Matthew Daddario photographed for Bello on January 11, 2016 in Los Angeles, California.
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Matthew Daddario photographed for Bello on January 11, 2016 in Los Angeles, California.
i should be over all the butterflies but i'm into you. appirling (flashback, july 1977)
pippapplebee:
Havia um grande questionamento dentro de Pippa, maior ainda do que a questão sobre seguir a sua vontade e começar a estudar Alquimia mesmo sabendo o quão desapontado seu pai poderia ficar, ou optar por não estragar mais a sua relação com o patriarca Applebee e aceitar um emprego no Ministério que ele havia se esforçado muito para conseguir para ela ou até mesmo ajudar nos negócios com as abóboras ou as corujas. E a questão que mais ia e voltava na mente da recém-formada Philippa era: ela havia sempre gostado de Frederick e apenas nunca notara ou tudo surgira só pela vontade de preencher um vazio dentro de si com todo o carinho e amor que o melhor amigo dispensava a ela? Era engraçado tentar se lembrar de algum dia ter visto Freddie com outros olhos além do de melhor amiga. E também não parecia muito provável que ele havia a visto de tal maneira também. Eram melhores amigos que conversavam sobre qualquer coisa, inclusive sobre relacionamentos – não que o tópico fosse muito frequente para eles, mas era por não terem ninguém para falar e não por terem receio de falar sobre um com o outro. Bem, ao menos para Pippa era por realmente não ter ninguém, nenhum pretendente, nenhum namorado.
Ela era apenas a melhor amiga, talvez a garota que ele mais gostava para sua modelo de fotografias, mas apenas por que Pippa não reclamava muito sobre e nem ficava insistindo para que ele mostrasse as fotografias depois de pronta, entendia que ele não se sentia muito confortável dividindo o trabalho com os outros, era compreensível. Mas ela nunca havia se imaginado como a namorada. Quer dizer, não que fossem namorados ou algo do tipo, mas àquela altura do campeonato era inevitável se pegar pensando sobre o que eram, ou melhor, sobre o que ainda eram. Ainda eram melhores amigos? Há probabilidade de continuar sendo melhor amiga de alguém por quem você não tem mais certeza nenhuma sobre seus sentimentos? Alguém que você nem sequer sabe se vai ver na próxima semana, próximo mês ou até mesmo próximo ano?
No atual momento ela não sabia como agir perto de Freddie. O quão patético era não saber como agir ao lado de seu melhor amigo? Ela nunca antes tivera esse problema, era acostumada a chegar falando e falando, no melhor jeito Philippa Applebee de ser. Mas naquele momento ela não conseguia fazer o que habitualmente fazia. Deveria abraça-lo para parabenizar pela formatura? Lhe dar um beijo? Um beijo no rosto ou um beijo beijo? Por Morgana isso com certeza acabaria deixando ela maluca. “É… Acho que você tem razão, por enquanto vai apenas parecer que estamos de férias e que depois vamos voltar.” Concordou com o que ele dizia, era realmente algo que fazia muito sentido. Ela só perceberia que tudo acabou mesmo quando não partisse no Expresso Hogwarts em Setembro para mais um ano no Castelo, não haveria mais nenhum ano para Pippa em Hogwarts.
Seu coração acelerou um pouco quando Freddie anunciou que tinha algo a falar, ele parecia estar nervoso, procurando os bolsos da calça para enfiar as mãos da maneira que ele sempre fazia quando estava tentando não parecer que estava nervoso – o que não funcionava para Pippa, já que ela o conhecia melhor do que qualquer outra pessoa, talvez só não melhor que April. “Sim, eu sei.” Sorriu tentando acalma-lo. “Tenta falar o que vier na sua cabeça, já falei que essa é a melhor maneira de colocar o que pensa para fora.” Aconselhou da maneira que sempre fazia quando ele se enrolava em falar algo por estar nervoso. Estranhou quando ele pegou suas mãos gentilmente com as dele e se aproximou. Nos instantes seguintes o coração de Pippa basicamente congelou, parou de bater. A jovem não conseguia acompanhar o que ele dizia, ou simplesmente não conseguia acreditar que ele dizia o que ele achava que ele dizia. Seus olhos se abriram mais do que o normal com o susto e o aperto de sua mão na dele tornou-se mais firme. “Mas…?” Tentou pensar em algo para dizer, mas era impossível conseguia encontrar algo naquele momento. Ela só queria que ele terminasse de falar o que havia começado – e queria também que aquilo terminasse da maneira que ela, bem lá no fundo de seu coração, achava que terminaria.
A vida era feita de decisões. Decisões que haviam sido tomadas, decisões que foram ignoradas. Pequenas, grandes, muito importantes. Decisões próprias ou de terceiros que, de uma forma ou de outra, acabavam influenciando em vidas que alheias. Haviam ainda aquelas pessoas que decidiam as coisas por puro impulso, e ás vezes se arrependiam, ás vezes davam sorte; Freddie não. Frederick fazia cálculos, montava teorias, criava suposições. Imaginava cada pequena probabilidade de sua ideia dar errado ou certo, pesava os prós e os contras, e jamais fazia algo se não tivesse total certeza do que estava fazendo. Ele era o Stirling inseguro, o mais covarde entre seus irmãos, era verdade, mas aquele era Freddie, o que estava sempre com um pé atrás, que não tinha palavras duras para proferir, que evitava conflitos. Ele sempre fora adulto demais para seu corpo jovem, o que muitas vezes era recebido com estranheza por parte de sua família, de seus amigos e colegas.
