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@gabsfernanda7
Acredito que as pessoas sozinhas nunca estão solitárias.
Luto de um término part. II. 20/04
Nessas últimas semanas, a vida me trouxe um grande desafio: lutar por mim mesma. Há momentos em que a intensidade toma conta do nosso emocional e parece que essa turbulência nunca vai passar. Mas aprender a viver e seguir em frente é algo grandioso.
As respostas chegam com o tempo, e hoje entendo que esse ciclo, que eu já previa, realmente precisava chegar ao fim. Percebo que estava certa em muitas das coisas que sentia, e começo a entender por que ele ignorava tanto as minhas sinceridades.
Aos 26 anos, saí da casa dos meus pais uma das conquistas que mais me orgulham. Provei para a minha família, e principalmente para mim mesma, que sou capaz de lutar por mim, conquistar meu espaço e viver meus próprios momentos sem depender de uma figura masculina. E, se relacionamentos viessem, teriam que somar, não me limitar.
E foi justamente isso que percebi nesse último relacionamento: lutei por algo do qual não abro mão a minha liberdade.
Descobri coisas que jamais poderia entregar a ele, em momento algum. Principalmente a minha autonomia. Hoje estou mais tranquila, porque sei que fiz o meu melhor. Apesar de ele acreditar que eu estava entregando 100% de mim, como mencionei na outra escrita, houve emoção, houve conveniência… mas não houve a oportunidade de viver um amor genuíno da minha parte.
Ele chegou na minha vida, e acredito que por algum motivo eu senti que precisava retribuir. E fiz isso sem medo. Não há arrependimento, porque, no fundo, ele estava encantado com algo que talvez nunca tivesse vivido antes.
Se houve algo que deixei, foi um aprendizado: que o melhor da vida não está apenas no sexo ou na companhia, mas na capacidade de estar bem consigo mesmo.
Existe um trecho de um filme que assisti que traduz bem esse momento:
“Amar é também deixar ir. Nem sempre o final feliz é estar junto. Às vezes, é ver o outro conquistar aquilo que sempre sonhou. No fim, fica a sensação de que algumas histórias não precisam continuar para sempre… porque o que elas deixaram já foi o suficiente para mudar tudo.”
E é assim que encerro esse capítulo.
Foi uma experiência. E talvez seja a última vez que escrevo sobre isso aqui. Espero que, daqui a um tempo, ao reler essas palavras, eu reconheça o quanto cresci porque, no fim, é sobre a minha vida e a minha evolução.
Luto de um término part. I 23/03
Terminei um relacionamento de 4 meses e 28 dias. Em alguns momentos, pensei que esse dia chegaria. A primeira reação que tive foi chorar. A gente acha que consegue manter tudo sob controle, mas não é assim que funciona. A capacidade de compreender que um ciclo se encerra é um choque algo que paralisa, que confunde, que traz uma mistura de sentimentos difíceis de explicar.
Sempre tive referências sobre o amor, lendo e assistindo histórias sobre relações intensas, que nascem das diferenças e se tornam avassaladoras. Aprendi que precisava contribuir da mesma forma. Porém, percebi que errei em relacionamentos anteriores, que foram paralelos ou motivados por carência.
Ficar com alguém apenas para preencher um vazio não sustenta nada. Com o tempo, entendi que precisava buscar o aconchego em mim mesma, sem depender de momentos ou pessoas por necessidade emocional. Esses desvios acabam afetando relações verdadeiras e foi o que aconteceu.
Percebi que a carência confunde nossos pensamentos. Acreditamos que conseguimos sustentar algo com o tempo, como se o sentimento pudesse ser construído apenas por tentativa. Mas nem sempre é assim. Em alguns momentos, parecia até um relacionamento “arranjado”, onde eu esperava que, com o tempo, conseguiria retribuir aquilo que ainda era dúvida dentro de mim.
Outro ponto foi a diferença de idade. A pessoa mais experiente já passou por situações que exigiram aprendizado, restauração e vivência. Já alguém mais jovem ainda está nesse processo de construção. E é importante entender que não podemos desvalorizar o que o outro sente, tratando como algo pequeno ou sem importância. Cada um vive seus processos da forma que consegue.
