Somos o pó das estrelas O alinhamento dos planetas Explosão de nebulosa O desenho de constelações De nós, o próprio brilho irradia E queima, e arde Em qualquer dia Mais forte que qualquer sol.

tannertan36
wallacepolsom
KIROKAZE

JBB: An Artblog!

Love Begins

blake kathryn

titsay

Kaledo Art
TVSTRANGERTHINGS
RMH
trying on a metaphor
Jules of Nature
Stranger Things
Peter Solarz
ojovivo
Aqua Utopia|海の底で記憶を紡ぐ
Show & Tell
No title available
"I'm Dorothy Gale from Kansas"
dirt enthusiast
seen from Türkiye
seen from Uzbekistan
seen from United States
seen from United States

seen from Singapore
seen from United States
seen from Iraq
seen from United States
seen from Maldives
seen from United States
seen from United States
seen from United States

seen from France
seen from Pakistan

seen from United States
seen from United States

seen from Australia
seen from United States

seen from United States
seen from United States
@gotanachuva
Somos o pó das estrelas O alinhamento dos planetas Explosão de nebulosa O desenho de constelações De nós, o próprio brilho irradia E queima, e arde Em qualquer dia Mais forte que qualquer sol.
Muito antes do término, você se questionará Imaginando o porquê de ainda ali permanecer Depois, sorrirá, frente ao primeiro carinho Esquecendo-se do pensamento de outrora Depois da terceira discussão, as razões ficarão mais claras Antes do término, planejará mil formas de escapar Antes, hesitará O que diabos estou fazendo? No dia seguinte à partida, você ainda irá chorar Sentindo cada parte do corpo em agonia Como se um órgão tivesse sido arrancado Sem anestesia, lentamente Um pouco depois do término, as lágrimas cessarão Em algum momento, a ferida voltará a doer Má cicatrização, eles sussurrarão E de novo lágrimas e soluços Mas, um dia, você não sentirá a separação A pele regenerada O coração remendado Falará diretamente contigo e sorrindo Você está curada Não vai mais doer.
Cuida desse coração
Feito de carne e dor
Filho de toda mágoa
Pai da decepção
Torne-o pedra
Envolva-o em armadura
Proteja-o dos socos desferidos
De amantes egoístas
Impiedosos
Cuida desse coração
Já todo remendado
Todo amargurado
Enquanto amanhã não chega
Fico aqui
Com dedos em seu cabelo
Com carinho desaguando de mim
Antes que hoje acabe
Me abraça, enfim
Antes que se converta o sonho
Em terrível pesadelo
Diga que tudo vai ficar bem
Acalma o coração desesperado
Sossega a alma incompleta
Cura o corpo ferido
Beija a mente inquieta
Antes que amanhã comece
Antes que o agora termine.
Mais doce que mel
Deixa eu sentir o seu sabor
Sussurra meu nome
Derreto só com o som
O som dessa tua voz
Vem comigo
Nomear as estrelas do céu
Deita ao meu lado
Deixa o ósculo vir
Pintar minha vida
Com qualquer cor
Tudo menos cinza indiferente
Traz o amarelo
Traz o vermelho
Traz teus lábios
Gruda-os aqui nos meus.
Se um dia eu apenas soubesse
Se alguma vez eu suspeitasse
Se por um minuto, sentisse
Se por um momento eu imaginasse
Esse sentimento derramando de ti
Como sangue de ferida a faca
Cada palavra forte enxurrada
Contra tudo o que omiti
Contra tudo que em mim enterrei
Contra todo o sentimento
Que em mim aniquilei.
Tento em vão dizer As palavras aqui reunidas Presas no peito
As pessoas ficarão Pelo tempo que elas tiverem que ficar E tudo bem.
Você mergulha em mim Buscando alguma segurança Para a própria desolação Para seus próprios medos Eu sei que o que você encontra enfim Não é o que busca Mas uma bagunça Tão feia quanto a sua Tão desesperadora Asfixiante Mas eu sei também Comigo você respira um pouco melhor Contigo eu respiro sem preocupação Por alguns minutos ou horas A gente se deixa enganar Derramando-nos um no outro.
Escadaria