Então, naquele dia, estar agindo com uma parcela bem grande de insegurança sobre o que estava fazendo (não por não saber se queria ou não ter Pippa ao seu lado, mas por estar em dúvida sobre como ela reagiria), aquela era uma novidade e tanto para o rapaz. Seu coração batendo forte e acelerado contra seu peito era uma das provas do seu nervosismo. Entretanto, seu aperto nas mãos de Pippa era firme, não a ponto de machucá-la, mas para mostrar que sua ideia não era sair correndo dali. Ele queria mostrar suas convicções.
A maior parte dos alunos já havia retornado para o castelo após a formatura. Haviam apenas alguns que ainda permaneciam com a intenção de apreciar um pouco mais o que ainda lhes restava da paisagem incrível dos jardins de Hogwarts, e para aproveitar o dia lindo que fazia. Era estranho estar se comportando daquela forma em meio a pessoas que ele mal conhecia, mas Freddie sabia que se deixasse aquela oportunidade passar, ainda mais depois que já havia iniciado seu pequeno discurso, tudo poderia acabar dando errado, e ele não poderia correr o risco de perder Pippa e acabar se arrependendo depois.
"Minha cabeça está tão cheia, que se eu dissesse tudo o que está se passando agora, sairíamos daqui somente na semana que vem." Ele sorriu, nervoso, mas a brincadeira havia sido uma tentativa de descontrair o clima. Precisava se acalmar e continuar colocando em palavras o que estava sentindo. Tarefa difícil, mas necessária. "Mas para que a minha ideia de futuro se concretize, eu precisaria de uma resposta sua. Não é minha intenção te pressionar sobre qualquer assunto, ou apressar as coisas sem saber e acabar estragando tudo, então..." Freddie respirou fundo, suas mãos ainda segurando as de Pippa quando se aproximou mais um pouco para poder ver o rosto da garota que ele amava há tantos anos, mais de perto. "Se estiver se sentindo desconfortável com essa situação, ou se achar que eu estou exagerando, por favor, me diga. Só que, por algum motivo, eu sei que não posso evitar de te perguntar isso nesse momento, porque a ideia de sair daqui sem uma resposta, ou sem ao menos uma tentativa que for, me incomoda. Então, hm, Pippa... você me aceitaria como seu namorado?"
Have you ever liked someone who your friends hated?
Eu sempre fui apaixonado pela minha melhor amiga, então eu acho que seria difícil ela não gostar de si mesma.
E Bertha, bem, acredito que ela goste da Pippa também.
freddie, quando é que você vai pedir a pippa em casamento?
I- I don’t know… This is- Oh God- What? Pippa e eu, nós nunca falamos sobre isso e… Eu realmente não sei o que fazer a partir disso.
é complicado ter tantos irmãos?
É complicado, mas também é divertido. Ás vezes você quer trocar de lugar com alguém que tenha uma família menor, quer uma vida mais tranquila, quer um almoço de final de semana sossegado, mas no final do dia você se lembra de todas as coisas que fazemos uns pelos outros, das risadas, dos conselhos meio desajeitados, até das piadas idiotas, e do quanto nós somos bons quando estamos todos juntos, e isso compensa a irritação que sentimos de vez em quando, e a vontade de se afastar que aparece, mas logo some. Somos uma família. Uma família diferente, mas o que importa é que nos amamos e estamos aqui um pelo outro.
pippapplebee:
Bem humorada é algo meio relativo né, que não são coisas de se dizer ao lado de uma criança. Ou ao lado de qualquer pessoa que esteja sóbria… E você não fique tão pertinho dela, senhor Frederick. Não confio na Jules ao lado de qualquer homem que não seja o Mike.
Não fiquei chateada, mas você bem que merece comer abóbora crua. Uhm, não sei, será que você merece ser desculpado?
Sim, nesse ponto você tem razão. Só quis dizer que ela me parece mais receptiva. Wait, what-? No! For Merlin’s sake, Pippa, no! No way... This is... Weird. Pensei que soubesse que só tenho olhos para você.
Ninguém merece comer abóbora crua, isso seria uma grande crueldade da sua parte. E é claro que eu mereço ser perdoado... Isso se você quiser me perdoar, óbvio.
pippapplebee:
É, realmente… Temos Matt que não é lá muito bom com crianças. Sturgis que mesmo sendo padrinho não sei se é uma boa babá. E, bem, preciso mesmo comentar sobre a Jules?
E você tá mesmo insistindo nisso? Chega, não vou ficar ouvindo isso. Da próxima vez que ficar com fome no meio da noite eu vou te mandar comer uma abóbora crua! Nunca mais saio da cama pra fazer nada, nadinha pra você.
Mas pelo menos Jules é bem humorada. Quer dizer, não tem como não rir do lado dela, apesar de ás vezes ser um pouco desconfortável.
Ei, ei. Eu só fiz uma brincadeira, não precisa ficar chateada não. Sua comida não é ruim. Me desculpa?
pippapplebee:
É, realmente… Temos Matt que não é lá muito bom com crianças. Sturgis que mesmo sendo padrinho não sei se é uma boa babá. E, bem, preciso mesmo comentar sobre a Jules?
