Arrigo vai começar! (em Teatro São Pedro)

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Arrigo vai começar! (em Teatro São Pedro)
Noite de Foto Cine Clube Bandeirante, linda está a exposição! Versos apresentados para lembrar que a fotografia é um artefato, para além da superfície da imagem! Curadoria de Rosângela Rennó não poderia ser diferente! E cada ampliação, cada papel, que tons de cinza e preto!! Digital nunca será!! E que saudade dos versos do UH, que tive a oportunidade de conviver diariamente! #MASP
Chega às livrarias um clássico da análise histórica e na teoria da Fotografia - A Ilusão Especular, de Arlindo Machado (Ed. Gustavo Gilli, R$49,00). A reclamação de Rubens Fernandes pela reedição desse livro foi atendida! O lançamento oficial acontece hoje, às 19h30, na Livraria Madalena (Rua Faisão, 75 - Vila Madalena)
O autor investiga, entre outras questões, a filiação automática e evolutiva da fotografia com a perspectiva renascentista, trazendo a reflexão do olhar como algo historicamente constituído na longa duração. Ilusão especular também questiona o estatuto da fotografia como espelho do mundo, trazendo ao leitor uma crítica contundente desse modo de pensar. Vale a pena a leitura. Mais informações serão publicadas em breve aqui, assim que eu terminar de reler esse maravilhoso livro de Arlindo Machado!
E no meio do caminho... Tinha um carimbo do Capa!!!!
De onde vocês acham que as luzinhas estão vindo?
O dia hoje é mais triste, mais choroso! Pelos seus poemas fui mudada mais do que por existir! :( Mais um dos grandes que se vai. Midlin está é organizando um Festival Literário no céu!
Extremamente triste e chateada com a notícia do falecimento do grandioso, generoso, afável e simpático Nicolau Sevcenko! Tive a honra de assistir algumas palestras e numa delas tietei mesmo e pedi um autógrafo! E ele escreveu essa dedicatória lindíssima! Lastimável perda da História brasileira! :-(
Tecer a intriga é dar sentido ao nada, fazer surgir o inteligível do acidental, o universal do singular, o necessário ou o verossímil do episódico (Ricoeur, op. cit, p. 70). Tecendo a intriga, a fotografia organiza de forma bidimensional elementos dispersos no tempo e no espaço, soltos no universo, ininteligíveis enquanto unidades fragmentadas. É tecendo a intriga que é dado sentido às diversas formas narrativas concebidas pelo jornal para serem recriadas em papel, organizadas numa narrativa que metaforiza a vida e o mundo
Silvana Louzada. Pratas da Casa. Pg. 141
Com a fotografia o valor do culto começa a recuar, em todas as frentes, diante do valor de exposição. Mas o valor de culto não se entrega sem oferecer resistência. Sua última trincheira é o rosto humano. Não é por acaso que o retrato era o principal tema das primeiras fotografias
BENJAMIN, Walter. Magia e Tecnica, Arte e Politica. 1996 p. 174
Máquina de esperar. Latência. Cada clique uma incerteza. Contingência. Ilusão e desejo. #canonAE-1 #amador #analogico
Retirado de: http://techchannel.att.com/play-video.cfm/2012/6/21/AT&T-Archives-Pictures-By-Wire-Bonus-Edition
Da série eu reinvento a concepção do ato fotográfico. Um diz e outro complementa, adicionando visões sobre a fotografia e sobre o ato fotográfico. Aprendi com a Cia de Foto que a fotografia é muito mais do que apertar o botão. E o complemento dever ser sim, do simpático e cadenciado Pio Figueiroa.
http://olhave.com.br/blog/a-foto-que-eu-queria-ter-feito-rosangela-renno/
Fotogramas da memória
Havia um Castelinho abandonado no Jd. Rochdale, bairro aquoso onde eu morei durante muitos anos, desde a infância, que pais e mães proibiam a aproximação, a entrada, elucidando seus filhos do perigo, das assombrações, dos drogados e toda sorte de coisas ruins resguardadas em seu interior. Uma verdadeira maledicência era exalada acerca do tal castelinho. Hoje existe no lugar uma padaria, que acredito eu por homenagem, se chama Padaria Castelinho. Existem memórias que aparecem como sombras, ou sobem à superfície e grudam, imprimindo algo incerto, como um fotograma. O que impulsionou essa vinda dessa lembrança foi um trecho do livroOs Trabalhadores do Mar: ''De caça em caça chega-se ao demônio. Depois dos pardais, os diabretes. Há vontade de saber o que é esse medo inspirado pelos pais. Andar na pista dos contos da carocha é o que há de mais resvaladiço. Saber tanto quanto as conta eiras de histórias é coisa que tenta". Uma vontade que a imagem formada fosse nítida e alcançável. Vontade de reviver a única vez em que fui com um grupo de crianças cambaleantes de postura destemida, mas de coração na boca, adentrar naquele Castelinho. A fotografia tem um pouco disso, um pouco dessa confiança de que ela é o suporte perfeito para depositarmos instantes e guardá-los pela eternidade. E existe uma pequena dor quando ela está ausente nesses momentos. Se eu tivesse uma polaroid...
A prova da existência das fadas. Conan Doyle atestou a autenticidade das imagens produzidas pelas primas Elsie Wright e Frances Griffiths. O cinema contou essa história no filme Fairy Tale - A True Story. Para saber mais, http://blogs.estadao.com.br/carlos-orsi/2010/11/19/fadas-fotografos-e-conan-doyle/
E o referente?
"Acontecimento e registro fotográfico se fundem. Aplicando a interpretação indexial da fotografia achávamos que alguma coisa do referente se incrustava na fotografia;pois agora devemos pensar o contrário: é algo da fotografia que se incrusta no referente". Fontcuberta, A Câmera de Pandora. P. 30.
O que é a fotografia?
Photo graphia - escrita da luz. Espelho, imago, mimesis, imitatio. Tantas palavras, tantos conceitos, muita simbologia, muita troca e brincadeira com o dito real.
Para além dos conceitos desgastados e polêmicos, para mim a fotografia é simplesmente a possibilidade de fixar partículas do tempo em partículas de prata ou de pixels. E com essas partículas garantir um pouco de esperança de que o esquecimento não vai nos devorar. Também é a possibilidade de inventar mundos, questionar mundos, conformar mundos. Fascínio e espanto, para lembrar um grande ensaísta, Pedro Miguel Frade. Cada um daqueles que fez e faz parte de suas invenções merecem homenagens hoje, muito além de um único Daguerre. Que o espírito de invenção sempre permaneça, que a fotografia seja sempre veículo de reinvenção do mundo
Beijo de Judas
"A câmera testemunha aquilo que aconteceu; o filme fotossensível está destinado a ser um suporte de evidências. No entanto, isso é só aparência; é uma convenção que, à força de ser aceita sem paliativos, acaba por ser fixar em nossa consciência. A fotografia atua como o beijo de Judas: o falso afeto vendido por trinta moedas. Um gesto hipócrita e desleal que esconde uma terrível traição: a denúncia de quem justamente diz personificar a Verdade. "