fechada, não havia ninguém lá.
Só ele e sua imaginação.
Só ele e sua culpa.
Primeiro era o sorriso de Gilbert, irônico, dentes afiados que mordiam sua pele e deixavam marcas, marcas que agora Arthur traçava com os dedos, tentando se lembrar da sensação. Seu pescoço ainda vermelho ardia com o toque. Um suspiro culpado escapou de sua boca e agora lábios finos pareciam encostar-se a seus ouvidos e sussurrar, voz fria e amarga, questionando os seus atos.
“Irá mesmo se masturbar pensando em outro homem, mom chére?”
Era Francis que o interrogava, com os olhos fechados Arthur imaginava os olhos azuis, tão azuis e amáveis de seu francês – e uma expressão dolorida tomou conte de sua face – mas por outro lado havia o sorriso cínico do prussiano, tão convidativo e tentador. E então o inglês balançou a cabeça negativamente, espantando a imagem do francês e entregando-se ao prazer culposo.
Ele tirou toda a roupa com rapidez (Gilbert rasgava-lhe as roupas e a jogava em um canto qualquer do quarto), não havia espaço para delicadeza ali. Em sua mente a mão alva segurava o vibrador em sua frente, o sorriso cínico sempre ali presente, e ordenou: “Chupe, chupe como a prostituta que é”.
E Arthur chupou.
(Fora empurrado contra a sua boca e o inglês apenas aceitou o convite. O convite para abocanhar aquele falo duro e grosso, envolver com a língua, sentir como o membro duro do prussiano puncionar contra a carne macia de sua bochecha)
Mas a realidade era apenas o gosto de plástico, por mais que Arthur se esforçasse ele não sentiria o gosto amargo e levemente salgado do gozo do prussiano.
Repentinamente o objeto foi tirado de sua boca com a mesma rudeza de que fora colocado. “De quatro”, a voz imaginária ordenou e sem esperar que Arthur o obedecesse, puxava-o pelos cabelos e o empurrava contra a cama.
Era exatamente isso que Arthur queria. Ele não queria delicadeza, ou palavras belas de amor, com uma das mãos pressionou o objeto contra sua entrada. Sem preparo, sem nada, apenas a fricção e a dor que dominaram o seu corpo.
Um choro escapou dos seus lábios, naquele quarto onde ninguém mais podia ouvir Arthur deixara lágrimas escorrerem pelo seu rosto. Dessa vez não havia uma barba roçando em sua bochecha, sussurrando palavras tranquilizantes ou uma mão rude a acariciar o seu membro a fim de aliviar a dor. A sua própria mão desocupada agarrava-se aos lençóis, apertando o fino pano com força, recusando-se a todo custo a tocar a si mesmo.
Ele tremia, e chorava, mas os pequenos espasmos de dor passavam e finalmente se sentia preenchido por dentro (mesmo que um vazio enorme predomina-se por fora).
Arthur não esperou nem mais um segundo, o vibrador já estava perfeitamente posicionado quando ele girou para a potência máxima. Ele arregalou os olhos, boca entreaberta em grito mudo de prazer enquanto o objeto vibrava intensamente contra os seus quadris. Sangue bombeava em sua virilha, mas Arthur resistiu à vontade de se tocar, uma mão firmemente agarrava-se aos lençóis enquanto a outra envolvia o objeto, empurrava-o mais para dentro para então retirá-lo e empurrar novamente. Logo ele estabeleceu um ritmo rápido, frenético, machucava-se e se dava prazer ao mesmo tempo.
Não durou muito. Logo, desfez-se contra os lençóis, o rosto vermelho pressionado contra o travesseiro, contendo os gemidos que somente as quatro paredes tinham a permissão para ouvir.
Sucedendo-se aos gemidos, veio as lágrimas. Arthur retirou o vibrador, este ainda ligado, e o jogou contra a parede. E agora, restava apenas o choro e o barulho insistente e irritante do aparelho que vibrava e jazia no chão.
Aquilo não era suficiente. Faltava a Arthur o calor humano.
Naquele quarto, ele estava sozinho. Só ele e sua dor.
If it was still a cold night like that from years ago, Arthur would still recall of the little girl lying on his lap. Outside, snow was still falling, the wood was burning on the fireplace and songs and stories were whispered through the quiet room. Sleepy, Margaret closed the eyes, snuggling on Arthur’s arms without any fear of the world.