E você tá mesmo insistindo nisso? Chega, não vou ficar ouvindo isso. Da próxima vez que ficar com fome no meio da noite eu vou te mandar comer uma abóbora crua! Nunca mais saio da cama pra fazer nada, nadinha pra você.
Mas pelo menos Jules é bem humorada. Quer dizer, não tem como não rir do lado dela, apesar de ás vezes ser um pouco desconfortável.
Ei, ei. Eu só fiz uma brincadeira, não precisa ficar chateada não. Sua comida não é ruim. Me desculpa?
pippapplebee:
Não, você não disse isso.
Qual é, eu sou uma ótima cozinheira. Ok, não ótima, mas razoável. E sou muito boa com crianças, Tams sempre sai viva das vezes em que fiquei de babá!
Acho que Tams sai viva porque de todas as suas babás, você é a mais responsável. E também a única que não fica brigando com os outros para se provar melhor. Só que em questão de comida, Pippa... Tudo bem, eu nem posso reclamar muito, eu não sou muito melhor na cozinha.
i should be over all the butterflies but i'm into you. appirling (flashback, july 1977)
A jovem Philippa realmente não sabia o que sentir naquele momento, prestes a de fato ser uma aluna de Hogwarts formada. Era um misto de felicidade por enfim concluir os estudos e tristeza por estar deixando sua vida para trás, afinal, havia passado os últimos sete anos naquele Castelo, havia feito amigos e convivia com as pessoas por ali mais do que convivia com seu próprio pai e irmão. Tudo estava bem confuso para Pippa, principalmente a parte em que de alguns meses para cá seu melhor amigo já não era mais apenas seu melhor amigo. Freddie era uma das pessoas mais importantes para a jovem e ela tinha consciência de que não teria conseguido superar o episódio da morte de Georgina sem a companhia do garoto. O melhor amigo havia feito o possível e o impossível também para que Pippa não perdesse o rumo após a morte da mãe, que havia chegado sem dar nenhum aviso.
Tudo havia acontecido de uma maneira bem repentina, em um momento ela estava chorando como era bem comum vê-la fazendo naquela época, com Freddie a seu lado lhe dizendo que tudo iria melhorar, que ela precisava apenas esperar e não deixar a esperança ir embora, e no momento seguinte os jovens estavam se beijando, algo que nunca poderia esperar acontecer na vida. O choque inicial fora grande e boa parte dela tentou deixar o acontecido para trás em nome da amizade de anos que partilhavam, mas outra parte de Philippa não queria deixar nada para trás. As coisas foram se desenrolando lentamente, sem que nenhum dos dois forçasse a barra. Nas primeiras semanas tentaram não falar sobre o ocorrido e seguir a vida normalmente, mas tudo fora por água à baixo quando mais uma vez encontram-se aos beijos.
A cerimonia de formatura seguiu tediosa, daquela típica maneira que todas as ocasiões solenes são. O tempo parecia arrastar-se, principalmente quando Dumbledore despencou a falar e falar sobre o futuro que esperava os formandos fora dos limites de Hogwarts. Philippa estava ansiosa demais para sequer prestar atenção no que ele dizia. Quando percebeu que tudo terminou, a jovem jogou seu chapéu para o ar assim como os demais alunos estavam fazendo. Ao ser dispensada de seu lugar, Pippa logo correu para os bancos da Ravenclaw à procura de Freddie. E quando enfim o encontrou era como se um buraco negro se abrisse em seu estomago, aquela poderia ser a última vez que o veria por algum tempo. E não vê-lo mais era definitivamente a última coisa que ela queria na vida. “E então… Sou só eu ou realmente não tem diferença nenhuma entre ser um aluno e estar formado?” Questionou, tentando brincar da maneira que sempre fazia.
Freddie viu seu chapéu fazer um arco contra o céu claro e só então se deu conta realmente do que estava acontecendo. Era isso. Ele estava oficialmente formado. Não haveriam mais idas para Hogwarts no expresso, não haveriam mais banquetes no Salão Principal, horas na biblioteca enorme ou exames finais. Não poderia mais ver a incrível paisagem dos terrenos da escola da torre da Ravenclaw ou entrar escondido nas cozinhas para pedir aos elfos um lanche para levar aos jardins e compartilhar com Pippa. Ah, Pippa. Esse era um grande dilema na vida de Freddie. Já havia se conformado relativamente de que, após formados, os dois acabariam se afastando, de certa forma, cada um segundo seu caminho no mundo adulto, mas após os beijos que haviam trocado de forma tão espontânea nas últimas semanas, o jovem já não sabia mais como agir a respeito de sua então melhor amiga. Tudo era uma confusão só em sua mente. Os N.I.E.M.s., a carreira que iria seguir, sua família, a despedida de Hogwarts, e Pippa.
No entanto, havia tido uma luz para lhe clarear as ideias quando conversara com sua irmã gêmea alguns dias antes da formatura chegar. April era sempre extremamente sensata, e ela era uma das poucas pessoas que conseguia colocar o garoto nos eixos quando ele, raramente, se perdia, como naquela vez. Porque Freddie e April tinham uma ligação incrível, aquela ligação empática como a garota gostava de brincar, por causa do fato de serem gêmeos, e mesmo quando ele não falava sobre seus problemas, April estava sempre disposta a descobrir o que lhe acontecia, e vice versa. Ela havia lhe ajudado a pensar no que estava acontecendo, e no final de tudo, ele tomara uma decisão sobre seu futuro, e precisaria colocá-la em prática antes que a hora passasse e ele perdesse a oportunidade.
