A postura confiante diz que 𝐀𝐄𝐑𝐈𝐓𝐇 𝐂𝐇𝐀𝐒𝐓𝐈𝐄𝐅𝐎𝐋 𝐎𝐑𝐍𝐈𝐓𝐈𝐄𝐑 é PROFESSORA DE POÇÕES aos seus 36 ANOS. Dizem que é ALTRUÍSTA, mas também EMOTIVA, mas não podemos afirmar com certeza! Sua reputação é conhecida além das fronteiras.
﹙ 𝐏𝐈𝐍𝐓𝐄𝐑𝐄𝐒𝐓 ﹚ ✶🥀✶ ﹙ 𝐏𝐋𝐀𝐘𝐋𝐈𝐒𝐓 ﹚
، ≀ ⠀╱⠀ BIOGRAFIA:
— Zelaria, a ilha da paz. Se havia motivos para guerras e violência, seus habitantes jaziam em descrença. Nos tempos em que as proles dos Ornitier eram maiores e mais condensadas no vilarejo, Zelaria foi casa para todos enquanto cumpriam a ordem do exército e também aqueles já aposentados por diversos motivos. Alguns feéricos já idosos da família se fixaram ali em busca de pacificidade, embora viverem sob mando do império não fosse lá tão pacífico assim já que haviam feito um acordo com os nobres para servirem. Repassavam de geração por geração um dom único do curandeirismo.
— Na época em que Aerith nasceu, sua herança já carregava um peso fortíssimo de possuirem mãos tocadas por Erianhood - abençoadas. Isso se dava pela quantidade de meio-feéricos e feiticeiros já salvos pelos Ornitier, única e exclusivamente por haver uma gama gigantesca onde todos os membros da família ingressaram o exército como curandeiros, e assim perpetuou. Então, antes de ser convocada, a menininha já tinha uma missão ao emancipar-se e esta seria levar adiante a tradição, por mais que pudesse vir a ter algum vínculo dracônico, o que não era impossível já que tiveram alguns relatos de parentescos, raríssimos, que haviam se tornado cavaleiros.
— O fascínio que tinha pelas bestas aladas nada mais era que pura curiosidade. Entretanto, Aerith por si mesma preferia usufruir da bênção para tratar do que por se aventurar nos céus com dragões, ainda que achasse incrível a ideia. O problema veio desde berço, era sabido, mas ninguém gostaria de ser aquele que a confrontaria sobre isso. Ela descobriria, no entanto, da pior forma possível.
— Enquanto ainda estudante, já no quadrante dos curandeiros, ela descobriu que tinha proficiência em poções. Talvez por isso fosse tão difícil para outrem crer que Aerith seria uma lástima para a herança da família Ornitier, tendo em vista que nunca, de fato, teve uma oportunidade de mostrar seus dons de cura - do tipo de fechar feridas, sarar machucados, etc. Até que mostrou-se apta para fazê-lo em determinado momento, ainda muito jovem. Mas, como carregava consigo um legado firme, era impossível que desse errado… Até dar.
— A mulher se viu sentido um arrepio correr na espinha por um tempo até perceber que teria de lidar com a situação de forma rápida ou o soldado morreria de hemorragia. Em seu peito um corte profundo e sangue e mais sangue jorrando. Aerith colocou as mãos no tórax deste e fechou os olhos, abrindo-os somente segundos depois quando gritos ecoaram o recinto e ela não mais sentiu a palpitação do coração do homem no qual estava tocando. Ele havia morrido. Como? Nem ela sabia ao certo, mas o silêncio que se esticou pelos minutos seguintes descreviam a sensação exata dela: remorso. Será mesmo que era para ter acontecido aquilo? Ela tinha um histórico impecável, embora não fosse de mérito próprio, então estava em suas veias aquele dom. Era por isso que contavam com ela.
— Aerith não tinha irmãos e sucedeu sua tia após a mesma aposentar-se e optar por definhar em Zelaria, sem quaisquer obrigações para com a nobreza. No entanto, para seus primos e demais parentes, a relação serviçal era a mesma. Depois daquele fatídico dia, a Ornitier precisou tomar uns dias de descanso devido o luto e trauma que aquilo causou em sua mente, mas, como se não bastasse, ainda não fora suficiente. Deveria obedecer a mando do imperador uma requisição de curar um senhor da guarda pessoal, um da própria raça, e para isso foi até Ânglia.