So it was the innocence of that little hot body. Arthur had watched her growing. The sweet little child had made herself into a strong woman and felt like he had lost the moment. Somehow years passed with the speed of a blink and Margaret was an adult now. She was owner of her thoughts, and that was probably the reason he felt upset. Arthur always had the difficult to let them grow and go far from his reach.
Probably it was because Margaret chose to stay longer than anyone else; he hadn’t realize how big she is. Those slim and long fingers of an all grown-up woman are still as smooth as years ago after all.
For an instant, Arthur hesitates at pushing her to his bed.
“Are you certain that this is what you desire?” Arthur stares her on the eyes, apprehensive. Hesitant is the hand that caresses her face, he gently slides his finger on her cheek to the ears, putting behind the hair that persistently falls on her face. “I’ll understand if you’re not ready”.
“Arthur, I’ve never been that sure on my life.” The Canadian voice is so calm and mature, like an adult. Her hands hold his, gently squeezing it. “And you? Are you certain that this is what you want?”
A smile crosses the Englishman lips, Arthur tilts into a kiss that isn’t nothing more than a touch of the lips, and his other hand pulls her closer, holding her by the waist.
“I promise to be caring”. It is his whisper. This time is Margaret who tilts. She enlaces her arms around his neck, pulling him, getting closer. Arthur feels captive by the sweet perfume of Maple leafs and smooth lips that kisses his so loving.
“You always are.” She murmurs back, while he deepens the kiss, leading her to the bed. He’s not quite sure about the direction though is him that’s guiding. It is simply too easy to lost sense when tongues meet each other, melting and gasping for air. The hunger makes Arthur seek for more, desperately needing to taste her entirely.
Because Margaret is simply addictive, there’s something special about her behavior. The way she seems to completely give herself to him. She could eagerly and trustily follow his steps, but she would never lose her own convictions. Margaret loves to tease – she bites his lips and they’re so synchronized that is impossible to tell who is guiding who.
Margaret lets Arthur think is he, she never surrender, only indulges his selfishness. She never submits, only freely decides to accompany him.
Arthur wants to devour, kiss all her flesh, and mark her as his own. Yet he’s gentle, calm and kind. When his legs bumped against the bed, Arthur opens his eyes. The kiss stops and they’re looking at each other. The Englishman sits at the bed, taking her hand and kissing her palm on a gently invitation to join.
“I promise to not hurt you. I’ll be gentle, my love. Thus please don’t worry, you can trust me.” He promises once more, Margaret’s skirt slides on his legs when she knells on the bed, smiling at him.
“Though you ask me to remain calm, is you that act nervously, my dear” She laughs lowly, leaning and using her weight to knock him down on bed. Playfully, she leans and nibs his ear, she breathed against his skin. “And I thought I was the inexperienced one here.”
“I am nervous, indeed.” He says sincerely. There’s nothing childish about Margaret. All her words and attitude is nothing else than a woman posture. Margaret gets up, sitting on his lap. She waits for his words, and suddenly he feels more easy-going. Arthur feels calm filling his inside and finally manages to smiles playfully.
“Why are you mocking me? Isn’t a man always nervous at the company of a special lady?” He raises his upper body, holding her by her waist. Embracing her so dearly, whispering against her ear. He kisses her neck, and feels the skin heating. She’s simply so beautiful.
His hands travel over her leg, caressing the things hidden by the skirt dress. Arthur leans again, kissing her neck and trying to reach more skin on her shoulders. But the cloth is on his way, and it’s Margaret who finds a way to loosen the dress.
“Am I special then, Art?” She’s still holding her clothes against her chest. Looking firmly at him and Arthur catches a piece of something on her eyes. It’s her first time, of course, Arthur knows that. But she doesn’t want to be treated as naive. She isn’t t a child and yet she’s insecure.
And then Arthur realizes: She’s not a woman, but a maiden.
“Yes. You’re my dearest, my love.” Arthur says, firmly. Margaret’s his to make into an adult.
She’s a young girl too mature to her age, or maybe she’s too old to be only a girl. But perhaps is not the age that matters, or who raised who there. Because Margaret wasn’t as naive as Arthur expected, but she isn’t as mature as she desires either.
