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@hayleyxwalton
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“amiga!” chamou @hayleyxwalton ao avistá-la no corredor, caminhando com uma rapidez surpreendente até onde ela estava. “por favor, me diz que você não tem nada pra fazer agora. se tiver, vai ter que esperar um pouco, porque…” fez uma pausa dramática, para ver se a outra tentaria adivinhar a sua motivação ou se apenas aguardaria a continuação de sua fala. “eu tenho uma fofoca absurda de boa e você precisa saber dela.”
O chamado era bastante genérico e podia se referir a literalmente qualquer pessoa do corredor, mas Hayley reconhecia aquela voz até demais para não saber que o alvo era ela própria. — Oi, Minty! — respondeu, mas seu usual sorriso não durou tanto tempo graças à forma como Araminta falava, porque se o objetivo feminino era despertar sua curiosidade, ela definitivamente estava conseguindo. Mesmo que possuísse um compromisso, a morena permaneceu em silêncio cerrando os olhos na direção da loira como se tentasse adivinhar o que passava na cabeça dela, mas sem muito sucesso. — Fofoca absurda de boa? — riu fraco com os adjetivos usados e cruzou os braços indicando que estava aguardando. — Então pode ir falando, porque essas são exatamente as minhas favoritas.
zoekylc:
— Yeah… Sure? — Franziu sua testa por um momento, em seguida, dando de ombros. Kyle andou até a irmã de seu amigo, escolhendo aleatoriamente uma delas para erguer. — Você só vai precisar ir na frente… Não faço ideia de onde fica o depósito.
— Ótimo. Muito obrigada! — já começou dizendo sorridente dando um leve pulinho para corrigir a posição das caixas que carregava para que não se desequilibrassem. Se quebrasse alguma peça, com certeza a professora de artes cênicas a mataria sem pensar duas vezes e Hayley estava precisando puxar o saco dela para algumas coisinhas que planejava para o comitê de eventos. — Tudo bem, só me acompanhar. — disse apontando com a cabeça para a direção que seguiriam. — Espero não estar te atrapalhando, não sei se você já estava ocupada...
catclina:
a pergunta a pegou de surpresa, os olhos se erguendo na direção de hayley ao passo que as sobrancelhas quase tornavam-se uma só pela forma como se juntaram. pensou a respeito e só a ideia já a deixara apavorada. não era a mais confiante embora agisse como tal. “parece pesado demais pra mim.” e não sabia se conseguia lidar com tanta pressão. por isso se sucedia tantas mentiras, no fim das contas. “sinceramente?” perguntou, porque não costumava fazê-lo. ser sincera. “acho que eu nunca mais apareceria na internet novamente. deletaria tudo. não consigo imaginar algo assim acontecendo comigo, mas acho que eu surtaria.” deu de ombros. “por quê? digo, por que a pergunta?”
Hayley só conseguiu concordar silenciosamente para o comentário da amiga, porque compartilhavam da mesma opinião. Depois de tudo o que aconteceu com sua família, manter uma figura de destaque nas redes sociais era seu principal objetivo para se manter próxima das melhores pessoas da Armstrong, além de distanciá-la um pouco das dificuldades financeiras que sua família sofria graças ao erro do próprio pai. Ver esse pedaço seu desmoronando seria um verdadeiro pesadelo. — Você só sumiria e não responderia ao ataque? — a morena não sabia o que faria na situação, mas simplesmente desistir não era uma opção quando se agarrava tanto ao próprio user. — Hm, nada demais. A galera ‘tá cancelando uma blogueira bem legal que conheço, porque ela falou umas coisas ambíguas uns anos atrás e só vejo o pessoal no twitter xingando ela horrores. Estou reflexiva sobre o que faria no lugar dela, sei lá.
nathwniel:
exausto do treino e levemente arrependido de não ter treinado nas férias como jurou que faria (e continuaria com sua defesa de culpar a viagem para a frança), nate resolveu sentar no banco ao enfim terem o tão desejado descanso. só conseguiria fazer qualquer outra coisa após recuperar-se um pouco. distraía-se em mexer no celular, revirando os olhos conforme lia as mensagens do grupo com os amigos (vulgo riley e samuel) e rindo baixo de algumas coisas na conversa. de tal forma, só notou quem havia sentado ao seu lado após escutar a voz feminina. virando-se para a mais nova, nathaniel não conseguiu conter um sorriso de surgir nos lábios masculinos. “ eu não vou ter mesmo como negar agora, o treino foi bem cansativo. muito obrigado, viu?” o seu agradecimento foi sincero, ainda acompanhado pelo sorriso anterior. afinal, estava contente não só pela gentileza alheia, como pela presença de hayley. em seguida, pegou a garrafa da outra e a abriu para que pudesse beber um pouco. “uau, tá bem gelada mesmo… mas é o melhor em treinos assim, na volta das férias o treinador sempre se aproveita da gente. e, hm, como é que foi o seu?”
