andromedadoe:
“Smart woman,” falou, mas não se alongou, porque claro ele quis se mostrar empático. Porém, para ela, homens empáticos demais com problemas femininos era levemente suspeito. Ao ouvir Gabriel lamentar sua falta de habilidade em manter o mistério, Andromeda deixou escapar um leve sorriso. Ela apreciava a honestidade dele, pois também estava cansada de jogos e máscaras. Mas não tinha como fugir delas aquela noite. Ela não queria ser rotulada e subestimada pelos jornais tão cedo na seleção. Seu alterego, Romi, teria uma chance de ver a percepção dela, além de sua posição na seleção. “Você não precisa saber quem eu sou… pelo menos não agora”, respondeu Andromeda com um tom misterioso. Decidiu manter o mistério, alimentando a curiosidade de Gabriel. Não era duquesa, baronesa, mas talvez um dia seria a princesa. Deixaria a resposta em aberto até então. O convite de Gabriel para acompanhá-lo ao bar despertou seu interesse, afinal o copo vazio em sua mão era um indicativo de que precisava de um refil. Andromeda olhou nos olhos de Gabriel e disse com um sorriso leve, “se o seu preço é uma boa companhia, então acho que podemos fazer um acordo. Mas não espere que eu revele tudo sobre mim facilmente, afinal, não estamos aqui para nos conhecermos melhor?” Andromeda então seguiu Gabriel em direção ao bar, curiosa para descobrir mais sobre ele e, obviamente, como essa nova conexão poderia ajudá-la. “Já descobriu com quem falou essa noite ou está apenas tentando adivinhar a identidade de todo mundo?”
Homens que tentam afirmar demais o seu apoio às mulheres acabam gerando suspeitas nas mais espertas. No entanto, ao repetir o discurso da irmã, ele já havia conseguido empatia de algumas, que viam nele um homem confiável e mente aberta. Andromeda, por outro lado, não parecia muito impressionada com as habilidades de lábia dele; não que isso fosse diminuir sua autoconfiança. “ Tudo bem. Posso falar um pouco mais sobre mim e tentar não entediar você. ” Apesar do tom jocoso, sabia que sua vida não era lá tão interessante. Talvez as matérias que cobrisse, ou as confusões que entrava. A falta de confirmação se ela era da realeza a fez pensar que, se não fosse funcionária, poderia ser uma das selecionadas tentando não se comprometer. Ele esperava que sim! Manter contato com uma delas seria muito útil, mesmo que ela fosse esperta demais para cair no papo dele, seria esperta o suficiente para oferecer bons acordos em troca de boas informações. Sentou-se no banco de frente a ele, fazendo o pedido ao barman e aguardando sua bebida. “ Tirando o doutor Dannyl, que não vai me passar informações úteis por ética, eu imagino, ainda não consegui falar com ninguém que saiba algo... relevante. ” Confessou, ainda não sentindo necessidade de mentir ou omitir algo para conseguir o que queria. A intenção era conquistar a confiança, depois descobrir as intenções dela ou como poderia ajudá-lo, e aí decidir o que fazer. “ Vai ser diferente com você, Romi? ”











