“Passei uns dias afastada da cidade, tive de resolver alguns problemas do meu finado San em Seul... O que aconteceu por aqui nos últimos dias? Estou bem confusa.“ Luna comentou, encarando a pessoa em sua frente, a loja ficou fechada naqueles dias, precisou que Yul fosse junto consigo para que entendesse melhor do que se tratava, seu coreano ainda era ruim.
・・・⛤ "Então, os animais simplesmente me seguem desde que eu era pequena! Ontem um gato laranja veio atrás de mim desde a Won's Goodies até a farmácia, eu acabei levando ele pra casa comigo... Sabe de alguém que perdeu um gatinho?"
❝⠀⠀— Esse não é meio que o superpoder da Branca de Neve? Sabe, aquela princesa da Disney…? Enfim, não vi ninguém procurando nenhum gato, e nem vi nenhum aviso por aí. Já pensou em algum nome pra ele?
"Seria eu a branca de neve da vida real? Fiquei pensando muito nisso, mas eu sou uma bruxa também, só que uma boazinha. E eu olhei muito para esse gatinho e eu não sei que nome dar a ele, se o bonitinho ficar mesmo comigo, pode me ajudar com o nome para o laranjinha?”
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“Imagina você é uma mutante, tipo a filha do magneto?! Não… Mas você pode postar na internet, vai que se tiver um dono, ele aparece? Queria adotar um, mas mais fácil minha avó deixar eu adotar uma criança…”
“Uma mutante? Bom, talvez seja uma resposta prudente, com esse monte de coisas na nossa comida e ultraprocessados... Enfim, sua a avó não deixa você ter bichinhos? Eu garanto que são muito mais fáceis de cuidar do que crianças.”
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ㅡ Não me lembro de ninguém que tenha perdido um gatinho laranja. Mas se você ver um gato de pelo curto, preto, com o olhar meio duvidoso e sapeca… É o meu Daoki. Na verdade ele não está perdido, quer ver uma foto?
“E você mora em Toksan-dong? Porque às vezes aparece um gatinho preto para deitar no sol perto das minhas flores e comer um pouco da ração que deixo no jardim. Me mostra uma foto do meliante, quero conhecer.”
“Alguns diriam que você poderia ter saído de um conto de fadas…” Comentou em um tom baixo, mas o sorriso que tinha crescido timidamente nos lábios de Haseul mostrava o quão achava aquela história adorável. “Não sei de ninguém que tenha perdido um gatinho…” Explicou delicadamente, “então talvez você tenha achado um novo colega de quarto.”
“Era a Branca de Neve que vivia com bichinhos ao redor, né? Acho que sou ela.” Luna brincou, se recordando de todas as histórias que via na televisão quando criança, mas não era fã de como mostravam as bruxas: com verrugas e tudo mais. Ela não era assim! “Hum, será? Eu já tenho alguns gatinhos que se refugiam na minha casa. Talvez eu tenha mais um agora... Sabe de alguém que adotaria um gatinho ou cachorrinho?”
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A biblioteca. Estava aí um lugar que Luna havia aprendido a amar em Gaecheon, principalmente pela quantidade de livros infantis que tinham espalhados pelo acervo. Ainda era uma aventureira no coreano e havia recebido a indicação de alguém para utilizar livros infantis como base para aprender. A pilha crescia em seus braços junto com mais alguns títulos em inglês garimpados, um deles sobre plantas nativas da ilha. Sem conseguir medir muito bem o que estava em sua frente, acabou esbarrando em um rapaz. “Perdão, perdão! Eu deveria estar prestando mais atenção no caminho.”
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・・・⛤ "Boa tarde, bem vindo à Won's Goodies... Em que posso ajudar?" A estrangeira perguntou, estava ocupada arrumando os cristais que havia recebido nas gôndolas e separando as encomendas recebidas de clientes habituais. "Temos ervas, cristais, patuás..."