— De nada. — ofereceu um amigável sorriso ao rapaz. Nathaniel era bacana e muito menos irritante que os demais do time de futebol, que conseguiam ser incrivelmente barulhentos e fedidos, então tinha que admitir que era uma surpresa não ter conhecimento de alguma líder de torcida que o crushasse tanto quanto os outros brutamontes. Sabia que era bastante suspeita para opinar sobre isso, mas realmente não conseguia entender muito bem o que passava na cabeça delas. — Eu disse... Essa garrafa térmica é muito boa e a água fica gelada por mais tempo, porque é à vácuo e tal. — mesmo que soubesse a física e química por trás daquela garrafa, não era como se fosse relevante falar sobre isso naquele momento, principalmente quando ambos estavam bem cansados pós-treino. — Ele puxou muito o treino de vocês? Hm, o nosso foi tranquilo... na verdade, teria sido mais caso vocês não nos distraíssem tanto. — explicou brevemente apontando discretamente ao grupo que ainda parecia trocar flertes a alguns metros de onde estavam sentados. — A parte mais difícil de ser a líder é ficar mantendo todas atentas à treinadora, porque ela parece que já desistiu um pouco de nós.
archiewx:
O atleta refletiu por um momento, pegando seu aparelho e checando a entrada dele. Não fazia ideia se aquele era o maior ou o menor, decidindo se aproximar mais dela, virando o mesmo na sua direção. — Esse aqui é qual? Cara, tô a tanto tempo com ele que nem sei mais diferenciar as coisas.
Com a aproximação do rapaz, Hayley precisou conter o próprio sorriso vitorioso por conseguir falar mais do que duas palavras com ele. Não que fosse tão difícil assim interagir com Archibald, mas suas amigas sempre faziam questão de atrapalhar e não queria parecer tão óbvia quanto seu interesse por ele, até porque ainda estava o avaliando. Com o celular em seu campo de vista, a morena rapidamente conseguiu identificar a entrada do cabo. — Esse é o largo e a má notícia é que não tem aqui. — respondeu entristecida, pois isso significava que a conversa estaria oficialmente morta em poucos segundos. — Mas eu devo ter algum adaptador no meu armário. — mentiu mirando-o nos olhos com simpatia. — Só ir comigo lá para dentro... — lançou a sugestão, porque se precisasse procurar por conta própria, obviamente que não o faria, porque caminhar até os armários para nada era demais.
leabchr:
— Tipo… I don’t know, eu vi em algum lugar algumas cenas assim. Acho que foi no insta. — Deu de ombros, soltando uma risada baixa. Se fez de desentendida, já que sabia muito bem as cenas, mas como incluía casais, achou melhor não correr o risco de parecer que estava flertando com ela. — Gostei da ideia! Mas… Antes… Você acha que seria muito clichê se eu quisesse fazer um contorno seu na parede? Você fica parada, eu passo a tinta e depois jogamos tudo com as fitas adesivas… Não nessa ordem, mas, anyway... Prometo não sujar suas roupas.
Hayley não sabia ao certo o que falar diante da resposta tão vaga oferecida pela loira, então apenas deu de ombros porque continuava sem saber exatamente que cenas eram as referidas e não queria parecer tão desentendida assim. Como existiam infinitas possibilidades do que fazer naquela enorme parede, a sugestão de Lea foi muito bem-vinda pela morena, que rapidamente abriu um sorriso animado. — Calma, você vai fazer meu contorno na parede com a fita ou com tinta? Porque se você, na real, for jogar um balde de tinta em mim, juro que acabo com você também. — ameaçou divertidamente se aproximando da parede. — Que pose eu faço? — e de maneira extremamente desajeitada, Hayley tentou fazer algo divertido com uma perna só e os braços abertos. Se serviria para o que a outra desejava fazer? Não fazia a mínima ideia.
