Elisa Lucinda.
Vozes guardadas, 2016.
YOU ARE THE REASON
Claire Keane
No title available

ellievsbear
TMBGareOK. The Official They Might Be Giants tumblr
No title available
"I'm Dorothy Gale from Kansas"

bliss lane
I'd rather be in outer space 🛸
sheepfilms
🩵 avery cochrane 🩵

if i look back, i am lost
Cookie Run:Kingdom Official!
h
hello vonnie
The Bowery Presents
Not today Justin

roma★
Game of Thrones Daily

#extradirty

seen from Uruguay
seen from Germany
seen from United States

seen from Venezuela

seen from T1
seen from Italy
seen from United States
seen from Brazil
seen from Switzerland
seen from France

seen from Türkiye
seen from Türkiye
seen from United States
seen from United States
seen from Ireland

seen from Singapore
seen from Jersey
seen from Colombia
seen from United States
seen from United States
@gutenbergsfans
Elisa Lucinda.
Vozes guardadas, 2016.
Rubem Fonseca. O seminarista. Agir, 2009.
Para quem está interessado em leitura rápida, para desanuviar é uma boa opção. A história é intrigante, os diálogos rápidos, e com muitas referências. A escrita é direta, não há muito desenvolvimento de personagens, sentimentos ou ideias, o que condiz com o personagem Central, Zé, matador de aluguel que após muitos anos de excelência na prestação de seus serviços resolve se aposentar, mas tem dificuldades em se manter afastado de sua Glock.
O texto é ação, ação, ação, praticamente um roteiro pronto pra filmar. E Zé, apesar de assassino, é muito carismático, um grande leitor, sempre recitando obras em latim.
Além disso, é interessante perceber que, mesmo sendo um policial, com vários crimes acontecendo, o cenário é bem diferente do que costumamos ver nos noticiários e novelas que abordam a marginalidade, em O Seminarista o crime está nas altas-rodas, nos bairros de luxo, na elite carioca.
Não é o meu preferido de Rubem Fonseca, mas é bom.
Rubem Fonseca. O seminarista. Agir, 2009.
Marguerite Duras. O Homem Sentado no Corredor. A doença da Morte.
Sexo, desejo, violência e morte.
O livro de Duras é composto por duas histórias, curtas e potentes: O homem sentado no corredor e A doença da morte.
O homem sentado no corredor é o relato de dois momentos entre um homem e uma mulher, a narração é feita por um observador muito presente, que ora interpreta, ora descreve movimentos. O primeiro momento é da mulher entregue ao homem, seu corpo como objeto maleável, para o sexo e para a violência. O segundo momento também envolve sexo, mas nesse caso a mulher explora o corpo do homem em uma cena de sexo oral que deve ter o levado ao desespero. Parece simples, mas não é, poderíamos parar e discutir e pensar sobre cada parágrafo, sobre cada relato trazido pelo narrador.
A doença da morte também envolve um homem e uma mulher, que, diferente do anterior, não trata do amor entre eles, mas sobre a capacidade de amar, não é o desejo, mas sua ausência. Neste caso o homem contrata a mulher para o servir, sem questionar, sem por limites. Entre uma noite e outra, a mulher que invariavelmente está nua na cama, ora dormindo, ora fazendo pontuações esparsas, que a levam a uma compreensão sobre o homem e sua doença.
Qualquer um dos textos pode servir de base para reflexões acerca da relação homem, mulher, sobre vida e morte, um prato cheio para quem gosta de psicanálise. E qualquer tentativa de resenha não dá nem para dar uma vaga ideia do que é esse livro.
Destacam-se ainda as aquarelas do artista Anselm Kiefer, na edição da Cosac.
Marguerite Duras. O Homem Sentado no Corredor. A doença da Morte, Cosac Naify, 2007.
Coleção Mulheres Modernistas.
"Não existe marcha a ré numa história de amor, uma relação é sempre uma estrada de mão única."
Milena Busquets. Isso também vai passar. Companhia das Letras, 2016, p. 69
"Nunca mais seus olhos olharão para mim. Quando o mundo começa a se despovoar das pessoas que nos amam, pouco a pouco vamos nos transformando em desconhecidos, ao ritmo dessas mortes. Meu lugar no mundo estava no seu olhar e ele me parecia tão incontestável e eterno que nunca me incomodei em ver qual era."
"Mamãe, você me prometeu que quando morresse minha vida estaria encaminhada e em ordem e que a dor seria suportável, não me disse que eu teria vontade de arrancar e comer as minhas próprias entranhas"
Milena Busquets. Isso também vai passar. Companhia das Letras, 2016, p. 9.
'Eu te amo': as palavras mágicas que podem transformar a pessoa num cão, num deus, num maluco, numa sombra.
