It's where I belong | Open
Caleb estava sentado no gramado que ficava em frente a universidade, bem debaixo de uma das grandes arvores que costumavam oferecer uma ótima sombra pra quem quisesse se sentar por ali para fazer alguma atividade, ou até mesmo para jogar a mochila na grama e usa-la como travesseiro e tira um bom cochilo. Estava com as costas encostadas em uma das arvores e tinha o notebook no colo. Aquela era uma ótima tarde de outono, o clima estava gostoso e a leve brisa ajudava ainda mais nesse aspecto.
Com os fones de ouvido para poder se concentrar melhor no trabalho, o moreno editava as fotos que havia tirado alguns dias atrás, aquele era um dos lugares favoritos dele para fazer esse tipo de coisa, gostava de ficar em contato com a natureza e ao mesmo tempo gostava de ficar perto das pessoas, mesmo que ainda estivesse no seu próprio mundo naquele momento. Era como se tivesse uma bolha ao redor dele, tudo que estava fora da bolha não era importante agora, só as suas fotos e suas músicas lhe interessavam no momento.
Movimentava a cabeça no ritmo da música, totalmente distraído, nem percebeu quando alguém se aproximou e acabou levando um breve susto quando desviou o olhar da tela do computador pro que acontecia ao seu redor, rapidamente tirou os fones colocando-os no pescoço e sorriu. - Tem muito tempo que você está aqui?
O pequeno grupo de alunos o escutava atentamente. William, no meio do parque, ensinava sobre iluminação natural — e como isso pode ser usado a seu favor, ou contra você. Caminhava de um lado para o outro, discursando com calma, sendo observado pelos olhos curiosos dos jovens. O homem não era exatamente um fã de ser a atração principal, mas era uma das consequências em ser um professor. E embora não apreciasse a atenção exagerada de seus estudantes, amava sua profissão mais do que tudo.
Aos poucos, o grupo de quase vinte alunos foi se dispersando. Já estavam no parque há quase uma hora, e, ainda que a brisa de outono aliviasse, nem todos podiam aguentar o calor da tarde. Os mais aficionados — ou os que mais precisavam de boas notas — continuaram até pouco antes do pôr do sol, até sobrar apenas William e sua polaroid no pescoço. O português só tinha filme para tirar mais uma foto, e decidiu com cuidado. Localizou um rapaz sentado debaixo de uma árvore, um pouco distraído. William caminhou sinuosamente até ele, e ao achar o ângulo que queria, fotografou o jovem. O barulho da película saindo da máquina pareceu alerta-lo, voltando sua atenção para o homem segurando a câmera. Oh, me desculpe, eu estava só... William corou, e logo tratou de mudar o assunto. Belas edições você tem aí.