What matters is that they’re together on that night, and Arthur holds her hands. The dress fall, displaying pale skin and soft breast that Arthur so whishes to sink his face under. And when he takes her on his arms so to change the positions, there are no excuses to make. As Arthur kisses and marks her skin, he doesn’t ask her feelings anymore. He whispers his love, and contemplates her beauty, but he doesn’t promise any other care.
And while the night falls, Arthur weren’t as carefully as promised. He was gently, that’s for sure. Margaret wasn’t insecure as he feared either, she experimented. The night passed while they made love for the first time and once more. On their mind, there’s no thought on the past, not even plans for the future. There’s only the moment to be enjoy.
Lately on that night, she was humming on the dark room, same old song whispered at the fireplace. As Margaret caress his head and sing an old lullaby, Arthur thinks perhaps he’s the kid falling asleep with his face rested on a mature woman’s bosom.
Resumo: Daniel decide o levar para a praia, tentando quebrar o tédio.
Na vida existem aqueles dias em que tudo vai como planejado. São dias normais e de fato, não são ruins. Na verdade é até legal, acordar sabendo que deu tudo certo e que as coisas vão seguir da forma correta, da maneira certa. E então se tem mais segurança, a certeza de que não havia nada errado, que você, pelo menos dessa vez, não errou.
Mas acontece que quando as coisas seguem tudo um mesmo ritmo - acordar, comer, trabalhar, voltar para a casa e dormir para então repetir tudo no dia seguinte – e você meio que se cansa disso. Tudo isso fica meio chato. Rotineiro demais.
E Luciano detestava rotina.
Daniel estava ciente disso, ciente de que grande parte do mau-humor de Luciano naquele exato momento estava relacionado a dois simples fatos. Primeiro a falta de um café descente e segundo a monotonia da vida.
Era outra reunião do Mercosul, Martín e Sebastían não havia chegado, na verdade, por mais estranho que aquilo poderia parecer, Luciano havia sido o primeiro a adentrar o local. Daniel chegou logo depois e quando entrou na sala encontrou o brasileiro com a cabeça deitada sobre a mesa de reuniões.
A primeira coisa que passou pela mente do paraguaio foi que havia algo errado, preocupado Daniel se indagou se aconteceu algo. Só que não parecia ter sido algo, porque Luciano não parecia exatamente triste ou deprimido. Na verdade era algo mais para o cansaço.
Os encontros do Mercosul estavam sendo muito cansativos. Não era que houvesse um assunto polêmico que eles tivessem que debater e resolver com urgência. Na verdade eram apenas questões de rotina, só que as reuniões ainda eram longas e maçantes, tão longas que pareciam até mesmo não ter propósito nenhum. Mesmo Daniel, que se esforçava o máximo para manter um sorriso no rosto e controlar os ânimos entre os primos e Luciano, sentia uma pontada na cabeça só de pensar na cansativa rodada de reuniões que se sucederia naquela tarde.
E aí ele pensou em outras coisas, coisas que ele preferia estar fazendo, lugares que ele gostaria de estar e sorrisos que ele gostaria de ver. Coisas diferentes e tão melhores do que a mesma monótona reunião de sempre.
Foi aí então que Daniel finalmente entendeu que não era realmente um problema. Não era que Luciano estivesse triste ou deprimido, era só que o brasileiro nunca soube lidar bem com a rotina da vida, Luciano acabava sempre ficando meio irritado e emburrado quando não tinha nada para fazer além de trabalhar. Porque trabalhar é chato, Luciano sempre explicava em um gesto de quem não dá a mínima para o que faz – o que Daniel sabia que não era bem verdade, Luciano se importava. Ele só não gostava de ter tempo para pensar se estava fazendo realmente certo.
Ele precisava de uma distração. Ele e Daniel não saíam há algum tempo. Daniel soltou um riso baixo e finalmente sentou ao lado dele, carregando um copo de café, este quente e com extra açúcar, colocando-o de frente ao brasileiro. Luciano estava deitado sob na mesa, murmurando algo sobre café frio e de como ele gostaria ir para casa e que, ele jurava, se Martín discordasse dele mais uma vez naquela reunião, ele teria certeza de cortar as bolas do argentino e transformá-las em carne moída.
O paraguaio apoiou o ombro na mesa e com uma mão, acariciou lentamente os cabelos de Luciano. Luciano virou o rosto devagar para encarar o paraguaio, questionando-lhe com os olhos qual era o problema. Daniel sorriu e finalmente perguntou se eles podiam ir à praia naquele fim de semana.