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・・・⛤ Luna tinha algumas particularidades quando estava colhendo suas ervas para a loja, principalmente as que tinha plantado perto de uma das trilhas em Toksan-dong puramente por uma questão de solo. Aquelas ervas simplesmente não cresciam em seu quintal e ela precisava de todas para a mistura para combater a insônia. Enquanto colhia, conversava com as plantas em espanhol, como se as pedisse licença e as explicasse que estavam sendo colhidas para ajudar outra pessoa. Quem quer que passasse por ali, vendo uma mulher toda de branco com uma cesta de plantas falando sozinha em línguas ia achar no mínimo estranho. Por isso quando notou um rapaz a olhando, já foi se explicando. “Moço... Eu não sou doida.”
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“Você tem uma conexão com animais, isso é bem legal!” Disse animada com o a conversação, fazendo uma cara pensativa antes de continuar “Creio que não tenha visto nenhum aviso pelas ruas ou até mesmo na estação de policia recentemente… Mas qual é a cor dele?”
“Isso é verdade, minha abuelita sempre falou que curandeiras tem esse chamado de animais... Acho que ela estava certa.” A estrangeira estava bastante preocupada com o estado de quem quer que tenha perdido um bichinho tão amado como aquele. “Ele é um laranjinha, tem uma mancha branca no peito e parece ser um gatinho caseiro, ele passa muito tempo deitado no sofá comigo...”
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・・・⛤ "Deixe-me ver... Temos uma mistura de chás muito boa para quem tem probleminhas para pegar no sono." Luna olhou para a estante atrás de si e tirou um vidro grande com várias folhas secas dentro. Encheu um saquinho com cinquenta gramas da mistura. "Experimente e me diga se faz efeito. Tem de ferver a água, colocar as folhas e deixar a infusão parada por uns 15 minutos antes de tomar."
❛ eram poucas as vezes que os avós mandavam alguma coisa para bandit e coisas tremendamente pontuais. sejam itens que só eles tem, algum presente ou coisas que eles compram nas viagens para bandit. entre elas, um set novo de lápis que ele não estava pedindo, mas mesmo assim eles lembraram dele. talvez era o mais próximo de família que ele jamais teve, indepentemente, era o que ele tinha. mesmo que odiando todo aquele ambiente dos correios, ainda tinha que retirar os pacotes, já que eles não entregavam no apartamento de bandit. os males de morar no cu do mundo. logo, ele sentiu por longe aquele esbarrão, mas não prestava muita atenção. não foi quase nada, então bandit deu de ombros. “bem está, mas no meio de tanta gente tem que olhar por onde anda né, amiga?” o tom não era exatamente hostil, apenas por cima. “e você está bem?” ainda verificou no próprio corpo se estava tudo dentro dos conformes. ❜
A estrangeira estava visivelmente envergonhada pelo transtorno que causou com o mais jovem, até largou o que tinha nas mãos em um canto para ela mesmo verificar se estava tudo nos conformes com aquele jeitão expansivo de ocidental, passando as mãos pelos braços dele, como se batesse a poeira inexistente. “Me distraí com a tabela de taxas, não acha um absurdo cobrarem vinte mil wons de encargos de importação?” Mais uma vez se distraiu e sacudiu a cabeça. Foco, Luna. Foco. “Eu estou bem. Mas eu posso te dar um vale-compras da Won’s como pedido de desculpas?”
༉‧₊˚ ❝ apesar de muito acostumado com a loja, a recepção que estava à sua frente era nova e ao mesmo tempo muito bem-vinda. os olhos se abaixaram, assim como a postura em um ato de respeito. “é bom ouvir isso.” incensos não eram muito do seu agrado, mas não ia fazer mal se levasse algum(ns). “tem de arruda? queria limpar todo o ambiente das energias ruins, estou cultivando algumas mudas no meu quintal mas um incenso não seria ruim.”