— Os acontecimentos seguintes foram de puro terror mental e emocional, já que, mais uma vez, ela profetizou o mesmo ocorrido de semanas atrás naquele singular momento. Se sua reputação já não estava tão boa, agora havia piorado ao terem de presenciar a tragédia que acometia ao guarda, agonizando no chão até que morresse sufocado com a própria baba. Era como se a água em seu corpo tivesse se transformado em veneno puro, atingindo as veias principais e inutilizando órgãos. É claro que aquele acontecimento não era normal e fora levada a julgamento por conspirar contra a realeza, o que mostrou-se errôneo no momento em que fora constatado que Aerith era amaldiçoada e seu toque não era seguro.
— Portanto, seguindo as ordens do imperador, após alguns dias encarcerada, a Ornitier fora levada de volta para Wülfhere e lá foram feitos testes com seu sangue, assim como em Ânglia, levando até Hexwood, para que estudassem o fenômeno, mas nada encontraram. Era tudo normal, até não ser. Ela, todavia, vivia em constante estado de alerta, completamente paranoica de machucar alguém e acabou por isolar-se das pessoas com medo de feri-las ou matá-las também. Passou a usar uma luva a fim de impedir que seu toque fosse fatal, mas com o estudo certo, depois de um tempo e após formar-se, ela tornou-se professora.
— Uma última vez antes de abdicar do quadrante dos curandeiros de vez, por infortúnio a sua inutilidade desde então, Aerith encontrou com os anciões feéricos do Sonhar e deles escutou palavras de conforto. Ela não era amaldiçoada, mas havia um propósito dentro dela que cabia à mesma lutar para entender se era obscuro ou bondoso. Fato é que a mesma não mais se via de forma pacífica e passou a ser comentada como a “mulher do toque maldito”, mostrando aversão para com outrem e permitindo-se levar, pouco a pouco, por um caminho que não estava acostumada a seguir.
— Em seu tempo de estudo, era comum que como curandeira tivesse acesso ao Sonhar de modo a se inteirar mais por suas raízes. Contudo, em dado momento, ela se viu imersa em Thallain, em um pesadelo horrível que teve onde tinha que lutar consigo mesma e perdia, mas acabava encontrando a parte de si que lhe deixaria em paz - ainda que fosse contra toda e qualquer crença que havia aprendido até ali. Desde então, Aerith sentia dentro de si dúvidas crescentes e um sentimento amargo que parecia querer corrompê-la, até que ela deixou. Não conhecia nada de Hoodian e da corte unseelie, exceto pelas más línguas sobre estes. Entretanto, sua verdadeira paz habitaria no objetivo de descobrir seu propósito e sentia-se muito mais próxima de achá-lo na fé do caos do que em sua contraparte bondosa. Estava profanando a herança dos Ornitier, mas, talvez, fosse esse seu objetivo, afinal de contas.
— Por trás de seu rosto jovial e inocente mora a persona de uma mulher com diversos segredos, ainda que sua índole não processe o fato de sua dívida a ser carregada - e, talvez, jamais quitada - não ser minimamente pareável com sua personalidade tão genuína. Todavia, sua missão e obrigação aguarda algo maior, mais sombrio, acima de si, e diante disso não tem motivações além das de cumprir com o que lhe forem traçados pela coroa.
— Ela passou a trabalhar secretamente para aqueles que forem escolhidos a dedo e de alta confiança, fazendo venenos, pois possui eficácia na criação destes. Além da cura e benefícios que curandeiros do exército trazem aos demais com as plantas e suas habilidades mágicas, Aerith, em específico, usufrui contrariamente à ordem induzindo necrose e machucando outrem, sem saber ao certo como começou isso. A changeling é generosa, faz poções e outras coisas que ajudam, mas, majoritariamente, é procurada para fornecer uso de sua especialização de deterioração da matéria orgânica. Ainda assim, repassa seu conhecimento completo aos alunos de Wülfhere, sendo conhecida como uma professora muito feroz, às vezes gentil, às vezes sombria, mas com uma gama de inteligência abrangente.
