Por que Luciano amava o mar, e essa então seria uma boa distração.
O brasileiro sorriu, confirmando a cabeça e fechando os olhos, aproveitando o pequeno momento de paz e carinho. O que claro, não durou muito. Logo Martín também adentrou a sala, observando furiosamente a mão de Daniel que ainda acariciava os cabelos do brasileiro e friamente o mandou se afastar. Daniel prontamente ignorou a ordem do argentino, suspirando e sorrindo para o mesmo, cumprimentando com uma boa tarde e pensando que não era apenas Luciano que precisava de umas boas férias.
Na sexta seguinte, Daniel se encontrava em uma pequena cabana de frente para o mar. A praia era pequena e deserta. Segundo Luciano, não havia muita coisa por perto, mas era um ótimo lugar para nadar e também se praticar o surf. Daniel ergueu uma sobrancelha, surfar não era bem o seu esporte preferido, mas Luciano prontamente o ignorou, dizendo que o ensinaria. E que aprendendo com um dos melhores surfistas do mundo, Daniel logo pegaria o jeito.
Daniel não disse nada, mantendo um sorriso no rosto e fingindo a paciência que não tinha. Luciano era, às vezes, convencido demais para o seu próprio bem. Mas estava tudo bem assim, pelo menos por enquanto, porque Daniel estava ali para animar Luciano e só o grande sorriso no rosto do brasileiro já bastava naquele momento e então ele podia deixar para lá um pequeno comentário desses.
E de qualquer forma, Luciano não teria mesmo a oportunidade de demonstrar as habilidades em uma prancha que nem eram tão grandes assim.
Uma tempestade se aproximava.
O tempo simplesmente não queria colaborar, o vento batia furioso na costa, grandes ondas quebravam na areia da praia e os coqueiros balançavam com força dando a impressão que se partiriam no meio.
E agora Luciano estava sentado na varanda, olhando a praia e o mar agitado. Um suspiro pesado escapou dos lábios do brasileiro e Daniel que, até então, observava a certa distância finalmente se aproximou, sentando ao lado do brasileiro.
- A gente volta semana que vem. – Daniel deu um pequeno tapa nos ombros de Luciano, este virou o rosto para ele e logo se decidindo que aquela posição não era bem a que queria, abaixando a cabeça e deitando-se no colo do paraguaio.
- Nah – Luciano riu baixo, fechando os olhos e se aconchegando mais – Fazer nada também está de bom tamanho.
- Ei! – Daniel protestou, agarrando as bochechas do brasileiro com força e as puxando – Por que eu andei me preocupando então?
Luciano piscou os olhos, confuso. Sem entender direito aonde Daniel queria chegar. Preocupado com o quê? O brasileiro perguntou com uma expressão inocente nos olhos e o paraguaio soltou um longo, um realmente longo, suspiro antes de respondê-lo.
- Você anda deprimido e nervoso, o que houve? É porque não tem nada para fazer, não é?
“Nada para fazer”, Luciano repetiu as palavras, baixo e sereno, um tom de dúvida marcava a sua voz quando ele levantou o corpo, sentou-se e inclinou a cabeça para trás. E deu uma longa risada, uma gargalhada que se misturava com o barulho da ventania e era carregada para longe por esta.
- Besta! – Luciano exclamou e um pequeno sorriso formou-se em seus lábios – Eu só estava pensando.
- Pensando no quê? – Daniel indagou.
- Pensando. – Luciano respondeu apenas isso, uma palavra sem complemento nenhum. – Eu só estou tendo muito tempo para pensar.
Porque a rotina transforma as tarefas em ações automáticas, mecânicas e aí acaba se tendo tempo demais para pensar. Luciano não era bom nisso, ele simplesmente pensava o desnecessário. Olhando para os olhos do brasileiro era possível ver, sentir a pergunta que martelava a cabeça do brasileiro.
Será que ele finalmente estava fazendo certo?
Sinceramente, Daniel não tinha a resposta para essa pergunta. Tudo que ele sabia era que aquilo não fazia bem, não era saudável e que Luciano não precisava se preocupar tanto, ele não devia se preocupar tanto. Mas isso ele não podia dizer, ele não podia simplesmente falar para Luciano parar de se preocupar, não era assim que funcionava afinal, preocupação também é necessária. Tudo que ele podia dizer era apenas metade disso, e o pedido para que Luciano relaxasse um pouco mais ficava silencioso, aparente apenas no olhar.