A respiração entrecortada. O tremor nos lábios. O ímpeto ardendo nas veias. A antecipação queimando, um maldito veneno dentro de si. A dor extrapolava como há muito tempo atrás, anos talvez. E via-se diante da mesma dolorosa decisão. Ser ou não. Agir ou não agir. O que diabos esperavam de si? Quem era? E quem estaria ali para cobrar algo? A quem servia para ter que decidir já, agora, sobre o que almejava? Sobre o que faria? Não era justo quando jovens corações apodreciam, dominados pelo temor. Era cruel ver se numa encruzilhada. Paraíso ou inferno. Sabia que sempre fizera a escolha errada.
Se encaixe
Desde muito cedo, acostumei-me a observar. O som da natureza era uma distração, as cores do céu, um encanto.
Sem perceber, observei às pessoas, sem entender ao certo como era possível conectar-me a elas. Parecia que tudo já estava muito bem encaixado sem mim. Nunca foi necessário me fazer presente para que o ambiente funcionasse. Lembrando-me de um enorme quebra-cabeças, o mundo seria o panorama geral, enquanto que cada pessoa seria uma peça. Algumas pessoas encaixavam-se facilmente umas às outras e, felizes, cumpriam seu papel, sabendo que nada mais lhes seriam cobrados. Tamanha simpatia e encanto garantiam que ali pudessem estar, garantiam, também, perfeitas combinações, certeiras lideranças sobre apropriados seguidores. Algumas pessoas tardavam para encontrar seus respectivos encaixes, ora apresentavam preceitos muito pequenos para outro alguém, preceitos e ideias que não serviam de imediato a ninguém, ora podiam ter ideias demasiadamente futuristas. Mas, repentinamente, alguém encaixava-se em seus ideais. E mais outro e outro. Nova rede formava-se. Algumas peças demoravam muito mais para encontrar quem pudesse lhes servir, era muito difícil num mundo com pensamentos simplórios demais ou utópicos demais. Às vezes, por sorte ou coincidência, acontecia de um encaixe se formar. Um ou dois. Mas o quebra cabeça nunca terminava. Sempre sobravam peças, estas as quais não se encaixavam em local algum. Talvez, por azar, não pertencessem a esse quebra-cabeças. Quiçá fossem de outro planeta.
O que é felicidade
Me perguntaram
Sorriso encabulado preencheu a face
Mal conseguindo formular palavras
Felicidade é calor
Disse ela
É o calor num dia frio
De um beijo, lembrar o sabor
É o sorriso num dia sombrio.
Felicidade pode bem ser chocolate
Pode bem ser canção
Felicidade pode ser efêmera
Uma situação
Pode ser tudo aquilo
Que aquece o seu coração.
Milhões de almas quebradas
Pelo mesmo motivo angustiadas
Derramam salgada lágrima
Feita inteira de frustração
Bilhões de mentes perturbadas
Escravas da antecipação
Ganham somente a lástima
Fria, dura
Inúmeras criaturas desoladas
Vítimas de cruel solidão
Amargas até o término
Desce em minhas veias
Como veneno
Me fere
Direto na espinha
Entorpeça-me com tua droga
Essa maldita droga
Escapando dos teus lábios
Infecta minha pele
Com teu tóxico beijo
Não quero ser essa pessoa
Que teme o abraço
Como um demônio que vê a cruz
Não quero ser essa alma desolada
Que deixou o coração exposto
Livre pra ser maltratado
E disposto a aceitar qualquer migalha
Qualquer mínimo de afeição
Não quero ser tampouco
O extremo e frio coração
Feito de gelo e receoso
Pronto pra negar qualquer carinho
Ainda que este seja tudo
Exceto escasso
Não quero ser a frieza e amargura
Que nega qualquer sentimento
Mas sem coragem de arriscar -me
Mato-o.
Tão ávido veio
Com partida alma
Contido sorriso
Com as paredes erguidas
Nenhuma vontade em ceder
Mas você veio
Pena que um pé estava na porta
E o outro, já lá fora
Sem intenção alguma em ficar.
Hoje sonhei com teus olhos
Os quais sorriram de volta para mim
Tão cálido era tão simples gesto
Que, lentamente, e de uma vez,
Sem luta alguma,
sem preparar adagas ou lâminas
Protestos e violência
Sem nenhuma revolta
Me vi entregue, aquecida,
Dentro do teu olhar
Dentro do teu sorriso
E guardada em meio ao prometido ósculo
Protegida em desejosos braços
Perdida em calorosos lábios.