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Preenchi meu coração de ar, e assim ele não ficou vazio.
Drarry - Redescobrindo Hogwarts
Harry acordou assim que ouviu o despertador com o hino do time de Quadribol preferido de Rony tocar. Gina se ajeitou em seus braços com seus ruivos cabelos compridos cobrindo parte do seu rosto sardento. Fazia um ano que a guerra havia acabado, que ele havia derrotado Voldemort e que a paz tinha voltado a reinar no mundo bruxo. Mas, apesar de tudo isso, Harry se sentia mais sozinho do que nunca. Havia perdido seu padrinho Sirius, seu mestre Dumbledore, seu amigo Remus, a pessoa que ele descobriu que sempre o ajudou, Snape, sua coruja fiel Edwiges e mesmo que ainda frequentasse a família Weasley ele ainda se sentia mal pela morte do Fred. E agora ele teria que voltar para Hogwarts para terminar seu último ano, se reencontrar com seus amigos, sentir que as coisas não eram mais como antes e que ele não era mais “O eleito”, não era mais “O escolhido”, ainda levava o título do “Menino-que-sobreviveu”, mas agora era apenas Potter, um menino comum indo terminar seu último ano no lugar que havia marcado sua vida para sempre. - Levanta seu preguiçoso. – A voz de Rony protestou quando o mesmo passou em frente ao quarto de Ginny. Harry estava na Toca, no quarto com a sua namorada Ginny que ainda permanecia imóvel num sono profundo em seus braços. Tentou levantar sem acordá-la e se dirigiu para o banheiro da toca. Encontrou com George no caminho e esse bateu em seu ombro em sinal de comprimento. Hermione apareceu em seguida e o abraçou fortemente. O olhou em seguida com uma olhar que misturava pena e ternura. Harry tentou não deixar transparecer o quanto se sentia mal por ter que voltar para o castelo, mas era quase impossível esconder o que realmente sentia de Hermione. - Vai dar tudo certo. – ela disse apertando as mãos de Harry as suas. – Eu vou estar lá com você, Rony vai estar lá com você, também terá a Ginny. Não iremos te deixar sozinho Harry. Eu sei que você vai sentir falta de recorrer a Dumbled... Ginny a interrompeu quando chamou pelo nome de Harry o forçando a olhar de imediato para trás. Ele a agradeceu mentalmente por isso. Ginny tinha o cabelo preso em um rabo de cavalo e Harry não entendia como não conseguia amar aquela garota. Ele a namorava, sentia uma atração por ela, mas dava para perceber que ele a amava diferente do modo como Rony amava sua amiga Hermione. Entre seus amigos era tudo mais intenso. Mas Harry se forçou a acreditar que era apenas um modo diferente de amar e que cada um deveria ter seu jeito. Harry deixou Ginny se distrair numa conversa sobre Runas Antigas com Hermione e foi direto para o banheiro tomar seu banho. 00000000000 A família já estava na mesa quando Harry se aproximou já com as suas vestes da escola e sua capa jogada no ombro enquanto ajeitava suas gravatas nas cores vermelha e dourada. Ginny se levantou e o beijou voltando a se sentar com o Profeta Diário em mãos. - Preparado para o seu primeiro dia de volta ao castelo? – perguntou o Sr. Weasley para Potter enquanto a Sra. Weasley colocava ovos mexidos para Harry comer. - Oh! S-sim! – disse Harry meio atrapalhado enquanto colocava um pouco dos ovos mexidos na boca. - Bem, - iniciou Rony enquanto se servia de outra porção de ovos. – Parece que o Profeta não esqueceu tanto assim de você. - Hm? – Harry fez uma cara de interrogação enquanto bebia um gole do suco de abóbora. - Você está na capa do Profeta, amor. – Ginny disse mostrando o jornal a Harry. “O Menino-que-sobreviveu volta hoje para Hogwarts. Draco Malfoy também.” Harry se engasgou. Havia se esquecido que os alunos da Sonserina também estariam lá. Pelo menos o que