A juventude é uma fase de aprendizado. Quando algo se quebra, é preciso reconstruir. Existe uma jornada natural até a maturidade, e tentar interferir nisso pode ser um erro. Eu entendi que não posso pegar na mão de alguém e evitar que essa pessoa enfrente o peso das próprias decisões e sentimentos.
Entrar na vida de alguém que ainda está emocionalmente bagunçado ou com situações mal resolvidas é um risco. Porque, ao se envolver, você pode acabar ativando dores, traumas e padrões que ainda não foram resolvidos. E o cuidado, a compreensão e o apoio só fazem sentido quando a pessoa também deseja mudar e acredita que pode ser diferente, que pode ser mais leve.
Depois de tudo isso, vieram os pensamentos. Em um momento, senti como se tivesse perdido a pessoa da minha vida. Uma dor no peito, acompanhada de questionamentos. Eu, uma mulher de 29 anos, percebi que ainda havia resquícios de uma dependência emocional que achei que já estava resolvida.
Mas entendi que ainda existem pontos a serem trabalhados e não sinto vergonha disso. Pelo contrário, reconheço que minhas experiências trazem aprendizados importantes. É doloroso, sim. Somos humanos. E a dor também precisa ser sentida.
Vivi esse relacionamento sem arrependimentos. O que permanece agora é a saudade da presença, da rotina, dos momentos, das memórias que surgem nos detalhes e nos objetos.
Aprendi que viver intensamente é viver sem medo de sentir, sem esconder emoções. E acredito que esse processo faz parte do caminho. Seguimos a vida, mesmo sem estar com alguém.
Fomos duas pessoas com histórias diferentes, mas que compartilharam aprendados. Talvez o contato se perca, mas as memórias permanecem. E foi bom enquanto existiu.
Porque, se não fosse bom, não haveria sentimento.
Recomeçando
Araçá, 21 de de janeiro de 2026.
13:42 pm
Os anos começam sempre de forma surpreendente. Criamos um possível planejamento de como o novo ano pode acontecer, mas nunca conhecemos, de fato, os seus roteiros. Acompanho amigos queridos em suas lutas e perdas, e percebo como o tempo passa rápido e como cada detalhe pode contribuir para a nossa vida. Apesar dos meus 29 anos, sinto que vivi, por muito tempo, de forma estagnada.
E então surgem as perguntas:
“Gabriela, você trabalha, construiu uma carreira… não seria exagero dizer isso?” Talvez eu esteja sendo dura comigo mesma. Mas essa é a sensação.
Quando criança, eu tinha muitos sonhos e acreditava que poderia ir longe. Porém, sem apoio psicológico e, muitas vezes, sem o suporte emocional necessário da família, acabei me tornando apenas uma sonhadora que falava demais.
As condições da minha família nunca foram fáceis. Eu via outras pessoas seguindo suas vidas, conquistando o que desejavam, apostando alto e queria isso para mim também. Mas, na minha realidade, quase sempre vinha um “se der”. Isso me gerava frustração, até raiva.
Minha mãe dizia que eu parecia muito com meu pai: queria sair cedo de casa, trabalhar, conquistar meu espaço. Para ela, parecia um desejo de afastamento. Mas, na verdade, eu só queria crescer e alcançar o que sonhava.
O peso das palavras e a sobrecarga emocional me paralisavam. Eu tinha medo de errar, medo de decepcionar, e até me perguntava se seguir meus próprios caminhos seria uma forma de “traição” à minha família. Hoje percebo que o erro foi não ter ido. Era para ter enfrentado e seguido em frente.
Meus pais me tiveram já mais velhos, e isso sempre trouxe em mim a sensação de que eu precisava estar presente, ajudar enquanto havia tempo. Minha independência só começou aos 26 anos, e ainda estou aprendendo muita coisa. Muitas vezes me sinto perdida, carregando fragmentos de uma criação baseada na superproteção.
Na infância, enfrentei problemas de saúde, e hoje entendo o motivo de tantos “nãos”. Ainda assim, nunca aprendi completamente sobre autocuidado ou sobre como construir relações.