calschwartz:
Por alguns momentos se preocupava com algumas das questões avaliadas pelas universidade durante o período de aplicações. Não era explicitamente exigido uma boa participação em esportes, afinal não era bem uma bolsa de esportes que Caleb buscava, no entanto, uma boa colocação nos esportes era interessante ao ver dos avaliadores. Isso era uma problema quando ficava na arquibancada e via o bom desempenho de boa parte dos alunos, incluindo Cory. Cory era um de seus principais concorrentes. As notas do rapaz eram excelentes, além de diversas iniciativas voluntárias. Boatos ainda que MIT era uma forte opção para o concorrente principal de Schwartz, que só se sentia aliviado ao lembrar que nos últimos simulados, sua nota havia sido maior por alguns pontos. “— Eu queria ver o Cory levar uma bolada na cara” disse sem ao menos pensar muito e logo tentou se corrigir “— É só porque ele é sempre tão prepotente na educação física que… bom, esquece, foi meio maldoso da minha parte.” desistiu de mais explicações ao perceber que ele estava errado agindo daquela maneira “— Caí andando de skate. Surpreendente, não?” riu sem muito humor “— Na verdade meu irmão ganhou no fim do ano e aí eu pensei ontem “ah por que não?”. Nunca tinha andado e tive um péssimo resultado. Não é pra mim.”
Não era tão próxima de Caleb para saber exatamente o que costumava passar na cabeça dele, então ouvir o desejo dele fez Hayley arregalar os olhos em surpresa, porque essa definitivamente não era uma fala que esperava dele. — Pensei que você fosse mais inofensivo. — comentou com uma risada enquanto observava o outro garoto correndo pela quadra. — Você não vai muito com a cara dele? — franziu o nariz jogando sua curiosa pergunta, embora não fosse uma novidade caso a resposta fosse negativa, afinal, Cory era um completo idiota. Não com Hayley, claro, porque às vezes até acreditava que ele nutria algum crush por si, mas com outros alunos da Armstrong. — Fica tranquilo que minha boca é um túmulo. — disse fingindo fechar o zíper de sua boa. — Por um segundo pensei que foi tentando fazer alguma manobra legal e não tentando andar, mas esse tipo de coisa acontece. — deu de ombros, apesar da história decepcionante. — Talvez você deveria praticar mais e tem um pessoal da nossa sala que parece saber andar de skate também, você poderia pedir até ajuda. — caçando nomes mentalmente, a morena encontrou um que poderia ser do agrado do loiro, porque lembrava de já tê-los visto juntos. — O Gray sabe andar de acordo com os vídeos do Tiktok dele.
calliwpe:
encarou hayley com a perfeita cara de paisagem, querendo realmente entender de qual buraco ela tinha saído para aparecer do nada em sua frente. também adoraria compreender que tipo de minhoca ela tinha na cabeça para ir puxar assunto consigo, mas a cabeça da elite da escola em grande parte do tempo não fazia sentido. “ah, valeu.” agradeceu, somente por educação. afinal, aquele era o tipo de situação que sempre a deixava desconfiada. “foi a minha mãe que fez pra mim, no meu aniversário do ano passado. ela gosta dessas coisas.” callie deu de ombros, não vendo muito porquê se explicar. “é… hayley, né?”
Quando o agradecimento veio, Hayley ofereceu um sorriso simpático a garota mesmo que não fosse cem por cento verdadeiro, mas tinha que fingir estar contente para manter sua personagem amigável. Calliope era uma figura interessante naquela escola repleta de pessoas iguais e a personalidade dela parecia agradar muitos por ali, então acreditava que se aproximar dela era uma forma de network. — Hm, que legal isso! Sua mãe costuma fazer muito desses acessórios? — a imagem que surgia na sua mente era de uma hippie bem estereotipada, mas manteve tal pensamento para si mesma. — Queria que a minha soubesse fazer esse tipo de coisa, mas ela não é lá muito boa com trabalhos manuais. Hm, sou Hayley sim. Você é Calliope, certo? Ouvi muitas coisas boas sobre você.