sobrou deles. Ficou apreensivo em ter que presenciar as acusações de Draco e agora sem Dumbledore. Aquilo já estava iniciando mal. 000000000000000 Sra. Weasley deu um último adeus quando o trem deu a partida. Ginny não desgrudou do lado de Harry mesmo depois das amigas dela implorarem. A cabine estava cheia. Harry estava na janela, ao seu lado com as mãos entrelaçadas as suas estava Ginny, e Luna. Em frente a ele estava Hermione lendo um livro sobre Transfiguração, enquanto Rony discutia com Neville sobre uma matéria de Herbologia que ele não entendera no sexto ano. A mente de Harry voou dali, estava observando as raras casas que apareciam enquanto o vagão corria através dos trilhos. Esse ano parecia ser mais decisivo na vida dele do que o ano anterior. Quando aquilo tudo acabasse teria que se casar com Ginny, trabalhar como auror, ter filhos e viver como ele estava ali, sorrindo por fora e vazio por dentro. Parecia que nem os amigos conseguiam completar aquele vazio, parecia que aquilo ia ficar para sempre incompleto dentro dele. A conversa parou de repente, os olhos de Hermione saíram do livro e olharam diretamente em direção a porta da cabine. Harry seguiu seu olhar e descobriu o motivo do silêncio. Malfoy estava parado na porta da cabine com a sonserina Pansy Parkinson ao seu lado. Seus cabelos brancos agora compridos estavam presos num singelo rabo de cavalo. Os olhos cinzas fitaram a todos e recaiu sobre Harry. Harry sentiu um desconforto e apertou a mão de Ginny involuntariamente. - Calma Harry! – Ginny sussurrou entredentes. - Com medo Potter? – Malfoy provocou. Pansy Parkinson puxou Malfoy, mas ele não se mexeu. - Responda Potter, ou o gato comeu sua língua? - Não enche Malfoy. – Rony se pronunciou, mas Draco não recuou. Harry voltou a olhar pela janela ignorando toda aquela situação. - Harry? – Hermione o chamou. – Você está bem? - Será que eu não posso ficar em paz, droga! – Harry se levantou furioso andando em direção a saída da cabine. - Harry! – disse Ginny com um tom de choro na voz. - Calma, ele precisa de um tempo. Eu acho que voltar para a escola está exigindo muito dele. – a voz de Hermione foi ficando baixa conforme Harry se afastava. Não tinha se dado conta que tinha passado por Malfoy. Ele só não queria que Rony o defendesse, não aguentava mais o olhar de piedade de Hermione e nem o fato de Ginny não desgrudar dele em momento algum. Será que ele ainda era o centro das atenções? Ele não queria mais ser o centro das atenções, não depois de tudo. Ele só queria ser um Harry comum, um grifinório comum sem precisar se explicar a cada vez que mexesse um dedo. Antes de chegar ao final do vagão ele ainda esbarrou em algumas crianças ‘primarista’ que corriam atrás de um sapo de chocolate que pulava de cabine em cabine. - Nossa! – exclamou um menino que interrompera sua corrida para olhar a figurinha que ele tinha em mãos. – Eu tirei o Harry Potter. - Que legal. – Se aproximou um menino desengonçado perto dele. – É uma figurinha rara. - Mas ele sumiu. – disse o primeiro garoto ao voltar os olhos para a figurinha. - Lógico, você não achou que ele fosse ficar aí o tempo todo, achou? Então Harry se lembrou da primeira vez em que conheceu Rony no vagão. Aquelas palavras entre os dois garotos lhe soava tão familiar. Mas apagou rapidamente da memória, pois aquilo era passado, um passado feliz, mas que não ajudava em nada relembrá-lo. Foi para o fundo do trem e abraçou o joelho enquanto as lágrimas caiam involuntariamente do seu rosto. A infância que ele perdeu na casa dos tios, a adolescência que se dedicou pela causa do mundo bruxo e agora a vida adulta que parecia tão sem rumo. Para todo os lados só haviam paredes barrando o que quer que ele