Fui uma criança solitária. Meu comportamento não ajudava a criar laços, e muitas vezes eu era vista como alguém diferente, distante. Eu não contava tudo para minha mãe ela era rígida então aprendi a silenciar.
Mas o silêncio pesa. Guardar tudo transforma a gente em uma espécie de “caixa de Pandora”. Com o tempo, fui aprendendo a lidar melhor com minhas emoções, principalmente na adolescência.
Descobri as primeiras paixões, mas não tinha orientação. Falar sobre isso em casa parecia impossível. Busquei referências em colegas, mas muitas vezes eram visões superficiais. Eu era romântica, idealizava o amor talvez até demais.
Dentro de casa, não tive referências afetivas saudáveis. Meus pais brigavam muito, e meu pai passava longos períodos fora. Acabei buscando, em outras pessoas, principalmente mais velhas, aquilo que me faltava: afeto, orientação, acolhimento.
Hoje entendo que, no fundo, eu buscava um amor paterno.
Nunca me faltou nada materialmente, mas o afeto era distante. E isso me levou a relações que não preenchiam, apenas tentavam cobrir um vazio. Não me arrependo, mas reconheço que estava procurando algo que não sabia nomear.
Houve momentos em que pensei em desistir da vida. Não via sentido em continuar. Mas esses pensamentos passavam e, de alguma forma, algo sempre me fazia ficar. Hoje entendo que a luta é pessoal, desafiadora, mas também cheia de propósito.
A inocência, muitas vezes, nos leva a decisões e situações difíceis.
Quando eu tinha 9 anos, vivi uma experiência que marcou profundamente minha vida. Durante muito tempo, guardei isso em silêncio. O medo, a confusão e a sensação de culpa me acompanharam por anos.
Aquilo tirou parte da minha inocência. E o mais difícil foi não conseguir falar.
Meu comportamento mudou, e eu carreguei isso comigo por muito tempo. Com o tempo, fui encontrando formas de seguir, de ocupar a mente, de continuar vivendo.
Hoje, olhando para trás, entendo que muitas das minhas dificuldades emocionais e nos relacionamentos têm raízes nessas vivências. Ainda estou trabalhando isso dentro de mim. É um processo.
Mas também reconheço a minha força. Tudo o que vivi faz parte da minha história não como prisão, mas como aprendizado.
Agora, com outros olhos, sinto que posso recomeçar. Construir minha vida de forma mais consciente na carreira, na vida financeira e, principalmente, emocional.
Manter a mente ativa, equilibrada, entendendo que tudo nesta vida é passageiro. Mas que, mesmo sendo passageiro, vale a pena construir com dignidade, sem dever nada a ninguém principalmente a si mesma.
Passar para cá todos os manuscritos que fiz nos últimos anos.
Orion
Obcecada por essa constelação ✨♾️
Escrever é paixão
Depois de alguns anos, voltei.
A saudade não está na distância das coisas, mas numa súbita fractura de nós, num quebrar de alma em que todas as coisas se afundam.
Virgílio Ferreira
quero ir comer, porém a preguiça...
19:01
Sonhos
Quando tinha entre 5 a 6 anos, tinha muitos sonhos, queria ser astronauta, estilista, "doutora dos bichinhos", cientista, escritora... enfim, tantas profissões que chegava a encher os olhos de quem via a minha imaginação com a inocência poder levar a gente aonde ninguém mais vê...