Luna ainda estava meio perdida com aqueles maneirismos e o respeito dos coreanos, mas não podia negar que achava bom. Nos anos de caixa de supermercado havia sofrido bastante nas mãos de clientes chatos. "Arruda, temos sim! E eu também tenho pés de arruda na minha horta, faz quanto tempo que plantou as suas?" E lá se vai Luna alugar cliente mais uma vez. Não tinha muitos limites quando o assunto era plantas. "E você quer levar outro na promoção? Tenho um ótimo de Sálvia branca."
・・・⛤ "Então, os animais simplesmente me seguem desde que eu era pequena! Ontem um gato laranja veio atrás de mim desde a Won's Goodies até a farmácia, eu acabei levando ele pra casa comigo... Sabe de alguém que perdeu um gatinho?"
— ei... licença, mas você viu uma caixinha preta com alguns flocos de neve? ela é desse tamanho... — tentava mostrar o tamanho mediano do objeto com seus dedos, mas acabava se atrapalhando por recordar-se que não era muito bem explicativo. — ela já tá meio gasta...
“Um rapaz me trouxe uma caixinha assim ontem, mas não haviam flocos de neve. Deixa eu ver se eu encontro.” Luna deu um sorriso para o mais jovem e se virou, abaixando-se para a parte de trás do balcão da loja, procurando pelo objeto. “Foi presente de um cliente...” A latina surgiu com uma caixa entre os dedos e colocou sobre o balcão.
O Lammas, também chamado Lughnasadh, é um dos oito sabbats na Roda do Ano do neopaganismo. É celebrado no dia 1º de agosto no hemisfério norte. Tem origem principalmente celta e celebra a primeira colheita, é uma festividade para se agradecer pelas experiências boas e ruins que ocorreram durante o último ano.
Luna dobrava as folhas de palha de milho com destreza, a boneca daquele ano estava muito melhor do que a do ano anterior. Os dedos longos percorriam a velha Corn Dolly, a falta de personalidade, de cuidado e capricho combinavam com o que estava vivendo no momento em que concebeu aqueles quase trinta centímetros de sabugo de milho. Mas era hora de queimar todos aqueles sentimentos ruins do ano anterior, San estava em um lugar melhor agora e sentia a energia dele a envolvendo quando fazia a nova arte.
E não estava sozinha. Archie estava ao seu lado e Yul também, o seu mini coven muito dedicado naquela tradição do Lammas. Ajudou o mais velho dos dois a fazer a cabeça da boneca bem redondinha, amarrando um barbante creme ao redor do que seria o pescoço. Yul era mais jeitoso, seu boneco era simples, mas caprichado e muito bem feito. Sabia que Archie iria melhorar muito se o fizesse nos anos seguintes, ele tinha uma ótima visão artística, porém lhe faltavam habilidades manuais com linhas.
A mexicana mantinha ao seu lado uma bacia com água para umedecer a palha de milho e a deixar mais maleável para moldar sem que as fibras se partissem. Sua boneca tinha braços feitos com uma longa trança, mais grossa perto dos ombros para imitar mangas e mais finas onde seriam os antebraços. Cortava o formato das mãos e utilizava um pincel minúsculo para escurecer onde seriam as unhas. A prática com que lidava com aquela arte manual vinha dos anos fazendo bonecas a partir de restos do Mercado Sonora, acompanhada da avó que tinha pouco dinheiro para comprar Barbies para a única neta e que ela mesma havia crescido fazendo brinquedos como aquele sem que sequer soubesse o que era Wicca ou Lammas.