Quando olhou para o lado, viu Pippa vindo em sua direção, não conseguiu evitar um sorriso enorme em seu rosto. Freddie jamais resistia a ela, e Pippa nem ao menos parecia ter consciência de quanto poder tinha sobre ele. Decidiu, então, que aquela era a hora em que deveria jogar as cartas na mesa e decidir o seu futuro. “Não acho que tenha muita diferença. Parece que vamos voltar para cá em setembro. Acredito que só vamos nos dar conta de que não, quando chegar essa hora.” Falou honestamente, porque aquela era a sensação que Freddie tinha. No entanto, seu desejo maior era colocar suas mãos na cintura de Pippa e a puxar para um beijo para comemorarem sua formatura, mas ele não tinha tanta coragem e também não fazia ideia de como ela poderia reagir. Com o jovem Stirling as coisas tinham de ser precisamente calculadas e pensadas.
“Tem algo que eu preciso dizer.” Começou, então, reprimindo a vontade de baixar a cabeça e enfiar as mãos em seus bolsos, porque era o que ele fazia quando estava nervoso. Ele precisava dar a cara a tapa, assumir os riscos, porque isso era o que Pippa precisava. “Eu sou terrível com palavras, ou com palavras que expressam sentimentos, para ser mais preciso, e você sabe disso.” Devagar, pegou as mãos dela nas suas e se aproximou, seus olhos se fixando nos de Pippa, a seriedade em sua voz demonstrando que aquilo não era uma piada para o garoto. Ouvia os alunos se movimentando ao redor deles, se parabenizando, voltando ao castelo, mas nada mais importava naquele momento além dela. “Mas desde que... Mas depois de tudo, nós não paramos para conversar e acho que estamos perdendo tempo, e eu realmente não posso te deixar ir embora e continuar pensando no que poderíamos ter sido. O que eu sei, com total certeza, é que meus sentimentos estão em conflito, mas que todos eles se direcionam a você. E quando penso no meu futuro, não há nada que eu queire nele mais do que você.” Sufocou a perguntou que tanto queria fazer. Primeiro precisava de uma reação dela, para então seguir em frente.
Beautiful Youth | Eric&Freddie | PT
stirling-e:
Ser um professor era muito mais fácil em sua cabeça do que realmente a prática. Quando ele havia desistido de suas pesquisas sobre artes e o mundo. Sabia que era hora de voltar para sua família. Ele havia se distanciado muito, e mesmo mandando cartas e curioso sobre tudo que estava acontecendo entre seus irmãos. Não era a mesma coisa. Sempre parecia que alguma parte de si estava faltando. Ele sempre fora muito próximo de seus irmãos, e ficava pensando quem controlaria Drew ou Aaron quando ele não estivesse. Felicity por mais que fosse corajosa, e conseguisse dar puxões de orelha não era também a pessoa mais centrada. April achava que tudo era festa, ainda mais quando passava bastante tempo com Magda. Delilah era a mais nova, e ao mesmo tempo mantinha uma distancia considerável de todo mundo. O único que respondia suas cartas, e que parecia ter a mesma centralidade que ele era Freddie. Então ele fazia de tudo para que o irmão estar bem, pois se Freddie entrasse fora dos trilhos ele nem conseguiria imaginar como estavam os outros irmãos. Ele precisou voltar. Ele não queria jogar todo aquele peso no irmão que ainda,e talvez sempre seria uma criança aos olhos de Eric. Se bem que até mesmo Drew era uma criança só que um pouco mais crescida.
De toda forma seus afazeres estavam tomando a conta da mente do Stirling e quando havia se dado conta já tinha passado o horário. Ele nunca fora de perder a hora, pelo contrário, sempre chegava cedo. Ele só estava um pouco mais nervoso nos últimos dias, e preocupado. Seus alunos sempre foram sua preocupação e todas as coisas que andavam acontecendo em Hogwarts. Os professores comentavam entre eles. Sempre presumindo o pior. Só que ninguém tinha coragem de trazer aquele assunto aos alunos. Em fato era recomendado que evitassem qualquer pergunta do gênero. Eric tinha uma necessidade dentro dele de ser sincero, então seria muito difícil para ele passar esse assunto. Ainda mais com o ocorrido com o aluno da Hufflepuff. Sua própria casa. Eric ainda possuía sonhos de algum dia ser diretor da casa, porém depois do ocorrido não sabia se conseguiria lidar com o mesmo.
Abraçou o irmão com um pouco de nostalgia. Depois que ele e April se formaram ficava um pouco difícil estar com todos. Somente quando ele dava um de seus almoços ou jantares. A única que ele via com mais frequência pelos corredores ainda era Delilah. “Novamente desculpa pela demora. Alguns alunos me pararam preocupados com algumas coisas. Ou com dúvidas sobre a música do festival e tudo mais. O dever nunca acaba, não é?” Passou o braço nos ombros do menor. “Claro, eu te pago uma bebida. Só não conte para o Drew ou o Aaron. Eles ficariam rindo sobre isso e tudo mais.” Alegou enquanto se encaminhavam para o local. Eric não era um fã tão grande de bebidas havia deixado isso para Drew, afinal, o irmão era um especialista em bebidas. Alguém tinha de ficar sóbrio, mas ele não era contra beber algumas vezes. Ainda mais para comemorar. “Que história é esse de incomodar. Tenho certeza que não incomoda. De toda forma, pode perguntar qualquer coisa se eu souber como te ajudar o farei.” Sorriu para o mesmo tentando encorajá-lo a dizer o que precisava.