Mas com o passar dos anos você não vê tuas sonhadas profissões, vê outras coisas diferenciadas, e com isso você começa a contentar com o que tem no momento. Mas, com o passar dos anos, nunca muda, a mesma de sempre, e você busca algo melhor e mais energético e nada... o que podemos fazer apenas com aquilo, seria minha profissão do futuro? o que tinha imaginado quando criança? não lembro de ter citado na minha lista de ursos, e o que houve com as outras? percebi que com o passar do tempo estava vivendo sonhos de outras pessoas, a famosa frase "temos de contentar com o que temos, sonhos? isso deixa pra próxima vez... não existe viver de sonhos..."por quantas vezes ouvi isso e ao mesmo tempo vendo seus amigos obtendo sucesso com algum curso técnico, e cresceu na vida. O que basta arriscar tudo para valer a pena, a força? a fé? a família? Já ouvi uma rainha da série que assistia que dizia "quando não havia ninguém que acreditasse no que podia fazer, com as dores e sofrimentos comecei a ter fé, não fé em crenças e deuses, nem em homens ou reinos sim em mim mesma e mais ninguém." Essa frase trás um paradoxo de como mover a fé e dá o real valor a você mesma, acredito em Deus e sei que tudo que tenho conversado, todas as lágrimas e segredos, ele tem mostrado o que mereço, sei que durante a minha vida passei por muitos altos e baixos e admiro a mim mesma por está ainda aqui, escrevendo(digitando aliás, rs), não é fácil viver, ainda mais em uma sociedade que divide opiniões, quero viver a era perdida, quero buscar aquilo que sinto bem e por ter sonhado quando criança, não ligo mais para falas incertas por não haver riscos, quero pessoas que arrisquem comigo, que valeu apena se machucar, mas contudo estará lá, querendo algo impossível junto com você.
Eu não vejo o futuro aonde estou no momento, já passei tempos pensando como seria daqui há 5 anos, e não vejo como algo realizado, mas espero não desistir até encontrar lugar onde repousar e habitar.
SÓ
Já pensou como seria se tudo fosse solitário, tudo fosse escuridão, devastando a alma como um tempo de chuva que cobre o mundo. Seria bom? Seria interessante nosso corpo clamando por ajuda e ao mesmo tempo é jogado para fora, porque você não pode pedir socorro.
Tudo o que você faz ou deixa de fazer não faz diferença alguma, sexo, dinheiro, homens, rápido eles vão e te manipulam e você cai na rede como barbatanas em rede de pesca, eles rasgam sua pele e endeusam você com ouro, e você quer curtir e quando percebe já se entregou de corpo e alma e pensa que vai ser amada, rs é só ilusão gata.
Você não sente feliz por uma mera noite de "amor", você quer mais, quer um amigo, alguém que possa chamar de parceiro e quando percebe seu isolamento acaba de chegar e acabar com seu equilíbrio emocional, você quer chorar, mas não sai uma lágrima, algo dói e corroem sua alma, a tristeza vem a tona e não pode fazer quase nada, preciso de ajuda...
Quero alguém que converse comigo, mas que me entenda a minha vida inteira sem eu dizer uma palavra sobre, que não me julgue
Quero um abraço e dizer, estou aqui, eu te amo, eu quero lutar por você.
Você me ouviria? Você poderia me entender sem me julgar?
Sou um dos seres humanos que deixaria metade da sociedade perplexa por coisa que já fiz por apenas um desejo carnal...droga!!! Quero sai dessa vida
Eu não consigo
Deus... Me ajude mais uma vez
Sinto vergonha de pedir, vergonha de não me aceitar mais
Medo de ir para o inferno
Medo de não conseguir as coisas que almejo tanto, me ajude mais uma vez Deus...
Sinto vontade de sai, sumi para sempre, começar uma nova vida, mas, seria tarde demais para pedir?
Cansei de me sentir forte
Feliz
Isso dói demais
Quero chorar no ombro de alguém
Mais quem irá me ouvir?
Não julgo as pessoas por não dá atenção a você, elas têm suas ocupações, mas precisamos só de 1 min, um pouco de sua atenção
Seria pouco? Ou você tem ocupações demais que podem atrapalhar.
Não me rotule demais, não sou robô. Apenas sou um ser humano frágil e errante
Não me compare, não me enquadre nas pessoas á quem deveriam ser, me perdoe por não ser que nem elas, somos seres diferentes, acredito que Deus me tem como proposito, por isso sou diferente, não me julgue, me ame.
Mas me ame de verdade, antes que seja tarde...
Todos os livramentos que tive, foram válidos. Morrer, acredito que não seja a solução ainda, mas só quero sumir
Quero sentir um vento no meu corpo, água nos meus pés, sentir a brisa abraçar e sentir que Deus está comigo
Seria pedir muito?
sensibilidade e orgulho.
chorar sempre preenche a caneta para escrever.
o fato escrever e escrever.... trás um certo alívio.
o poder da mente em fabricar falas, deveriam ser proibidas.