Uma pistola de cola quente, ervas secas que não poderiam mais ser vendidas, junto com pétalas de flores faziam a decoração do vestidinho de palha de milho creme, antes sem-graça. Ria-se lembrando de San perguntando porque ela dedicava tanto tempo em uma coisa que iria ao fogo um ano depois. Luna nunca soube explicar, até porque entrava em um estado de paz e tranquilidade tão grande quando fazia sua Corn Dolly que sequer prestava atenção em quanto tempo tinha gasto naquela tarefa. Nunca pôde fazer uma boneca com San, pelo menos não pessoalmente. Não pôde segurar em seus dedos e falar para ir com mais calma com a palha para que não se rompesse. Ou para umedecer bem os dedos e as fibras. Ele conhecia a wicca, mas não era exatamente um praticante. San era um estudioso para começo de conversa. Sabia as tradições, a origem delas, as festividades da roda do ano, mas nunca havia participado de um rito para a deusa. O que muitas vezes intrigava Luna, principalmente depois de saber que Yul era seu empregado.
Limpou uma lágrima do canto dos olhos, pensando como tudo poderia ter sido diferente. A morte dele ainda não havia sido totalmente esclarecida para Luna, principalmente porque quem quer que tenha invadido a casa em Toksan não sabia o que pegar. Deixou objetos valiosos para trás e focou apenas em uma parte do caixa da loja, que San contava enquanto foi assassinado. O ladrão deixou o cofre, as joias — inclusive um anel de noivado que Luna usava no dedo e que até onde sabia, seria seu em breve —, eletrônicos e os carros. Certeza que aquele anel era equivalente a uns cinco caixas da Won’s Goodies e foi deixado onde estava, sobre o computador fechado do mais velho. Mas não era hora de pensar em coisas ruins.
Terminou a boneca de milho, jeitosa e detalhada, com o vestido feito de palha pintada de roxo e um avental creme adornado com pétalas de rosa e ramos de trigo, imitando uma estampa. Os cabelos feitos com um pedaço cuidadosamente escolhido por Luna por apresentar mais ondulações que as demais, além da tiara feita com uma trança delicada de ramo de trigo. Não fez olhos e nem boca, mas colocou um enchimento a mais para a sua boneca se manter de pé, assim como ela faria. O luto ainda estava por ali, mas não poderia se deixar abater. Tinha Yul e Archie consigo, não precisava de muito mais do que seu gato preto e sua coruja-das-torres, além da alegria da loja.
Queimou um incenso de rosas e levantou para checar o forno de barro onde um pão redondo e bem crescido feito de grãos corava no calor da lenha queimando. Fora as fruteiras com melões amarelos, maçãs, uvas e ameixas. Só começou a valorizar as frutas quando se mudou, achava incrível como aqueles alimentos viçosos eram muito mais caros do que em Tijuana. Mas seus dois funcionários mereciam aqueles mimos, até mais, por isso havia comprado algumas garrafas de uma boa cerveja vinda de um cervejeiro artesanal de Jeju. Ela ficaria com o seu chá de camomila, não queria beber álcool por aqueles dias, mesmo que fosse um final de semana.
De todas as festividades anuais, aquela era que Luna se mostrava mais reflexiva, mais grata por tudo que havia acontecido naquele ano. Agradecia os acontecimentos bons e ruins — e até dois anos atrás, tinha muito mais coisas ruins para agradecer, por mais que parecesse contraditório — em seus dias, por Gaecheon finalmente ter encontrado seus dias de calmaria. A energia ruim que sentia fora de casa parecia ter se esvaído nos últimos tempos e agradecia a deusa por aquilo. Sua avó já dizia que um coração amedrontado não tinha o poder suficiente para qualquer feitiço, até a colocava no mesmo patamar de um cético. A Deusa Tríplice e o Deus Cornífero iriam a proteger.
O Lammas é um Sabbat de agradecimento à primeira colheita, onde o deus Lugh se sacrifica em prol da fertilidade e das plantações, derramando sua energia de vida sobre as plantações para que a colheita seja abundante. No Lammas se agradece a Lugh por seu sacrifício, por isso a fartura da festividade. Luna separou as primeiras porções de tudo que fez para os deuses. O pão, principalmente. A latina gostava de encarar o pão como a junção dos quatro elementos e que sustentou a humanidade por séculos. A farinha é feita da terra, junto com a água e o sal. Sem contar a levedura, o secreto e sagrado transformador dos deuses. A sova é feita com a energia vinda do ar e tudo isso assado no fogo depois de crescido.