Quando Freddie estava em Hogwarts, em seus últimos anos, e ele e Pippa eram apenas bons amigos, o garoto passava horas imaginando como poderia tornar o relacionamento deles mais do que uma boa amizade, e passava mais horas imaginando o que faria caso ela retribuísse o que ele sentia. Mas nem toda a preparação do mundo poderia lhe ajudar realmente, era o que ele descobrira meses depois. Freddie continuava se achando incapaz de merecer o amor de uma garota tão maravilhosa como Pippa, continuava sem saber como agir diante dela ou de como não deixá-la se cansar de estar com ele. Os dois não tinham muitas conversas sobre o futuro ou o que fariam quando completassem os estudos que iniciaram quando deixaram Hogwarts, então o garoto também não sabia lidar muito bem com as expectativas que criava em silêncio, mesmo sabendo que poderia conversar com sua namorada sobre qualquer coisa, também não queria assustá-la caso estivesse se precipitando com aquela história toda.
Por isso precisava de Eric, o seu irmão mais racional, aquele que poderia lhe dar os melhores conselhos sobre qualquer coisa que estivesse lhe intrigando. Ele e Eric sempre tiveram uma ligação diferente da que Freddie tinha com os outros irmãos (nada parecido com a ligação empática que havia entre eles pelo fato de serem gêmeos), então sabia que poderia recorrer ao mais velho sem precisar ouvir as brincadeiras irritantes que teria que escutar se fosse até Drew ou Aaron. E também, poderia aproveitar um dos dias do Festival para passar um pouco mais de tempo com seu irmão, a quem ele já não via há um tempo e de quem Freddie sentia bastante saudade. Apesar de a família ser grande, seus irmãos viviam ocupados e todos tinham suas vidas com que se preocupar, mas era sempre bom, apesar de tumultuado, quando conseguiam passar um tempo juntos.
“Não precisa se desculpar, Eric, eu entendo. E afinal de contas, você não poderia deixar seus alunos na mão, não é mesmo? É isso que te faz um grande professor.” Disse ao mais velho enquanto entravam no Três Vassouras e escolhiam uma das mesas onde poderiam se sentar e conversar mais isoladamente. Nenhum dos dois gostava muito de multidões, isso sempre tiveram em comum, então entendiam a vontade um do outro de permanecerem mais afastados. “E pode deixar que não vou contar a eles. Aliás, nem os chamei justamente para que pudéssemos ter um pouco mais de privacidade. Você sabe como as coisas ficam quando eles estão juntos...” Os dois irmãos acabaram pedindo as bebidas de que Eric falara e então permaneceram na mesa que haviam escolhido esperando pelo pedido que haviam feito. O clima era muito mais tranquilo quando estava apenas ele e Eric. “Ah, você sabe, cada um tem seus problemas, e não é como se os outros tivessem grande paciência. De qualquer forma, eu só estou um pouco confuso quanto ao que Pippa e eu devemos fazer daqui para frente. Quer dizer, esses dias entramos em uma conversa meio que por brincadeira, e ela deu a entender que morarmos juntos seria uma boa opção. Só que agora não sei se essa é realmente sua intenção e não sei se perguntar a ela seria precipitação da minha parte. Esses tópicos de relacionamentos são confusos demais para mim, entendo pouco sobre isso.”
(Flashback) family is everything | Eric, Drew, Felicity, Magda, Aaron, Fred and April.
a-stirling:
magdalenarenshaw:
sundaramahima:
drewstirling:
stirling-e:
Aquele era a o primeiro feriado que Eric havia voltado para casa, após ter começado a lecionar em Hogwarts. Seus irmãos já haviam se formado, e ele estava com vontade de reunir sua família novamente. Assim como sempre prometia a sua mãe, era sua tarefa reunir a todos. Então mandara o convite para todos. Um almoço-jantar, em seu apartamento. Ainda bem que o mesmo era grande, se não não caberia toda sua família. Havia comprado aquela mesa em uma de suas viagens ela era grande o suficiente para caber seus cinco irmãos, seus pais e sua prima que sempre os acompanhava na maioria de festas. Eric mal havia chegado em casa de Hogwarts, e já estava na cozinha. Decidira preparar: pães, batatas cozidas, frango, arroz, suflê de espinafre, carne assada. Salada para entrada, e mousse de chocolate para sobremesa. Como variante sorvete. Sorvete que ele mesmo gostava de fazer a mão, e como ele não tinha elfo doméstico nenhum, Eric colocou-se para trabalhar desde a noite anterior ao feriado até a manhã. Estava quase adormecendo em cima da mesa quando o horário foi se aproximando, mas ele não poderia evitar de sorrir o tempo inteiro.
A mesa estava muito bem arrumada com os sucos já a mesa, assim como as tão adoradas bebidas de Drew e Felicity. Algumas vezes colocava perto de Aaron, mas se colocasse também tinha que colocar perto de Magda, Fred e April e em sua cabeça eles ainda eram crianças demais para bebidas. Recebera a carta de seus pais dizendo que não poderiam ir, e que seriam somente eles. Por pouco tempo ficara desanimado, mas depois sorriu pelo menos ainda teria seus irmãos, e prima. Sua família ainda estava ali. Quando viu o horário percebeu que estava quase na hora. Foi tomar um banho e tentar descansar um pouco. Estava quase dormindo no chuveiro se não fosse o barulho da porta abrindo como era de se esperar seus irmãos não fariam cerimonia antes de entrar. Se trocou e foi até a sala recebê-los, mas sua gata já havia feito aquilo muito antes dele.