Milena Busquets. Isso também vai passar. Companhia das Letras, 2016, p. 8.
Isso também vai passar, de Milena Busquets.
Companhia das Letras, 2016.
Milena Busquets fala de luto, especificamente o luto da mãe, é uma premissa que me pegou por que afinal de contas esse é o maior medo da minha vida.
Mas o luto de Blanca não convence, a bem da verdade nada na personagem principal é muito verossímil, e o fato da frase de chamada, estampada na capa dizer que o livro é o “retrato de uma geração” nos faz pensar que, ou isso não é bem verdade, ou essa seria uma geração superficial, artificial e vazia ao extremo.
Blanca descreve a relação com a mãe como sendo o amor de sua vida e o substitui por contato físico, sexo sem compromisso, e a autora não parece se perceber a desigualdade do que está propondo. É tudo muito oba oba, eba eba, uma pessoa morreu, mas não tem luto sendo feito ali. E digo isso mesmo compreendendo que cada pessoa faz o luto de um modo diferente.
Além disso é adjetivo demais da conta, o livro é curto, se retirássemos os adjetivos sobraria metade. Uma infinidade de descrições de personagens que não fazem a menor diferença.
Personagens rasos, superficiais, sem nada a dizer.
“Precisamos ganhar a vida e isso nos obriga a nos transformar numa engrenagem da máquina. O mais doloroso são as concessões que nos vemos forçados a fazer aos preconceitos da sociedade em que vivemos. Devemos fazer mais ou menos concessões conforme nos sentimos mais fracos ou mais fortes. Se você não faz concessões suficientes, o oprimem; se faz em demasia, é ignóbil e menospreza a si próprio.”
Marie Curie. Diário. Em Rosa Montero. A ridícula ideia de nunca mais te ver. Todavia, 2019 p. 167
“(…) o corpo inevitavelmente nos trai, vamos perdendo nossas faculdades e, sem perceber, a vida nos empurra para o fim da linha. A última vez que subimos uma montanha. A última vez que mergulhamos. A última vez que jogamos uma partida de futebol com os amigos. Em geral, a gente não sabe que aquela será a última vez. É o tempo que se encarrega de nos despedir retrospectivamente das nossas possibilidades.”
Rosa Montero. A ridícula ideia de nunca mais te ver. Todavia, 2019 p.162-163
“A criatividade é justamente isto: uma tentativa alquímica de transmutar o sofrimento em beleza. A arte em geral, e a literatura em particular, são armas poderosas contra o Mal e a Dor. Os romances não os vencem (são invencíveis), mas nos confortam do espanto. Em primeiro lugar, porque nos unem ao resto da humanidade: A LITERATURA NOS TORNA PARTE DO TODO e, no todo, a dor individual parece que dói um pouco menos.”
Rosa Montero. A ridícula ideia de nunca mais te ver. Todavia, 2019 p.105-106
“Para viver, temos de nos narrar; somos um produto da nossa imaginação. Nossa memória é, na verdade, um invento, uma história que reescrevemos a cada dia (…); o que significa que nossa identidade também é fictícia, já que se baseia na memória. Sem essa imaginação que completa e reconstrói nosso passado e que outorga ao caos da vida uma aparência de sentido, a existência seria enlouquecedora e insuportável, puro ruído e fúria.”
Rosa Montero. A ridícula ideia de nunca mais te ver. Todavia, 2019 p.104
“A #culpa é um sentimento tradicionalmente feminino. Sobretudo em épocas passadas, embora hoje em dia ainda restem uns fiapos que nos mancham, fios pegajosos como teias de aranha. É uma culpa socialmente induzida por ousar seguir seus desejos, por negligenciar suas obrigações de mulher. #Culpa por ser má filha, má irmã, esposa e mãe.”
Rosa Montero. A ridícula ideia de nunca mais te ver. Todavia, 2019 p. 73
“Não há nada ridículo na #intimidade, não há nada escatológico nem repudiável nesse lento fogo doméstico de suor e febre, de ranhos e espirros, de peidos e roncos. Bem, esses últimos costumam ser motivo de muitas brigas, mas mesmo a isso você acaba se habituando. A #intimidade: não ter muito claro onde você termina e o outro começa.”
Rosa Montero. A ridícula ideia de nunca mais te ver. Todavia, 2019 p.64
A realidade é teimosa e complexa e insiste em nos contradizer obscenamente quando nos mostramos sonhadores.”
Rosa Montero. A ridícula ideia de nunca mais te ver. Todavia, 2019 p. 55
Pois a característica essencial do que chamamos de loucura é a solidão, mas uma solidão monumental. Uma solidão tão grande que não cabe na palavra solidão e que não podemos nem imaginar se não estivemos lá.”
Rosa Montero. A ridícula ideia de nunca mais te ver. Todavia, 2019 p.22