Tem um santuário que resgata, cuida, estuda e treina todos os tipos de dragões. Vive com a cara machucada ou pedaço do corpo sangrando, mas o final sempre compensa. Tem uma fiscalização extrema e cuidado maior ainda, mas é possível fazer visitas agendadas e voar com os dragões mais dóceis (se eles gostarem de você, ninguém é obrigado a nada). Sua vila e família te acham louco e tentam caçar os dragões antes que Hic os regaste - com o pretexto de ser para proteção.
O santuário recebe visitas frequentes de soldados da realeza, que querem garantir que os dragões permanecem presos e, pela opinião de Hic, não estão sendo usados para batalhas por alguém. Mas se engana quem acha que o Santuário recebe algum subsídio da monarquia, todos os cuidadores precisam dar seus pulos para bancar as despesas. Para ser capaz de bancar seus boletos, trabalha na Dragon Scale fazendo armas, projetos para quem tem dragões, concertando cacareco. Quer uma espada? Pode vim. Concertar uma cadeira? também. Qualquer parada tecnológica? pode mandar também.
Basicamente sua personalidade é dragão e projetar coisas. Tira isso, sobra nada.
Bio completa:
Em um mundo paralelo, lutar contra um dragão feroz e salvar quase todos da vila de Berk poderia ter sido visto como um ato heroico - talvez um dos poucos que traria um pouco de orgulho para Stoick. Mas, nesse universo, além de sair sem um pedaço da perna, seu ato corajoso somente trouxe mais raiva de seu pai contra as criaturas que tenta tanto proteger. Hiccup trava uma guerra contra a própria vila para fazê-los acreditar na inocência dos dragões, porém seu pai somente tem olhos negativos para causa. Os vê como monstros e os mata sem perguntar, em busca da vingança por aleijar seu único herdeiro. De acordo com seu pai, não somente seria um mau líder no futuro por não ter a cabeça no lugar - como era um fardo a proteger. Afinal, o progenitor não o considera capaz de fazer a própria proteção.
Hic já pensa diferente e confia na própria capacidade em treinar dragões para criar um convívio pacífico entre humanos e criaturas. Já se foi o tempo de querer ser como um deles, mas não desiste da ideia de que algum dia vai conseguir provar seu ponto para o pai. Por hora, se viu obrigado a morar longe da família para continuar sua jornada junto aos dragões. Criou um lar de resgate, um paraíso para que dragões sejam curados e vivam bem. Junto a seu companheiro Banguela e demais amigos, faz rondas frequentes para encontrar mais criaturas raras e consiga igualmente cuida-los e treiná-los. O local não é totalmente secreto, mas conseguiu que a proteção fosse feita com magia para protegê-los da família e demais seres mal-intencionados. O preço algum dia vem, e tem ciência disso.
Mas nem só de flores vive o homem, afinal as contas veem e não possui mais uma vila inteira que te sustente. Sendo bom nas construções nas forjas, divide o tempo entre seus projetos pessoais com os trabalhos na Dragon Scale com Bocão (o único que ainda ficou do seu lado). Faz todo tipo de armamento e cacarecos que se podem imaginar, além de concertar todo tipo de objeto quebrado. Sua habilidade também é um fardo, pois não é raro os "pedidos" obrigatórios que chegam direto do rei. Não confia no comando de Rumpelstiltskin, o primeiro ser existente que Hiccup não tenta ver pelo lado positivo e ativar seu lado diplomata. Por isso secretamente treina os dragões para que consigam fugir caso algum dia tentem ser usados para guerra.
Hic resgatou uma dragoa recentemente com a informação de que seus 3 ovos estavam desaparecidos. Já havia encontrado um, mas estava que nem louco atrás dos demais. E quando Robin chegou te jogando várias informações teve de piscar várias vezes para assimilar. Não parecia real que a sorte estava a seu favor. "Pera, pera, pera. Repete" As palavras foram tomando forma em sua mente, os idiotas do palácio, tal como Robin descreveu, estavam atrás do possivelmente mesmo ovo. Sentia a chama da empolgação começar ferver em seus olhos, carregada de ansiedade de que tinha que ser mais rápido do que eles "Como eles sabem da existência desse ovo? E pra qual direção eles foram? .. Se quero ir procurar .. que tipo de pergunta é essa, é claro que sim!" Falava agitado tal como uma criança, soltando as palavras rápidas aleatoriamente aos ventos enquanto pegava a espada retrátil na bolsa presa em Banguela. O dragão estava acordando de uma soneca sem entender nada, supostamente estavam no fim da patrulha. "Cara, qual é dessa obsessão deles? Enfim pra que lado? Levo o Banguela ou vamos no sigilo?"
