cabe 3 vidas inteiras (…) cabe o meu amooor…
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cabe 3 vidas inteiras (…) cabe o meu amooor…
Em teu crespo jardim
Em teu crespo jardim, anêmonas castanhas detêm a mão ansiosa: Devagar. Cada pétala ou sépala seja lentamente acariciada, céu; e a vista pouse, beijo abstrato, antes do beijo ritual, na flora pubescente, amor; e tudo é sagrado.
Carlos Drummond de Andrade.
Perder-se também é caminho.
Clarice Lispector
Os mortos, flores serão
Antonio
The planets, aligned.
Amor vem de amor. Vem de longe, vem no escuro, brota que nem mato que dispensa cuidado e cresce com a mais remota chuva. Vem de dentro e fundo e com urgência. Amor vem de amor. Que não cabe, mas assim mesmo a gente guarda. A gente empurra, dobra, faz força, deixa amassado num canto, no peito, no escuro, dentro, ou larga pegando sereno. Amor vem de amor. Vem do pedaço mais feio, do mais sem palavra, do triste, vem de mãos estendidas. É tecido desfeito pelo tempo, amarelecido pelo tempo, pelo cheiro da gaveta fechada, pelo riscado do sol na madeira. Amor vem de amor. Vem de coisa que arrebata, vira chão, terra, cisco, resto, rastro, coisa para sempre varrida. É delicadeza viva forte violenta. Que faz doer, partir, deixar caído. Amor vem de amor. E dói bonito.
Guimarães Rosa
Olinda com vista para Recife - Pernambuco
Afghanistan, 2013.
I Origins, 2014. (Mike Cahill)
Cada pessoa neste planeta tem o seu próprio e único par de olhos. Cada um, seu próprio universo.
“E, acima de tudo, tenham amor, pois o amor une perfeitamente todas as coisas. E que a paz que Cristo dá dirija vocês nas suas decisões, pois foi para essa paz que Deus os chamou a fim de formarem um só corpo. E sejam agradecidos. Que a mensagem de Cristo, com toda a sua riqueza, viva no coração de vocês! Ensinem e instruam uns aos outros com toda a sabedoria. Cantem salmos, hinos e canções espirituais; louvem a Deus, com gratidão no coração. E tudo o que vocês fizerem ou disserem, façam em nome do Senhor Jesus e por meio dele agradeçam a Deus, o Pai.”
Colossenses 3:14-17
“Que todo borrão suma de minha alma e dê lugar a poesia mais sublime, que os pesos de meus ombros caim e minhas asas eu possa abrir. Que eu seja a mudança em mim, que sob o meu olhar o amor não pinte dor e que eu aceite a condição humana de amar. Que eu esqueça os excessos de queda e lembre apenas dos motivos que me fizeram levantar. Que em minha boca sempre viva o gosto da vontade e tentativa. Que os meus olhos úmidos deem espaços a sorrisos eternos que possam ser recapitulados em minha mente toda vez que estafa bater de frente. Que no meu peito eu sinta a saudade que perdi no caminho.Que eu seja fraca o suficiente para chorar e mostrar que a força está na vulnerabilidade do meu ser. Que meus braços nunca se fechem, que meu olhar não guarde magoa. Que minha porta seja fechada, mas que minhas janelas estejam sempre abertas a quem quiser me burlar, e que as mesmas sirvam de rota de fuga quando eu não souber mais suportar.”
Docismo