Sorriu abraçando seus irmãos, e convidado os mesmos para irem para sala onde havia colocado um de seus filmes de arte que havia comprado em suas viagens ao mundo trouxas. Enquanto que também servia já os sucos ou bebidas para seus irmãos que preferiam ficar já a mesa ou cozinha. A bagunça já lhe era familiar, e agora estavam juntos novamente e Eric podia sorrir tranquilamente.
O ex-ravenclaw não soube se foi o barulho do maldito despertador, o miado de gatos ou o enorme barulho que seus vizinhos faziam, que o acordou, mas mesmo xingando meio mundo, Drew agradeceu, pois se não tivesse acordado perderia o jantar em família que havia marcado com seus irmãos naquela noite. Não era muito fã de jantares em família, mas jamais desperdiçava a oportunidade de ter seus irmãos todos reunidos, e claro, bebida grátis. Sabia perfeitamente que em qualquer casa que fosse, de seus pais, na de Eric ou na de Aaron, ele encontraria bebidas de ótima qualidade, e na maioria das vezes apenas ele, Aaron e Felicity deixavam-se levar pelas bebidas, embora quando reuniam a família, Drew nunca deixava-se ficar bêbado. Aquele era um dos raros momentos que se reuniam, e ficar bêbado era o cúmulo de tudo, e era bem errado na visão do homem.
Não demorou a perceber que Felicity não estava em casa, talvez iria direto do trabalho, mesmo sendo sábado, sabia perfeitamente que sua irmão não perdia uma oportunidade de passar horas e horas trabalhando, e nisso eles até que eram bem parecidos, uma vez que Drew jamais deixava seu trabalho antes de acabar tudo, e se pudesse até mesmo virava a noite fazendo e finalizando seus projetos. Xingou baixinho ao perceber que não tinha nada na geladeira, nem mesmo cervejas para levar para o jantar, e deu de ombros, já que quem estava fazendo o jantar era Eric, e nunca, em toda a sua vida, havia visto seu irmão se esquecer de algo. Por isso tratou apenas de ver se estava tudo nos conformes e rumou para a casa do mais velho, provavelmente se atrasaria ou chegaria muito cedo.
Mas para a sua surpresa fora um dos primeiros a chegar, e logo em seguidas seus irmãos e sua prima, Magda iam aparecendo, menos seus pais, que pelo que entendeu dos outros, não poderiam vir, uma pena, visto que tudo ficava muito mais engraçado quando os mais velhos também estavam ali. Agora pelo menos poderiam implicar um com os outros sem levarem broncas ou serem repreendidos. Não pode deixar é claro de reclamar do fato de Eric ter colocado um filme na televisão, ao invés de colocar no quadribol, uma vez que a maioria ali era bem fanática por quadribol, e se tivesse boa memória, quase todos ali já tinham jogado o esporte em Hogwarts, e por isso tratou de mudar de canal, para algum que tivesse passando algo mais divertido que aquilo. Assim , deu de ombros, pegou uma das cervejas que estavam sobre a mesa e em seguida jogou-se no sofá, apoiando os pés na mesinha de centro.
Com a letra já transformada num perfeito garrancho, Felicity correu para terminar a parte da sua pesquisa que começara a fazer algumas horas antes. O plano era não ir trabalhar naquele sábado, talvez almoçar com Astrid no hospital, passear por Londres para se distrair um pouco e principalmente: não se atrasar para o jantar de Eric. Sabia que normalmente ela era sempre aquela que se atrasava por passar tempo demais no trabalho, – ela e também Aaron, mas este mais por uma questão de falta de responsabilidade – por isso estava empenhada em não se atrasar daquela vez. Porém, na noite anterior recebera uma carta de um de seus correspondentes na Romênia com os resultados de uma pesquisa que ela mesma iniciara no início do verão, sobre novas propriedades mágicas que descobrira na saliva do Rabo-Córneo Húngaro. Algo como aquilo não podia esperar, e ela quase correra para o Ministério no meio da noite para registrar suas novas descobertas, mas sabia que aquilo seria loucura. Por isso levantara duas horas mais cedo do que estava acostumada e fora concluir aquela parte que ela sentia estar a tanto tempo atrasada de sua pesquisa, mas que na verdade não passava de algumas semanas. E como consequência, estava atrasada.
Terminou o mais rápido que pôde e correu para a casa de Eric, passando em um bar para comprar um engradado de cerveja amanteigada. Sabia que o irmão mais velho nunca esquecia de nada, mas não gostava de sensação de que não fizera nada para ajudar. Ao chegar, não se surpreendeu ao perceber que já estava quase todo mundo ali, mas pelo menos não fora a última a chegar. Soube que os pais não viriam, e imediatamente fez uma anotação mental para ir vê-los no almoço do dia seguinte. Sabia que de alguma forma os estava negligenciando por passar muito tempo trancada no Ministério ou na Romênia, mas estava tentando mudar aquilo. Invadiu a cozinha para colocar as cervejas na geladeira, e ao retornou se deparou com uma discussão sobre em qual canal a televisão deveria ser colocada. Tendo todos decidido que Quadribol era a melhor opção, pensou em voltar na cozinha para espiar o que Eric havia cozinhado para eles naquela noite, visto que ela sempre gostara muito da comida do irmão e sentia muita falta dela quando ele estava em Hogwarts e ela só tinha tempo de comer lanches rápidos no intervalo rápido que fazia no serviço. Mas logo se distraiu em ralhar com Drew para que ele tirasse os pés da mesa de cabeceira, hábito que ela detestava, fazendo todos rir. Aquela ia ser uma longa noite.