Não era sempre que as líderes de torcida possuíam a sorte de treinar longe dos olhares de outras pessoas e quando seus horários batiam com o do time de futebol, esse definitivamente era o pior dia para Hayley. Nada verdadeiramente contra os garotos, mas era estressante lidar com tanta desatenção das meninas que preferiam observá-los se agredindo no campo a realizar as sequências corretamente. Com o fim do treino, a morena acompanhou algumas de suas amigas que queriam conversar com alguns rapazes do time, mas optou por ficar afastada da concentração de flertes e sentar ao lado de @nathwniel no banco. — Quer um pouco de água? — ofereceu a sua garrafa praticamente cheia ao garoto ao ver que a dele estava vazia. — Ela está bem gelada.
— Eu adorei essa sua pulseira. — comentou com simpatia ao ver o acessório no pulso de @calliwpe, apesar de suas palavras não serem cem por cento verdadeiras. Era uma peça artesanal, mas não parecia tão bem feito como tentava ser. Hayley só estava tentando ser legal para se aproximar da garota. — Onde conseguiu ela?
Hayley não era grande fã de levar comida de casa para escola quando a maioria dos seus amigos se alimentavam no refeitório do instituto, então sempre dava o argumento de que estava precisando de uma alimentação mais balanceada e fingindo que de nada tinha relação com a grana apertada. Dessa maneira, abrir a marmita e ser surpreendida com uma refeição bem diferente dos seus padrões não foi muito legal, principalmente com algumas piadinhas lançadas por uma de suas amigas. Levantando-se com um pedido de licença e uma desculpa qualquer, foi procurar @waltzn para ter sua comida funcional de volta (mesmo que as almondegas da marmita de seu irmão parecessem ser bem mais saborosas). — Acho que preciso comprar algum pote diferente do seu, porque já é a segunda vez que trocamos sem querer. — começou falando ao se aproximar do mais velho. — Ou você já comeu tudo?
— Hey. — chamou a atenção da primeira pessoa que avistou pelo corredor que não parecia antipática o suficiente para rejeitar dar uma mãozinha. — Você pode me ajudar a levar essas caixas ao depósito? — perguntou a @zoekylc enquanto apontava para as últimas duas caixas que restavam. Não eram muito pesadas, mas carregá-las sozinha seria trabalhoso demais e o trajeto até o depósito da escola não ajudaria muito.
madwleine: flashback
apenas sorriu como resposta, levando o copo novamente aos lábios e tomando outro gole dele. realmente era bem mais a área de seu irmão que a sua estar em festas com pessoas da elite e, na verdade, somente estar em festas. mas o lado bom de não tê-lo ali era não ter que lidar com o mesmo praticamente implorando que mentisse aos pais sobre seu paradeiro de madrugada (e maddie tinha certeza absoluta que isso aconteceria, conhecia matthew muito bem), embora não tivesse muita fé de que não se incomodaria caso alguém viesse perguntar dele como se fossem grudados. “ahhh, faz sentido. mas não pretendo exagerar, não, meus pais me matariam se eu fizesse isso.” respondeu, soltando uma risada baixa. os mais velhos eram bem rígidos com algumas coisas, em especial consigo. o que era irônico quando se considerassem que era ela a filha que não saía da linha. “não que eu fosse fazer mesmo se fosse pra casa da chloe, mas também acho que nunca fiz nada assim em festas.” deu de ombros, colocando com sua mão destra uma mecha de cabelo para trás da orelha. que soaria chata com a fala já sabia, mas ficar constrangida com coisas assim era parte de sua personalidade naquele ponto. ouvir que hayley também não era amiga de muitas pessoas ali a deixou surpresa, pois esperava o contrário dela, considerando com quem andava. “sério? olha, a chloe é sempre a melhor pessoa pra essas horas, então ainda bem que você conseguiu chamar ela. e ela me chamou provavelmente por isso também, estávamos querendo algo de diferente pra fazer no recesso, sabe? tirar da cabeça o estresse.” explicou brevemente, sorrindo de canto. “novas companhias sempre são boas mesmo, ainda mais aqui. e… não sou muito, na verdade. eu sou mais de ficar na casa de algum dos meus amigos ou sair com eles, como a maioria também não é muito fã também. geralmente só venho quando é de algum deles ou me chamam, tipo aqui.” disse, se perguntando então se não estava falando de mais. “mas, é, acho que eu prefiro mais ficar em lugares mais calmos, que dá pra conversar e tudo o mais. imagino que você seja mais o oposto, né?”