- Você pensando não faz bem para ninguém. – Daniel sorriu e Luciano voltou os olhos para ele novamente.
-Ei, por acaso isso é um insulto? – Um sorriso formava-se nos lábios de Luciano, o brasileiro aproximou mais o seu rosto do outro, olhos compenetrados encaravam o paraguaio – Então foi para isso que você quis vir aqui? Me distrair?
- Eu vim para descansar – Daniel levou uma das mãos até os cabelos do brasileiro, dedos entrelaçados aos fios negros – Te distrair só faz parte do processo.
A última frase saiu em um sussurro, porque o vento forte continua a soprar furioso sobre a praia e já não dava para ouvir mais direito. Luciano encostou a testa contra a testa de Daniel, olhos fechados, apenas ouvindo o vento e a chuva que começava a despencar do céu. O convite para entrar também foi silencioso, apenas um beijo de carinho e uma mão que puxava e arrastava Daniel para dentro da cabine.
Eles poderiam passar horas ali, horas entre beijos e abraços. Apenas abraços, em uma tarde chuvosa a beira da praia. Só aquilo já era suficiente para se esquecer do resto do mundo.
Resumo: NSFW. Uma sobremesa gelada para um dia realmente quente.
O calor estava de matar em Assunção, Luciano suava tanto que já estava convencido de que derreteria até a morte. Bem, claro que não era como se o brasileiro não estivesse acostumado com o calor, então ele não estava morrendo de verdade. Era só que havia uma diferença muito grande entre um dia quente nas paradisíacas praias do Nordeste, bebendo água de coco e nadando no mar e em outro dia inteiro passado trancado numa casa no Paraguai. Sem água de coco, sem mar e sem ventilador.
Claro, o ventilador foi culpa de Daniel que conseguiu quebrar o eletrodoméstico sabe-se lá como. Apesar de que Luciano pode ter influenciado ao tentar tirar o objeto da mão do paraguaio e o puxado em direção oposta. Eles ficaram brigando com o objeto em mão até que a hélice separasse da base. Mas a participação de Luciano era realmente apenas um detalhe.
E de qualquer forma, a questão é que estava muito quente e não havia nem mesmo um ventinho para aliviar. Para piorar não havia nem mesmo algo para fazer, o que era incompreensível já que ele e Daniel sempre tinham algo para fazer, tipo sexo. Mas eles não estavam fazendo isso, então eles poderiam ao menos sair de casa para passear, o que o brasileiro sugeriu mais cedo, só que Daniel disse que já tinha algo planejado para o dia.
O único problema era que o paraguaio parecia tê-lo excluído de seus planos e então Luciano tinha toda a razão em estar irritado e andar de um lado para o outro da sala de estar só de cueca e exclamando que o Paraguai era quente demais.
Daniel riu, saindo da cozinha que, aliás, foi onde ele passou grande parte da tarde preparando sabe-se lá o quê. Bem, seja lá o que for parecia estar pronto já que o paraguaio escondia algo em suas costas, Luciano não deixou de reparar. Mas a fim de impedir o brasileiro de se esgueirar e espiar o seu segredo, Daniel manteve-se afastado e ignorava o olhar curioso do outro.
- Eu sou tão quente assim? – Daniel disse, em um tom provocador – Está admitindo que eu sou mais gostoso que você, Lu?
- Ah, não sei – Luciano abriu um sorriso, retrucando no mesmo tom – Eu ainda acho que tem coisas, mas gostosas por aí.
- Tipo o quê?
- Tipo brigadeiro. - Luciano disse com uma expressão vitoriosa no rosto para só então observar o sorriso provocador do paraguaio aumentar mais. Claro, era óbvio que ele faria isso, Daniel planejava algo, Luciano constatou no fundo de sua mente e estreitou o olhar.
- Eu sabia que diria isso – o paraguaio disse enfim, arqueando os ombros em um gesto resignado e levando-o para frente o que tanto escondia.
Uma vasilha cheia de brigadeiro de panela saído da geladeira.