Luna arrumou as velas e seu caldeirão, o decorou com ramos de trigo e colocou os pedaços de pão sobre o altar, junto da boneca de palha recém feita, depois, traçou o círculo, orando em forma de agradecer a Deusa Mãe pelas sementes e o Deus Sol pela abundância. Acendeu cada uma das velas em silêncio, focando suas energias em invocar a presença dos deuses naquele rito.
Agradeceu mais uma vez por aquele ano: havia ganhado uma loja, uma vida boa, sem ter de se despir em frente a uma webcam ou ver algum cara grotesco com um fetiche estranho em troco de alguns dólares, conseguiu dois amigos, dois amantes, ou qualquer coisa na linha tênue que limitava a relação que tinha com Yul e Archie. Pela primeira vez na vida podia acordar sem pensar em metas, em um aluguel vencendo ou quando iriam cortar algum serviço. Sua mãe... Aquela era uma questão delicada, mas não podia deixar de sentir aliviada pelo fato de que nenhuma única vez naquele ano sua mãe havia entrado em contato. O dinheiro enviado mensalmente parecia suficiente. Ela não tinha seu endereço e nunca teria. Finalmente havia alcançado a paz que perseguiu a vida toda.
Por mais contraditório e absurdo, estar em uma cidade que há pouco havia sofrido com ataques de um assassino ainda era melhor que a sua vida antiga. Deixou escapar um sorriso quando sua mente lhe trouxe uma imagem de San ali, com ela, observando as velas sendo acesas uma a uma. Em seguida a mulher pegou sua boneca velha, fez seus desejos por um ano de paz, de boas energias, de fartura, fertilidade e descalça dava três voltas longas e sem pressa ao redor do círculo. Parou na última volta e colocou a boneca dentro do caldeirão, salpicando açafrão sobre ela, junto com álcool e ateou fogo naquele monte de palha, falou sobre o sacrifício do Deus Sol em prol da vida do povo e que em cada semente havia a promessa de um renascimento.
Elevou seu cálice com vinho e o bebeu em honra dos deuses, e os ofertou a bebida. Mordeu um pedaço do pão e agradeceu por tudo mais uma vez. Gratidão nunca era demais no Lammas.
Terminou a noite abraçada em seu coven, um de cada lado, os braços envolvidos ao redor dos corpos uns dos outros depois de dançar ao redor da fogueira. Deixou um beijo no rosto de cada um, junto de uma oração baixinha, em espanhol, pedindo a proteção dos deuses, nada de ruim poderia acontecer aos seus meninos. Já havia falhado com um, não falharia mais uma vez.
Juntou as mãos deles nas suas e as beijou, preferiu passar o resto da noite observando a fogueira queimar, em silêncio.
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@gcn-dante
・・・⛤ "Seja bem-vindo à Won's Goodies, em que posso ser útil?" A patroa não era vista com muita frequência atrás do balcão, mas havia delegado a Yul a tarefa de buscar troco no banco e Archie de arrumar as encomendas que receberam pelo Kakao. "Os incensos estão na promoção, pague um leve dois."
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・・・⛤ Correio, está aí o desespero de qualquer lojista que precisa de produtos vindos de longe. E o lado ecológico, leia-se mão de vaca de Luna preferiu buscar os rolos de stickers e papel de embrulho a pé mesmo. Meio atrapalhada e sem conseguir ver o caminho, ao virar para ver uma vitrine, esbarrou sem querer em alguém. "Mil perdões, eu sou uma desastrada mesmo. Tá tudo bem?"