desejasse. Estava tudo ali, mas nada parecia real. Ele estava anestesiado, era disso que Potter queria se convencer, que ele ainda estava anestesiado. - Fugindo Potter? – a voz de Malfoy alcançou seu ouvidos. Harry secou uma lagrima para não mostrar a Malfoy que estava fraco e vulnerável, mas os olhos vermelhos e a voz falha e rouca o denunciariam de qualquer jeito. - Me dei... deixa em paz Malfoy! – Harry pediu em meio a um soluço. - Alohomora! – mencionou Draco e quando Harry olhou ele estava conferindo se a porta realmente estava trancada. - Se você realmente quer brigar eu não vou resistir Malfoy. Pode me matar se quiser. – Harry disse sem nenhuma emoção na voz. – Quer repetir o seu ato do sexto ano e pisotear meu nariz como se pisoteia um inseto repugnante? Pode pisotear. Não precisa me petrificar. Você estaria me fazendo um favor. - Me poupe dessa sua cena dramática Potter. – comentou Malfoy reproduzindo uma amarga careta. – Quer que eu acredite? Quer que eu realmente pise em você? Eu não tenho mais família, meus amigos podem ser resumir apenas a Pansy, e eu ficaria a um pé de Askaban atendendo ao pedido do bruxo dos bruxos. Ao contrário de você, o Grande Potter – Malfoy disse enquanto visualizava teatralmente um grande letreiro na sua frente e o mostrando com as mãos. – O invencível. O que venceu a morte e o Senhor da Morte inúmeras vezes, o que tem o mundo bruxo aos seus pés, o que cativa todos as sua volta, o que... - CALA A BOCA MALFOY! – Harry gritou com a respiração ofegante e a raiva o fez apontar a varinha na direção de Malfoy. - Calma Senhor Potter! – Malfoy disse com a voz serena. - O que veio fazer aqui? – perguntou Harry. – Ver minha humilhação? Ver que eu não sou mais o mesmo? Veio afirmar que eu fui criado como um porco para o abate e que agora eu não tenho utilidade nenhuma, mas todos se sentem gratos a mim. Qualquer passo meu é manchete no Profeta. Se eu vou ao zoológico, eles fazem uma matéria, se eu passeio com os Weasleys eles fazem uma matéria, se eu simplesmente fico em casa eles fazem uma matéria. Eu sempre fui o menino-que-sobreviveu e agora eu sou o menino-que-sobreviveu novamente. Harry se jogou no sofá e se pôs a chorar de novo, expor sua fraqueza na frente do Malfoy? Esse não era o seu maior problema. Ele se sentia tão mais aliviado por ter falado tudo o que sentia depois de um ano acumulando aquilo dentro dele. Malfoy se jogou no sofá em direção oposta a Harry. - Eu te entendo Harry. – Sua voz saiu em meio a um sussurro. - Não, você não me entende. – Harry disse com o ódio ainda transparecendo na voz. - Sim, Potter eu entendo você.
In-dependente...
Eu não acredito no seu amor por mim, mas você é minha dependência não química. Por: M.C.
Pés, para que os quero, se tenho asas para voar? Frida Kahlo
Verdades Ocultas
É horrível ver sua vida sendo desfeita por um erro de outra pessoa, mas é pior saber que está tudo dando errado por seus próprios erros.
Desencontros
Eu me desencontrei de você. Me desencontrei porque estávamos indo em direções contrárias. Me desencontrei porque não compartilhavamos os mesmos sonhos. Me desencontrei porque nossos corações já não possuíam a mesma batida. Me desencontrei porque estávamos lutando por ideais diferentes. Me desencontrei porque você não quis seguir o meu caminho. Me desencontrei porque eu não quis seguir o seu caminho. Nos desencontramos porque precisavamos encontrar novos caminhos, novas pessoas, novos amores. Me desencontrei porque me encontrei demais e nada fazia sentido. Me desencontrei porque quero queria você fosse livre, mas o meu objetivo era te manter trancando a mim. Me desencontrei porque queria mais de você, mas você já estava satisfeito consigo mesmo.
Text by: M.C