"Hey António!" Era tarde da noite, a ferraria não estava sequer aberta, mas sempre tinha uma portinha disponível para Antonio entrar. Do caçador de tesouros poderia vir qualquer coisa e era melhor que os encontros não fossem tão a luz do dia. E não queria que qualquer pessoa tivesse acesso as melhores peças do arsenal "Você não tem noção do que eu comecei a desenhar pra você. Coisa foda, ágil, retrátil, assim obrinha prima" fez uma conchinha com as mãos e deu um beijo nos dedos, bem estilo chefe de cozinha comemorando seu melhor prato. "Fica à vontade, vou pegar uma cerveja. Griffin, pega uma cadeira, por favor" E se referiu ao dragão pequeno que estava ali na loja, que já foi se rastejando atrás do móvel solicitado. Hic estava animado, pegando e abrindo as duas garrafas da caixa térmica. "Como foi a empreitada de hoje? Se me dizer que encontrou um ovo eu juro que sou capaz até de te dar um beijo"
Obstinado em encontrar a matriarca dos Addams, Hiccup apareceu no terceiro, e último, lugar escrito em sua lista. Se não a achasse ali, iria aparecer na casa dos Addams e não tinha tanta certeza se seria bem recebido. Como não encontrou ninguém na entrada, e não iria para casa sem ter uma resposta, resolveu buscar por si a mulher na qual a descrição era somente você vai saber. Não fazia ideia o que queriam dizer com isso, pensava que teria relação com a excentricidade do lugar, até se deparar com uma das figuras femininas mais bonitas e imponentes que já viu na vida. Deu uma segurada no passo, seu pedido era delicado e tinha que usar as palavras certas. Não é vingança, mas uma reparação contra uma atrocidade. Seja racional. Ajeitou a postura e deu duas batidas no batente da porta "Oi.. Senhora Addams? Desculpe ir entrando e atrapalhar seu trabalho. Me chamo Hic Haddock, cuido do santuário de dragões. Queria consultar a possibilidade de ter sua ajuda. Teria um minutinho para conversar?" deu uma leve olhadinha, vendo que ela estava ocupada. "Posso esperar lá fora, se for melhor"
Astrid olhou para o outro com um sorriso cansado, mas ainda caloroso. Ela estava sentada na pequena mesa central, cercada por anotações, dispositivos eletrônicos mágicos e uma pilha de livros. É ali que passava grande parte de seu tempo cuidando dos bebês dragões – pequenos seres lendários que eram uma combinação única de adoráveis e teimosos. Você sabe, Hic, lidar com esses pequenos Gronkels não é nada fácil", respondeu Astrid enquanto se inclinava para pegar um dos bebês Gronkels que estava brincando com uma das canetas em sua mesa. Ela segurou o Gronkel nos braços, olhando para suas pequenas escamas brilhantes e os olhos curiosos. "Eles são como crianças, mas com um toque especial de… imprevisibilidade. "Astrid suspirou. " Eu acho que estou começando a decifrar algumas das coisas que eles gostam e o que os acalma. Mas ainda estou longe de ser uma expert em Gronkels."