— E numa escala de zero a dez, quais são as chances dele checarem você quando voltar para casa? — Hayley sabia que muitas vezes existia o receio de ser pega pelos pais, porém na maioria delas se tratava de apenas uma paranoia já que nem sempre eles estavam atentos a essa possibilidade de ver os filhos bêbados e era exatamente nesse ponto que a morena se aproveitava da inocência de seus progenitores. Ter uma imagem de boa filha tinha seus benefícios. — Nada assim tipo beber em festas? — perguntou curiosa. — É bem fácil saber quando é hora de parar: quando começar a ficar tonta, melhor ir parando porque já é um sinal que você está bem. — disse dando de ombros. — Se ficar do meu lado, você estará segura. — não era uma verdade, mas também não era uma completa mentira. A morena tinha um leve interesse de ver a outra sair um pouco da linha e se ela permitisse, faria questão de vê-la no novo estado, mas sem, claro, exagerar, porque sabia que sobraria para si. — Você está estressada? O lance das aplicações? — tentou adivinhar, mas acreditava que fosse o caso por ser algo que Heath e muitos de seus amigos também estavam passando. — Entendi... — comentou balançando a cabeça suavemente para mostrar que prestava atenção na resposta de Madeleine. — Diria que sou um pouco dos dois, porque sou uma pessoa de fases: tem horas que quero fazer algo mais calmo e outros que curto uma festa. Na verdade, acho que talvez você não curta muito festas por não ter ido as corretas, porque não é só da tranquilidade que se vive o homem. Se você curtir essa daqui, posso até te chamar para outras também. — disse oferecendo um curto sorriso para a loira. — Você já jogou beer pong alguma vez?
Archie se arrependeu amargamente de não ter aceitado as caronas que lhe foram oferecidas. Seu tio estava demorando mais do que o normal e, infelizmente, nem conseguia descobrir o motivo, já que a bateria de seu celular morreu no final do primeiro período. Se tinha alguma mensagem, nunca saberia… A menos que a única pessoa no estacionamento, junto com ele, tivesse um carregador. “Ei… @hayleyxwalton, né? Você tem um carregador de celular aí? Android.”
Como seus horários não batiam com o de seu irmão, nem sempre voltavam para casa juntos e aquele era exatamente um desses dias. Com os braços cruzados e as costas apoiadas na parede, Hayley aguardava algum de seus pais dar um sinal de vida por mensagem avisando quem estava à caminho para a buscar, pois estava exausta de utilizar o transporte público e precisar lidar com meio mundo de pessoas nojentas e cansadas. Sua impaciência causada pela demora diminuiu consideravelmente ao ver quem a chamava. — Hey, Archie. — abriu um sorriso simpático ao garoto. Não era como se possuísse muitas oportunidades de interagir com ele, então precisava aproveitar. — Android? Mas é o cabo menor ou o mais atual que é largo? — perguntou levando a bolsa para frente só para procurar seu cabo usb de vários conectores. — Se for o largo, tenho más notícias. — disse mostrando-o o fio com várias saídas.
Parada em frente a parede pálida, Lea colocou as mãos na cintura, animada até demais para colocar cores nela. Não sabia quem tinha tido a ideia, mas nunca imaginou que fosse pintar algo com @hayleyxwalton. — Isso aqui está parecendo cena de filme. — Comentou, virando-se para a morena com um sorriso divertido. — Você quer começar como? Jogando tinta? Tentando desenhar algo legal? Qualquer coisa é bem-vinda, literalmente, qualquer coisa.
Acostumada com telas pequenas e médias, aquela seria a primeira vez com a liberdade de pintar como bem entendesse uma grande parede branca, então estava um pouco perdida sobre como começar. — Que tipo de cena? — questionou curiosa. Foi difícil de admitir para si mesma no início, mas Lea era uma garota extremamente interessante de interagir e estava animada em fazer um projeto tão aleatório quanto aquele com ela. — Eu não faço a mínima ideia de como começar. — confessou antes de encarar os baldes de tinta disponíveis. — Não sou uma grande pintora. Hm, que tal fazermos algumas figuras com fita adesiva e jogamos tinta? Fazer algo doido parece divertido.