Os olhos do brasileiro brilharam imediatamente com a sobremesa em sua frente, arregalados como de uma criança. Realmente, Luciano era uma criança que acabara de ver o seu doce preferido, Daniel observou com grande satisfação o sorriso do brasileiro aumentar e este avançar alguns passos rapidamente, pronto para roubar a vasilha das mãos do paraguaio.
Daniel se afastou novamente, protegendo a vasilha e Luciano bufou emburrado, ainda mais quando o paraguaio passava o dedo na borda da vasilha, sujando os dedos e depois sujando os próprios lábios. Devagar, ele passou a língua sobre o local agora sujo pelo doce, Luciano observava tudo hipnotizado, os planos do paraguaio, agora, mais claros em sua mente. Daniel lhe ofereceu um sorriso cúmplice e só então o brasileiro terminou de avançar, passos decididos e os braços possessivos que envolveram o paraguaio pela cintura, tomando-lhe os lábios.
Tinha gosto de chocolate.
Que em seguida o brasileiro tivesse carregado-o até o quarto era apenas o esperado, ou melhor, era exatamente o que Daniel havia planejado. Talvez ele só não tivesse premeditado o quanto brigadeiro poderia despertar o pior (ou seria o melhor?) do brasileiro. Luciano fazia o máximo possível para aquela experiência ser uma verdadeira tortura.
Porque Daniel estava deitado na cama, com Luciano sobre si, mas o brasileiro não fazia nada, absolutamente nada além de comer brigadeiro. Daniel bem que tentou reclamar, dizendo que não era aquilo que planejava, mas Luciano ainda devorava a sobremesa, indiferente a birra do paraguaio.
- Ninguém mandou me provocar com brigadeiro – o brasileiro dizia enquanto lambuzava os dedos e os levava até a boca, lambendo-os sem pudor e saboreando o doce sabor do chocolate – Agora eu tenho que te punir.
Luciano sorriu malicioso e Daniel engoliu em seco, quase se arrependendo. E talvez fosse mesmo um pouco perigoso demais juntar brigadeiro e sexo com Luciano. Mas o brasileiro estava sentado no seu colo, só de cueca, saboreando toda a sobremesa, sozinho. Com dois dedos, retirava o chocolate da vasilha e levava-os até a boca, sem, porém, colocá-los para dentro ainda. Primeiro colocava a língua para fora e lambia o que escorria entre os dedos – infelizmente Daniel não havia dominado a receita e o brigadeiro acabara mole - em seguida envolvia os dedos com os lábios, lambendo-os, sugando-os. Luciano fechava os olhos e fazia sons que Daniel só poderia definir como obscenos.
Realmente obscenos.
Não era para menos que estava ele estava ficando duro, Daniel percebeu a reação de seu próprio corpo. Assim como Luciano que abriu os olhos e sorriu ainda mais malicioso quando o volume do paraguaio pressionou contra si.
Daniel contraiu os lábios, fazendo bico e claramente insatisfeito, o que tinha muito mais a ver com o sorriso exibicionista e satisfeito no rosto do brasileiro do que com qualquer outra coisa. Não seria surpresa se o brasileiro começasse a dizer alguma coisa irritante tipo “Mas já, Dani? E eu nem fiz nada” com aquela falsa cara de inocente que ele sabia fazer tão bem, mas Luciano não disse nada se concentrando mais em despir o paraguaio.
(Com os dedos ainda melados de chocolate o que significava que ele teria que lavá-las depois já que essa era uma das últimas peças limpas que restaram, Daniel se lembrou com muito pesar).
Após retirar a regata e a bermuda do paraguaio – junto com a roupa intima – Luciano se afastou um pouco, admirando o corpo nu diante de si. Daniel sorriu um pouco desconfortável, porque o brasileiro o encarava intensamente e sinceramente, ele preferiria que o brasileiro fizesse algo a mais do que só olhar.
- Só olhar não vai arrancar pedaço, Lu – Daniel finalmente disse algo e Luciano apenas balançou a cabeça positivamente, concordando com o paraguaio, sem, porém, realmente se mover.
Sem falar nada, apenas o devorando com o olhar.