Já era quase hora do almoço quando um despertador tocou na mesinha de cabeceira. Magda o pegou e estava prestes a jogá-lo na parede oposta quando percebeu que aquele não era o seu bom e velho despertador. Ainda meio embriagada pelo sono, virou-se na cama de casal e logo reconheceu o rapaz que havia conhecido na noite anterior. Silenciosamente escorregou para fora da cama, recolhendo as peças de sua roupa que estavam espalhadas por todo o quarto. Vestiu-se sem problemas e sem fazer nenhum barulho, ela já tinha prática nisso. Era de praxe deixar a cama de seu acompanhante sem que ele percebesse, isso evitava uma série de situações embaraçosas que aconteciam caso acordassem juntos, como ver quem tomaria banho primeiro, se decidiriam tomar café juntos e, então, a pior de todas: beijar ou não beijar na hora de falar tchau? Magdalena era descomplicada demais, por tal motivo era simplesmente mais fácil deixar o aposento sem a outra pessoa saber.
Desaparatou para seu apartamento, tão logo chegando já tirando sua roupa novamente e a jogando em cima do sofá de sua sala. Caminhou diretamente para o banheiro, precisava de um demorado banho. Após terminar, deixou o banheiro vestindo seu roupão felpudo, procurava algo para comer na cozinha quando encontrou o recado preso à porta da geladeira. O jantar que Eric estava organizado era em menos de meia hora. Escolheu uma roupa e tão logo se vestiu já estava novamente na cozinha, agora procurava uma garrafa de Blishen’s Fire Cinnamon Flavoured Whisky que ela tinha certeza que tinha em algum lugar por ali. Eric era maravilhoso com as comidas que preparava, mas na questão da bebida nunca acertava a preferida de Magda, por isso ela sempre levava uma garrafa consigo. Chegando ao apartamento do primo, praticamente todos já estavam por ali. Cumprimentou os primos com um beijo e um abraço, da maneira que estava habituada a fazer. Foi até a cozinha para pegar um copo e teria enfiado seu dedo no mousse para roubar um pouco se Felicity não tivesse visto, deixou a cozinha lançando um beijo no ar para a prima e carregando um copo consigo. Sentou-se no sofá e se serviu da bebida que havia trazido consigo, a passando para um dos primos também.
Final de semana para Aaron só podia significar uma coisa: festas. Mas naquele as coisas seguiam um rumo diferente, após uma sexta com mais uma das suas clássicas festas no apartamento com sua vizinha reclamando do barulho, era obvio que mesmo que já fosse quase três horas da tarde, ele ainda estaria jogado na cama morto de sono. Com certa dificuldade para abrir os olhos por conta da claridade e a dor de cabeça que já começava a lhe atingir, ele precisou de uns bons minutos para conseguir finalmente abrir os olhos e se esticar na cama. Por incrível que pareça a cama estava vazia, não havia nenhuma garota ali, mas contando com o fato de que tinha roupas espalhadas pelo chão e ele não estava decentemente vestido, ela provavelmente tinha ido embora mais cedo ou estava no banho. E o barulho do chuveiro denunciou que era a segunda opção a correta. Pegou a primeira peça de roupa que viu e vestiu saindo do quarto e dando de cara com o caos que estava seu apartamento. A pior parte de dar festas era ajeitar as coisas quando todos já haviam ido embora.
Contra sua vontade, mas sabendo que se não arrumasse ouviria Freddie e April reclamarem na sua cabeça, ele começou a dar uma leve ajeitada na casa com um pequena ajuda de magia. Tomando cuidado para que a garota com quem havia dormido não visse nada daquilo. Assim que ela saiu do quarto, Aaron começou a pegar as coisas com a mão e guardou a varinha. A loira caminhou na direção dele dando lhe um breve beijo e se despedindo. Ele nem se quer lembrava qual era o nome dela. Só quando estava tudo arrumado e ele finalmente entrou no banho, se lembrou do jantar que Eric havia marcado e que April tinha deixado vários recados para que ele não esquecesse. Xingou baixinho por não ter lembrado mais cedo e tendo consciência que chegaria atrasado. Se arrumou rapidamente e desaparatou do seu apartamento para o apartamento de seu irmão. Assim que chegou na sala, pode ouvir a conversa de algum de seus irmãos e também primos. Ele não estava preparado para uma noite em família, esperava que Magdalena tivesse levado uma bebida para dividir com ele porque só assim para aguentar todo mundo lhe culpando pelas festas que dava. Parecia que todos estavam a espera dele. Cumprimentou todos antes de se sentar ao lado de Magda no sofá, pegando a garrafa de bebida da mão dela e se servindo. A noite definitivamente seria longa.