Hic terminou de enfaixar a mão e apoiou o braço sobre a mesa, para servir de apoio para o rosto. Conseguia virar a cabeça e ficar observando ela falar, notando cada pedaço dos olhos iluminados. Todas palavras assertivas, os cabelos caindo no pescoço e o sorriso que parece que esquenta tua alma. Podia passar horas a vendo falar, mas desviou a atenção para uma mecha solta do seu cabelo. Hic levantou a mão para colocá-la de volta no lugar, mas se conteve e desviou o caminho para passar o dedo nas costas e no peito do pequeno Gronkel que estava nos braços da loira, vendo que a técnica de fazê-los caírem como cachorrinhos buscando carinho também funciona com os pequenos. Deu uma pigarreada para voltar pro foco "Pensa na imprevisibilidade. Descobri um que espirra ácido, parece que sempre tem alguma coisa nova que acontece do nada. Será que algum dia seremos experts em algum deles?" deu uma risada e apontou para todas as anotações dela. "Mas você está fazendo um trabalho incrível Astri. Quer dar uma descansada? Posso cozinhar alguma coisa enquanto você me conta mais detalhes"
Na primeira vez que ela e Hic conseguiram organizar suas agendas para sair para jantar em meses e Kida já estava se segurando para não rir nos primeiros cinco minutos. Escondia o rosto do garçom já planejando os disfarces que precisaria usar caso resolvesse ir ao Granny’s Red novamente, embora talvez uma gorgeta generosa aplacasse a furia dos funcionários do lugar. As reclamações de Hic começaram no momento que ele viu que o cardápio era via QueenRoyalCode, e ele precisaria gastar seu plano de dados para escolher o que iria comer. Finalmente não pode mais segurar a risada, depois de diversos pigarros do garçom e os beliscões que dera no braço do amigo para chamar a atenção. “Eu vou querer uma salada caesar por favor, e um suco de laranja! O querido aqui vai esperar mais um pouco. Obrigada!” Falou em seu tom mais gentil para o garçom, antes de se virar para o amigo, explodindo em riso e atraindo a atenção de todos que jantavam no lugar. “Como se você me escutasse! Eu nunca conheci alguém que gostasse tanto do som da propria voz quanto você! E olha que eu tenho experiencia com gente que começa a falar e não para mais.”
A situação só piorou quando Kida começou a rir, fazendo com que Hic escondesse a cabeça entre as mãos e desse um sorrisinho sem graça para as demais pessoas. Que merda de hiperfoco. Engoliu a última fatia do pão, também engolindo a ideia de falar em voz alto que queria pedir só o acompanhamento de frango - Kida ia o matar, já que passou os últimos 40 minutos reclamando de cada coisa disponível. "Ta, você está certa, não paro de falar barra reclamar desde que chegamos, eu juuuro que é última coisa" estendeu os braços para encostar nas mãos dela do outro lado da mesa "Não acredito que a gente saiu de casa pra você comer mato e fruta. Vou te dar uma horta de aniversário. Agora parei de falar" puxou um zíper imaginário sobre o lábio, jogou a chave para longe e fez sinal de "1" com o dedo. Pegou o celular e a mandou uma mensagem de texto com: [ me fala sobre a tese ], virou o celular pra ela e aguardou o retorno com um sorriso. Afinal das contas, a ideia era se juntar para colocar as coisas em dia. E estava curioso em como andavam as coisas.
Os olhos azuis observavam cada movimento dele, não deixando de pensar que era fofo. Tudo bem, podia não ser bem o tipo de Scarlett, mas havia algo nele que a fazia sentir mais curiosidade do que provavelmente deveria. “Você deveria prestar mais atenção quando se está mexendo com ferramentas pesadas, darling” ela foi se aproximando até apoiar os antebraços no balcão de atendimento, se recostando um pouco mais do que devia, expondo um pouco mais de decote do que precisava. Gostava de ter os olhos sobre si, característica ganhada ao longo dos séculos de vida. “Estava querendo uma gargantilha. De ferro. Com as minhas iniciais e forjada a ouro” ela disse devagar “Me disseram que você poderia me ajudar com o melhor trabalho possível”
Não poderia concordar mais que deveria ter atenção, mas o charme natural de Scarlet pairando te causava um nervosismo - o qual fazia o possível pra não se afetar. Hic é respeitoso e sempre manteve os olhos fixos nos dela, jamais descendo para o colo, mas não é tão ingênuo assim para não perceber a linguagem corporal carregada de sensualidade que ela carrega. Não tinha certeza se era proposital só para tirar com sua cara ou não. Pigarreou, tirou o caderno do bolso, mexeu nos cabelos, agora tirou a caneta do bolso, mexeu no cabelo de novo. "Claro, consigo recriar exatamente o que estiver na sua mente" saiu em busca de uma cadeira, se movendo rápido entre buscar, encontrar, colocar atrás dela e voltar para seu lugar no balcão. "Só preciso saber, bem, o que tá ai" Um pouco mais longe, para evitar que seus braços se encostassem. Tinha tudo pronto para iniciar o rascunho "Você quer ela mais grossa, fina, com detalhes, pesada, bem leve.. finalidade.. ah Scarlet do que? Pras iniciais"" Entre as palavras cuspidas rápidas e sem pausa, fazia um rascunho no caderno e aguardava a resposta, buscando manter a calma. "
"Ah é, então vai lá dar uma quicada num dragão pra ver se ele não te engole igual” Hic soltou, com o tom de irritação na voz por ser contrariado. Mas logo se viu culpado com suas palavras e pela falta de filtro “Caralho, desculpa.. não foi o que quis dizer.. só.. acho que dinheiro resolve bem mais coisas que.. bem.. sabe.. enfim” pigarreou e ajeitou o próprio corpo na cadeira, assuntos sexuais explícitos te deixam claramente desconfortáveis “Quer mais café?” arriscou para mudar de assunto.