E aquilo era realmente desconcertante, Luciano o olhava por cima, deixando a vasilha de brigadeiro na cama, ao alcance das mãos. Mas ele finalmente sorriu e abaixou-se, beijando a testa e os cantos dos lábios do paraguaio, sussurrando com a voz rouca:
- Ei Dani, se eu te cobrir com brigadeiro você sabe o que isso te faz? – Luciano mergulhou a mão na vasilha de brigadeiro, o chocolate pingava dos dedos do brasileiro e consequentemente caía no corpo do paraguaio. Daniel arrepiou-se levemente com a sensação gelada do doce, o que fez Luciano rir baixinho enquanto continuava – A sobremesa mais deliciosa desse mundo.
Claro, Daniel não conseguiu conter um riso, um som exalado do nariz claramente zombando das palavras de Luciano. Ele até ia dizer que ele não era comestível e que então ele não podia ser uma sobremesa, mas o paraguaio sabia a resposta de Luciano e como os olhos do brasileiro brilhariam dizendo que Daniel era sim uma sobremesa. Uma deliciosa sobremesa que Luciano iria devorar. Então Daniel deixou estar. Ele deixou estar porque a mão gelada do brasileiro passeava pelo seu corpo, acariciava e massageava os músculos, relaxando-o.
O que era engraçado. Era engraçado estar assim tão relaxado. Porque ele estava nu e sendo coberto por chocolate, mas estava calmo e era tão simples, relaxar e deixar com que Luciano fizesse o que ele quisesse fazer. Tão fácil que Daniel tinha que se vigiar e não se deixar se levar demais, mas por enquanto não era possível porque Luciano beijava-lhe os lábios e era tão terno. E as mãos geladas de Luciano passeavam pelo seu corpo, massageava seu tronco, deslizava pelo seu pescoço e tocava as maças do seu rosto. E então Daniel não podia ligar menos para qualquer outra coisa.
Luciano abaixou-se o suficiente para quase encostas a ponta do nariz na bochecha do paraguaio e respirou com força, sentindo o cheiro do chocolate e de Daniel. O hálito de Luciano era quente sobre o seu rosto e a língua do brasileiro deslizou por sua pele, limpando o brigadeiro que havia na maçã do rosto.
E agora a boca de Luciano beijava o seu pescoço, Daniel sentiu um arrepio e suspirou prazerosamente. Os beijos eram molhados, Luciano deslizava a língua devagar, saboreando cada pedaço. Afastando os lábios sujos de brigadeiro - deixando um filete de saliva escorrer pelo pescoço do paraguaio - e os lambendo. Após observar mais uma vez a visão abaixo de si, Luciano abaixou-se novamente, beijando a maça do rosto, pescoço novamente e no momento em que Luciano chegara ao peitoral do paraguaio, Daniel sentiu os dedos do brasileiro roçar em sua virilha. Os pelos públicos de Daniel grudavam nos dedos melados de Luciano, e então sob si mesmos. Luciano acariciava a região, sem, porém, tocar no membro que pulsava necessitado de algum toque.
Os beijos continuavam e Luciano já havia limpado todo o peitoral quando seus dedos finalmente entrelaçaram em volta da intimidade do paraguaio. O brasileiro beijava agora o abdômen, lambendo e sugando o chocolate espalhado na região. A mão de Luciano fazia movimentos longos e lentos. Daniel suspirou novamente, agora um pouco mais forte, ele fechou os olhos, concentrando-se na sensação das carícias da mão de Luciano e na língua do brasileiro que lambia o chocolate em sua pele e descia, cada vez mais baixo, deixando trilhas de saliva por onde passava até alcançar a virilha do paraguaio.
Luciano provocava, percorrendo com a língua toda a extensão do membro, de baixo para cima e então em direção contrária. Luciano o beijava, beijos úmidos e quentes que arrancavam pequenos gemidos do paraguaio. Daniel não mais se conteve, agarrando os cabelos do brasileiro e só então Luciano deixou as provocações de lado, abocanhando o membro do paraguaio e concentrando-se apenas em proporcionar prazer ao paraguaio.
Daniel abriu a boca e arregalou os olhos, deixando um rouco gemido escapar dos seus lábios, a língua de Luciano envolvia o seu membro e o guiava dentro da boca do brasileiro. Friccionando-o contra a carne macia da parte de dentro da bochecha, Luciano sugava-o, chupava-o, lambia-o. Daniel gemeu frustrado quando a boca do brasileiro o abandonou e seu falo tocou o ar. Mas não durou muito, logo o brasileiro beijava o seu membro e abocanhava agora apenas a cabeça, chupando-o ao mesmo tempo em que masturbava o falo duro e grosso, friccionando-o e espalhando a própria saliva no local.