Desde que deixara Hogwarts, sua vida estava girando em torno de conseguir pequenos trabalhos como fotógrafo, as aulas na faculdade trouxa, e passar o resto de seu tempo com Pippa, pois essa era realmente sua prioridade. Desde que haviam começado a namorar, os dois tentavam de tudo para conseguirem ficar juntos, conciliando seus trabalhos, suas aulas e suas famílias. E era por causa da família que sua namorada não poderia comparecer ao jantar que Eric estava oferecendo. Ela geralmente tinha de dispender um pouco de seu tempo para cuidar de Tams e ajudar seu pai na fazenda, mas Freddie sempre entendera aquela parte muito bem.
Por aquele motivo havia passado a maior parte de seu dia fora de casa, trabalhando em coisas para a faculdade, porque conseguia se concentrar melhor na rua do que na bagunça que era o apartamento que dividia com April e Aaron. A verdade era que, quando estava com sua câmera, focando-se em seu trabalho, Frederick perdia completamente a noção do tempo ao seu redor. Dentre os irmãos, ele sempre fora mais fechado em seus pensamentos (apenas Eric se assemelhava a ele naquele ponto), então era fácil fugir para o mundo que ele criava através das lentes e apenas sair de lá quando haviam se passado horas desde que começara. Quando se deu por conta, faltava apenas meia hora para o horário marcado pelo irmão mais velho para se encontrarem em seu apartamento e ele ainda precisava chegar até lá.
Não sabia se passava em casa antes para encontrar April e acompanhá-la até lá, mas também não sabia se April estava em casa, por isso resolveu seguir direto para o apartamento de Eric, aparatando em um lugar mais afastado para então seguir caminhando até lá, carregando sua câmera a tiracolo como era um costume para o rapaz. Fora um dos últimos a chegar no lugar, o que era inusitado, visto que Freddie geralmente estava lá antes que todos para poder ajudar Eric. No entanto, ninguém pareceu reparar naquele detalhe, então cumprimentou a todos com um breve “olá” enquanto seus irmãos disputavam o controle da televisão na sala de estar, e seguiu direto até Eric, batendo de leve no ombro do irmão enquanto perguntava se ele precisava de ajuda com algo. “....Ou nós podemos fugir pela janela, até a escada de incêndio, duvido que alguém vá notar.”
pippapplebee:
Ótimo! Por que se fosse depender de mim para fazer o jantar a gente ia morrer de fome, tenho certeza. E não só hoje, digo, a gente ia morrer de fome a vida toda. E é tudo culpa dessas regras da transfiguração, se desse pra transfigurar esse bolo esquisito em uma comida super boa tava tudo ok. Não estou falando bobagens, estou te dando a oportunidade de escolher entre uma mulher que saiba cozinhar e eu. E você é um rapaz esperto, meu jovem Stirling, fez a melhor escolha possível.
Fazer o quê? That’s my job. Preciso carregar pilhas de pergaminhos para cima e para baixo se quiser receber o salário no fim do mês e se quiser melhorar as coisas com o meu pai. Eu a melhor influência, sério? Eu não sei o que pensar, acho que seria trágico se não fosse cômico, aquela coitadinha não sabe nem falar e já está completamente cercada por pessoas loucas. É a sina de nascer na família Applebee ou conhecer os amigos dos pais. E como estão as coisas na sua família? Estou devendo uma visita a Apirl tem algum tempo. Já tentou ver com o Drew se ele consegue algo na revista? Ou eu posso ver se tem alguma vaga no Ministério se quiser.
Não é como se cozinhar fosse a coisa mais importante. Quer dizer, sempre podemos dar um jeito, como chamar o Eric, ou combinar um jantar na casa dos meus pais. I’m kidding, don’t worry about that. E é por ser um rapaz esperto que eu estou com você, senhorita Applebee. Você não vai fugir de mim com essas desculpas, saiba disso.
Certo, é o seu trabalho, mas o meu trabalho ultimamente está sendo fazer massagens para você conseguir relaxar e não ficar mau humorada por causa do trabalho. Eu sei o que estou falando. Bem, se formos pensar em todos que cercam a pequena Tams, acho que podemos dizer com certeza que você é a melhor influência, não acha? Toda família tem sua sina. A minha família anda tumultuada como sempre, você sabe bem como é. Todos ocupados correndo um para cada lado. Drew conseguiu um trabalho para mim da última vez, lembra? Mas foi temporário. Acho que não custa passar lá de novo e conversar com ele. Quem sabe, ele poderia saber de algum outro lugar também. Mas não se preocupe, eu resolvo isso.
pippapplebee:
Tá bom, já entendi, pode deixar que eu como sozinha. Quer dizer, acho melhor não… Espero que você não tenha ambição alguma de ter uma esposa que saiba cozinhar, se tiver é melhor falar agora e a gente já resolve tudo enquanto é tempo de você procurar outra namorada.
Nada demais, a burocracia de sempre lá no departamento e só tive uma aula, achei que ia ter um pouco mais de tempo, mas a Tams estava em casa. E você?
Vamos fazer o seguinte: eu vou comprar algo e fazer para o jantar, ok? Eric me ensinou alguns truques, não vamos passar fome hoje. E não fale bobagens, Applebee.
Você anda se enchendo demais com essas burocracias, carregando pilhas de pergaminhos para cima e para baixo. Mas que bom que conseguiu passar um tempo com a Tams, não há melhor influência para ela do que você. Só tive aulas o dia inteiro. Aproveitei e passei para ver April antes de vir para casa. Acho que estou precisando arranjar um trabalho antes de me formar, só as fotos não estão dando conta dos gastos.