"Substituía “você” por nós. Que eu saiba você vai junto” e sorrindo empurrou o equipamento no peito do amigo. Eram aparelhagens que tinha feito para voar, adaptação de um que já tinha, mas que não precisaria do impulso do Banguela para funcionar. Estavam na beira de um precipício com muita confiança que daria certo. “Ou já amarelou?”
Com @adoromontaremumdragao no Santuário de Dragões
"Eu to te falando Astrid, os bebês são um inferno" chegou batendo o pé na sala central onde passava a maior parte do dia "Não obedecem ninguém! Se eu não achar algo pra eles morderem logo, eles vão me morder .. de novo" Falou a última parte mais baixo, quase inaudível. Não era as poucas vezes que alguém dizia que sua persistência era imprudente, não estava na busca de uma bronca. "Terei que mudar minha abordagem" falou para si, com aquele olhar de doido quando está com alguma ideia na cabeça "Enfim, está tendo mais sucesso com os Gronkel's? Ou ta em outra coisa hoje?" Sentou do lado dela com o sorriso de sempre (afinal está em sua companhia), pegando os curativos para enfaixar a mão.
"Sério, olha o preço desse peixe!" estava tão abismado com os preços dos cardápios que não notou nem a fala da sua companhia ou sequer a presença do garçom pegando os pedidos da mesa. "Eu podia ter pescado na mão, feito um negócio melhor e ainda cobrava a metade do preç.." e sua fala se cessou quando ergueu a cabeça e viu o garçom parado. Ouviu um "vai querer o peixe?" respondeu que sim sem jeito e abaixou a cabeça na mesa quando foi retirado os cardápios. "E nesses momentos eu não recebo nem um chutinho pra calar a boca, né não?" E com olhar teatralmente machucado ainda se lamentava pela própria gafe. Pegou um pedaço do pão parceiro da água superfaturada "Espero que tenha pedido algo incrível, pois a chance de vir comida cuspida agora é muito maior"
Com @talentosamirabel em um pedaço qualquer da Floresta Encantada
"Braços juntos, cabeça erguida, sempre olhando pra frente. Olho pro lado seu pescoço já era!" deu os comandos aleatórios, mas logo dissipou a voz séria e abriu um sorriso. "To te zoando, só se segura em mim que vai ficar tudo bem. Banguela Airlines vai te dar a melhor experiencia possível" E com a troca feliz de olhares com o dragão sabia que pelo menos pra ela não ficaria de sacanagem em tentar assustar quando estivessem no céu. Foi tão difícil conseguir a porcaria da burocracia para fazer essa visita que estava transbordando em felicidade. Irônico, pois o espaço era seu .. mas era melhor nem pensar muito nisso. "Você vai ver, depois que voar nunca mais vai querer andar a pé. E o Santuário então, é, nossa, o melhor lugar que existe. Está pronta?" Subiu no Banguela e estendeu sua mão para ajudá-la a subir.
Com @chaoticgingcr entre uma balada e umas árvores
"Meri, me escuta. Do lado de uma árvore verde não é uma referência utilizável!! Que árvore, menina? Só.. só fica ai que te encontro" Estava apoiando em Banguela, na porta de um clube que teoricamente Merida estava. Seu celular estava no rosto e tinha uma expressão impaciente no rosto. Não era por estar buscando ela, na verdade até preferia pela garantia de que estaria segura, mas por Banguela ter acertado de novo que ela não estaria no primeiro lugar. Pelo menos foram só alguns passos a frente e já viu o pontinho ruivo que buscava "Sua carona chegou, madame. Quando estiver sóbria falaremos sobre ponto de referência" Um suspiro aliviado, um sorriso e o braço para que ela se apoiasse foram oferecidos, a segurando na maior normalidade de quem faz sempre isso. "Por sinal, hoje não é tipo terça? Achei que as noites de bebedeira eram só de quarta à domingo" a provocou, uma tiração de sarro era o preço por ter sempre Hic a seu dispor.