Foi no momento em que a mão trêmula de Daniel apertou ainda mais os seus cabelos que Luciano levantou o rosto. Daniel corava e com os lábios entreabertos ele gemia o nome de Luciano. E era um som tão gostoso e belo, o brasileiro queria ouvir mais, fazê-lo gemer mais. Fazê-lo gritar o seu nome até ficar rouco e perder a voz. Daniel estava perto, tão perto que Luciano podia sentir. Luciano abocanhou-o mais, o membro do paraguaio quase tocando a parede de sua garganta. Daniel agarrava-se aos seus cabelos e movia os quadris em direção à boca de Luciano.
Um último gemido, alto e rouco, e então Daniel desmanchou-se dentro da boca de Luciano. Luciano afastou-se, engolindo o gozo e sentindo o gosto de Daniel, ele sorria e lambia os cantos dos lábios sujos do líquido branco e brigadeiro.
- Melhor sobremesa do mundo – Luciano abaixou-se e sussurrou rente a orelha do paraguaio – Tem gosto de brigadeiro.
Daniel ainda recuperava o fôlego quando Luciano tomou-lhe os lábios, deixando com que o paraguaio também dividisse aquele sabor único que era a combinação de Daniel e chocolate.
E então, enquanto Luciano o beijava, insaciável e fogoso, só então Daniel teve a certeza que combinar as coisas favoritas de Luciano foi a melhor e pior ideia possível que ele poderia ter tido naquele dia.
Os pulsos firmemente presos acima da cabeça por um cinto passavam uma ideia clara, Luciano não deveria se mover. O paraguaio não permitiria.
Droga, quando fora que Daniel tornara-se assim tão sádico e bom em torturá-lo? Luciano mordera os lábios carnudos, evitando um leve gemido enquanto sentia os lábios do paraguaio envolver um dos seus testículos, sugando-o com delicadeza. Uma das mãos continuava uma masturbação lenta e precisa. O ritmo certo para excitar o brasileiro, mas que o impedia de qualquer a coisa a mais.
E tudo aquilo já prosseguia por alguns minutos, Daniel continuava a beijá-lo, lambia-o por inteiro, e até arriscava abocanhá-lo, chupando-o por um tempo, apenas para deixá-lo. Era frustrante e irritante, e quando o paraguaio faz a mesma coisa pela terceira vez, Luciano finalmente exclama.
- Pelo amor de Deus, Dani!
- Palavrinhas mágicas? – Daniel sorria, depositando outro beijo na cabeça no membro ereto do brasileiro, e descendo a língua pela extensão, deixando uma trilha de saliva pelo local.
- Me chupa?
Um sorriso sacana aparecera nos lábios do brasileiro, quando suspirava prazerosamente logo a seguir. Daniel soltou uma risada nervosa, parando o que fazia para encarar o brasileiro nos olhos. Luciano moveu os quadris, ainda mais frustrado por ser abandonado por completo.
- Não isso, Lu. Aquilo que a gente fala quando queremos algo.
- Me chupa, agora. – Luciano sussurrou e Daniel lambera os lábios, rindo e divertindo-se com as respostas do brasileiro, enquanto inclinou-se sobre o corpo do mesmo. Uma mão desce para a intimidade do amante, massageando o local e começando uma masturbação mais rápida. O rosto de Luciano adquirira um tom róseo, e o mesmo gemera baixo. Bem como Daniel queria, aproveitando sua posição, o paraguaio mordera o pescoço do brasileiro quando finalmente ouvira o que esperava. – Okay, eu desisto! Por favor, Dani. Por favor, me chupa!
O sorriso de Daniel era vitorioso, quando moveu-se novamente, e dessa vez fazia o que Luciano tanto desejava.
Bem, eu estou muito atrasada com isto. Então mesmo que eu não esteja satisfeita… Este é um presente de Amigo Secreto para Laura. Eu espero que goste.
Fandom: Latin Hetalia
Pairing: Argentina/ Brasil
Avisos: Levemente NSFW, curto e nada muito visual.
Resumo: O pedido requisitava um final feliz e romântico com a praia como fundo. Martín e Luciano celebravam o fim de ano juntos e caminham juntos pela praia.